terça-feira, 6 de abril de 2021

Cansaço ou fadiga: 8 doenças que podem causar o sintoma


Fatores variam de problemas no coração até alergia ao glúten

 

O estresse do dia a dia e a necessidade de fazer diversas coisas ao mesmo tempo podem fazer a fadiga perturbar a rotina, o que torna difícil até mesmo atividades corriqueiras. No entanto, nem sempre essa fadiga quer dizer que você está precisando apenas de um descanso. Confira as doenças que podem estar por trás dessa sensação de cansaço incessante:

 

1. Anemia

A sensação de fadiga pode estar ligada a essa doença, que nada mais é do que a diminuição da hemoglobina, responsável pelo transporte de oxigênio e nutrientes pelo corpo. "Quem tem anemia acaba transportando menos substâncias, o que não é aceito pelo organismo. O coração exige mais trabalho, levando ao fracasso dos músculos", esclarece o nutrólogo José Alves Lara Neto, vice-presidente da ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia). Com tratamento, a fadiga desaparece completamente.

 

2. Alergia ao glúten

Quem possui essa alergia alimentar, segundo o nutrólogo José Alves Lara Neto, sente-se sem energia para nada. Ele explica que isso acontece porque a glutenina, proteína formadora do glúten, provoca uma irritação no intestino, diminuindo a absorção de outras substâncias. Por isso, é importante detectar rapidamente a alergia ao glúten.

 

3. Diabetes

Quando mal controlada, essa doença também causa fadiga. O diabetes, explica o endocrinologista César Hayashida, do Hospital Santa Cruz, causa desequilíbrio no metabolismo, desequilibrando também a parte do controle de líquidos do corpo.

"Existe a deficiência relativa ou absoluta de insulina, então o metabolismo de nutrição não é feito de maneira adequada. Assim, há perda de liquido e desidratação", pormenoriza. Esse desarranjo é o grande responsável pela fadiga em portadores do distúrbio. Com o controle da doença, entretanto, a fadiga tende a melhorar consideravelmente.

 

4. Distúrbios da tireóide (hipotireodismo ou hipertireodismo)

Embora sejam dois distúrbios extremos, tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo podem causar fadiga, embora não da mesma forma. No caso do hipertireoidismo, o doente tem o metabolismo acelerado, o que faz com que seu corpo faça um esforço desnecessário. Assim, mesmo sem qualquer atividade física, seu coração baterá mais acelerado. Em dias quentes, ela sente cansaço equivalente ao da prática de atividade física.

Já no hipotireoidismo, acontece o contrário. "Como também há alteração no funcionamento do coração, a pessoa fica cansada sem fazer esforço", conta o endocrinologista César Hayashida. É como se tudo ficasse mais lento, até mesmo o cérebro, dificultando a execução de tarefas.

 

5. Síndrome da fadiga crônica (SFC) ou fibromialgia

A síndrome da fadiga crônica (SFC) é um mal sem causa identificada, comumente associada à fibromialgia, onde o quadro de cansaço não melhora nem com o descanso. É complicado, até mesmo para especialistas, separar essa síndrome da fibromialgia, que é uma síndrome de amplificação dolorosa não inflamatória e crônica de difícil diagnóstico. Isso porque a fadiga aparece na grande maioria dos casos de fibromialgia, que também pode estar relacionada a dores e distúrbios do sono do paciente.

"A fibromialgia é uma doença que tem a fadiga como um dos sintomas principais. Ao mesmo tempo, na síndrome da fadiga crônica, o principal sintoma também é a fadiga. Então, pode acontecer do paciente ter as duas doenças", conta Roberto Heymann, coordenador do ambulatório de fibromialgia da Unifesp.

A fadiga causada por esses distúrbios é arrebatadora. O doente já acorda de manhã muito cansado, o que piora durante o dia e, apesar de descansar, o cansaço não melhora. Se esse quadro persistir durante três meses, é importante procurar um reumatologista, que saberá diagnosticar. "A fibromialgia é um diagnostico de inclusão, ou seja, se o paciente preenche os critérios, ele tem. Na SFC, você tem que afastar outras doenças", explica Heymann, que reitera que, ao contrário de doenças virais ou autoimunes, nenhum dos dois distúrbios causa fadiga muscular, mas sim a falta de energia.

