Mostrando postagens classificadas por data para a consulta 7 hábitos que fazem mal ao seu coração. Ordenar por relevância Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por data para a consulta 7 hábitos que fazem mal ao seu coração. Ordenar por relevância Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de junho de 2022

12 dicas para dormir melhor à noite


O sono pode ser atrapalhado por uma série de fatores, mas também pode ser melhorado com alguns hábitos simples

 

Cansaço, olheiras, mau humor, dificuldade de concentração, estresse e até dor de cabeça são alguns dos prejuízos que uma noite de sono ruim pode causar. Para melhorar a disposição e repor as energias de forma adequada, é necessário dormir bem, mas isso nem sempre é uma tarefa fácil.

 

É importante pontuar que existem vários distúrbios - como insônia, apneia do sono, sonambulismo, pesadelos e terror noturno, além de condições relacionadas, como a depressão, ansiedade e estresse - que podem atrapalhar o sono reparador. Em alguns casos, elas podem demandar tratamento especializado para serem controladas.

 

Porém, caso a sua dificuldade para dormir não esteja associada a esses problemas de saúde, você pode melhorar as suas noites de sono adotando alguns hábitos simples - e que fazem toda a diferença para o seu descanso. Confira a seguir:

 

1. Crie uma rotina para dormir

Uma ótima opção para melhorar a qualidade do sono é adotar um certo ritual antes de dormir. De acordo com um estudo da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, além de promover o relaxamento e o alívio da ansiedade, essa rotina faz com que seu relógio biológico entenda que devemos dormir à noite e ficar alerta durante o dia.

 

O ideal é começar com atividades comuns, como:

 

Escovar os dentes

Vestir o pijama

Ligar um ventilador

Apagar as luzes

Fazer atividades relaxantes, como meditar

 

2. Invista na aromaterapia

Para conseguir dormir bem, é necessário relaxar. E um grande aliado do relaxamento é a aromaterapia, prática que consiste na inalação de óleos essenciais colocados em difusores - e que ajudam a melhorar o bem-estar geral.

A eficácia da terapia no aprimoramento da qualidade do sono foi confirmada por um estudo da Universidade Wonkwang, na Coreia do Sul. Geralmente, para dormir bem, são utilizados óleos essenciais de lavanda e camomila.

"Temos que deixar nosso ambiente de sono o mais convidativo possível, com um colchão apropriado, lençol limpo e cheiro agradável para facilitar a chegada do sono e um descanso de qualidade", diz Rosa Hasan, neurologista da Associação Brasileira do Sono.

 

3. Pratique yoga

Outra alternativa para estimular o relaxamento antes de dormir é a yoga. Segundo um estudo publicado no portal PubMed, a prática pode aprimorar a qualidade do sono, além de acalmar a mente, aliviar o estresse, a ansiedade e a tensão corporal.

 

4. Faça exercícios físicos

A prática regular de exercícios é benéfica tanto para a saúde física quanto para o bem-estar mental. Além disso, de acordo com um estudo da Universidade de Sherbrooke, no Canadá, a atividade física pode aumentar a qualidade e a duração do sono, pois aumenta os níveis de serotonina.

Porém, o recomendado é que os exercícios sejam realizados durante o dia, mais especificamente pela manhã. Dessa forma, à noite, o corpo entende que está na hora de descansar.

 

5. Esfrie o ambiente

Sabe aquele pezinho para fora das cobertas que faz toda a diferença no sono? Pois então, não é uma mania, isso realmente nos ajuda a dormir melhor, uma vez que o tempo mais frio ajuda o sono a chegar mais fácil.

"Isso acontece porque, quando começamos a dormir, há uma queda na temperatura corporal, o que está relacionado com o horário biológico de sono. Contudo, quando está muito calor ou a pessoa acabou de fazer exercícios (e o corpo ainda está quente), ela pode não sentir esta mudança", diz a neurologista Rosa Hasan.

Neste contexto, vale reiterar que o frio em excesso não é benéfico, uma vez que pode inibir o início do sono. Então, é bom manter uma temperatura amena, com climatizadores, ar-condicionado ou ventilador, mas sempre com equilíbrio.

 

6. Desligue os aparelhos eletrônicos

Assistir a filmes na TV, acessar jogos online no computador e até navegar na internet pelo celular são algumas práticas que podem atrapalhar (e muito!) o seu sono, principalmente se realizadas antes de dormir.

 

Isso acontece por conta da luz azul emitida pelos aparelhos eletrônicos, que pode reduzir a produção de melatonina, o hormônio do sono, segundo um artigo da Universidade de Surrey, na Inglaterra.

 

7. Cuide da alimentação

Você sabia que aquilo que você come durante o dia faz toda a diferença na qualidade do sono? Pois a escolha dos alimentos, o tempo que eles levam para ser digeridos, o tempo em jejum e vários outros fatores podem interferir na hora de dormir.

"Comer mal durante o dia e fazer uma dieta exagerada e calórica no período noturno pode comprometer a qualidade do sono", afirma a especialista Rosa Hasan. Portanto, o ideal é manter uma alimentação equilibrada a qualquer hora - dando preferência para alimentos mais leves no período da noite.

 

8. Evite alimentos estimulantes

Alimentos estimulantes, no geral, como os que contêm cafeína, podem prejudicar o sono - e isso não acontece apenas quando ingeridos durante a noite. Então, moderação e equilíbrio são as palavras de ordem.

 

"Evite alimentos ricos em xantina e cafeína, como chocolate, café e refrigerantes, pois eles estimulam diretamente o sistema nervoso, fazendo com que a pessoa fique mais agitada durante o sono", explica Marcela Voris, médica nutróloga da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

 

Para ajudar no descanso, opte por alimentos ricos em nutrientes como:

 

Vitaminas do complexo B, que têm efeito calmante e estimulam a produção de serotonina (neurotransmissor que ajuda no bem estar e no sono);

Ômega-3, regulador natural dos neurotransmissores;

Lactocina, que tem efeito calmante;

Triptofano, aminoácido usado para produzir serotonina.

"Alguns alimentos que são bons para ajudar a dormir são maracujá, linhaça, banana, leite magro, aveia, couve, frutas vermelhas, como a cereja, integrais no geral, alface, carnes magras, peixes, como o salmão, gergelim, nozes e amêndoas", diz Marcela.

 

9. Escute músicas relaxantes

Atividades que você gosta e que promovem o relaxamento são boas para ajudar a "encontrar" o sono. Pode ser desde ler um livro até ouvir músicas (desde que sejam calmas). "Uma música que você gosta tem um efeito relaxante, uma vez que ela pode remeter a uma sensação prazerosa e desligar da rotina e das preocupações do dia a dia", afirma Rosa Hasan.

Segundo um estudo da Universidade das Forças Armadas do Povo Chinês, na China, músicas relaxantes podem ser utilizadas até mesmo para aliviar sintomas de distúrbios do sono, como a insônia.

