segunda-feira, 6 de março de 2017

Gastar energia é a solução para uma vida longa e saudável

Para a saúde e a longevidade, o importante é aumentar o gasto calórico, independentemente do tipo de atividade. Vale subir escada e até andar no escritório

Nas últimas décadas observamos um crescimento enorme da divulgação de que a atividade física é benéfica à saúde. Isso suscitou a multiplicação do número de academias, muito mais espaço na mídia, novos e atraentes métodos, dietas revolucionárias, o aparecimento da figura do personal trainer e, mais recentemente, os blogs e páginas do Twitter, Facebook, Instagram, etc.

Com exceção dos enganadores, marketeiros – vendedores de ilusão que não têm nenhum conhecimento, mas apregoam dietas e exercícios milagrosos, mascarados na alegação de que somente estão divulgando o que fazem – tudo isso é sensacional.

Sem dúvida a prática de exercícios e a adoção de hábitos mais saudáveis implica na melhora da saúde e da qualidade de vida, na diminuição do absenteísmo, em menores gastos e menores filas nos serviços de saúde, menos utilização de remédios e aumento na expectativa de vida.

Sabemos também que a carga de exercícios ideal é individual. O que fazer, como e quanto é relativo ao indivíduo, e os exames clínicos, as avaliações, os testes físicos são importantes para a identificação das características individuais, potencialidades e fatores limitantes que vão orientar a montagem do programa de treinamentos.

Porém existe outro aspecto igualmente importante que não envolve profissionais da área e só depende de cada um. Segundo a Organização Mundial de Saúde quem gasta menos de 500 calorias por semana é considerado sedentário; entre 501 e 1.999 calorias/semana são moderadamente ativos e acima de 2.000 calorias/semana são ativos.

Ralph Paffenbarger estudou 16.000 alunos e ex-alunos da Universidade de Harvard por 16 anos e chegou a conclusões muito interessantes. Os indivíduos que sempre se mantiveram ativos apresentaram um índice de mortalidade 37% menor que os que sempre se mantiveram sedentários. Os indivíduos sedentários que se tornaram moderadamente ativos apresentaram um índice de mortalidade 21% menor do que os sedentários. Os que se tornaram ativos, um índice 28% menor.

Os ativos de 35 a 39 anos de idade apresentaram um aumento de 2,51 anos na expectativa de vida e de 0,42 anos nos indivíduos de 75 a 79 anos. Além disso, a porcentagem de pessoas com mais de 80 anos foi maior no grupo ativo (69,7%) do que no sedentário (59,8%).

O que é importante salientar sobre esse estudo é que esses benefícios ocorreram simplesmente em função do aumento do gasto calórico, independentemente do tipo de atividade. Já vimos a importância da supervisão de profissionais no programa de condicionamento físico, mas se pudermos aumentar o gasto de energia em nossas atividades corriqueiras já teremos muita vantagem.

Utilize mais as escadas. Não precisa subir 12 andares, mas pode ir até o 10º andar de elevador e subir 2 de escada já ajuda. Descer também vale.

Desça do metrô ou do ônibus uma ou duas estações ou pontos distantes da sua e complete o trajeto a pé.

No carro, não fique neurótico tentando achar uma vaga para estacionar ao lado do elevador do shopping ou na frente da loja, pare distante, caminhe. Valet Parking nem pensar, se não for pela saúde, pelo preço exorbitante.

Explore a redondeza, na hora do almoço caminhe em busca de uma nova padoca ou um novo quilo, além do exercício, você pode ter uma grata surpresa.

No trabalho, levante. Não fique muito tempo sentado. Coloque a cafeteira em outro cômodo ou andar, a impressora em outra mesa. Não fique deslizando pelo escritório na cadeira com rodinhas. Seja criativo, o que importa é gastar energia. Levantar e ir à mesa ao lado para pegar o papel na impressora realmente não é um gasto grande, mas você tirou seu organismo da estabilidade, aumentou seu metabolismo, que vai demorar alguns minutos para se reduzir. Se nesse tempo você for pegar um cafezinho, o metabolismo aumenta de novo e assim por diante. Cada ação dessas isolada não gasta tanta energia, mas a soma delas ao longo do dia vai representar um gasto significativo.

Esses cálculos não são exatos, aliás, muito longe disso, porque existem inúmeras variações e interferências, mas só para se ter uma ideia vamos estabelecer que gastamos 1,0 cal/minuto. Isso significaria um gasto de 60 calorias/hora ou 1.440 calorias/dia.

