domingo, 28 de dezembro de 2025

10 frutas e vegetais que cientificamente reduzem a inflamação


Frutas e vegetais de cores vivas são poderosos alimentos anti-inflamatórios, ricos em antioxidantes que protegem células e imunidade

 

Ao analisar a alimentação sob a ótica da ciência, um ponto aparece com frequência em estudos recentes: frutas e vegetais com cores vivas tendem a ser fortes aliados no combate à inflamação crônica. Pesquisas em nutrição e medicina indicam que esses alimentos carregam uma combinação de compostos bioativos, vitaminas e minerais que atuam em diferentes etapas do processo inflamatório do organismo.

 

A inflamação, quando se torna persistente, é associada a diversas condições, como doenças cardiovasculares, resistência à insulina e problemas articulares. Nesse contexto, alimentos coloridos de origem vegetal ganham destaque por oferecerem antioxidantes e substâncias naturais capazes de modular respostas inflamatórias, sem a necessidade de intervenções medicamentosas em situações de rotina.

 

O que a ciência entende por inflamação e como a alimentação interfere?

Do ponto de vista científico, a inflamação é uma resposta de defesa do corpo diante de lesões, infecções ou agentes irritantes. Em situações agudas, é um mecanismo essencial. O problema surge quando esse estado inflamatório se mantém por longos períodos, mesmo sem um agressor claro. Estudos publicados até 2025 mostram que dietas ricas em ultraprocessados, açúcares simples e gorduras trans estão associadas ao aumento de marcadores inflamatórios no sangue.

 

Em paralelo, pesquisas com padrões alimentares baseados em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e gorduras de boa qualidade indicam redução de substâncias como a proteína C-reativa e certas citocinas inflamatórias. Nesse cenário, os alimentos de cores intensas se destacam por apresentarem maior concentração de pigmentos naturais com ação antioxidante e anti-inflamatória.

 

Por que frutas e vegetais de cores vivas são considerados alimentos anti-inflamatórios?

A principal explicação apontada por pesquisas científicas é a presença de compostos chamados fitoquímicos. Eles são substâncias bioativas produzidas pelas plantas para se protegerem de radiações, pragas e outros estresses. Quando consumidos por humanos, esses compostos podem atuar como antioxidantes, reguladores de enzimas e moduladores de vias inflamatórias.

 

Entre os fitoquímicos mais estudados estão:

 

Carotenoides (como betacaroteno e licopeno), comuns em alimentos alaranjados e vermelhos;

Antocianinas, presentes em opções roxas, azuis e algumas vermelhas;

Flavonoides em geral, encontrados em frutas cítricas, folhas verdes e vegetais variados;

Vitamina C e vitamina E, com ação antioxidante relevante;

Polifenóis, associados à redução de radicais livres e modulação da inflamação.

 

Pesquisas demonstram que essas substâncias ajudam a neutralizar radicais livres, moléculas instáveis que podem danificar células e tecidos, favorecendo processos inflamatórios. Além disso, alguns pigmentos coloridos interferem diretamente em vias metabólicas ligadas à expressão de genes inflamatórios, reduzindo a produção de mediadores pró-inflamatórios.

 

 

 

Como as cores dos alimentos se relacionam com seus benefícios?

A cor de cada fruta ou vegetal geralmente indica a predominância de determinados compostos. Estudos em nutrição de precisão usam essa relação cor-nutriente como uma forma prática de orientar escolhas alimentares no dia a dia. Não se trata de regra absoluta, mas de um padrão útil para entender por que esses alimentos de tonalidades intensas são considerados potenciais anti-inflamatórios naturais.

 

Vermelhos: costumam ser ricos em licopeno e outros carotenoides, associados à proteção vascular.

Laranjas e amarelos: apresentam altos teores de betacaroteno e vitamina C, importantes para o sistema imune.

Roxos e azuis: concentram antocianinas, ligadas à proteção contra danos oxidativos.

Verdes escuros: oferecem clorofila, folato, magnésio e flavonoides diversos.

