Mostrando postagens com marcador OMS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador OMS. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Exercícios para uma velhice ativa: saúde e independência


Combinar atividades aeróbicas, de força, equilíbrio e mobilidade ajuda a manter a independência com a idade, explica médico do esporte. Veja as recomendações da OMS.

 

Manter o corpo ativo na velhice é vital para preservar a saúde e a autonomia nas tarefas diárias. Para conter perdas musculares, cardiorrespiratórias e articulares, especialistas e a OMS recomendam combinar quatro tipos de treinos: aeróbicos, de fortalecimento, de equilíbrio e de mobilidade. Essa integração previne doenças, evita quedas, melhora o fôlego e garante que o idoso realize atividades rotineiras com segurança, sendo sempre indicada a orientação profissional para adaptar a rotina.

 

Os exercícios certos ajudam a chegar à velhice com saúde e independência. O corpo muda ao longo da vida, e manter-se ativo é uma das principais estratégias para lidar com essas mudanças.

 

Segundo Carlos Ulloa, médico do esporte, membro do Conselho para Assuntos de Nutrição da Herbalife, há uma tendência de redução da massa e da força muscular. O equilíbrio, a mobilidade e a capacidade cardiorrespiratória também sofrem alterações.

 

Por isso, um programa diversificado minimiza essas perdas. Ele também preserva a capacidade de caminhar, subir escadas, carregar compras, levantar-se de uma cadeira ou recuperar o equilíbrio após um tropeço.

 

O ideal é combinar modalidades que trabalhem capacidades físicas diferentes. Confira as quatro principais.

 

Exercícios aeróbicos para ter fôlego

Caminhar, pedalar, nadar ou dançar aumentam a frequência cardíaca e respiratória. Com isso, coração, pulmões e sistema circulatório ficam mais eficientes em levar oxigênio aos músculos.

Esses exercícios ajudam a prevenir e controlar fatores associados a doenças cardiovasculares e metabólicas. Um bom condicionamento também reduz o cansaço em tarefas como fazer compras ou subir escadas.

 

Boas opções

caminhada em ritmo acelerado;

bicicleta e bicicleta ergométrica;

natação e hidroginástica;

dança e corrida;

escada e elíptico.

 

A OMS recomenda de 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada por semana. Outra opção é fazer de 75 a 150 minutos de atividade vigorosa. Também é possível combinar as duas intensidades.

 

Exercícios de força para manter a independência

Com a idade, o corpo perde massa muscular e força de forma progressiva. Esse quadro é chamado de sarcopenia. As articulações também se deterioram, e isso pode comprometer tarefas simples e a autonomia.

"Os exercícios de força não servem apenas para aumentar músculos ou melhorar a aparência", reforça Ulloa. Segundo ele, eles preservam a capacidade de levantar-se da cama ou de uma cadeira, subir degraus, carregar sacolas e agachar para pegar algo no chão.

O fortalecimento também contribui para a saúde óssea e para a capacidade funcional.

 

Boas opções

musculação;

exercícios com faixas elásticas;

pilates;

calistenia, como agachamentos adaptados e flexões na parede;

treinamento funcional.

 

A OMS indica atividades de fortalecimento de intensidade moderada ou maior. Elas devem envolver os principais grupos musculares em pelo menos dois dias por semana.

 

Exercícios de equilíbrio para evitar quedas

O equilíbrio ganha importância com o passar dos anos. Ele depende da integração entre músculos, visão, sistema vestibular e sistema nervoso. Essa integração controla o corpo e permite reagir rápido a mudanças no ambiente.

Na prática, o equilíbrio entra em ação quando alguém pisa em uma superfície irregular ou desvia de um obstáculo. Ele também age quando a pessoa recupera a estabilidade depois de um tropeço.

 

Boas opções

tai chi chuan e ioga;

exercícios funcionais;

caminhar em diferentes direções;

ficar apoiado em um pé só;

movimentos com mudança de direção, transferência do peso e coordenação.

 

Esses exercícios podem usar acessórios que criam instabilidade. Ulloa cita bosu, discos e almofadas de equilíbrio, balance board, bolas suíças e step. O médico destaca que a dificuldade deve se adaptar à capacidade de cada pessoa, com progressão gradual.

A OMS recomenda praticar três ou mais dias por semana atividades multicomponentes. Elas devem enfatizar o equilíbrio funcional e o treinamento de força.

 

Alongamento e mobilidade para ter liberdade de movimento

Esses exercícios mantêm a amplitude dos movimentos e facilitam as tarefas diárias. O efeito é maior quando fazem parte de uma rotina com força, equilíbrio e atividades aeróbicas.

Vale entender a diferença. A flexibilidade é a capacidade de músculos e outros tecidos se alongarem. A mobilidade é a capacidade de uma articulação se movimentar bem e com controle.

 

Boas opções

sessões de alongamento;

ioga e pilates;

exercícios de mobilidade articular;

movimentos dinâmicos que trabalhem diferentes amplitudes.

 

Segundo Ulloa, as diretrizes atuais da OMS não definem uma quantidade semanal de alongamentos para pessoas idosas. Mesmo assim, ele recomenda incluir mobilidade e alongamento antes de qualquer treino ou modalidade.

 

Como combinar os exercícios na rotina

Não é preciso escolher apenas um tipo. Algumas modalidades trabalham mais de uma capacidade ao mesmo tempo. Uma aula de dança, por exemplo, oferece estímulo aeróbico, coordenação e equilíbrio. Já certos exercícios funcionais combinam força, mobilidade e equilíbrio.

