sábado, 24 de agosto de 2019

Doenças do coração são associadas ao gene da insônia


Uma revisão de estudos indica que a influência das más noites de sono no surgimento de problemas cardiovasculares é explicada por uma alteração genética


Não deve ser a primeira vez que você lê que deixar de dormir prejudica a saúde cardiovascular. Mas, agora, uma revisão de pesquisas publicada no periódico científico Circulation indica que uma variação genética que torna as pessoas suscetíveis à insônia também eleva o risco de problemas cardíacos.

De acordo com a epidemiologista Susanna Larsson, professora do Instituto Karolinska, na Suécia, e líder do levantamento, estudos anteriores já revelaram a relação entre sono e problemas do coração. No entanto, eles não determinavam se a insônia era a causa, a consequência — ou apenas uma coincidência.

Nesse estudo, foram utilizados dados de 1,3 milhão de indivíduos de quatro grandes pesquisas e grupos públicos. Os voluntários poderiam ou não ter enfermidades cardíacas ou sofrido um acidente vascular cerebral (AVC).

Os cientistas utilizaram um método que considera apenas o código genético. Dessa maneira, foi possível investigar a origem da pane no peito sem a interferência de outras variantes, como classe socioeconômica, enfermidades crônicas e estilo de vida.

Após a análise, os experts constataram que as alterações no DNA ligadas ao distúrbio do sono também estavam associadas a um risco significativamente maior de desenvolver doença arterial coronariana e insuficiência cardíaca — e mesmo de sofrer um AVC isquêmico.

No entanto, o trabalho tem uma limitação. Os pesquisadores observaram só a presença do gene da insônia — e não se os portadores dessa alteração de fato possuíam dificuldades para dormir. Isso significa que não foi possível determinar quais participantes realmente passam noites em claro.

De qualquer forma, outras investigações já mostraram a importância do descanso diário. E não é só o coração que agradece!

“É importante identificar a raiz da insônia e tratá-la. Dormir é um comportamento que pode ser mudado por novos hábitos e manutenção do estresse”, recomenda Susanna.




sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Por que precisamos pensar (de verdade) na nossa longevidade


Médica e colunista reflete sobre o que vem a ser a receita para viver mais e com prazer e saúde

Você já parou pra pensar que, quando nasceu, um idoso que tem hoje 75 anos tinha a expectativa de viver apenas até os 45? E que, daqui a umas três décadas, quem nascer no Brasil terá, em média, uma expectativa de vida de 86 anos pelo menos? Sim, cada vez estamos vivendo mais, e essa sempre foi uma busca da humanidade. Ainda na era antes de Cristo, o filósofo romano Cícero (106-43 a.C.) já dizia que ninguém era tão velho que não podia viver mais um ano.

Hoje em dia, então, já não podemos imaginar nossa vida terminando perto dos 50. Quantos sonhos não realizaríamos? Quantas oportunidades perderíamos? Hoje temos estudantes na faixa dos 60 anos. Temos gente empreendendo novas conquistas e sonhos durante essa fase chamada velhice.

Sabemos que muitos caminhos levam à longevidade, uma via hoje mais factível graças aos grandes investimentos na área da saúde, como expansão do saneamento básico, programas de prevenção e chegada de métodos de diagnóstico e tratamento sofisticados e precisos. Mas todo mundo tem de fazer sua parte, preocupando-se com os cuidados com o corpo, o engajamento social, a manutenção das habilidades cognitivas, o cultivo da fé, da espiritualidade e da resiliência e a busca por propósitos.

E o novo dilema que se aproxima é: mas até quanto envelheceremos? Passaremos fácil dos 130 anos? A resposta exata ainda não temos. Novas tecnologias trazem a esperança de uma vida longa e melhor, porém sabemos que precisamos “poupar” em termos de saúde para poder “gastar” quando formos mais velhos. Essa poupança, que deveria ser pensada desde a infância, contempla em sua receita uma boa alimentação, a prática de atividade física e outros hábitos que contribuem para um envelhecimento saudável e sustentável.

Aí está um desafio: como conscientizar mais e transpor para a rotina a necessidade de prevenção e educação em saúde. Não basta falarmos de terapia gênica, vacina contra colesterol, cirurgia robótica e bioengenharia. Precisamos nos engajar a cuidar da nossa saúde física e mental, sempre tendo em vista a reflexão de que mais importante do que envelhecer mais é envelhecer bem. Envelhecer com independência e qualidade de vida, pelo maior tempo possível.

Vamos nos espelhar em um exemplo real, as ilhas azuis, alguns lugares do mundo em que as doenças demoram a aparecer na população. Qual é o segredo desses povos? Bons hábitos aliados a uma vida social prazerosa. Parece que a receita está em nossas mãos. Nós decidimos como será. Venha, vamos juntos chegar bem!