De forma geral, quanto maior a variedade de cores naturais no prato, maior a diversidade de compostos bioativos ingeridos, o que amplia o potencial de apoio ao controle da inflamação. Por isso, muitos protocolos dietéticos focados na redução de inflamação, como padrões inspirados na dieta mediterrânea, recomendam a presença diária de diferentes frutas e hortaliças intensamente coloridas.

 

De que maneira esses alimentos entram na rotina alimentar?

Estudos observacionais e ensaios clínicos destacam que o efeito anti-inflamatório não depende de um único alimento isolado, mas do conjunto da dieta. No entanto, a inclusão frequente de frutas e vegetais de cores marcantes é uma das estratégias mais citadas em pesquisas de prevenção de doenças crônicas relacionadas à inflamação.

 

Algumas formas comuns de incorporar esses alimentos ao dia a dia incluem:

 

Adicionar frutas coloridas em lanches intermediários;

Montar refeições principais com metade do prato composta por vegetais variados;

Alternar preparações cruas e cozidas para aproveitar diferentes nutrientes;

Utilizar hortaliças de cores distintas em saladas, refogados e sopas;

Preferir sucos com a fruta inteira batida, preservando fibras, em vez de versões coadas e adoçadas.

A literatura científica ressalta também o papel das fibras presentes nesses alimentos. Elas contribuem para o equilíbrio da microbiota intestinal, que, segundo estudos recentes, tem relação direta com a regulação da inflamação sistêmica.

 

Quais são alguns exemplos de frutas e vegetais de cores vivas com potencial anti-inflamatório?

Diversos trabalhos em revistas científicas listam alimentos específicos que se destacam pela combinação de cor intensa, alta densidade nutricional e teor elevado de compostos bioativos relacionados à modulação da inflamação.

 

A seguir, estão dez exemplos frequentemente citados em pesquisas como alimentos com potencial anti-inflamatório:

 

1. Frutas vermelhas (morango, amora, framboesa)

2. Mirtilo (blueberry)

3. Uva roxa

4. Tomate

5. Cenoura

6. Abóbora

7. Pimentão vermelho

8. Espinafre

9. Brócolis

10. Beterraba

 

Esses exemplos não esgotam as opções disponíveis, mas ilustram como a ciência vê nas cores intensas das plantas um indicativo de compostos que podem auxiliar no controle da inflamação quando integrados a um padrão alimentar equilibrado e variado.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/10-frutas-e-vegetais-que-cientificamente-reduzem-a-inflamacao,0499bdf76dafa2bc0670b48f00042cc7510zv0nv.html?utm_source=clipboard - Por: Carlos Vieira* *com uso de Inteligência Artificial / Giro 10 - depositphotos.com / MicEnin

sábado, 27 de dezembro de 2025

Veja exercícios e hábitos saudáveis contra a gordura no fígado


Transforme sua saúde: exercícios e hábitos saudáveis contra a gordura no fígado, reduzindo riscos e melhorando seu bem-estar diário

 

A preocupação com a gordura no fígado tem crescido nos últimos anos, especialmente entre pessoas com rotina sedentária e alimentação desbalanceada. Esse acúmulo de gordura, conhecido como esteatose hepática, muitas vezes não causa sintomas no início, mas pode avançar de forma silenciosa. Por isso, mudanças no estilo de vida, como prática de exercícios físicos e adoção de hábitos saudáveis, são estratégias frequentemente recomendadas por profissionais de saúde.

 

Quando se fala em cuidar do fígado, muitos associam o problema apenas ao consumo de álcool, mas a chamada gordura no fígado não alcoólica está diretamente ligada ao excesso de peso, resistência à insulina e até ao estresse diário. A boa notícia é que ajustes na rotina, mesmo que graduais, tendem a ter impacto significativo na redução da gordura hepática e na melhora geral do metabolismo.

 

O que é gordura no fígado e por que merece atenção?

A gordura no fígado ocorre quando as células hepáticas passam a armazenar mais lipídios do que o órgão é capaz de processar. Em estágios iniciais, a esteatose costuma ser reversível com mudanças de hábitos. No entanto, se não houver intervenção adequada, esse quadro pode evoluir para inflamação, fibrose e outras complicações hepáticas.