 

Resumo das metas semanais da OMS

Aeróbicos: 150 a 300 minutos de intensidade moderada, ou 75 a 150 minutos de intensidade vigorosa.

Força: pelo menos dois dias por semana.

Equilíbrio com força: três ou mais dias por semana.

Alongamento e mobilidade: sem meta definida, mas indicados antes dos treinos.

 

Exercícios para viver com autonomia

Os exercícios não servem só para ganhar condicionamento. Eles protegem a vida prática: levantar, caminhar, carregar e se mover com segurança. "O objetivo é chegar às idades mais avançadas mantendo a capacidade de fazer aquilo que faz parte da própria vida", finaliza Ulloa.

 

Antes de começar, procure orientação profissional para adaptar a rotina às suas condições de saúde.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/exercicios-para-uma-velhice-ativa-saude-e-independencia,3803c03984f9bf134697b39a6e5c4b38321zoxn1.html?utm_source=clipboard - Foto: Aflo Images

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

1,60, 1,70 e 1,80: qual é o peso ideal para cada altura, segundo a OMS


O peso ideal não corresponde a um único número. As faixas do IMC indicam valores para 1,60 m, 1,70 m e 1,80 m e ajudam a interpretar melhor a balança.

 

Segundo a OMS, não existe um peso ideal exato, mas faixas saudáveis baseadas no IMC normal (18,5 a 24,9). Como referência para adultos, intervalos adequados são: 47,4 kg a 63,7 kg para 1,60 m; 53,5 kg a 72 kg para 1,70 m; e 59,9 kg a 80,7 kg para 1,80 m. Contudo, o cálculo do IMC serve apenas como triagem inicial, pois desconsidera fatores cruciais da composição corporal, como massa muscular e gordura, exigindo avaliações de saúde mais amplas e individuais.

 

Quando alguém procura o peso ideal para determinada altura, é comum esperar um único número. A Organização Mundial da Saúde, porém, trabalha com uma faixa de referência baseada no Índice de Massa Corporal, o IMC. Para adultos, valores entre 18,5 e 24,9 ficam na faixa considerada de peso normal. A partir desse intervalo, é possível estimar quanto uma pessoa de 1,60 m, 1,70 m ou 1,80 m pode pesar sem sair dessa classificação.

 

Quanto deve pesar uma pessoa que mede 1,60 m?

Para uma pessoa adulta com 1,60 m, a faixa correspondente a um IMC entre 18,5 e 24,9 fica aproximadamente entre 47,4 kg e 63,7 kg. Isso não significa que exista um peso perfeito dentro desse intervalo, mas que esses valores permanecem dentro da classificação de peso normal usada como referência.

 

De forma prática, a divisão fica assim:

menos de 47,4 kg corresponde a IMC abaixo de 18,5;

entre 47,4 kg e 63,7 kg corresponde à faixa de IMC normal;

a partir de aproximadamente 64 kg, o IMC entra na faixa de sobrepeso;

a partir de cerca de 76,8 kg, o IMC chega a 30 ou mais.

 

Qual é a faixa de peso para quem mede 1,70 m?

Para 1,70 m, o intervalo associado ao IMC de 18,5 a 24,9 fica entre aproximadamente 53,5 kg e 72 kg. A diferença em relação a quem mede 1,60 m acontece porque o cálculo leva a altura ao quadrado.

 

Assim, uma pessoa adulta de 1,70 m pode usar como referência:

menos de 53,5 kg para IMC abaixo de 18,5;

entre 53,5 kg e 72 kg para a faixa considerada normal;

a partir de aproximadamente 72,3 kg para IMC de 25 ou mais;

a partir de cerca de 86,7 kg para IMC de 30 ou mais.

 

E para quem mede 1,80 m, qual é o peso de referência?

Em uma pessoa com 1,80 m, o intervalo aumenta para aproximadamente 59,9 kg a 80,7 kg. Esses valores correspondem, novamente, ao IMC entre 18,5 e 24,9 adotado como faixa de peso normal para adultos.

 

Nesse caso, a referência fica próxima de:

menos de 59,9 kg para IMC abaixo de 18,5;

entre 59,9 kg e 80,7 kg para a faixa normal;

a partir de aproximadamente 81 kg para IMC de 25 ou mais;

a partir de cerca de 97,2 kg para IMC de 30 ou mais.

 

Como é feito o cálculo do IMC?

O IMC é calculado dividindo o peso em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Uma pessoa com 58 kg e 1,70 m, por exemplo, possui IMC próximo de 20,1. A ferramenta é simples e ajuda a criar uma referência rápida entre peso e altura.

Para adultos, a classificação utilizada considera IMC abaixo de 18,5 como baixo peso, de 18,5 a 24,9 como peso normal, de 25 a 29,9 como faixa de sobrepeso ou pré-obesidade e valores a partir de 30 como obesidade.

 

Por que duas pessoas com o mesmo peso podem ter corpos muito diferentes?

O IMC não consegue mostrar quanto do peso corresponde a gordura, músculos, ossos ou água. Uma pessoa bastante musculosa, por exemplo, pode apresentar IMC elevado sem necessariamente possuir uma quantidade excessiva de gordura corporal.

 

Por isso, o número da balança precisa ser interpretado junto com outros aspectos:

quantidade de massa muscular;

distribuição de gordura corporal;

circunferência abdominal;

idade e sexo;

condicionamento físico;

histórico de saúde.