 

10. Aposte em uma massagem relaxante

Chegar em casa, colocar os pés para cima e receber uma massagem é ótimo para relaxar. A boa notícia é que você não precisa estar acompanhado(a) para que este efeito aconteça. Isso porque você pode investir em uma automassagem, que ajude a relaxar e ative a circulação, reduzindo até algumas dores.

"Receber uma massagem ou mesmo massagear a si mesmo(a) pode ser relaxante, apesar de não haver provas científicas de que isto induza especificamente o sono", diz o psiquiatra Ivan Mario Braun.

 

11. Esteja confortável

O conforto na cama também é uma peça fundamental para um sono reparador. Por isso, é importante ter atenção na hora de comprar um colchão, um travesseiro ou até mesmo os lençóis.

De acordo com um estudo da Universidade de Utica, nos Estados Unidos, o recomendado é utilizar um colchão de média firmeza. Dessa forma, é possível evitar dores musculares e promover um sono mais confortável.

Além disso, o ideal é dormir de lado - ou seja, evite dormir de barriga para cima ou de bruços. Isso porque, quando deitamos desse jeito, deixamos a coluna mais alinhada e melhoramos a circulação do corpo, pois tanto a cabeça quanto os pés ficam na altura do coração.

 

12. Procurando um médico

É completamente normal que, de vez em quando, o sono demore para chegar, mas há um momento em que a falta de sono precisa ser investigada. "Se a dificuldade de dormir começar a se repetir de modo que seja um incômodo na vida da pessoa, seria interessante ela procurar um médico com experiência em problemas de sono para investigar a causa do problema", orienta Ivan Mario Braun.

 

Em muitos casos, o especialista pode solicitar a realização de exames específicos, como a polissonografia. Este procedimento é um teste não invasivo de registro, análise e interpretação de diversos parâmetros biológicos que acontecem durante o sono, como a atividade respiratória, muscular, cardiovascular e cerebral do paciente.

 

Fonte: https://www.minhavida.com.br/materias/materia-12727 - Escrito por Murilo Feijó - Redação Minha Vida - Foto: Flashpop/GETTYIMAGES


Louvai ao Senhor, porque é bom; pois a sua benignidade dura perpetuamente.

1 Crônicas 16:34


domingo, 21 de novembro de 2021

10 piores hábitos para o coração e o que fazer para melhorar


Você come muita besteira? Não consegue resistir a Fast-Foods, frituras, doces e refrigerantes? Não vai a pé nem à padaria da esquina? Está com uns quilinhos extras, mas quem não engordou nessa pandemia?

 

Todo mundo quer ter um coração saudável. Ainda assim, a doença cardiovascular é a causa número um de morte no mundo. A boa notícia é que trocar hábitos errados por práticas corretas podem fazer uma grande diferença a longo prazo e você vai colher os frutos disso mais tarde. 

 

Quais são os 10 piores hábitos para o seu coração: será que você faz tudo certinho, será que está plantando a semente da saúde ou tem umas ervas daninhas no meio?

 

1o  hábito que faz mal para o seu coração - você esquece da saúde da sua boca.

Ué, o que boca tem a ver com o coração?

A boca tem tudo a ver.

A saúde da sua boca vai além do bom ou mau hálito e se você tem um sorriso bonito e dentes branquinhos.

Se você esquecer dos seus dentes, da sua gengiva, da sua língua você está negligenciando a sua saúde.

Você está cultivando bactérias nocivas nas placas bacterianas, cáries, pus, gengivite…  Alguns estudos mostram que as pessoas com doenças gengivais têm maior probabilidade de ter doenças cardíacas do que aquelas com gengivas saudáveis.

Também a má saúde dentária aumenta o risco de uma infecção bacteriana na corrente sanguínea, que pode afetar as válvulas cardíacas- causando endocardite— que é muito séria.  Além disso a perda dentária está ligada à doença arterial coronariana.

As bactérias da sua boca desencadeiam inflamação no corpo corpo todo. E sabemos que inflamação tem uma ligação estreita com aterosclerose.

O QUE FAZER?

Proteja sua boca, sua gengiva, escove a língua. As gengivas saudáveis são rosadas e firmes, não vermelhas e inchadas. Escove os dentes pelo menos duas vezes ao dia, use fio dental pelo menos uma vez ao dia e vá ao dentista regularmente, além de evitar fumar ou mascar tabaco.


2o  hábito que faz mal para o seu coração - você ignora o ronco

Você ou seu parceiro roncam? O ronco não é só um aborrecimento é, um alarme.

É um fator de risco  para derrame e ataque cardíaco e o ronco aumenta o risco de ter placas nas artérias carótidas devido ao trauma e inflamação causados pelas vibrações do ronco.

E quem ronca tem maior chance de apneia do sono, que é aquela respiração interrompida — pausas ao respirar durante o sono. A apneia pode ser causa de pressão alta e aumenta também o risco de infarto, derrame e de fibrilação atrial — uma arritmia cardíaca séria, que pode causar derrame. E claro, apneia causa cansaço, falta de concentração, mau humor…

O QUE FAZER?

Faça alguns ajustes na hora de dormir:

Durma de lado

Use uma Placa Intraoral para Ronco

Também: perca peso — porque sobrepeso e obesidade aumentam risco de roncos e apneia, evite álcool antes de dormir, tente exercícios para roncos e, se nada funcionar, pode considerar até tratamento cirúrgico.

 

3o hábito que faz mal para o seu coração- maratonar na frente do computador ou tv

Maratonar — para quem ainda não está familiarizado com o termo, significa assistir vários episódios de uma série de uma vez só, até acabar todos as temporadas disponíveis.

Ficar sentado por horas a fio aumenta o risco de ataque cardíaco e derrame, mesmo que você se exercite regularmente.

Se exercitar uma vez ao dia não compensa o tempo que você fica sentado. Porque? A falta de movimento durante longos períodos pode afetar os níveis sanguíneos de gorduras e açúcares.

Por isso que os relógios como Apple Watch mandam você levantar de hora em hora por um minuto.

Você já deve estar pensando: e eu que fico muito tempo sentando no trabalho, é a mesma coisa? Sim, exatamente. Qualquer sessão prolongada - como no escritório, dirigindo, ou na frente de uma tela - pode ser prejudicial. Uma análise de 13 estudos sobre o tempo sentado e os níveis de atividade descobriu que quem fica sentado por mais de oito horas por dia  tem um risco aumentado de morrer semelhante à obesidade e ao fumo.

O QUE FAZER?

Levante-se, caminhe de tempos em tempos, pelo menos 2x por hora.

Faça uma pausa na sessão a cada 30 minutos.

Fique de pé enquanto fala ao telefone ou assiste televisão.

Tente se mexer o máximo possível.

 

4o hábito que faz mal para o seu coração: fumar, ou morar com um fumante

Claro, você já ouviu isso um milhão de vezes: Não fume. Mas vale a pena repetir. "Fumar é um desastre para o seu coração”. Fumar promove coágulos sanguíneos— aumentando risco de tromboses— aumenta aterosclerose, o acúmulo de placas de gordura, inflama, aumenta risco de todos os tipos de cânceres. E além disso a fumaça é um míssil teleguiado destinado a todos ao seu redor.   Sete fumantes passivos morrem por dia no Brasil. E quem recebe a fumaça do cigarro têm 30% maior risco para câncer de pulmão e 24% para infarto.