 

Entre os principais fatores associados estão: alimentação rica em ultraprocessados, consumo exagerado de açúcares e gorduras saturadas, sedentarismo, sobrepeso, obesidade abdominal e algumas alterações hormonais. Pessoas com diabetes tipo 2, colesterol elevado ou síndrome metabólica apresentam risco maior de desenvolver gordura no fígado e por isso são frequentemente orientadas a acompanhar o fígado por meio de exames periódicos.

 

Nesse contexto, incorporar exercícios e hábitos saudáveis contra a gordura no fígado torna-se uma medida preventiva e também terapêutica. A combinação entre movimento regular, alimentação equilibrada e sono de qualidade costuma ser a base das recomendações médicas e nutricionais em 2025.

 

 

Mudanças simples na rotina ajudam a reduzir a esteatose hepática, mesmo sem perda de peso significativa, apontam especialistas – depositphotos.com / blasbike

Foto: Giro 10

Como os exercícios ajudam a diminuir a gordura no fígado?

Atividades físicas atuam diretamente no metabolismo da gordura e da glicose, o que favorece a redução da gordura hepática. Exercícios aeróbicos, como caminhada rápida, corrida leve, ciclismo e natação, aumentam o gasto calórico e estimulam o organismo a utilizar a gordura acumulada como fonte de energia. Já o treinamento de força contribui para ganhar massa muscular, o que melhora a sensibilidade à insulina.

 

Estudos recentes indicam que tanto a atividade aeróbica moderada quanto o treino resistido são benéficos no controle da esteatose hepática, mesmo sem perda de peso expressiva. A regularidade, porém, é apontada como um dos pontos mais importantes. Sessões esporádicas têm efeito limitado quando comparadas a uma rotina estável de exercícios ao longo da semana.

 

De forma geral, orientações comuns incluem:

 

 

Realizar ao menos 150 minutos semanais de exercício aeróbico moderado, divididos em 3 a 5 dias.

Incluir 2 a 3 sessões de treino de força, trabalhando grandes grupos musculares.

Adicionar atividades leves ao dia a dia, como subir escadas e caminhar em deslocamentos curtos.

Reduzir o tempo sentado, fazendo pequenas pausas ativas a cada 1 ou 2 horas.

Quais exercícios são mais indicados contra a gordura no fígado?

Não existe um único exercício obrigatório, mas algumas modalidades são frequentemente sugeridas por serem acessíveis e eficazes para combater a gordura no fígado. A caminhada rápida, por exemplo, pode ser realizada em espaços públicos, esteiras ou até em percursos próximos de casa. Para quem não está habituado, é comum iniciar com tempos menores e progredir week a week, de acordo com a orientação profissional.

 

Já a musculação e o treino funcional são aliados importantes, pois aumentam a massa muscular e favorecem o gasto energético mesmo em repouso. Exercícios com peso do próprio corpo, como agachamentos, flexões em variações adaptadas e pranchas, podem ser incluídos na rotina doméstica, desde que respeitando limitações individuais.

 

Alguns exemplos de exercícios úteis no combate à esteatose hepática incluem:

 

Caminhada acelerada: 30 a 40 minutos, de 3 a 5 vezes por semana.

Bicicleta ou bicicleta ergométrica: opção de baixo impacto para articulações.

Natação ou hidroginástica: indicadas para quem tem dores articulares ou sobrepeso importante.

Treino de força: musculação em academia ou circuitos com elásticos, halteres e peso corporal.

Alongamentos e mobilidade: complementam o treino, auxiliando na postura e prevenindo lesões.

 

Quais hábitos saudáveis ajudam a proteger o fígado?

Além dos exercícios, alguns hábitos diários são considerados fundamentais para reduzir a gordura no fígado e preservar a função hepática. A alimentação costuma ser um dos pilares centrais. Planos alimentares que priorizam frutas, legumes, verduras, grãos integrais, proteínas magras e gorduras boas, como azeite de oliva e oleaginosas, estão entre as abordagens mais indicadas por especialistas.

 

Ao mesmo tempo, recomenda-se limitar o consumo de bebidas açucaradas, doces, frituras, fast food e produtos ultraprocessados. Bebidas alcoólicas, mesmo em quantidades moderadas, precisam ser avaliadas individualmente, especialmente quando já existe diagnóstico de esteatose. A hidratação regular com água também auxilia o funcionamento do organismo como um todo.