 

Então existe mesmo um peso ideal para cada altura?

É mais correto falar em faixa de referência do que em um único peso ideal. Para alguém de 1,70 m, por exemplo, tanto 56 kg quanto 68 kg podem estar dentro da classificação normal do IMC. O cálculo não determina que uma dessas pessoas esteja necessariamente mais saudável que a outra.

O próprio uso do IMC é mais adequado como ferramenta de triagem do que como diagnóstico individual. Pessoas com a mesma altura e o mesmo peso podem ter composições corporais bastante diferentes.

 

1,60, 1,70 e 1,80 m possuem faixas diferentes, não um número perfeito na balança

Usando a classificação de IMC para adultos, uma pessoa de 1,60 m fica aproximadamente entre 47,4 e 63,7 kg, alguém com 1,70 m entre 53,5 e 72 kg e uma pessoa com 1,80 m entre 59,9 e 80,7 kg dentro da faixa considerada normal.

Esses números são úteis como referência inicial, mas não representam uma meta obrigatória para todas as pessoas. O peso isolado não revela composição corporal nem substitui uma avaliação mais completa. A altura ajuda a contextualizar o número mostrado na balança, mas entender se aquele peso é adequado exige olhar também para o corpo e para a saúde como um todo.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/160-170-e-180-qual-e-o-peso-ideal-para-cada-altura-segundo-a-oms,f56aad4066420c7c4fbdc12c8508210buu2rbqiu.html?utm_source=clipboard - Por: Carlos Emanoel Freires dos Santos / Licenciado de Catraca Livre - Foto: Imagem gerada por inteligência artificial / Catraca Livre

sábado, 15 de julho de 2023

Confira alguns alimentos associados ao câncer, segundo a OMS


Além do aspartame, outros alimentos constam na lista

 

A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou recentemente o aspartame como possível cancerígeno.  Além do adoçante, outras classes de alimentos como carnes vermelhas, processadas e frituras foram associados ao aumento do risco da doença.

 

Embora haja relação entre o consumo do aspartame e o desenvolvimento de câncer, a análise conjunta, efetuada pela Iarc e o comitê misto de peritos da Organização Mundial da Saúde e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (JECFA), os dados científicos conhecidos não obrigam a alterar os valores diários de consumo aceitáveis.

 

Além do aspartame, a lista de alimentos que a OMS considera haver risco de câncer no consumo são:

 

Carne vermelha

Há evidências sólidas dos efeitos cancerígenos da carne vermelha, especialmente no desenvolvimento de câncer de cólon, reto, pâncreas e próstata. Isso inclui carnes como bovina, suína, cordeiro, carneiro, cavalo e cabra, sendo classificada no grupo 2A da OMS como provavelmente causadora de câncer. Apesar da crítica de grupos da indústria da carne, médicos e agências governamentais alertam há algum tempo sobre a associação entre uma dieta rica em carne vermelha e o risco de câncer, principalmente câncer de cólon e pâncreas.

Ainda não está claro em que medida o consumo de carne vermelha aumenta o risco de câncer, mas pesquisadores da Universidade da Califórnia têm uma hipótese. Eles acreditam que o ácido siálico Neu5Gc, uma molécula de açúcar presente na carne vermelha, desencadeia um processo inflamatório no organismo que pode predispor ao desenvolvimento do câncer. Essa molécula é naturalmente encontrada na maioria dos mamíferos, mas não nos seres humanos.

O consumo frequente de carne vermelha pode levar a uma inflamação crônica, uma vez que o sistema imunológico humano produz constantemente anticorpos contra o Neu5Gc, considerando-o uma substância estranha. Testes realizados em ratos de laboratório, manipulados para imitar os seres humanos, mostraram que o consumo de Neu5Gc resultou em inflamação sistêmica, quintuplicando a formação de tumores e acumulando a molécula nos tumores.

Embora os testes em humanos sejam mais complexos, a equipe de pesquisa acredita que essa descoberta possa contribuir para a compreensão da conexão entre carne vermelha e doenças agravadas por inflamações crônicas, como aterosclerose e diabetes tipo 2.

 

Carnes processadas

Um relatório divulgado em outubro de 2015 pela Iarc e pela OMS apontou que o consumo de carne processada, como presunto, salsicha e bacon, aumenta o risco de câncer. Uma equipe de especialistas analisou mais de 800 estudos internacionais sobre carne e câncer, concluindo que a carne processada é "cancerígena para humanos".

Em particular, há evidências suficientes de que o consumo desse tipo de carne provoca câncer colorretal. Portanto, a carne processada foi classificada no grupo 1 da Iarc, juntamente com substâncias como cigarros, amianto e fumaça de diesel. No entanto, a agência enfatizou que o risco de câncer associado ao consumo de carne processada ainda é baixo para uma pessoa individualmente, mas aumenta proporcionalmente à quantidade consumida.

Segundo a Iarc, cada porção diária de 50 gramas de carne processada aumenta o risco de câncer colorretal em 18%.

 

Frituras

A OMS classifica as frituras no grupo 2A, que indica que elas provavelmente causam câncer. Especificamente, as frituras foram associadas ao câncer de língua.

Além disso, um estudo divulgado pela Iarc em 2020 revelou uma possível associação entre os ácidos graxos trans, encontrados em frituras, e um maior risco de desenvolvimento de câncer de ovário.