O QUE FAZER?

Pare de fumar! Já fizemos vídeos sobre o assunto no canal. Ainda bem que no Brasil o número de fumantes está derretendo. Você não vai ser o último a apagar a luz, não é?


5o habito que faz mal para o seu coração: isolar-se

Você está se sentindo estressado, mau-humorado ou deprimido?

A maneira como você lida com essas emoções pode afetar a saúde do seu coração. Aqueles que internalizam o estresse correm mais risco; e aqueles que se isolam também.  Existe um claro benefício das redes de apoio social. É útil poder falar com alguém sobre seus problemas, sobre seus medos.

As pessoas que se isolam ou tem relações sociais precárias tem um aumento de 29% no risco de infartol e um aumento de 32% no risco AVC. Não vale a pena ser um ermitão!

O QUE FAZER?

Fortaleça suas conexões com aqueles de quem você realmente gosta. Pessoas da família, amigos, vizinhos.

Ah, mas eu gosto de ficar sozinho.. Tudo bem, mas você ainda deve estender a mão para outras pessoas e manter contato sempre que puder. Você estará fazendo um bem para a sua saúde!

 

6o Hábito que faz mal para o seu coração: comer errado

Quando eu falo de comer errado eu enfatizo que você não pode pular frutas e verduras.

As duas dietas votadas como as mais saudáveis da década, A dieta DASH e dieta Mediterrânea têm como base o consumo de frutas e verduras. A pesquisa descobriu que pessoas que comem mais de cinco porções de frutas e vegetais por dia têm 20% menos risco de doenças cardíacas e derrame se comparado com pessoas que comem menos de três porções por dia.

O QUE FAZER?

Corte bolachas, corte açúcar, reduza frituras e farinha branca.

Coma alimentos ricos em nutrientes— comida de verdade— vegetais, frutas, grãos integrais, frutos do mar, além de feijão, lentilhas e castanhas. Carnes magras, de preferência branca — peixe e frango, leite e iogurte desnatado também são boas escolhas.  E ovos— pode comer ovo? Pode, mas não exagere! Coma um ou dois por dia. 10 ovos por dia não dá, né!

 

7o Hábito que faz mal para o seu coração: exagerar no sal

Essa você vai falar: esse eu não faço. Nem gosto de sal. E, provavelmente, você está errado. O consumo do brasileiro é quase 2 vezes o preconizado. E o brasileiro não tem consciência desse excesso e aí que mora o perigo.  Os alimentos industrializados estão recheados de sal. Sabemos que o excesso de sal aumenta risco de hipertensão, derrames, insuficiência cardíaca e problemas renais.

O QUE FAZER?

Primeiro, se você não tem problema renal, e nem potássio alto, troque o sal por sal light (50% cloreto de sódio e 50% cloreto de potássio). Eu troquei aqui em casa e não vi diferença.

Evite alimentos industrializados.

Substitua o sal por temperos frescos: limão, ervas, cebola, alho, luro, cebolinha, pimenta, coentro, vinagre… os alimentos vão ter mais sabor e você não precisa colocar sal em excesso

 

8o Hábito  que faz mal para o seu coração: supor que você não tem risco de problema cardíaco

As doenças cardiovasculares ceifam mais vidas do que qualquer outra doença. Não presuma que você não está em risco. Vá atrás. Tem certeza que não tem pressão alta? Aferiu sua pressão recentemente? E colesterol alto? E diabetes? Está no peso certo? Não fuma? Não tem genética de infarto e derrame?

Só porque você foi atleta aos vinte anos, não significa que você não precise de uma retífica do motor aos 50. Eu atendo muita gente que fica surpreso quando descobre que está tudo entupido.

O QUE FAZER?

Fique atento com sua saúde. Faça exames de sangue, passe em um médico de forma regular, evite as coisas que você sabe que fazem mal, esteja dentro do peso

Se você tem problema de saúde, não pare os remédios porque não está sentindo nada. Hipertensão, diabetes e colesterol são silenciosos, não dão sintomas mesmo! Mas são eles os grandes culpados pelo derrame e pelo infarto.

 

9o Hábito que faz mal para o seu coração:  exagerar no álcool

Existem estudos sugerem que o uso regular de álcool em pequenas  doses pode reduzir o seu risco cardíaco em até 30%. Mas eu friso aqui: pequena quantidade. Mas isso não pode ser desculpa para você exagerar. O excesso de álcool está relacionado a um risco maior de hipertensão, de triglicerídeos e insuficiência cardíaca. Além disso, as calorias extras podem levar ao ganho de peso e aumentarem o risco de diabetes.

O QUE FAZER?

Se você já bebe, reduza o álcool. Se você não bebe, não comece.

E o último, o 10o hábito que faz mal para seu coração: ignorar os sintomas

Se antes você não sentia dor ao caminhar e agora você sente, vá ao médico. O mesmo quando você vai subir uma escada e percebe que está cansando mais fácil. Ou dói a batata da perna quando caminha— o que a gente chama de claudicação intermitente.

Seu corpo está mostrando que há algo de errado. Nunca presuma que é porque você está mais velho ou fora de forma.

E se você tiver dor no peito parado, não vá esperar passar a dor sozinho. Pode ser um infarto ou uma angina instável. Quantas vezes não vi pessoas chegarem no hospital depois de várias horas de sintomas de infarto.

Tempo é músculo! Quanto mais rápido você receber o tratamento correto, menor será a chance de você ficar com uma sequela grande e irreversível no seu coração.

 

Importante: Vamos frisar os hábitos corretos:

1- Cuide da sua saúde bucal

2- Durma bem e evite o ronco e apneia do sono

3- Não fique muito tempo sentado ou deitado no sofá. Levante a cada 30 minutos.

4- Não fume

5- Cerque-se de pessoas que gosta (família, amigos e conhecidos)

6- Coma muitas frutas e verduras, reduza açúcar e calorias vazias

7- Faça a comida com menos sal e mais temperos frescos

8- Reconheça que você, também, pode estar em perigo para um problema cardíaco e faça o check up.

9- Reduza ou corte o álcool

10- Ouça o que seu corpo está lhe dize

 

Fonte: https://cardiodf.com.br/saude/10-piores-habitos-para-o-coracao-e-o-que-fazer-para-melhorar - André Wambier, cardiologista


Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?

João 11:40


quinta-feira, 29 de julho de 2021

Conheça 16 hábitos que fazem mal ao coração


Além dos óbvios sedentarismo e má alimentação, ver TV por muitas horas também prejudicam a saúde do coração

 

A saúde é sempre importante, mas a do coração merece atenção especial. Doenças cardiovasculares devem ser investigadas no histórico familiar para que sejam evitadas idealmente ou controladas. Da mesma forma, o estilo de vida que se leva e os cuidados com a alimentação têm grande importância também.  