 

Outros hábitos saudáveis relevantes incluem:

 

Manter horário regular de sono, favorecendo de 7 a 9 horas por noite para a maioria dos adultos.

Monitorar peso corporal e circunferência abdominal, quando possível com acompanhamento multiprofissional.

Realizar exames periódicos de sangue, como avaliação de enzimas hepáticas, colesterol e glicemia.

Gerenciar o estresse com práticas como respiração guiada, meditação, leitura ou hobbies relaxantes.

Evitar automedicação e uso indiscriminado de suplementos sem orientação.

 

Como colocar em prática uma rotina sustentável contra a gordura no fígado?

Para que os exercícios e hábitos saudáveis contra a gordura no fígado sejam mantidos a longo prazo, muitas pessoas optam por mudanças graduais. Em vez de alterar toda a rotina de uma vez, costuma ser mais efetivo estabelecer metas simples, como incluir uma caminhada curta após o trabalho ou substituir refrigerantes por água em parte dos dias da semana.

 

Ter acompanhamento profissional, quando disponível, ajuda a ajustar o plano de acordo com condições pré-existentes, como hipertensão, problemas articulares ou doenças metabólicas. Em diferentes países, diretrizes atuais reforçam a importância de combinar atividade física, alimentação balanceada e acompanhamento médico na prevenção e no tratamento da esteatose hepática.

 

Com ajustes consistentes no dia a dia, o fígado tende a responder de forma positiva, e exames de imagem e laboratoriais ao longo do tempo costumam refletir essa melhora. A adoção de um estilo de vida mais ativo e equilibrado, portanto, aparece como uma das principais estratégias para controlar a gordura no fígado em 2025 e nos próximos anos.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/veja-exercicios-e-habitos-saudaveis-contra-a-gordura-no-figado,b4125ed8a012c3e0b403f1316afe1a0bbeq7i1as.html?utm_source=clipboard - Por: Carlos Vieira* *com uso de Inteligência Artificial / Giro 10 - depositphotos.com / blasbike

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Férias de verão: 10 passos essenciais para proteger a pele e prevenir o câncer


Veja como se proteger nos dias de sol e evitar complicações com a saúde

 

Os meses mais quentes do ano convidam para mergulhos, viagens e passeios prolongados, mas também exigem atenção redobrada com a exposição solar. Embora faça parte da rotina de milhões de brasileiros, o sol em excesso continua sendo o principal fator de risco para o câncer de pele — problema que ultrapassa 185 mil novos diagnósticos por ano no Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia.

 

Como reforça Rafael Schmerling, oncologista do Hospital Nove de Julho e do Samaritano Higienópolis, "o câncer de pele é altamente prevenível, e o verão é uma oportunidade para reforçar os hábitos de proteção solar. Pequenas atitudes podem reduzir de forma significativa os riscos e garantir que todos aproveitem a estação com tranquilidade". Assim, curtir o verão também significa unir lazer e cuidado — uma combinação essencial para manter a saúde da pele em dia.

 

A seguir, veja como curtir o verão com segurança e proteger sua pele de forma eficiente!

 

1. Use protetor solar diariamente

Aplique FPS 50 ou mais em todo o corpo, inclusive nas orelhas, nos pés e no pescoço. Reaplique a cada 2 horas ou após entrar na água. 

 

2. Busque sombra - especialmente entre 10h e 16h

Nesse intervalo, a radiação UVB é mais intensa. Se possível, programe passeios, esportes e atividades ao ar livre para o início da manhã ou fim da tarde. 

 

3. Aposte em barreiras físicas

Chapéus de aba larga, bonés, roupas com proteção UV e óculos escuros ajudam a reduzir significativamente os danos causados pelo sol. 

 

4. Hidrate-se ao longo do dia

O calor intenso favorece a desidratação, que compromete a saúde da pele. Beba água frequentemente, mesmo sem sede. 

 

5. Não esqueça o protetor labial com FPS

Os lábios também queimam e podem desenvolver lesões pré-cancerígenas. Use produtos específicos e reaplique durante o dia. 