 

Álcool

Desde 2012, o álcool foi classificado no mesmo grupo 1 da OMS que a carne processada, indicando que ambos podem causar câncer, embora os níveis de risco associados variem consideravelmente.

Dentre os tipos de câncer relacionados ao consumo de álcool estão os cânceres de intestino, fígado, esôfago e mama.

Além disso, um estudo recente abrangendo 195 países destacou que até mesmo quantidades pequenas de vinho ou cerveja consumidas ocasionalmente podem aumentar o risco de problemas de saúde ou morte. A OMS adverte que o consumo de álcool está associado a mais de 200 doenças e condições crônicas. Essa lista inclui câncer e cirrose, e é responsável por 3,3 milhões de mortes anualmente, equivalente a aproximadamente 6% do número total de óbitos no mundo.

 

Extrato de Aloe Vera

O extrato de aloe vera, também conhecido como babosa, é classificado no grupo 2B, que sugere uma possível relação com o desenvolvimento de câncer. No Brasil, a venda, fabricação e importação de alimentos e bebidas à base de aloe vera foram proibidas pela Anvisa devido à falta de comprovação de segurança em seu uso. A substância só é permitida como aditivo aromatizante em alimentos.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/2023-07-14/confira-os-alimentos-associados-ao-cancer--segundo-a-oms.html - Por Caciane Sousa - Reprodução: Pixabay


O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz.

Números 6:24-26


domingo, 27 de junho de 2021

Longas horas de trabalho podem matar de AVC ou ataque cardíaco, diz estudo da ONU e OMS


Trata-se de um estudo publicado recentemente pela Organização das Nações Unidas (ONU), em coordenação com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Mundial do Trabalho (OIT)

 

Segundo a OMS, 55 horas de trabalho semanais aumentam em 35% o risco de morte por doenças cardiovasculares. Com isso, a vida de quase 800 mil trabalhadores é ceifada anualmente, número que tem aumentado claramente entre 2006 e 2016 — um aumento de 29% no período citado.

 

2016 marcou uma tendência preocupante em termos de mortes por acidente vascular cerebral, o famoso AVC ou derrame, — que pode ser causado ​​por um trombo originado numa artéria cerebral ou em qualquer outra artéria e atingir o cérebro. Ao total, foram 398 mil mortes. Enquanto isso, 347 mil morreram naquele mesmo ano de ataques cardíacos.

 

“Trabalhar muitas horas pode ter inúmeros efeitos mentais, físicos e sociais. Os governos deveriam levar esta questão muito a sério”, disse Vera Package-Perdigão, Diretora do Departamento de Governança e Tripartismo da OIT.

 

Desde o início do século, segundo o relatório, isso resultou em um aumento de 42% nos óbitos em decorrência do trabalho excessivo. Em uma única década (2006-2016), as mortes aumentaram quase 20%.

 

Os que trabalham menos horas do que aqueles que trabalham 55 horas por semana ou mais, têm menor risco de morrer de doenças cardiovasculares. A ONU indica que quem trabalha de 35 a 40 horas semanais tem 17% mais chances de risco de ter a mesma situação.

 

10 anos de trabalho excessivo pode te levar para o túmulo

Se você trabalha com jornada igual ou superior a 55 horas semanais há pelo menos dez anos, você faz parte de um grupo de risco, de acordo com a OMS e a OIT e seu relatório.

 

As pessoas com idades entre 60 e 79 anos, que trabalharam entre os 45 e os 74 anos, nas condições excessivas mencionadas, estão entre as vítimas desta realidade complexa que afeta sobretudo os homens que correspondem 75% das mortes.

 

A chegada da pandemia obrigou empresas a adotar o sistema de trabalho à distância (conhecido como home office) e isso perturbou o horário de trabalho de milhões de pessoas ao redor do mundo. Isso forçou as pessoas a unirem o trabalho laboral com as demais tarefas domésticas, tornando o dia do trabalhador um desafio complexo e, claro, uma sobrecarga à saúde física e mental.

 

“A pandemia da Covid-19 agravou a situação, pois os trabalhadores podem ser afetados por riscos psicossociais adicionais derivados da incerteza da situação na continuidade do cargo e do prolongamento da jornada de trabalho”, disse Package-Perdigão, representante da OIT.

 

Existem 479 milhões de trabalhadores no mundo que estão expostos a uma realidade exagerada de trabalho semanal. Um em cada dez precisa trabalhar 55 horas ou mais, diz o relatório. É 9% da população mundial.

 

Países reduziram a jornada semanal de trabalho

Desde 2019, vários países europeus se destacaram por suas jornadas de trabalho reduzidas, muito diferentes e distantes das realidades dos trabalhadores de países em desenvolvimento ou de terceiro mundo. Um desses exemplos é a Holanda. A jornada semanal de trabalho é de 30 horas e, em alguns casos, de 35.

 

Outras nações com o mesmo esquema são a Dinamarca, com 32 horas semanais de trabalho, seguida da Noruega e da Alemanha com 34 horas semanais de trabalho. As condições econômicas por nação, ditam um pouco a realidade de cada uma delas e de seus trabalhadores.

 

A Austrália e a Europa, com algumas exceções como a Grécia (42,3 horas semanais), compõem um bloco em que os trabalhadores mantêm por lei um período de trabalho diferente do resto do mundo.

 

“Por exemplo, em países como Coréia do Sul, Turquia e Chile, cerca de metade dos funcionários trabalham mais de 48 horas semanais, enquanto na União Europeia é 15% menos e nos Estados Unidos menos 19% deste horário”, informou o Reino Unido à BBC em 2019.