 

Conheça 16 hábitos que devem ser evitados por quem se preocupada com a saúde do coração.

 

1. Assistir muita televisão

Mesmo que você pratique exercícios físicos com regularidade, ficar sentado em frente à televisão por horas e horas pode aumentar o risco de ataque cardíaco, pois a falta de movimentos corporais pode aumentar o nível de açúcar e gordura no sangue. Para evitar que isso aconteça, movimente-se!

 

2. Excesso de estresse, mal humor e depressão

A forma como você lida com o estresse e alterações de humor pode afetar sua saúde de forma significativa. Estresse, tristeza, sentimentos ruins como rancor e ressentimento podem ser um veneno para a saúde do seu coração.

 

3. Roncos

Em alguns casos, o ronco pode ser muito mais que apenas um ruído. O ronco pode ocorrer por diversas causas, como apneia do sono, quando a respiração é interrompida durante o sono sem que a pessoa perceba. A apneia pode causar problemas de saúde, como pressão alta, e que pode desencadear problemas cardiovasculares.

 

4. Não usar fio dental

Diversos estudos já mostraram que doenças na boca e nas gengivas podem desencadear doenças que afetam o coração. Algumas sujeiras ficam entre os dentes e a gengiva, locais onde a escova não alcança, o que pode desencadear doenças e inflamações na boca que passam para a corrente sanguínea. Uma dessas doenças é a arteriosclerose, quando as artérias do coração inflamam.

 

5. Falta de tempo para familiares de amigos

É muito bom ter um tempo para si mesmo, mas estar em contato com familiares e amigos também é muito importante. Ter uma vida social ativa e estar próximo a pessoas queridas faz bem para a saúde em geral, inclusive o coração.

 

6. Parar com exercícios

Você está se exercitando com regularidade, mesmo fazendo uma boa caminhada, e decide parar abruptamente. Isso pode causar problemas para a sua saúde, inclusive ao coração. Por isso, quando vier aquela vontade de parar, vença a preguiça e continue a se exercitar.

 

7. Excesso de álcool

Já foi comprovado pela medicina que bebidas alcoólicas como o vinho podem fazer bem a saúde. Inclusive falamos aqui sobre a cerveja e o uísque. Porém, o excesso de álcool pode fazer muito mal, como aumento do nível de açúcar no sangue e problemas cardíacos. A quantidade ideal para fazer bem à saúde é uma taça de vinho tinto por dia.

 

 8. Ter a certeza de que não está em risco

É muito importante consultar um cardiologista somente para saber se tudo está indo bem com o seu coração. Já foi comprovado, por exemplo, que o infarto é responsável por um grande número de óbitos em países como Estados Unidos, e que pode ser tão fatal como o câncer.

 

9. Consumo de carne vermelha

A carne vermelha tem altos níveis de gordura saturada, uma grande vilã do coração. Recentes estudos mostraram que carnes processadas como bacon e salsicha podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares e câncer colorretal. Por isso, tente reduzir a consumo de carne, principalmente a vermelha, reduzindo-a em torno de 10% dos alimentos que costuma consumir.

 

10. Ser fumante ou fumante passivo

O cigarro é um dos principais vilões de uma vida saudável. O hábito de fumar pode causar sérios danos ao coração, pois causa coágulos no sangue que podem afetar as artérias do coração. O mesmo vale para pessoas que convivem com fumantes.

 

11. Esquecer ou parar de usar medicamentos

É muito fácil esquecer a medicação quando estamos nos sentindo bem, mas isso pode causar problemas como pressão alta, por exemplo, que é chamada de "doença silenciosa", pois os sintomas podem demorar a surgir. Se você utiliza medicamentos com regularidade, preste atenção no horário de tomá-los.

 

12. Não consumir frutas, verduras e legumes

Uma alimentação saudável proporciona um coração saudável. Por isso, inclua em sua alimentação cada vez mais frutas, verduras e legumes. Estudos científicos comprovaram que pessoas que consomem até cinco porções de frutas e vegetais por dia tem até 20% menos risco de ter problemas cardíacos comparado àqueles que consomem até três porções.

 

13. Ignorar sintomas

Caso sinta pressão no peito ou falta de ar após subir apenas alguns degraus de escada (principalmente se você não tem esse tipo de problema), é preciso consultar um médico. Quanto mais rápido verificar esses sintomas, menores são os riscos.

 

 14. Excesso de sal

O alto consumo de sal pode levar a pressão sanguínea às alturas. A pressão alta é um dos principais desencadeadores de problemas cardíacos e até mesmo infarto. A quantidade ideal diária de sal é de 2,3 miligramas por dia. Para quem tem pressão alta ou já passou dos 50 anos, a quantidade cai para 1,5 miligramas.

 

 15. Consumir "calorias vazias"

Precisamos consumir carboidratos e calorias pois é energia para o funcionamento do organismo. No entanto, alimentos cheios de açúcar e gordura são chamados de "calorias vazias", pois não são boas fontes de energia, e ainda podem causar obesidade e diabetes. Portanto, opte por carboidratos saudáveis, como grãos integrais, legumes, aveia, feijão e frutas.

 

16. Não tomar café

Sim, é isso mesmo. O café pode fazer bem ao coração. Uma quantidade moderada pode impedir a formação de coágulos no sangue. Um estudo comprovou que pessoas que tomam café têm quantidades menores de cálcio nas artérias. O cálcio é importante para a saúde, mas em excesso pode obstruir as artérias e, consequentemente, afetar a saúde do coração. Por isso, uma ou duas xícaras por dia pode ser bom para a sua saúde.

 

Fonte: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/1814836/conheca-16-habitos-que-fazem-mal-ao-coracao

terça-feira, 5 de maio de 2020

11 atitudes para controlar a ansiedade na quarentena

Sair da rotina provoca sensação de descontrole, desorganização e insegurança. Um time de experts ensina a diminuir esses sentimentos com algumas atitudes para controlar a ansiedade

O isolamento faz você mudar seu ritmo de vida e altera até sua rotina de sono. Parece que é feriado, os barulhos são diferentes… “A questão é que essa transformação toda faz você perder o foco, o referencial. Parece que não tem o controle sobre a própria vida”, diz Silvia Cury Ismael, gerente de psicologia do HCor, em São Paulo. É quase impossível fugir de perguntas como: “A vida vai voltar ao normal?, “E depois, como vai ser?”. “Foi tudo muito abrupto e a gente precisa digerir os fatos emocionalmente para conseguir controlar a ansiedade e se equilibrar novamente”, diz Silvia.

Só o fato de ficar confinado em casa, sem contato direto com o mundo externo, já é motivo para ansiedade. “Independentemente do isolamento pela pandemia, é comprovado que uma das coisas que nos trazem a sensação de felicidade são as nossas relações – e o isolamento, mesmo que seja em família, nos tira do dia a dia de outros relacionamentos”, diz Esthela Oliveira, médica nutróloga especializada em medicina integrativa e conexão mente e corpo.