Fonte: https://saude.abril.com.br/blog/chegue-bem/por-que-precisamos-pensar-de-verdade-na-nossa-longevidade/ - Por Dra. Maisa Kairalla - Ilustração: Joana Velozo/SAÚDE é Vital

Colégio O Saber: 19 anos contribuindo com a educação em Itabaiana



     Em março de 1996, o Professor Everton Souza de Oliveira implantou a primeira escola de reforço de Itabaiana em sua própria casa. Dividida em três salas de aula com 126 alunos matriculados, a maioria deles, do Bairro Rotary Club, a casa situava-se onde a escola está instalada atualmente. Depois de quatros anos contribuindo com o reforço escolar dos alunos da região, resolveu fundar um colégio juntamente com sua esposa, Lourdes Almeida Oliveira. Os dois elaboraram o projeto de Regimento e encaminharam ao Conselho Estadual de Educação, quando em 23 de agosto de 2000 foi licenciado para funcionar do maternal a 8ª série do ensino fundamental gradativamente. Em 2009, o Colégio O Saber foi reconhecido oficialmente pelo CCE.

     No início, a primeira turma do maternal funcionou com 12 alunos, no ano seguinte já tinha triplicado. Em 2002, com o aumento do número de alunos, ampliou-se a escola. Em 2003, foi iniciada a 5ª série do ensino fundamental.

     Em 2012, o colégio concretizou um grande sonho dos seus proprietários, alunos, professores e funcionários, a construção da quadra esportiva “Emílio de Oliveira”. O local é utilizado não apenas para as aulas de educação física, mas também a realização de grandes eventos como as reuniões de pais e mestres e outros eventos.

     A partir de 2015, foi implantado o ensino médio com a turma da 1ª série e em 2017, os alunos da 3ª série concorreram pela primeira vez às vagas dos diversos cursos das principais universidades do país através do ENEM. Com a confiança e aprovação dos pais, o Colégio O Saber vem progredindo, e atualmente, conta com aproximadamente 700 alunos matriculados distribuídos em 26 turmas do maternal a 3ª série do ensino médio, orientados por uma excelente equipe de professores e coordenadores. Com isso, cresce a responsabilidade de permanecer entre os melhores colégios de Itabaiana e de garantir a aprovação de seus alunos nos concursos vestibulares das principais universidades de Sergipe e do Brasil.

     Em 2017, o Colégio O Saber concluiu a construção do prédio de 3 andares vizinho a quadra esportiva e disponibilizou aos alunos do 6º ano do ensino fundamental  a 3ª série do ensino médio 7 salas de aulas amplas com data show, cantina e espaço para lanche.

     Em 2019, ampliou a escola com novas salas de aulas para a educação infantil e fundamental 1, cantina e um espaçoso auditório para reuniões e eventos.

     Objetivando a melhoria do ensino, o colégio realiza com seus alunos projetos ambientais, jogos internos, exposições, palestras de conscientização, concursos de leitura, feira junina, soletrando, SALIT, aulões interdisciplinares e excursões. O colégio ainda oferece aos alunos da 3ª série o Curso Saber + que é um intensivão com questões para o ENEM. Também promove homenagens nas datas alusivas aos pais, mães, avós, estudantes e professores sempre valorizando os que contribuem para o engrandecimento da escola.

     Tenho orgulho de fazer parte da história vitoriosa do Colégio O Saber que há 19 anos vem, através da educação, contribuindo na formação integral de crianças e jovens de Itabaiana e cidades circunvizinhas.

     Que esta instituição continue a crescer e seja referência de qualidade em educação entre as escolas de Itabaiana e de Sergipe.

Por Professor José Costa

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Chás emagrecedores: mito ou verdade? Descubra os benefícios da bebida


Chás provenientes da folha de Camelia Sinesis como verde e o preto possuem capacidade de atuar sobre o sistema nervoso simpático

Quando falamos em emagrecimento, surgem muitas dicas de alimentos prometendo milagres. Se você já fez alguma dieta pelo menos uma vez na vida, deve ter escutado sobre os efeitos dos chás. Aquela vizinha, amiga da academia, prima da sua instrutora que comentou que tomou chá de casca de berinjela e emagreceu 7  kg.

Mas será que os chás possuem propriedades que auxiliam realmente no processo de emagrecimento?

O processo de emagrecimento
Já falamos sobre isso aqui na Revista Donna: para que aconteça o processo de emagrecimento, ou seja, perda de gordura, é preciso estar em déficit calórico. Isso significa consumir menos calorias do que seu corpo gasta. Mas calma, ingerir uma quantidade de calorias que fique abaixo da sua necessidade também pode atrapalhar o  processo. Quem pode te auxiliar para que tudo esteja dentro das suas necessidades e objetivos é o nutricionista.
Lembre-se que perder peso não significa emagrecer, já que quando você sobe na balança e o peso diminui, isso pode significar perda de outras elementos, como água por exemplo.