 

A América Latina continua do outro lado da realidade. A Colômbia teve por vários anos a maior jornada semanal de trabalho, perto de 50 horas. México, Costa Rica e Chile estão próximos da realidade colombiana.

 

Fonte(s): https://www.jornalciencia.com/longas-horas-de-trabalho-podem-matar-de-avc-ou-ataque-cardiaco-diz-estudo-da-onu-e-oms/ - Bio Bio Imagens: Reprodução / Shutterstock

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Vacinados contra covid-19 devem manter cuidados e podem contaminar outros, diz OMS


"Não sabemos o quanto as vacinas protegem da infecção contra a covid-19", apontou a representante da OMS

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou nesta quarta-feira que, no atual contexto de grande circulação da covid-19 em muitos países, mesmo os vacinados contra o vírus devem manter os cuidados recomendados, como uso de máscaras e distanciamento social. Diretora do Departamento de Imunização, Vacinas e Biológicos da OMS, Kate O'Brien, lembrou que nenhuma das vacinas disponíveis é 100% eficaz.

 

Além disso, ela comentou durante entrevista coletiva virtual que os vacinados podem desenvolver apenas casos leves da doença, mas ainda assim contaminar outras pessoas. "Não sabemos o quanto as vacinas protegem da infecção contra a covid-19", apontou.

 

O'Brien advertiu que, quanto mais o vírus circular, maior o risco de surgirem cepas resistentes a alguma vacina. Já a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan recomendou que os profissionais de saúde sejam vacinados "na primeira oportunidade", sem ficar esperando opções mais eficazes adiante.

 

A cientista-chefe também destacou que, embora muitos países já tenham começado a vacinar pelo mundo, há um desequilíbrio importante entre nações nesse quesito, a depender de sua riqueza. O'Brien comentou em outro momento que, até agora, a grande maioria das vacinas seguia para apenas dez países, não citados por ela.

 

Fonte: https://www.noticiasaominuto.com.br/ultima-hora/1776254/vacinados-contra-covid-devem-manter-cuidados-e-podem-contaminar-outros-diz-oms?utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer - © Getty Images

quarta-feira, 18 de março de 2020

Pessoas curadas pelo coronavírus são contagiosas até 15 dias depois, diz a OMS

Ficar em casa, é claro, é uma regra estrita que se aplica a todos, mas mesmo as pessoas que já foram infectadas pelo coronavírus ainda podem infectar, mesmo depois de não terem mais sintomas: é por isso que as medidas de proteção devem continuar por pelo menos mais duas semanas após o desaparecimento da doença de Covid-19.

É a recomendação que vem de Tedros Adhanom Ghebreyesu s, diretor geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), que sublinhou em uma entrevista coletiva em Genebra que, mesmo depois de ser curado, o importante é não receber visitas nem ter contatos com todos os tipos .

Em seu discurso, Ghebreyesus também afirma que há ” mais casos e mortes no resto do mundo do que na China ”

As medidas de exclusão social podem ajudar a reduzir a transmissão e permitir que os sistemas de saúde possam lidar com ela.

A lavagem constante das mãos e espirro ou tosse no cotovelo podem reduzir o risco para si mesmas e para os outros. “ Mas, sozinhos, esses artifícios não são suficientes para extinguir essa pandemia. É a combinação que faz a diferença ” , diz o diretor geral da OMS, na total crença de que a maneira mais eficaz de prevenir infecções e salvar vidas é quebrar as cadeias de transmissão. E para fazer isso, se tiver que testar e isolar.

“Você não pode combater um incêndio com olhos vendados. E não podemos parar com esta pandemia se não soubermos quem está infectado . ”

“Temos uma mensagem simples para todos os países: teste, teste, teste – continua Ghebreyesus. E se forem positivos, isole-os e descubra com quem eles estavam em contato próximo por até 2 dias antes que os sintomas se desenvolvessem “.

Por esse motivo, a OMS enviou quase 1,5 milhão de testes para 120 países e recomenda isolar todos os casos confirmados, mesmo os leves, em unidades de saúde, para impedir a transmissão e fornecer atendimento adequado. Obviamente, sempre que possível. Em muitas situações, manter até casos leves no hospital é praticamente impossível, portanto, as prioridades terão necessariamente de ser seguidas.

O Coronavírus não poupa ninguém
Além disso, Tedros Adhanom Ghebreyesus não perde tempo em apontar que as evidências científicas sugerem que pessoas com mais de 60 anos estão em maior risco, mas isso não significa que os jovens, incluindo crianças, também estejam em perigo.

Até agora, temos visto epidemias em países com sistemas avançados de saúde. Mas eles também lutaram para encontrar soluções rápidas. E não apenas isso: “à medida que o vírus se desloca para países de baixa renda, estamos profundamente preocupados com o impacto que poderia ter entre populações com alta prevalência de HIV ou entre crianças desnutridas “.

É por isso que a OMS pede a todos os países e todos os indivíduos que façam todo o possível para interromper a transmissão.