 

6. Cuidado redobrado com crianças

Queimaduras solares na infância tendem a elevar o risco de melanoma na vida adulta, já que a pele das crianças é naturalmente mais sensível. Por isso, além do uso de filtro solar adequado para cada faixa etária, é importante priorizar sombra, barreiras físicas e roupas com proteção UV.

 

7. Não faça bronzeamento artificial

A prática é considerada cancerígena pela Organização Mundial da Saúde, além de ser proibida no Brasil. Não existe bronzeamento artificial seguro. 

 

8. Atenção às superfícies que refletem o sol

Areia, água e concreto aumentam a incidência de radiação. Mesmo na sombra, continue usando protetor. 

 

9. Observe sua pele regularmente

Manchas que mudam de cor ou tamanho, pintas irregulares, feridas que não cicatrizam e coceiras persistentes merecem avaliação médica. 

 

10. Mantenha consultas dermatológicas em dia

O acompanhamento anual ajuda a detectar precocemente qualquer alteração suspeita, aumentando muito as chances de cura. 

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/ferias-de-verao-10-passos-essenciais-para-proteger-a-pele-e-prevenir-o-cancer,6c770ad35a137419ba94ace5a05be90dt2g4f6ks.html?utm_source=clipboard - Por Aline Zuliani - Foto: Billion Photos | Shutterstock / Portal EdiCase


quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Viagens de fim de ano: 9 dicas de saúde e primeiros socorros


Com estradas cheias e calor intenso, médica orienta como prevenir imprevistos e agir em situações de emergência durante as férias

 

Com a chegada das festas de fim de ano, o aumento no fluxo de veículos nas estradas e o movimento intenso em aeroportos exigem mais atenção não apenas com o planejamento da viagem, mas também com a saúde.

 

Entre destinos de praia, campo ou viagens internacionais, pequenas atitudes podem evitar que situações simples se transformem em emergências médicas.

 

A médica Julie Muraro, clínica geral do Hospital Evangélico de Sorocaba (HES) e do Centro Médico Integrado (CMI), reuniu nove orientações essenciais de saúde e primeiros socorros para quem pretende viajar neste período.

 

Essas recomendações valem tanto para deslocamentos curtos quanto para viagens mais longas:

 

1. Vacinas atualizadas evitam riscos desnecessários

Antes de arrumar as malas, é fundamental conferir a carteira de vacinação. Segundo a médica, a vacina contra a febre amarela é indispensável para viagens a áreas de risco no Brasil e em outros países tropicais.

Também é importante manter atualizadas as imunizações contra hepatite A, febre tifóide, gripe, difteria, tétano, sarampo, caxumba e rubéola, especialmente em viagens internacionais.

 

2. Kit de primeiros socorros faz diferença

Imprevistos acontecem, mas um kit bem montado evita transtornos. Curativos, gaze, esparadrapo, luvas descartáveis, antisséptico, termômetro, pinça e tesoura sem ponta são itens básicos. Analgésicos, antialérgicos, antitérmicos e remédios contra enjoo também ajudam.

Já, para trilhas ou acampamentos, manta térmica e apito podem ser úteis. Pessoas com doenças crônicas devem levar medicação contínua e receitas atualizadas.

 

3. Pausas a cada 2 ou 3 horas reduzem riscos

Em viagens longas de carro ou ônibus, parar regularmente ajuda a alongar o corpo, melhorar a circulação e manter a atenção.

"As pausas evitam fadiga, mal-estar e perda de reflexos", explica a Dra. Julie Muraro.

 

4. Sol forte exige proteção constante

No verão, hidratação frequente e uso de protetor solar são indispensáveis.

Os chapéus e óculos com proteção UV reforçam a prevenção. Enquanto que, em caso queimaduras leves, a orientação é resfriar a área com água fria ou compressas suaves e hidratar a pele.

 

5. Cortes leves pedem cuidado imediato

O primeiro passo é higienizar as mãos e lavar o ferimento com água e sabão neutro ou soro fisiológico.

Caso sangre, faça compressão com gaze por até 20 minutos. Objetos encravados não devem ser removidos em casa.