Embora ainda não exista tratamento adequado para essas síndromes, ele tem sido feito com o uso de antidepressivos, derivados de anfetaminas (para melhorar o quadro de falta de energia) e até mesmo GH (hormônio do crescimento), além de atividades físicas e medidas para a melhoria da qualidade de sono do paciente.

 

6. Depressão

Para pessoas com depressão é ainda mais difícil conseguir forças para realizar qualquer atividade, até mesmo as mais corriqueiras. A extrema falta de energia e vontade é um dos principais sintomas da doença, que também incluem queda de concentração, alterações do apetite e sono e pensamentos negativos constantes.

Depressão é coisa séria e exige tratamento adequado, que envolve terapia e uso de medicação. "Em geral, a fadiga melhora com o uso de antidepressivos, principalmente os que aumentam a noradrenalina".

 

7. Doenças cardíacas

A fadiga é o primeiro sintoma que indica que algo não está bem com o seu coração. Quando ele está fraco ou dilatado, não bombeia o sangue com eficiência, causando a fadiga. Por isso, a fadiga é o primeiro sintoma de inúmeras doenças cardíacas: angina, infarto agudo do miocárdio, pós-infarto, artérias entupidas, pressão alta, insuficiência cardíaca, arritmia, doenças valvulares, fibrilação atrial, entre outras.

"O sangue chega muito devagar em todas as partes do organismo, inclusive no cérebro, o que favorece o aparecimento do Alzheimer", alerta o cardiologista João Vicente da Silveira. Por isso, ele ressalta a importância do check-up, principalmente a partir dos 40 anos.

 

8. Apneia do sono

Esse distúrbio é caracterizado pelo fechamento repetitivo da passagem do ar pela garganta durante o sono, podendo interromper a respiração por até 40 segundos. Essas pequenas paradas fazem com que o indivíduo acorde durante a noite, interrompendo o sono. "Fadiga, falta de concentração, alteração de humor e perda de memória e libido são sintomas comuns de quem sofre de apneia", conta o neurologista Shigueo Yonekura.

Para detectar o problema, é necessário procurar ajuda médica, pois apenas exames em um laboratório de sono podem indicar o distúrbio. Em alguns casos, o tratamento se restringe à perda de peso, já que a gordura em excesso na região do pescoço estreita ainda mais a laringe, provocando a doença.

 

Fonte: https://www.minhavida.com.br/saude/listas/13428-cansaco-ou-fadiga-8-doencas-que-podem-causar-o-sintoma - Escrito por Ana Paula de Araujo

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Vitamina C: alimentos, benefícios e para que serve


Nutriente também faz com que a pele fique mais bonita, previne problemas de visão e derrame e contribui para a queima de gordura

 

A vitamina C, cujo nome técnico é ácido ascórbico, é uma vitamina hidrossolúvel, ou seja, é solúvel em água. A substância foi descoberta em 1932 pelo cientista e bioquímico húngaro Albert Szent-Gyöygyi.

 

Ela não pode ser sintetizada pelos seres humanos, sendo assim, a única maneira de obtê-la é pela alimentação.

 

Após ser ingerida, a vitamina C participa de diversas ações bioquímicas vitais para o organismo. Ela melhora o sistema imunológico, a pele, o humor e evita problemas oftalmológicos e derrames. O nutriente também conta com forte ação antioxidante, combatendo os radicais livres.

 

Este nutriente pode ser obtido especialmente em algumas frutas, como a laranja, goji berry, acerola, kiwi e goiaba, e verduras, como a couve e o brócolis.

 

Benefícios comprovados da vitamina C

Melhora a imunidade: A vitamina C aumenta a produção de glóbulos brancos, células que fazem parte do sistema imunológico e que tem a função de combater microorganismo e estruturas estranhas ao corpo.

 

O nutriente também aumenta os níveis de anticorpos no organismo. Assim, o nutriente ajuda a fortalecer o sistema imunológico, deixando nosso corpo menos suscetível a doenças.