Vamos repetir mais uma vez: lavar as mãos ajudará a reduzir o risco de infecção, mas também é um ato de grande solidariedade. Faça por si mesmo, faça pelos outros.


quinta-feira, 12 de março de 2020

OMS decreta pandemia do novo coronavírus. Saiba o que isso significa

O aumento no número de casos de coronavírus e a disseminação global resultaram na decisão da OMS. Como a definição de pandemia muda o controle da doença?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que vivemos uma pandemia do novo coronavírus, chamado de Sars-Cov-2. “Nas últimas duas semanas, o número de casos de Covid-19 [doença provocada pelo vírus] fora da China aumentou 13 vezes e a quantidade de países afetados triplicou. Temos mais de 118 mil infecções em 114 nações, sendo que 4 291 pessoas morreram”, justificou Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

A definição de pandemia não depende de um número específico de casos. Considera-se que uma doença infecciosa atingiu esse patamar quando afeta um grande número de pessoas espalhadas pelo mundo. A OMS evita usar o termo com frequência para não causar pânico ou uma sensação de que nada pode ser feito para controlar a enfermidade.

Mas como esse anúncio interfere no manejo do novo coronavírus? Na verdade, ele serve apenas como um alerta para que todos os países, sem exceção, adotem ações para conter a disseminação do problema e para cuidar dos pacientes adequadamente. Não se trata, portanto, de um novo pacote de diretrizes — as recomendações da entidade seguem as mesmas.

“Estamos chamando todos os países para ativar e intensificar mecanismos emergenciais de resposta, buscar casos suspeitos, isolar, testar e tratar todo episódio de Covid-19, além de traçar as pessoas que tiveram contato com ele”, afirmou Ghebreyesus. “Preparem-se, detectem, protejam, tratem, reduzam o ciclo de transmissão, inovem e aprendam”, resumiu.

Segundo a OMS, há uma preocupação com os níveis de disseminação e com a inatividade de certos países. No Brasil, o Ministério da Saúde vem anunciando diferentes medidas para intensificar a vigilância, o diagnóstico e o tratamento do novo coronavírus. Postos de saúde poderão ficar abertos por mais tempo, exames que detectam a presença do Sars-Cov-2 estão sendo ampliados para mais indivíduos, a campanha de vacinação contra gripe foi antecipada e por aí vai.

O fechamento de escolas, a suspensão de competições esportivas profissionais e outras medidas mais radicais não foram descartadas para o futuro, porém, não estão em vigência no momento. Até porque vivemos uma situação muito diferente dos países mais afetados. No Brasil, foram confirmados 34 casos no dia 10 de março, sem mortes. Na Itália, eram 9 172, com 463 mortes. Na China, tivemos 80 924 episódios, com 3 140 óbitos.

“Ainda podemos afetar o curso dessa pandemia. Se não tentarmos controlá-lo, o coronavírus vai sobrecarregar os sistemas de saúde. Mas adotando medidas de contenção, no mínimo daremos tempo para os sistemas manterem o controle da situação”, concluiu Michael Ryan, diretor executivo do Programa de Emergências da OMS.

Do ponto de vista de cada um de nós, o anúncio de uma pandemia do novo coronavírus reforça a necessidade de adotarmos medidas preventivas. Lave as mãos com frequência, evite contato com pessoas doentes e fique em casa se tiver sintomas respiratórios leves. Caso você se enquadre como um caso suspeito, informe seu médico e as autoridades. No mais, mantenha-se informado, siga as recomendações das autoridades e não deixe o pânico tomar conta. Nessas situações, somos mais propensos a tomar medidas erradas e disseminar notícias falsas.


terça-feira, 22 de outubro de 2019

Por que 2,2 bilhões de pessoas não enxergam direito no mundo, segundo OMS


Desigualdade, hábitos modernos e envelhecimento da população são destaques no primeiro relatório da Organização Mundial da Saúde sobre a visão

A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou seu primeiro relatório sobre a visão da população global. A entidade estima que ao menos 2,2 bilhões de pessoas têm algum déficit nesse departamento. E quase metade — 1 bilhão de casos — são evitáveis ou passíveis de correção.

Moradores de áreas rurais, famílias de baixa renda, mulheres, minorias étnicas e populações indígenas são os mais atingidos pela dificuldade de acesso a tratamentos. No total, 65 milhões de indivíduos estão cegos ou enxergam muito mal por causa da catarata, que é operável, e 800 milhões sequer conseguem adquirir óculos.

“Isso é inaceitável. A inclusão de atendimento oftalmológico é uma parte importante da jornada de todos os países em direção à cobertura universal de saúde”, afirmou, em comunicado à imprensa, Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

Mas não é só a condição socioeconômica precária que ameaça a vista.

A miopia está crescendo
Mudanças no estilo de vida são apontadas como causadoras de problemas como a miopia, que embaça objetos enxergados à distância. A OMS estima que o número de casos saltará dos 1,95 bilhão atuais para 3,36 bilhões em 2030.

Segundo a entidade, um dos responsáveis por esse cenário é a disseminação de atividades que fazem os olhos constantemente se focarem em objetos muito próximos. Mexer no computador ou no celular, ver TV, jogar videogame e até ler estão entre essas práticas. Isso porque passar horas mirando algo de perto pode alterar o mecanismo de acomodação ocular, que é o ajuste de foco para perto ou longe.

Fora que o uso desse tipo de dispositivo eletrônico está associado a uma vida mais restrita a ambientes fechados. E a luz solar ajuda o corpo a produzir substâncias que impedem o crescimento axial do globo ocular — uma alteração que leva à miopia.

Por isso, a OMS coloca o tempo ao ar livre como uma estratégia para manter a visão tinindo. Não estamos falando de sair por aí e encarar diretamente o sol. O relatório da organização defende a utilização de óculos escuros — até entre crianças — para evitar danos da radiação ultravioleta.