Isso sem falar que somos o tempo todo bombardeados por informações – das fake news às verdadeiras – sobre a pandemia, o que gera medo da incerteza do momento em que vivemos. Por tudo isso, é mais do que normal ter picos de ansiedade seguidos de ondas de depressão – as duas costumam andar juntas.

“Ficar preso em um único local pode dar a impressão de que não estamos sendo produtivos e de que algo está faltando, o que é muito ansiogênico”, comenta Mário Farinazzo, cirurgião plástico e médico voluntário no atendimento de casos suspeitos de Covid-19 no Hospital São Paulo.

O lado bom da ansiedade
Estados ansiosos ou depressivos ocorrem para não permitir que aceitemos situações inadequadas no dia a dia, diz o psicólogo Oswaldo M. Rodrigues Jr., diretor do Instituto Paulista de Sexualidade (Inpasex). Ou seja, é uma maneira de o nosso corpo nos avisar que não está bem com aquilo. E também é possível treiná-lo para se acostumar.

No entanto, nesse período de confinamento, que é inédito para a grande maioria de nós, é normal se pegar apreensivo e ansioso com o presente e o futuro próximo – o que pode nos levar a fazer tudo no piloto automático enquanto nossa cabeça permanece ligada ao assunto, gerando ainda mais estresse. “A ansiedade é uma emoção comum diante de uma mudança de rotina”, diz Oswaldo. “Como neste caso específico isolar-se é um mecanismo de proteção, a ansiedade torna-se neurótica, inútil, parece agora fora de hora e produz mal-estar”, explica.

Juntos somos mais fortes
A humanidade aprendeu desde sua origem que a única forma de sobreviver era por meio da união, agrupando-se para se defender de ataques de outros animais e, assim, se perpetuar. “Faz parte do DNA da nossa espécie estarmos em sociedade. Dessa forma, o afastamento social vai contra a nossa natureza”, observa Ana Volpe, psicóloga com especialização em psicanálise e farmacêutica industrial com especialização em cosmetologia e perfumaria.
Levando isso em conta, momentos de tristeza, medo, ansiedade e apatia se intercalam e se sobrepõem. É o tal mood hi-low que estamos todos experimentando nesse pouco mais de um mês de isolamento social.

Pequenas atitudes, grandes resultados
“Observe se anda comendo demais, se seu humor está alterado, se não consegue dormir direito. Tudo isso pode fazer parte de uma crise de ansiedade. Então, organize uma rotina com atividades que vão entregar momentos de prazer e evite situações estressantes”, diz Mário.
Existem algumas técnicas simples que podem ajudar muito a manter a calma e o equilíbrio nesse cenário que estamos vivendo. Elencamos, a seguir, atitudes para se manter tranquilo*.
*Dependendo da gravidade do quadro, entre em contato com um médico. Existem muitos psiquiatras que fazem consulta por telemedicina e podem prescrever algum tratamento.

1. Aposte na meditação guiada
Só nos últimos dez anos, o número de estudos relacionados à meditação no mundo subiu de 500 para mais de 5.000 artigos. “Para quem nunca meditou, eu indico a meditação guiada”, fala Esthela. Existem aplicativos (como Headspace e Calm) e vídeos na internet nos quais uma voz vai guiando você sobre a forma de respirar, como acolher os pensamentos que surgem, entre outros, trazendo a experiência de vivermos o momento presente.

2. Invista em uma alimentação saudável
Outra estratégia para conter a ansiedade no isolamento é, pasme, se alimentar direitinho. Uma dieta saudável, balanceada com vitaminas e minerais, ajuda a manter o organismo equilibrado.

3. Pratique atividade física
Sim, sim, estamos em casa. Mas é preciso se mexer assim mesmo. A serotonina produzida pelo exercício é essencial para manter sua mente quieta (e a cabeça erguida e o coração tranquilo). Valem aplicativos de ioga, de HIIT… “Até mesmo dançar escutando uma música que traga alegria já traz os benefícios”, fala Ana.

4. Faça o que você gosta
Agora, mais do que nunca, dedique parte do seu dia para fazer o que gosta. Isso ajuda a controlar o estresse e a ansiedade causados por passar tantas horas dentro de casa em  isolamento social. Medite, leia, cozinhe novas receitas.

5. Estabeleça uma rotina
Dessa maneira, você não vai ter a impressão de, de repente, ter se transformado em uma pessoa não produtiva. Isso também ajuda a regular o sono, já que dormir mal causa indisposição física, indecisão, falta de energia, desinteresse, depressão e cansaço.
Vale inclusive criar objetivos e prazos para você cumprir ao longo desse período – seja arrumar um armário, redecorar o quarto… “É muito importante que as pessoas estabeleçam rotinas e criem tarefas para se ocupar ao longo do dia. Ter horário para acordar, para dormir, para se alimentar é fundamental. E, ao se levantar, não fique de pijama em casa o dia todo”, fala Paolo Rubez, médico especialista em cirurgia de enxaqueca pela Case Western Reserv University, dos Estados Unidos.

6. Experimente mindfullness
O termo significa viver em atenção plena, vivenciar efetivamente cada momento, desde os mais simples. Sua prática também ajuda a gerenciar o estresse e melhorar a concentração. Ritualizar pequenos hábitos como, por exemplo, o momento do banho, do autocuidado, já é uma maneira de fazer isso. Em vez de ficar pensando no futuro, em algo que já aconteceu ou na atividade que você tem que entregar, foque o banho em si, a sensação da esponja em sua pele, o cheiro do sabonete, no barulho da água atingindo o chão.

7. Inspire, expire, encha o peito de ar
Respirar é uma excelente forma de iniciar uma prática de meditação ou de mindfulness. “Fazer a ‘respiração quadrada’ que consiste em inspirar em cinco segundos, reter o ar no pulmão cheio por mais cinco segundos, expirar o ar em cinco segundos e reter o pulmão vazio por mais cinco pode ser um poderoso aliado para quem ainda não está familiarizado com práticas de meditação”, ensina Ana.

8. Abrace
Outra estratégia simples e interessante para se acalmar é a técnica do abraço. É o que mostra uma pesquisa da Carnegie Mellon University, dos Estados Unidos. “Se estiver com alguém em casa, abrace essa pessoa e permaneça um tempo dessa forma. É uma técnica de terapia em grupo”, fala Mário.

9 Ligue para os queridos
Para matar a saudade, use a tecnologia para falar com os familiares e amigos. Contatos sociais, mesmo que virtuais, liberam serotonina e dopamina e isso aumenta a sua imunidade. Segundo um estudo da Harvard University, dos Estados Unidos, pessoas que se consideram felizes são as que têm mais relações sociais, amigos e família, não importa o nível sociocultural.

10. Hora do chá
Algumas plantas usadas para fazer chás têm propriedades relaxantes que ajudam instantaneamente. “Elas podem ser usadas isoladamente ou na forma de blends. É o caso da camomila, melissa, maracujá e valeriana.”