 

Um estudo publicado no Annals of Nutrition & Metabolism observou que a vitamina C de fato melhora o sistema imunológico. Outras pesquisas também observaram os mesmos resultados.

 

Evita o envelhecimento da pele: A vitamina C evita o envelhecimento da pele por ser essencial para a produção natural de colágeno pelo organismo.

 

O colágeno é uma proteína que proporciona sustentação e firmeza para a pele. Além disso, a vitamina C tem ação antioxidante, ou seja, neutraliza os radicais livres, protegendo a pele contra a degradação de colágeno.

 

Uma pesquisa publicada no Archives of Otolaryngology - Head com 19 voluntários observou que o uso tópico de vitamina C diminui os danos na pele causados pelo sol.

 

Melhora a absorção de ferro: A vitamina C aumenta a biodisponibilidade de ferro não-heme, aquele de origem vegetal, no organismo.

 

O ferro é importante para prevenir a anemia ferroriva que causa um estado de desânimo, lentidão de raciocínio, falta de foco e sonolência acentuada. Em crianças a ausência do nutriente pode causar o retardo do desenvolvimento cognitivo.

 

Proporciona resistência aos ossos: Isto ocorre porque a vitamina C é necessária para a produção de colágeno. Esta proteína além de ser benéfica para a pele, também proporciona resistência aos ossos, dentes, tendões e paredes dos vasos sanguíneos.

 

Evita problemas de visão: A vitamina C contribui para prevenir problemas de visão em decorrência do envelhecimento. Isto porque o nutriente é um dos fatores para a prevenção da degeneração da mácula, parte da retina responsável pela percepção de detalhes.


Outros nutrientes que evitam o problema são betacarotenos, vitamina E, zinco e cobre.

 

Uma pesquisa publicada no The American Journal of Clinical Nutrition feita com 3654 pessoas observou que consumir boas quantidades de vitamina C ajuda a prevenir o desenvolvimento da catarata.

 

Previne e melhora gripes e resfriados: Alguns estudos já apontaram que a suplementação constante de vitamina C provoca redução na duração dos sintomas do resfriado.

 

Afinal, quando o sistema imunológico está debilitado, como em situações de gripes ou resfriados, a quantidade de vitamina C está menor e é importante fazer a reposição do nutriente.

 

O ideal é que a pessoa tenha sempre níveis de vitamina C adequados, assim o sistema imunológico fica fortalecido e os riscos de contrair doenças, como a gripe e o resfriado diminuem.

 

Um estudo da Universidade de Helsinki na Finlândia revidou outras 23 pesquisas sobre a vitamina C que envolveram mais de 6.000 pessoas no total.

 

O levantamento concluiu que boas quantidades do nutriente no organismo fazem com que a pessoa fique resfriada por menos tempo e com os sintomas atenuados.

 

Previne derrames: A vitamina C mantém as concentrações de colágeno e elastina, que em boas quantidades evitam a ruptura de coágulos e a formação de placas nas artérias. A ação antioxidante do nutriente também ajuda indiretamente, pois mantém a ação de óxido nítrico, substância que faz com que as artérias e veias fiquem relaxadas.

 

Ação antioxidante: A vitamina C é um poderoso antioxidante que combate os radicais e assim diminui os riscos de diversas doenças, entre elas o câncer e processos degenerativos associados com a idade.

 

Benefícios em estudo da vitamina C


Diminui o estresse: A vitamina C ajuda a diminuir os quadros de estresse. Isto porque o nutriente é essencial para a produção de hormônios de resposta ao estresse como o cortisol, histamina e norepinefrina.

 

Um estudo publicado no International Journal of Sports Medicine feito com 45 maratonistas observou que a suplementação com vitamina C ajudou a reduzir os níveis de cortisol no organismo dos atletas. Já pesquisadores da Universidade do Alabama realizaram estudos com animais e observaram que nestes casos a vitamina C contribuiu para a diminuição do estresse.

 

Melhora o humor: A vitamina C contribui para a melhora do humor. O benefício ocorre porque este nutriente é essencial para a produção de neurotransmissores como a serotonina, adrenalina, noradrenalina e dopamina, todos eles regulam o nosso humor.