Se essas pequenas ações elevassem o gasto calórico para 1,2 caloria/minuto teríamos 1.728 caloria/dia, ou seja 288 calorias a mais. Novamente com ressalvas, uma caminhada a 6 km/h por uma hora gasta 300 calorias.

É difícil de acreditar, mas é verdade! Inclusive, isso é bem documentado quando se compara o grau de condicionamento físico de pedreiros, faxineiros e carteiros com escriturários, ascensoristas e telefonistas. As atividades profissionais que demandam um gasto energético maior propiciam um melhor estado de saúde, como pressão arterial, níveis de colesterol, glicemia, densidade óssea e vários outros marcadores do que as menos ativas.

O corpo é extremamente adaptativo, nos adaptamos ao frio, ao calor, à poluição, à altitude, a tudo. Nos adaptamos ao sedentarismo, o corpo fica mais eficiente, gasta menos energia para fazer a mesma coisa que fazia antes. Gasta cada vez menos energia e por isso perde massa muscular, perde massa óssea, acumula mais gordura e mais açúcar, as artérias se endurecem, entopem, a pressão sobe, o coração acelera, os pulmões funcionam menos, o resto, você já sabe!

Felizmente o contrário também ocorre, nos adaptamos a ser mais ativos e ganhamos músculos, queimamos gordura e açúcar, a pressão diminui, etc.

Eu sei que você vai marcar a consulta médica, fazer os exames periódicos, os testes físicos, vai consultar uma nutricionista e passar a comer melhor, vai contratar um personal trainer, se matricular na academia, parar de fumar, dormir melhor, diminuir o stress, eu sei. Mas enquanto você agenda tudo isso, que tal adotar aquelas simples medidas?


domingo, 5 de março de 2017

As 12 superbactérias que apresentam maior risco à saúde

OMS divulga a lista de micro-organismos que mais preocupam o mundo — a resistência bacteriana mata mais de 700 mil pessoas no mundo, todos os anos

A Organização Mundial de Saúde (OMS) liberou recentemente uma lista com os 12 micróbios resistentes a antibióticos mais perigosos para a saúde humana. O relatório é dividido em três categorias, de acordo com a urgência da demanda por novos antibióticos: crítico, alto e médio.

No topo, aparece a Acinetobacter baumannii, que é muito comum em solos e pode entrar no corpo através de feridas abertas, principalmente em pessoas com sistema imunológico fragilizado. Apesar disso, o maior risco de contaminação está presente no ambiente hospitalar. Para ter noção, esse micro-organismo resiliente aguenta até os antibióticos à base de carbapenema, usados como último recurso quando todos os outros tratamentos falham.

“Essa lista é uma nova ferramenta para assegurar que as pesquisas e desenvolvimento respondam às necessidades urgentes de saúde pública. A resistência aos antibióticos está crescendo, e estamos ficando rapidamente sem opções de tratamento. Se deixarmos as forças do mercado sozinhas, as novas drogas que precisamos com urgência não serão desenvolvidas a tempo “.

Só tenha em mente que a resistência bacteriana também é culpa de cada um de nós. Ao tomar antibióticos sem prescrição — ou não seguir exatamente a prescrição do doutor, você ajuda a fortalecer esses micróbios!

 A lista da OMS

Algumas velhas conhecidas estão no ranking, como a bactéria da gonorreia e a salmonela, uma inimiga do sistema digestivo. Veja a seguir a lista completa com os principais efeitos causados por cada uma.

Prioridade 1: CRÍTICO
Acinetobacter baumannii – infecções hospitalares em geral
Pseudomonas aeruginosa – infecções hospitalares em geral
Enterobacteriaceae – infecções hospitalares em geral

Prioridade 2: ALTO
Enterococcus faecium – infecções hospitalares em geral
Staphylococcus aureus – infecções cutâneas e sanguíneas, pneumonia
Helicobacter pylori – úlceras no estômago e câncer
Campylobacter spp. – diarreia
Salmonellae – diarreia
Neisseria gonorrhoeae – gonorreia

Prioridade 3: MÉDIO
Streptococcus pneumoniae – pneumonia
Haemophilus influenzae – meningite, pneumonia em crianças, infecções sanguíneas
Shigella spp. – diarreia


Fonte: http://saude.abril.com.br/medicina/as-12-superbacterias-que-apresentam-maior-risco-a-saude/ - Por Ana Luísa Moraes – foto Crédito: Erika Onodera

sábado, 4 de março de 2017

11 alimentos que liberam serotonina e fazem você ficar com o humor melhor

Quem deseja experimentar melhora no humor de forma natural, através da alimentação, deve apostar em alimentos ricos em triptofano, aminoácido essencial para produção de serotonina, um neurotransmissor que promove, além da sensação de bem-estar, boas noites de sono, manutenção da memória e até mesmo controle do apetite.