Os chás e suas propriedades
Sim, os chás podem ter propriedades poderosas que auxiliam  na nossa saúde. Os compostos presentes neles são denominados de fenólicos e são biologicamente ativos. Dentre as substâncias mais estudadas atualmente está a categoria dos flavonóides. Os flavonóides auxiliam na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis quando ingerido de forma regular através da dieta. Possui ação antioxidante, anticarcinogênico, anti-inflamatório, antibactericida e antiviral. Isso acaba refletindo na prevenção e tratamento de diversas doenças.

A relação dos chás  e o emagrecimento
Estudos apontam que os chás provenientes da folha de Camelia Sinesis como verde e o preto possuem capacidade de atuar sobre o sistema nervoso simpático através da modulação da noradrenalina, aumentando assim a termogênese e a oxidação das gorduras. O que não se sabe ainda é qual é a quantidade ideal para esse efeito, assim como não se sabe também qual é a melhor forma de consumi-lo para essa funcionalidade. A recomendação, entretanto, é de que não se deve beber mais que três xícaras de chá por dia e é importante consultar um médico ou nutricionista para verificar se há alguma contraindicação.

Aposte em uma alimentação equilibrada e exercícios físicos
Eu costumo dizer que o simples funciona, e é nele que  você deve se atentar. Se a sua alimentação estiver equilibrada e alinhada com seus objetivos e necessidades individualizadas, você irá conseguir emagrecer - se assim desejar. Utilizar os chás para se aquecer agora no inverno é uma ótima opção, mas não espere  que ela vá realizar nenhuma mágica no seu metabolismo. Se alimente bem e se exercite. Essa ainda continua sendo a melhor opção!


quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Como acabar com as enxaquecas: esta mudança na dieta pode resolver


Quem tem crises de enxaqueca sabe: qualquer tipo de dica é bem-vinda para tentar escapar das crises. E um novo estudo, publicado no final de julho no periódico “Nutrients”, aponta que uma boa arma nessa luta pode ser uma dieta com baixos níveis de carboidratos.

Desde a década de 1920, há evidências de que a dieta cetogênica – com baixíssimos níveis de carboidratos – poderia ajudar a prevenir enxaquecas. No entanto, ainda não estava claro se esse efeito estava ligado aos carboidratos, em si, ou à perda de peso.

Para investigar, uma equipe de pesquisadores, liderada pelo italiano Cherubino Di Lorenzo, da Fundação Don Carlo Gnocchi, comparou os resultados da dieta cetogênica com outra dieta com poucas calorias, mas rica em carboidratos.

Para o estudo, foram monitorados 35 adultos com sobrepeso que sofriam com enxaquecas frequentes. Em ordem aleatória, cada um deles passou quatro semanas seguindo uma das duas dietas. Os participantes receberam refeições como smoothies e sopas que tinham a mesma quantidade de gordura e calorias, mas diferentes proporções de proteínas e carboidratos, dependendo da dieta.

Em geral, os participantes perderam a mesma quantidade de peso ao longo do estudo. No entanto, a dieta cetogênica foi muito mais eficaz na prevenção de enxaquecas. Quase 75% dos participantes que seguiram a dieta ceto tiveram seus dias de enxaqueca reduzidos pela metade, no mínimo. Enquanto isso, apenas 9% dos indivíduos experimentaram esse nível de melhoria na dieta que era rica em carboidratos.

Primeiro passo
Caso essa eficácia seja comprovada no longo prazo e com grupos de pacientes mais diversos, esse pode ser um avanço importante. Atualmente, os melhores medicamentos para prevenção de enxaqueca disponíveis – anticorpos monoclonais CGRP – reduzem os dias de enxaqueca em pelo menos metade para até 48% dos usuários.

À revista “New Scientist”, Di Lorenzo explicou que a dieta cetogênica pode funcionar porque o cérebro está usando cetonas (compostos orgânicos nas quais a dieta é rica) como combustível ao invés da glicose. Em estudos com animais, disse ele, corpos cetônicos reduziram a inflamação do cérebro e pararam a propagação das ondas elétricas que, acredita-se, causam a dor da enxaqueca.

A cientista Christina Sun-Edelstein, da Universidade de Melbourne, disse à revista que mais pesquisas são necessárias antes que a dieta cetogênica possa ser recomendada para a prevenção da enxaqueca. “Há muitos tratamentos de enxaqueca que parecem funcionar bem inicialmente, mas que acabam decepcionando”, afirmou. “Se for demonstrado que ela é efetiva e segura em estudos maiores, eu acredito que [a dieta] é algo que muitas pessoas estariam dispostas a tentar”.

A dieta cetogênica faz o corpo queimar gordura em vez de carboidratos. Além de ajudar na perda de peso, estudos já mostraram que ela parece aliviar condições neurológicas como epilepsia e esquizofrenia em algumas pessoas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 30% ou mais da população mundial entre 18 e 65 anos relatam ter enxaquecas. Por causa de influências hormonais, elas afetam três vezes mais as mulheres do que os homens.

Como alguém que tem enxaquecas mensais há anos, mas não vive sem batata e macarrão, eu, pessoalmente, só posso me comprometer a passar na farmácia e comprar mais analgésico. [New Scientist, Earth.com]