 

Contribui para a queima de gorduras: A vitamina C é importante para a produção de carnitina, substância responsável pelo transporte de gorduras para serem queimadas e transformadas em energia.

 

Receitas ricas em vitamina C

Aprenda a fazer saborosas receitas ricas em vitamina C:

 

Vitamina de goji berry

 

Deficiência de vitamina C

Um dos problemas de saúde ocasionados pela falta de vitamina C é o sistema imunológico enfraquecido, que é caracterizado por gripes e resfriados frequentes.

 

Outra complicação é o escorbuto, doença que provoca problemas nas articulações, inchaço, inflamações nas gengivas, perdas dos dentes, hemorragias, feriadas que não cicatrizam e sistema imunológico deteriorado, podendo em casos extremos levar até a morte.

 

Combinações da vitamina C

Vitamina C + ferro: A presença da vitamina C melhora a absorção de ferro no organismo. Isto porque o nutriente leva à mudança do estado de oxidação do ferro, de íon férrico para íon ferroso, tornando a absorção dele mais fácil.

 

Além disso, a vitamina C influencia no transporte e no armazenamento do ferro no organismo.

 

Interações

Quando consumida nas quantidades orientadas a vitamina C não interage com outras substâncias.

 

Efeitos colaterais

Ao ser ingerida nas quantidades recomendadas a vitamina C não tem efeitos colaterais.

 

Fonte de vitamina C

As frutas e vegetais são as melhores fontes de vitamina C. Sendo que as mais ricas no nutriente são a camu-camu (fruta da Amazônia) e acerola. Além disso, o nutriente também está presente na goiaba, kiwi, morango, laranja, goji berry, cranberry e caju e em vegetais como o pimentão, o brócolis e a couve de Bruxelas.

 

Confira o quanto consumir de cada um desses alimentos para obter as quantidades necessárias do nutriente, 90 mg de acordo com o Recommended Dietary Allowances do Governo dos Estados Unidos:

 

Laranja: 1 unidade e meia

Goiaba: meia unidade

Acerola: uma unidade

Pimentão vermelho: 1 unidade pequena ou 1 terço de xícara picada

Kiwi: 1 unidade e meia

Brócolis cozido: 1 xícara

Morango: 15 unidades médias

Tangerina: 2 unidades

Goji berry: 45 gramas

Fonte: Tabela do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

 

Como tomar vitamina C

Os alimentos ricos em vitamina C devem ser consumidos preferencialmente crus, frescos e caso vá cortá-los faça isto na hora. Isto porque o nutriente oxida com facilidade quando entra em contato com o ar. Porém, após serem cozidos os vegetais ainda contém a vitamina C, apesar de em quantidade menores. A melhor maneira de cozinha-lo é no vapor, pois quando ele é cozido na água a perda do nutriente é maior.

 

Quantidade recomendada de vitamina C

De acordo com o Institute of Medicine a orientação do consumo de vitamina C por faixa etária e gênero é:

 

-7 a 12 meses: 50 mg

 

-1 a 3 anos: 15 mg

 

-4 a 8 anos: 25 mg

 

-9 a 13 anos: 45 mg

 

-Mulheres de 14 a 18 anos: 65 mg

 

-Homens de 14 a 18 anos: 75 mg

 

-Mulheres a partir de 19 anos: 75 mg

 

-Homens a partir de 19 anos: 90 mg

 

-Grávidas menores de 18 anos: 80 mg

 

-Grávidas maiores de 18 anos: 85 mg

 

-Lactantes menores de 18 anos: 115 mg

 

-Lactantes maiores de 18 anos: 120 mg

 

O uso do suplemento de vitamina C

A suplementação de vitamina C é recomendada quando a deficiência do nutriente é identificada e não é possível supri-la com a alimentação. Esta suplementação deve ser recomendada após a avaliação de um nutricionista ou médico e precisa ser acompanhada por este profissional.

 

A vitamina C é encontrada principalmente em frutas, verduras e legumes. Caso a pessoa não ingira esses alimentos é importante que ela busque a orientação de um médico ou nutricionista, pois é possível que ela necessite de suplementação.