11. Cuide do ambiente
Um estudo dos Estados Unidos mostrou que o olfato é o sentido com maior capacidade de nos remeter a sensações de conforto. “Os cheiros são interpretados no sistema límbico, o mesmo que controla as emoções, o comportamento, a memória, e podem despertar sentimentos e lembranças”, explica Ana.
Por isso, manter a casa com um odor que o acalme é uma maneira cientificamente comprovada de diminuir a ansiedade. “Os óleos essenciais, por exemplo, estimulam a produção de neurotransmissores que mexem com nossas emoções como a endorfina, além de outros hormônios importantes para o corpo”, diz Esthela. Eles podem ser usados em velas ou difusores. Escolha cheiros energizantes que tragam vivacidade e positividade. Os cítricos são uma boa escolha.

Fonte: https://boaforma.abril.com.br/especiais/11-atitudes-para-controlar-a-ansiedade-na-quarentena/ - Por Karina Hollo | Ilustração de Priscila Barbosa

domingo, 1 de dezembro de 2019

9 hábitos comuns que podem prejudicar a saúde do seu coração


Dormir pouco, passar muito tempo sentado e não beber água suficiente são alguns fatores que podem comprometer seu sistema cardiovascular

É no dia a dia que construímos e mantemos uma boa saúde cardiovascular. Porém, ao longo do tempo, alguns hábitos corriqueiros podem gerar problemas e comprometer o funcionamento do coração, trazendo consequências para todo o organismo.

O mundo, hoje, exige cada vez mais do nosso corpo e mente. Grande parte dos brasileiros vive uma rotina estressante, com múltiplas funções, responsabilidades e atividades. Para acompanhar esse ritmo, muitas vezes acabamos deixando a saúde em segundo plano.

Como anda a sua alimentação? Você tem mantido na rotina a prática de exercícios físicos e atividades que gerem bem-estar? Sente sempre o corpo e a mente esgotados? E seu sono, tem conseguido manter horas suficientes para o corpo relaxar e descansar?

São essas e outras reflexões que devemos fazer constantemente para monitorar fatores que podem interferir em nosso sistema cardiovascular, provocando doenças crônicas, como o diabetes e a hipertensão. Veja abaixo 9 hábitos que merecem atenção:


Hábitos prejudiciais para o coração

1. Ter uma alimentação desequilibrada
Sua alimentação diária inclui o consumo de frituras, produtos processados, gordura saturada, açúcar e embutidos? Então, reavalie os alimentos que estão fazendo parte da sua dieta. Um cardápio rico em carnes magras, aves e peixes oleosos (salmão, sardinha e atum, por exemplo), azeite extravirgem, frutas frescas, castanhas, cereais e grãos integrais, verduras e legumes reduz em cerca de 30% o risco de eventos cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
É importante também moderar o consumo de sal e ler o rótulo dos alimentos, pois algumas marcas chegam a ter sete vezes mais sódio que outras. Além disso, evite o consumo excessivo de carnes vermelhas. A dica é: experimente e diversifique, com outras fontes de proteína.
Busque ainda incluir porções de frutas e verduras da estação no consumo diário, assim como cereais e grãos integrais. Uma alimentação equilibrada é fundamental para manter o nível de colesterol adequado, além de controlar o diabetes, a pressão arterial e o peso.

2. Passar muito tempo sentado
Passar a maior parte do dia sentado pode estimular o ganho de peso, faz mal para a coluna, dificulta a circulação do sangue, aumenta o risco de varizes e ainda pode complicar a saúde do coração.
Por isso, se você trabalha ou faz alguma atividade que exige que permaneça sentado por muitas horas seguidas, a recomendação é que, em intervalos de 40 minutos a uma hora, você levante e movimente o corpo. Aproveite para esticar as pernas e estimular a circulação sanguínea.
Beber água durante todo o dia e ir ao banheiro com regularidade também podem parecer recomendações simples, mas fazem muita diferença no seu bem-estar. A água, por exemplo, dilui o sangue e reduz o risco de formação de trombos (coágulos de sangue) na circulação.
Já segurar o xixi por muito tempo aumenta os batimentos cardíacos e a pressão arterial, estressando o sistema cardiovascular. Portanto, fazer pequenas pausas durante o expediente vai muito além de um descanso para a cabeça: é fundamental para a saúde do seu coração.

3. Ser sedentário
A prática regular de exercícios físicos, pelo menos três vezes por semana, favorece a diminuição do colesterol ruim (LDL) e aumenta o nível do bom colesterol (HDL) no sangue.
Além disso, já foi constatado por diversas pesquisas e estudos realizados ao redor do mundo que a prática de atividades físicas ajuda a melhorar o humor, a acuidade mental, o equilíbrio, a massa muscular e os ossos, além de combater a obesidade.
Muito além da estética, o excesso de peso é um dos fatores mais graves para o aparecimento de doenças cardiovasculares. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a obesidade é considerada um dos maiores problemas de saúde da atualidade e atinge indivíduos de todas as classes sociais.

4. Não controlar o estresse
O estresse, em maior ou menor grau, está presente no cotidiano de todos. Diante de situações tensas, o corpo reage imediatamente: a respiração fica ofegante, o coração acelera, os músculos enrijecem. Mas a questão complica quando esses episódios estressantes ocorrem de maneira constante.
A região do cérebro chamada de amígdala - aquela que processa emoções como raiva e medo - envia sinais para a medula óssea produzir mais células brancas para o sangue. Essas células causam inflamação nas artérias, o que pode levar a ataques cardíacos, angina e derrames.
Além disso, quem vive uma rotina estressante libera altos níveis de hormônios, entre eles a adrenalina e o cortisol. A adrenalina é responsável por aumentar a respiração e a frequência cardíaca, alterando a pressão arterial. Já o cortisol, quando produzido em excesso ou de maneira constante, pode afetar o sistema imunológico.
Em contrapartida, há hormônios que aumentam a sensação de bem-estar. É comprovado cientificamente que o ato de abraçar estimula a liberação de oxitocina, hormônio que ajuda a reduzir a pressão arterial e aliviar o estresse.

5. Consumir bebidas alcoólicas em excesso
O álcool, em grande quantidade, causa enfraquecimento das células musculares cardíacas, levando a uma doença chamada de miocardiopatia alcoólica. A substância também pode estimular o fechamento das artérias, além de desencadear arritmias, aumentar os perigos de hipertensão arterial, obesidade e AVC. Portanto, o segredo é a moderação no consumo de bebidas alcoólicas.