 

6. Queimaduras leves devem ser resfriadas

Água corrente ajuda a reduzir a temperatura da pele. Após isso, hidratantes ou loções calmantes auxiliam na recuperação. Dor persistente exige avaliação médica.

 

7. Engasgos exigem ação rápida

Em casos de engasgo, a recomendação inicial é ligar para o SAMU (192). Se a pessoa estiver consciente, estimule a tosse. Caso não funcione, a manobra de Heimlich pode ser aplicada conforme orientação adequada.

 

8. Picadas de insetos merecem atenção

Na maioria dos casos, compressa fria e antialérgicos resolvem. Picadas de escorpiões, aranhas ou cobras exigem atendimento médico imediato.

 

9. Reações alérgicas graves são emergência

Falta de ar, inchaço no rosto ou garganta, tontura e chiado no peito são sinais de alerta. "Esses sintomas indicam anafilaxia e exigem socorro imediato", finaliza a médica.

 

Seguir essas orientações ajuda a tornar a viagem mais segura e tranquila, garantindo que o descanso não seja interrompido por problemas de saúde evitáveis.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/viagens-de-fim-de-ano-9-dicas-de-saude-e-primeiros-socorros,77f99c0a8c7d69cf7a1ee608520dcb8faagwjmco.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Ronco não é normal: veja dicas simples para dormir melhor


O ronco é um problema comum em diferentes faixas etárias e costuma afetar não apenas quem emite o som durante a noite, mas também quem divide o mesmo ambiente; Veja dicas para dormir melhor!

 

O ronco é um problema comum em diferentes faixas etárias e costuma afetar não apenas quem emite o som durante a noite, mas também quem divide o mesmo ambiente. Esse barulho é resultado da passagem do ar por vias respiratórias parcialmente obstruídas, o que faz tecidos da garganta vibrarem. Embora muitas pessoas encarem o ronco como algo cotidiano, especialistas destacam que ele pode ser um sinal de alerta para alterações no sono e na respiração.

 

Nos últimos anos, clínicas do sono e otorrinolaringologistas observaram um aumento na busca por orientações para reduzir o ronco. Entre os motivos estão a interferência na qualidade do descanso, o impacto na produtividade diária e até problemas de relacionamento. No entanto, a boa notícia é que, em muitos casos, mudanças simples na rotina e em alguns hábitos ajudam a diminuir o problema ou, ao menos, a torná-lo menos frequente.

 

O que causa o ronco e por que ele merece atenção?

O ronco costuma surgir quando há estreitamento ou relaxamento excessivo das vias aéreas superiores durante o sono. Fatores como sobrepeso, consumo de álcool à noite, desvio de septo, rinite alérgica e posicionamento inadequado ao dormir estão entre as causas mais relatadas em consultórios. Em outros casos, o ronco está ligado à apneia obstrutiva do sono, condição em que a respiração é interrompida por alguns segundos diversas vezes ao longo da noite.

 

Quando o ronco é intenso, diário e vem acompanhado de pausas respiratórias, sono agitado, dor de cabeça ao acordar ou cansaço excessivo durante o dia, médicos recomendam investigação detalhada. Nesses cenários, a avaliação pode incluir exame físico e análise do histórico de saúde. Em alguns casos, também há o procedimento da polissonografia, que monitora o sono em laboratório ou com equipamentos portáteis.

 

Como diminuir o ronco no dia a dia?

Especialistas em medicina do sono apontam que a mudança de hábitos é uma das principais estratégias para diminuir o ronco. Assim, pequenas ações, repetidas de forma consistente, ajudam a reduzir a vibração dos tecidos da garganta e a melhorar a passagem do ar. Em muitos casos, essas medidas funcionam como primeira linha de cuidado antes de intervenções mais complexas.

 

Entre as recomendações mais comuns para reduzir o ronco estão:

 

Controle do peso corporal: a redução de gordura na região do pescoço diminui a compressão das vias respiratórias;

Evitar álcool e sedativos à noite: essas substâncias relaxam demais a musculatura da garganta;

Jantar leve e não comer em grande quantidade próximo da hora de dormir;

Parar de fumar, já que o cigarro irrita e inflama as vias aéreas;

Manter rotina de sono, com horário regular para deitar e acordar.