 

Riscos do consumo em excesso de vitamina C

Para que ocorram problemas com a vitamina C é preciso ingerir quantidades superiores a 1 grama por dia por um longo período. Chegar a esses valores por meio da alimentação é muito difícil, portanto o principal problema dos excessos são os suplementos.

 

Alguns especialistas da saúde defendem que o excesso da vitamina C pode sobrecarregar os rins e assim aumentar as chances da pessoa desenvolver cálculos renais. Outros profissionais acreditam que este problema não ocorre.

 

Fontes consultadas:

Nutróloga Marcella Garcez Duarte, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia.

Nutricionista Carolina Arbache da Natue.

Nutricionista Laís Coelho da Natue.

 

Fonte: https://www.minhavida.com.br/alimentacao/tudo-sobre/17559-vitamina-c - Escrito por Bruna Stuppiello - Foto: Getty Images

domingo, 4 de abril de 2021

Tratamento pode neutralizar vírus da COVID-19 e impedir mutação


Estudo feito por cientistas dos Estados Unidos e da Europa pode se tornar uma nova alternativa no combate ao vírus; entenda

 

Um estudo feito por um consórcio internacional, envolvendo instituições como o Instituto de Tecnologia da Califórnia e a Universidade de Rockefeller, revelou um tipo de tratamento capaz de neutralizar o novo coronavírus e suas variantes, assim como impedir que o patogênico sofra mutações.

 

A análise, feita em camundongos, foi realizada com a junção de dois anticorpos naturais que formaram uma única molécula artificial. Denominado de "anticorpo biespecífico", a aplicação dessa molécula via injeção nos animais foi responsável por reduzir a carga viral da Sars-Cov-2 no organismo, além de suavizar a inflamação nos pulmões causada pelo vírus.

 

"O biespecífico impede a ligação S detectável à enzima de Conversão da Angiotensina 2 (ACE2), o receptor celular do vírus. Além disso, neutraliza o Sars-CoV-2 e suas variantes de preocupação, bem como os mutantes de escape gerados pelos monoclonais parentais", relataram os pesquisadores.

 

Esse tipo de tratamento já vem sendo realizado no combate a alguns tipos de câncer, ganhou popularidade como alternativa para tratar a COVID-19 em 2020, quando o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se submeteu a um procedimento similar após receber o diagnóstico da doença.

 

Segundo os pesquisadores, o estudo realizado com a molécula artificial possui forte potencial para ser testado em ensaios clínicos em humanos, com a premissa de que o anticorpo possa prevenir e tratar a infecção por coronavírus.

 

Medicamentos contra COVID-19

Cientistas de diversas partes do mundo seguem estudando os efeitos de diversos medicamentos contra o coronavírus. Em um projeto de pesquisas realizado recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS), chamado de Solidarity, foi revelado que quatro dos remédios que vinham sendo analisados desde o começo da pandemia possuem pouca ou nenhuma eficácia no tratamento da COVID-19. Entre eles estão: hidroxicloroquina, remdesivir, lopinavir e interferon.

 

Segundo a OMS, até o momento, os corticóides são os únicos medicamentos que apresentaram resposta positiva em casos moderados e graves de infecção por coronavírus. Um pesquisa brasileira, publicada no periódico científico Journal of the American Medical Association (Jama), apontou que o uso de dexametasona ajuda a reduzir o tempo de internação de pacientes adultos por Síndrome Respiratória Aguda Grave causada pela COVID-19 que precisam de respiração mecânica.

 

"O estudo indicou que o uso de dexametasona em pessoas que precisam de oxigênio diminui a internação e mortalidade. Mas, de maneira alguma, é para o paciente tomar o corticoide em casa, já que ele pode fazer mal ao organismo", explica Ivan Franca, infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

 

Fonte: https://www.minhavida.com.br/saude/noticias/37465-tratamento-pode-neutralizar-virus-da-covid-19-e-impedir-mutacao - Escrito por Redação Minha Vida

Feliz Páscoa a todos os leitores do blog e seus familiares!


Páscoa!

 

É vida renovada...

É amor manifestado na doação do dia a dia.