6. Dormir pouco ou mal
A finalidade do sono é oferecer recuperação ao corpo - e consequentemente ao coração. O organismo de quem dorme mal não faz adequadamente essa pausa, estando assim mais propenso aos problemas cardíacos.
Durante o período em que estamos dormindo, há diminuição dos batimentos cardíacos e redução da pressão arterial, situações que protegem o coração. Em casos de pouco sono profundo ou fragmentado, poderá ocorrer um aumento da pressão e do estresse, amplificando o trabalho do coração e a possibilidade de aparecimento da doença coronária, por exemplo.
Uma das principais causas do sono ruim é a apneia, um distúrbio que causa a pausa respiratória. Além de interromper o sono, o problema pode prejudicar a oxigenação do sangue e liberar substâncias que estimulam a vasoconstrição, elevando os níveis da pressão sanguínea e aumentando o risco de hipertensão, aterosclerose, infarto e AVC.
Portanto, preste atenção em como anda o seu sono. O ideal é ter de 6 a 8 horas de sono contínuo por noite. Além disso, a recomendação é dormir sempre no mesmo horário, em um ambiente calmo, silencioso e tranquilo. Evite também estímulos eletrônicos, como smartphones, tablets, computadores e televisão, quando já estiver na cama.

7. Não cuidar da higiene bucal
Um estudo da Universidade de Nova York (EUA) revelou que usar o fio dental diariamente reduz a quantidade de bactérias em nosso organismo. Esses microrganismos podem entrar na corrente sanguínea e desencadear uma inflamação e o entupimento nas artérias, fatores de risco para doenças do coração.
É sempre importante reforçar que a boca é uma porta de entrada para bactérias causadoras de várias doenças. Sem a higiene bucal necessária, esses microrganismos podem desencadear graves problemas cardiovasculares.

8. Fumar
Fumantes correm 70% mais risco de sofrer um infarto quando comparados àqueles que não fumam. Isso porque o cigarro promove o depósito de colesterol na parede das artérias, além de sua oxidação, o que favorece a formação de coágulos que podem provocar um derrame cerebral.
O tabagismo também facilita a coagulação do sangue e, consequentemente, dificulta a circulação. Esse hábito, para quem toma pílula anticoncepcional, ainda aumenta o perigo: o estrogênio presente no remédio estimula o sangue a coagular mais rápido, aumentando os riscos de formação de trombos.

9. Deixar a saúde de lado
Não deixe que a correria diária coloque em segundo plano a sua saúde. Quando nosso corpo está bem e nossa saúde em pleno funcionamento, conseguimos encontrar soluções para todos os outros problemas e demandas do cotidiano.
Faça os exames de rotina conforme a orientação do seu médico, como medir os níveis de açúcar no sangue, a pressão sanguínea e os níveis de colesterol. Procure ter hábitos saudáveis e consulte regularmente um especialista para manter sua saúde em dia. Cuidar do nosso coração é essencial para uma vida longa e de qualidade.


quinta-feira, 1 de agosto de 2019

17 ameaças ocultas para o coração


Muito além de pressão e colesterol altos, há um monte de perigos ao sistema cardiovascular escondidos por aí. Hora de desvendá-los

1. Bullying no trabalho
O European Heart Journal, uma das publicações de cardiologia mais influentes do mundo, acaba de dedicar uma edição especial a fatores e comportamentos inusitados que comprometem a saúde do coração. Um deles envolve o ambiente de trabalho.
“Vítimas de bullying nas empresas estão sujeitos a constantes maus-tratos, o que está relacionado a emoções negativas”, explica a epidemiologista Tianwei Xu, da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, autora de um estudo que mostrou como essas agressões impactam pra valer o coração.
Tem solução?
O primeiro passo está em identificar essa violência e seus autores. “É importante que as pessoas saibam sobre esses comportamentos e busquem ajuda”, sugere Tianwei. Os departamentos de RH das companhias precisam ficar atentos para lidar com essas questões.

2. Poluição sonora
Buzinas, fábricas, sirenes, aviões… São tantos barulhos na cidade que nem prestamos mais atenção neles. O dilema é que essa sinfonia desajustada cobra seu preço. ]
Um levantamento do Instituto Suíço de Saúde Pública e Tropical analisou dados de 4,4 milhões de adultos e descobriu que o som de rodovias, ferrovias e aeroportos está ligado a uma maior mortalidade por infarto. “Existe uma relação entre a poluição sonora e o estresse crônico, que, por sua vez, aumenta a pressão arterial”, diz o epidemiologista Martin Röösli, que assina a pesquisa.
Tem solução?
O poder público precisa planejar o município de modo a reduzir os danos aos cidadãos. Aeroportos, por exemplo, devem ficar afastados dos bairros residenciais. Se você mora em regiões barulhentas, o jeito é investir em janelas e portas que limitam o ruído externo.

3. Sujeira pelo ar
Pelo jeito, viver nas metrópoles não é bom negócio para o coração. “Sabemos que mais de 40% das mortes por doença cardiovascular têm como uma de suas origens o ar que respiramos”, calcula a médica Evangelina Vormitagg, diretora do Instituto Saúde e Sustentabilidade, em São Paulo.

Já se sabe que partículas tóxicas muito finas entram pela respiração e caem na circulação sanguínea, onde provocam um estrago danado. Líderes e especialistas no tema são convocados a todo momento pela Organização Mundial da Saúde para elaborar saídas para esse problema global.

Tem solução?
Cobrar das autoridades políticas públicas mais sustentáveis e o cumprimento de leis já aprovadas é dever de todos nós. Do ponto de vista individual, dá pra apostar na bicicleta ou no transporte público (ônibus, metrô, trem…) e evitar o uso de combustíveis fósseis, especialmente o diesel.

4. Desastres naturais
Muito além do choque momentâneo, esses acidentes de larga escala comprometem o sistema cardiovascular dos sobreviventes. O exemplo mais recente ocorreu há poucos meses na cidade de Brumadinho, Minas Gerais, com o rompimento da barragem de minérios que vitimou 224 pessoas.
“Sabemos que o contato com metais pesados como níquel, chumbo e cádmio provoca lesões nos vasos sanguíneos e induz à hipertensão e ao aumento do colesterol”, conta o fisiologista Vitor Valenti, da Universidade Estadual Paulista, que acaba de conduzir uma revisão a respeito.
Tem solução?
O ideal mesmo é que esse tipo de desastre fosse evitado com estratégias preventivas. Em situações como a de Brumadinho, bombeiros e sobreviventes necessitam de cuidados redobrados. O acompanhamento deles com um cardiologista será mais frequente e cuidadoso.

5. Mudança no clima
“Uma redução de 3 graus na temperatura aumenta em até 30% as internações por insuficiência cardíaca ou infarto”, calcula o cardiologista Eduardo Pesaro, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. O especialista chegou a esse número após tabular dados de 130 mil hospitalizações que ocorreram na capital paulista na transição do verão para o outono.
Períodos muito quentes também são danosos aos vasos sanguíneos. “Nos meses de calor, sobe o risco de desidratação e há uma tendência de a pressão arterial cair demais”, esclarece Pesaro.
E cabe destacar que o aquecimento global contribui tanto para dias muito quentes como para invernos rigorosos e desastres naturais.
Tem solução?
No inverno, agasalhe-se bem e isole as frestas por onde o vento gelado passa. Se você integrar um dos públicos-alvo das campanhas (idosos, crianças, gestantes…), tome a vacina contra a gripe. No calor, capriche na hidratação e converse com o cardiologista para fazer ajustes na dose dos anti-hipertensivos.