Problemas da idade
No texto, a entidade destaca o envelhecimento populacional como outro enorme fator de risco para diversas doenças oftalmológicas. Em 2030, teremos 1,4 bilhão de pessoas maiores de 60 anos no mundo — agora são 922 milhões.

Até lá, condições favorecidas pelo avançar dos anos devem disparar. O glaucoma, maior causa de cegueira irreversível do planeta, atingirá 76 milhões de indivíduos. A degeneração macular relacionada à idade, que não cega, mas atrapalha a vida, alcançará quase 196 milhões de idosos. E cerca de 2 bilhões serão afetados pela presbiopia, a popular vista cansada.

Além dos aspectos biológicos, os autores pontuam que o pessoal mais velho tende a cuidar menos dos olhos, frequentemente por pensar que a perda de visão é parte natural do envelhecimento. Só que muitas dessas encrencas podem ser tratadas, devolvendo a qualidade de vida.

Consultas regulares ao oftalmologista e bons hábitos ajudam até a impedir que algumas delas apareçam. Em uma reportagem que fizemos anteriormente, você saberá como cuidar bem dos olhos.

Fonte: https://saude.abril.com.br/medicina/por-que-22-bilhoes-de-pessoas-nao-enxergam-direito-no-mundo-segundo-oms/ - Por Chloé Pinheiro - Ilustração: Augusto Zambonatto/SAÚDE é Vital

sábado, 19 de janeiro de 2019

10 grandes ameaças à saúde em 2019, segundo a OMS


A Organização Mundial da Saúde divulgou uma lista de problemas que podem causar muitas vítimas neste ano – de gripe à dengue

O ano de 2019 marca a divulgação do novo plano estratégico da Organização Mundial da Saúde (OMS) para ampliar o acesso a saúde de qualidade ao redor do mundo. E, como parte do projeto, a instituição listou grandes problemas que precisam ser contra-atacados desde já para evitarmos mortes desnecessárias e quedas drásticas no bem-estar da população.

Vamos a eles?

1) Poluição do ar e mudança climática
Segundo a OMS, nove a cada pessoas no mundo respiram ar poluído todo dia. O resultado: 7 milhões de mortes por doenças relacionadas à poluição no mundo. E 90% desses óbitos vêm de países de baixa ou média renda.

2) Doenças crônicas não contagiosas
Diabetes, hipertensão, câncer, DPOC… A incidência dessa e de outras enfermidades crônicas é altíssima. Essas encrencas, juntas, são responsáveis por 70% de todas as mortes no mundo. São 41 milhões de vítimas.
Sedentarismo, alimentação inadequado, tabagismo – e até a poluição – têm a ver com essa epidemia de doenças crônicas. Para destacarmos uma, SAÚDE recentemente destacou as causas e o tratamento da pressão alta.

3) Pandemia global de gripe
“O mundo vai enfrentar outra pandemia do vírus influenza. Só não sabemos quando ou quão severa ela será”, diz o comunicado da OMS. Todo ano, a entidade avalia os casos existentes e, a partir daí, recomenda adaptações anuais na vacina contra a gripe.
Nesse sentido, nós abordamos a criação de um imunizante contra esse vírus especificamente para idosos. Confira suas vantagens aqui.

4) Locais em crise ou com fragilidade social
A Organização Mundial de Saúde afirma que 1,6 bilhão de indivíduos moram em locais com pouquíssima infraestrutura. E isso é um drama do ponto de vista humanitário.
Enquanto outras regiões dispõem de hospitais de última geração, que atendem casos complexos, nesses lugares abalados por crises, as grandes causas de mortes costumam ser diarreia, infecções preveníveis – além da violência, é claro.

5) Resistência bacteriana
O uso excessivo de antibióticos, tanto em seres humanos como em animais de corte (gado, porco, frango…) cria, no longo prazo, superbactérias que não respondem aos tratamentos convencionais. Só em 2017, 600 mil casos de tuberculose eram resistentes ao principal remédio usado contra essa infecção. E esse é só um exemplo.
Uma colunista do site da SAÚDE explicou esse tema mais fundo. Clique aqui para ler – e faça sua parte!

6) Ebola e outros agentes infecciosos letais
Estamos falando de vírus, bactérias e outros patógenos de alta periculosidade. A bem da verdade, eles costumam ficar restritos a um ou outro país – como os surtos de ebola, que afligiram especialmente o Congo.
No entanto, uma falha nos mecanismos de saúde pública poderia causar uma epidemia com potencial destruidor na sociedade. O desenvolvimento de nações mais pobres e o fortalecimento da infraestrutura de controle dessas infecções ajudaria bastante nesse sentido.

7) Atendimento primário de saúde deficiente
Esse é o primeiro contato da pessoa com o setor de saúde. Com um atendimento eficaz, é possível afastar uma série de doenças e, de quebra, identificar tantas outras que podem estar escondidas – de novo, podemos citar diabetes, câncer e pressão alta.
Entretanto, a OMS declara que muitos países dão pouca atenção para essas consultas mais preventivas. Uma pena.