É a libertação das amaras pessoais.

É busca de igualdades sociais, de vencer a dominação e lutar pela justiça.

 

Páscoa é fazer memória, não de um acontecimento remoto da história, mas de uma realidade vivida e constante entre os homens.

 

É perceber que é possível retirar a pedra do túmulo que nos mantém inertes diante de um sistema de morte que nos toma áridos perante o sofrimento da humanidade.

 

Cristo ressuscitou?

 

Ressuscitou e quer se fazer presente de forma mais intensa na nossa vida, para que também nós sejamos libertados e promovamos a liberdade.

 

Cristo vive.

 

Autor desconhecido

sábado, 3 de abril de 2021

Afinal, suar mais é sinônimo de emagrecimento? Entenda


Suar é apenas um sinal de que seu corpo, naquele momento, é capaz de regular a temperatura interna

 

Você já deve ter ouvido por aí que o treino só faz efeito quando o suor começa a aparecer, não é? Esse é mais um dos mitos relacionados ao exercício físico - e que podem levar, inclusive, algumas pessoas a se lesionarem na busca pelos "sinais do emagrecimento".

 

Suor e perda de peso

Aquelas (muitas) gotas de transpiração durante a atividade não são sinônimo de emagrecimento ou de perda de gordura. Suar é apenas um sinal de que seu corpo, naquele momento, é capaz de regular a temperatura interna. A prática de exercícios de forma intensa acelera o metabolismo e aumenta a temperatura corporal, resultando no suor.

 

O corpo elimina água para a superfície da pele através das glândulas sudoríparas. Chamado de sudorese, o processo é controlado pelo sistema nervoso autônomo - ou seja, não há como comandar esse processo.

 

A sensação de diminuição de peso pode ocorrer porque quando perdemos líquidos corporais em grande quantidade, o peso na balança acaba diminuindo - esse é, inclusive, um método de controle de reposição de fluidos em atletas, por exemplo.

 

Devo me preocupar se não suar no treino? Ou transpirar demais?

Apesar de algumas pessoas acharem incômodo suar durante a atividade física, a ausência de suor representa um perigo à saúde. Através dessa regulação da temperatura corporal que é possível preservar a homeostase do organismo, mantendo a temperatura entre 36°C  e 37°C. Temperaturas muito altas começam a provocar desestabilização das células, impossibilitando o funcionamento adequado dos sistemas.

 

Caso você sue demais durante a prática, considere procurar um médico. Há a possibilidade de você sofrer de hiperidrose, condição caracterizada pelo aumento excessivo de suor, geralmente nas mãos e nos pés, e que pode ser controlada com algumas intervenções.

 

O volume de suor pode variar em razão de diversos fatores, como a quantidade de glândulas sudoríparas e o sexo (homens suam mais). O peso corporal também influencia: por funcionar como um isolante térmico, a gordura em excesso acaba por dificultar a perda de calor.

 

Além disso, outro fator que tem relação com a quantidade de suor é a umidade do ar. Em dias mais úmidos, o suor não evapora e a formação de água na superfície da pele é maior. O condicionamento físico também afeta a produção de suor: pessoas bem treinadas começam a suar antes dos iniciantes, pois a termorregulação do corpo é melhor.

 

Suar ajuda a desintoxicar o organismo?

Não! A detoxificação do organismo é feita por órgãos específicos, como o fígado e os rins. Aliás, o suor é composto apenas de água e sais minerais, componentes  importantes para o corpo. O suor não tem cheiro nem cor: essas características surgem quando temos proliferação de bactérias na superfície da pele.

 

Não custa lembrar

Não “force” o aumento da transpiração correndo agasalhada em um dia de calor ou enrolando plástico na barriga. Isso pode deixar você exposta a um perigo maior: a desidratação. Reidrate-se durante o exercício, utilizando água pura ou uma bebida isotônica, se seu treino for muito intenso. Beba muita água após o treino e durante o dia todo.

 

Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/fitness/noticia/2021/03/afinal-suar-mais-e-sinonimo-de-emagrecimento-entenda-ckm2fvuxk000z0198z2zxnvzz.html - Raquel Lupion