Alimentos que melhoram o humor
Grão de bico: em saladas, purê, refogado, sopas ou como substituto do feijão, ajuda na liberação de serotonina pelo cérebro.

Banana: além de ajudar no treino e ser rica em potássio, a fruta é fonte de carboidrato, que serve de base para a formação da serotonina.

Aveia: boa opção do café da manhã, o alimento contribui para o bom funcionamento do intestino, também essencial para o bom humor.

Folhas verdes escuras: alimentos como espinafre, rúcula, agrião, couve e brócolis são ricos em ácido fólico, que também estimula a produção de serotonina.

Arroz integral: a versão mais saudável do tradicional alimento também estimula a serotonina, que afasta a fome exagerada e promove sensação de bem-estar.

Alimentos cítricos: frutas que são fontes de vitamina C combatem o estresse celular e ajudam a melhorar o humor.

Sementes: ideais para lanchinhos entre refeições, elas são fonte de zinco, magnésio e selênio, que têm ação antioxidantes que acionam a síntese da serotonina.

Abacate: rica em gordura boa que promove saúde e emagrecimento, a fruta é outra boa opção para quem pretende experimentar melhora no humor através do consumo de alimentos.

Oleaginosas: nozes e castanhas do Pará, por exemplo, garantem saciedade, combatem o apetite exagerado e também traz melhoras no humor.

Queijo: fonte de cálcio, o alimento que garante diversas combinações também estimula a produção de serotonina, que promove sensação de bem-estar natural.

Ovos: antes vilão, o alimento hoje já foi redimido e é essencial para a saúde, o emagrecimento e melhora do humor.

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sexta-feira, 3 de março de 2017

A ciência comprova: a musculação protege a saúde das mulheres

O treino de força previne uma série de doenças na ala feminina, como o diabetes tipo 2

É fácil se render aos encantos da corrida ou de uma aula de zumba. Os exercícios aeróbicos são os favoritos quando o assunto é atingir a meta diária de atividade física recomendada pelos profissionais. Acontece que a predileção por esse tipo de exercício – que aumenta a circulação sanguínea e a capacidade respiratória – acaba, consequentemente, implicando na falta de interesse pelas sessões de musculação, especialmente entre as mulheres.

O equívoco desse cenário: os treinos de força estão longe de ser apenas uma atividade indicada para quem quer ver os músculos crescerem. Cientistas americanos, após analisarem os dados de mais de 36 mil mulheres, concluíram que puxar peso previne em até 30% o diabetes tipo 2 e em 17% as doenças cardiovasculares, a exemplo do ataque cardíaco e do derrame.

Além disso, as participantes que marcaram o ponto na academia também apresentaram um índice de massa corporal menor, maior chance de se alimentar de forma saudável e baixa probabilidade de serem fumantes quando comparadas às que passavam longe dos halteres.

Não estamos dizendo que você deve trocar um tipo de exercício pelo outro, pelo contrário. A ideia é combiná-los, já que, juntos, seus benefícios se intensificam – o estudo descobriu que mulheres que faziam musculação juntamente com 120 minutos de exercícios aeróbicos por semana tinham um risco 65% menor de desenvolver diabetes.

Os pesquisadores afirmam que uma análise mais profunda precisa ser feita para chegarem a um consenso de quanto tempo de musculação deve ser recomendado oficialmente, mas até lá, eles garantem: puxar peso, nem que seja uma vez na semana, já ajuda a manter a saúde.


Fonte: http://boaforma.abril.com.br/fitness/a-ciencia-comprova-a-musculacao-protege-a-saude-das-mulheres/ - Por Caroline Randmer - jacoblund/Thinkstock/Getty Images

Finalmente aposentado oficialmente

Após 36 anos, 9 meses e 20 dias de trabalho como funcionário público estadual no cargo de Professor de Educação Física do Colégio Estadual Murilo Braga em Itabaiana, foi concedido a mim a aposentadoria por tempo de contribuição pelo governo do Estado conforme a Portaria publicada no Diário Oficial em 03 de março de 2017. Agradeço a Deus por mais uma benção em minha vida!