8) Medo de vacina
Está aí uma das histórias mais bizarras da saúde moderna. Embora salve de 2 a 3 milhões de vidas por ano, a vacinação virou alvo de alguns grupos que alegam, sem qualquer base científica, malefícios dessa estratégia. Uma colunista do site da SAÚDE fez um artigo interessantíssimo sobre o assunto, batizado de Por que o movimento antivacina não tem um pingo de sentido.
Além disso, os imunizantes são vítimas do próprio sucesso. Como as doenças contra as quais eles foram criados somem do mapa com um bom programa de vacinação, as pessoas hoje em dia minimizam a gravidades dessas encrencas e pensam que as injeções não trarão benefícios. Ledo engano – e o aumento nose casos de sarampo e febre amarela no Brasil deixam isso bem claro.

9) Dengue
Essa é uma velha conhecida nossa. A OMS pretende, até 2020, diminuir 50% das mortes por causa dessa infecção.
Mas o fato é: sem um trabalho comunitário árduo e sem a participação de cada um de nós, essa doença vai continuar provocando estragos em larga escala. Quer saber como se proteger de verdade desse problema? Clique aqui.

10) HIV
Um clássico engano, com repercussões trágicas, é imaginar que a aids está sob controle. Não está, como ficou claro neste artigo que Richard Parker, diretor-presidente da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids, escreveu para a SAÚDE.
Hoje em dia, mais ou menos 37 milhões de pessoas vivem com o vírus HIV. É necessário encarar esse problema de frente, sem preconceito, para de fato controlarmos a epidemia. Caso tenha interesse, produzimos um material com tudo o que você precisa saber sobre a aids.

Fonte: https://saude.abril.com.br/medicina/10-grandes-ameacas-a-saude-em-2019-segundo-a-oms/ - Por Da Redação - Foto: Tomás Arthuzzi/SAÚDE é Vital

quinta-feira, 5 de julho de 2018

O plano da OMS para diminuir o sedentarismo em 15% até 2030


A Organização Mundial da Saúde lançou um projeto global com 20 ações que visam estimular a atividade física. Conheça essas estratégias

Em certos cantos do mundo, até 70% da população é sedentária – e o impacto disso para a saúde é tremendo. Diante de um cenário desses, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou o “Let’s Be Active” (Vamos Ser Ativos, em tradução livre do inglês), um plano global para estimular a atividade física.

No documento que apresenta o programa, a entidade estabelece, como missão, “garantir que todas as pessoas tenham acesso a ambientes seguros e a diversas oportunidades para serem fisicamente ativas na vida diária, como uma forma de melhorar a saúde individual e da comunidade e para contribuir com o desenvolvimento social, cultural e econômico de todas as nações”. De maneira prática, a meta é reduzir a prevalência do sedentarismo entre adolescentes e adultos em 10% até 2025 e em 15% até 2030.

Como fazer isso? O plano estabelece 20 pontos, separados em quatro grandes temas, que deveriam ser seguidos pelos países. Você verá que alguns são bem abrangentes, até porque a ideia é que cada nação adapte a proposta às suas particularidades. Confira:

1) Criar sociedades ativas
• Implementar as melhores práticas de campanhas de comunicação, associadas a programas comunitários, para aumentar a conscientização dos múltiplos benefícios da atividade física para a saúde.
• Conduzir campanhas nacionais para estimular o conhecimento de benefícios auxiliares da atividade física para aspectos sociais, econômicos e ambientais, com foco especial para caminhada, ciclismo e outras formas de mobilidade ativa.
• Estabelecer grandes e frequentes iniciativas em espaços públicos para fomentar a atividade física nas comunidades e oferecer acesso gratuito e prazeroso a ela.
• Fortalecer o treinamento dos profissionais, dentro e fora do setor de saúde, para melhorar seus conhecimentos e suas habilidades relacionadas à criação de oportunidades inclusivas para uma sociedade ativa. Transporte, planejamento urbano, educação, turismo estão entre os focos.

2) Criar ambientes ativos
• Estimular a integração de políticas de planejamento urbano e de transporte de forma a priorizar a atividade física.
• Melhorar a infraestrutura de calçadas, ciclovias e outras estruturas que promovem uma locomoção ativa.
• Acelerar a implementação de políticas que garantem segurança a pedestres, ciclistas e pessoas engajadas em outras formas de transporte ativo.
• Aprimorar o acesso a espaços públicos de lazer ao ar livre e de centros esportivos.
• Ajudar a criar, quando necessário, infraestruturas que considerem a atividade física dentro de suas instalações.

3) Criar pessoas ativas
• Reforçar a educação física e a promoção da atividade física na escola.
• Incorporar os exercícios nos serviços de saúde.
• Oferecer programas de atividade física em diferentes espaços, como parques e praias, e mesmo em ambientes privados.
• Criar atividades específicas para a população mais velha.
• Priorizar iniciativas voltadas para os indivíduos menos ativos.
• Implementar práticas que engajem toda uma cidade ou comunidade.

4) Criar sistemas ativos
• Reforçar políticas públicas que reforcem a atividade física e combatam o comportamento sedentário.
• Criar um sistema de vigilância adequado para medir a prevalência de atividade física na população.
• Valorizar pesquisas científicas sobre atividade física e o uso de tecnologias digitais para encontrar novas soluções contra o sedentarismo.
• Expandir movimentos de advocacy, que conscientizem líderes da sociedade e outros grupos-chave sobre a importância da atividade física.
• Fortalecer o financiamento e implementação continuada de programas que promovem a atividade física.

Fonte: https://saude.abril.com.br/fitness/o-plano-da-oms-para-diminuir-o-sedentarismo-em-15-ate-2030/ - Por Da Redação - Foto: Tomás Arthuzzi/SAÚDE é Vital