 

O ambiente também influencia. Quartos muito secos favorecem irritação da mucosa nasal. Por isso, muitas pessoas se beneficiam do uso de umidificadores ou de um recipiente com água no quarto, principalmente em períodos de tempo seco. A limpeza frequente de cortinas, tapetes e roupas de cama reduz poeira e ácaros, importantes gatilhos para crises alérgicas que agravam o ronco.

 

Posição ao dormir ajuda mesmo a reduzir o ronco?

A posição ao dormir é um dos fatores que os especialistas costumam citar quando o assunto é "dicas para diminuir o ronco". Em geral, deitar de barriga para cima favorece o deslocamento da língua para trás, estreitando o espaço por onde o ar passa. Por isso, dormir de lado costuma ser uma orientação recorrente em consultórios.

 

Algumas estratégias simples são utilizadas para estimular essa postura lateral durante a noite:

 

Uso de travesseiro adequado: modelos que mantêm o alinhamento da cabeça com a coluna ajudam a evitar a obstrução nas vias aéreas;

Travesseiro entre os joelhos para quem dorme de lado, o que oferece mais conforto e facilita manter a posição;

Ajuste da altura da cabeceira da cama, levemente elevada, para facilitar a passagem do ar;

Evitar colchões muito moles, que favorecem posição corporal inadequada e pioram o ronco.

Existem ainda dispositivos vendidos no mercado, como tiras nasais externas, clipes que se apoiam na região do septo e travesseiros anatômicos, com o objetivo de facilitar a respiração. Ademais, profissionais de saúde recomendam avaliar caso a caso, já que esses recursos podem trazer alívio para alguns perfis de roncadores, mas não substituem avaliação médica quando o problema é persistente.

 

Exercícios e cuidados com a respiração podem fazer diferença?

Exercícios voltados à musculatura da língua, do palato e da região da garganta vêm ganhando espaço como alternativa complementar para quem deseja reduzir o ronco. Conhecidos como exercícios orofaríngeos ou de "terapia miofuncional", eles visam fortalecer músculos que, durante o sono, tendem a relaxar em excesso. Em muitos casos, esses treinos são orientados por fonoaudiólogos ou fisioterapeutas especializados.

 

Além disso, a respiração nasal livre é apontada como um dos pilares no controle do ronco. Quando há obstrução por rinite, sinusite ou desvio de septo, a tendência é respirar pela boca, o que favorece vibrações na região da garganta. Medidas como lavagem nasal com soro fisiológico, tratamento de alergias com orientação médica e, quando indicado, cirurgias corretivas, podem contribuir para um sono mais silencioso.

 

Para quem já recebeu diagnóstico de apneia do sono, o uso de aparelhos como o CPAP (pressão positiva contínua nas vias aéreas) pode ser recomendado por profissionais de saúde. Esse tipo de recurso, porém, exige acompanhamento especializado, ajustes periódicos e orientação sobre uso correto, sendo indicado principalmente em quadros moderados ou graves.

 

Quando procurar ajuda especializada para o ronco?

Embora muitas dicas para diminuir o ronco possam ser aplicadas em casa, há situações em que a orientação profissional se torna essencial. Sinais como engasgos noturnos, pausas na respiração observadas por terceiros, sonolência excessiva durante o dia, irritabilidade, dificuldade de concentração e pressão arterial elevada estão entre os motivos mais citados para busca de atendimento.

 

Otorrinolaringologistas, clínicos gerais e especialistas em medicina do sono costumam ser os profissionais de referência nesses casos. O objetivo principal é identificar a causa do ronco e definir a melhor combinação de medidas: mudanças de hábito, dispositivos orais, tratamentos para alergias, ajustes de peso, terapias respiratórias ou aparelhos específicos para apneia. Com acompanhamento adequado, a tendência é que a qualidade do sono e o bem-estar diário sejam favorecidos, tanto para quem ronca quanto para quem convive com o problema.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/ronco-nao-e-normal-veja-dicas-simples-para-dormir-melhor,b713958eb2c4cf1042ca51e482d534efyavc611b.html?utm_source=clipboard - Por: Valdomiro Neto* *com uso de Inteligência Artificial / Giro 10 - depositphotos.com / Milkos