6. Problemas na gravidez
O período da gestação tem suas particularidades para o coração.
Nos nove meses que separam a concepção do parto, a saúde da mulher e do bebê é monitorada constantemente. Uma das maiores preocupações nesse período é a pré-eclâmpsia, caracterizada pelo aumento da pressão arterial materna.
Ainda bem que existem remédios que fazem o controle e evitam maiores danos, como o aborto espontâneo. Porém, uma pesquisa da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, aponta que a mãe deve ficar atenta à hipertensão mesmo após o nascimento de seu filho. Não raro, o quadro se perpetua pelo resto da vida.
Tem solução?
“A chave está no diagnóstico precoce da pré-eclâmpsia para iniciar o tratamento que minimiza seus desdobramentos”, conta Fernando da Costa, da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp). Cortar o sal durante a gravidez é outra orientação dos médicos.
5% das mulheres com pré-eclâmpsia durante a gestação sofreram infarto ou AVC nos oito anos seguintes

7. Nascer prematuro
Quando a criança precisa vir ao mundo antes de completar 37 semanas na barriga da mamãe, seu coração carece de um acompanhamento mais criterioso – e não só na infância! Um trabalho da americana Universidade do Arkansas revela que a taxa de problemas cardíacos é mais alta nesses indivíduos quando comparados àqueles que nasceram no tempo ideal.
“Esses recém-nascidos ganham peso rapidamente nas primeiras semanas, o que abre alas para o descontrole de colesterol e diabetes”, completa o cardiologista Jawahar Mehta, líder da investigação.
Tem solução?
Experts defendem que os bebês prematuros sejam monitorados para evitar o excesso de peso logo cedo. “O limite no consumo de calorias, principalmente de açúcares, será mais rígido para eles”, vislumbra Mehta. O pediatra indicará exames para flagrar eventuais desajustes.

8. Má higiene bucal
Não é de hoje que se fala da conexão entre a saúde da boca e a do coração. E uma pesquisa da Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul, acaba de descobrir que escovar os dentes uma vez ao dia já ajuda a baixar o risco de infarto e AVC em 9%, enquanto fazer uma consulta com o dentista a cada 12 meses está associado a uma redução de 14% na propensão a esses piripaques.
“Inflamações na gengiva e o acúmulo de bactérias na boca repercutem no corpo inteiro”, ressalta o periodontista Claudio Pannuti, da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP).
Tem solução?
Não dá pra escapar: escova, creme e fio dental são itens obrigatórios após as refeições, antes de dormir e ao acordar. Além disso, visitar o dentista a cada seis meses permite fazer aquela limpeza profissional e detectar cáries ou gengivite logo no início.

9. Descongestionante nasal
Sabe esses remédios que prometem desobstruir o nariz a jato? Eles até fazem isso, só que o efeito é temporário e a passagem do ar fica bloqueada novamente após alguns minutos.
Para piorar, alguns produtos desse grupo carregam determinadas substâncias que contraem os vasos sanguíneos (pelo corpo todo). É aí que mora o perigo.
“O princípio ativo não se limita às vias aéreas: ele é absorvido e, em grandes quantidades, provoca espasmos nas artérias”, alerta o médico Luiz Antonio Machado, da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Tem solução?
Não caia na pegadinha dos descongestionantes nasais. Para início de conversa, eles são diferentes daqueles produtos parecidos com soro fisiológico e concebidos para lavar o nariz – esses não trazem riscos. Só faça uso de um fármaco desses com o aval do médico.

10. Microbiota intestinal desbalanceada
As bactérias que habitam no nosso intestino interferem até no coração!
A população de bactérias que vivem em nosso aparelho digestivo é decisiva para o aproveitamento dos nutrientes que ingerimos nas refeições. Mas a influência dessa turma microscópica não para por aí: alguns micro-organismos, por exemplo, estão ligados à redução e outros ao aumento do colesterol circulante.
“Em 2018, foram publicadas 101 pesquisas sobre a relação entre a microbiota e o coração. Só até abril de 2019, já saíram outros 45 artigos”, dá uma ideia desse campo o médico Dan Waitzberg, do Ganep Nutrição Humana.
Tem solução?
Para manter a flora intestinal equilibrada, o mais indicado é ter uma dieta saudável e variada. Ingerir boas fontes de fibras presentes em frutas, verduras e legumes é outra sacada. Produtos probióticos, como alguns leites fermentados, iogurtes e queijos, dão uma mãozinha.

11. HPV e companhia
O papilomavírus humano, ou simplesmente HPV, sempre esteve relacionado a tumores de colo de útero, pênis, ânus e boca. Agora, um estudo pioneiro da Universidade Sungkyunkwan, na Coreia do Sul, descobriu que as mulheres infectadas por ele também estão mais sujeitas a doenças cardiovasculares.
O risco de infarto ou AVC era 22% maior naquelas que tiveram contato com esse vilão. E não é só ele: já se sabe há anos que o influenza, o agente por trás da gripe, é capaz de propiciar uma terrível descompensação cardíaca.
Tem solução?
Vacina neles! O imunizante contra o HPV está na rede pública para adolescentes e adultos jovens. “E pacientes com doenças cardiovasculares estão nos grupos que devem tomar a dose contra a gripe”, lembra a médica Cristiane Lamas, da Sociedade Brasileira de Infectologia.

12. Dormir mal
É natural a gente ficar pilhado e não conseguir pregar os olhos uma noite ou outra. Na contramão, a insônia é uma coisa bem mais séria.
“Trata-se da dificuldade para iniciar e manter o sono ou despertar antes do desejado por três vezes na semana durante três meses”, define o biomédico Gabriel Pires, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
O ponto é que a falta de descanso anda de mãos dadas com o estresse e a ansiedade. Esses dois fatores, na sequência, induzem danos aos vasos e ao músculo cardíaco, até o ponto em que o sistema inteiro começa a pifar.
Tem solução?
Procure um médico se o encontro com o colchão e o travesseiro anda turbulento demais. Se o distúrbio for diagnosticado, há uma série de opções de tratamento. Só não vá se medicar por conta própria. Errar no tipo de remédio ou na dose traz sérias consequências, como o efeito rebote.
Pessoas que dormem menos de cinco horas por noite têm um risco de desenvolver hipertensão 520% maior!

13. Apneia do sono
De nada adianta passar a madrugada toda apagado se o repouso não é reparador. A apneia do sono, marcada por roncos e paradas na respiração ao longo da noite, abala pra valer o bem-estar do coração.
“A interrupção no fluxo respiratório chega a durar entre dez e 90 segundos e está associada a quedas na quantidade de oxigênio no sangue”, diz o fisiologista Ali Azarbazin, do Brigham and Women’s Hospital, nos Estados Unidos.
Além do sobe e desce na oxigenação, a doença leva a microdespertares, que não deixam o sono ficar profundo. Vários pontos negativos para o músculo cardíaco.
Tem solução?
A melhor saída contra a apneia é um dispositivo chamado CPAP. Por meio de uma máscara, ele joga um jato de ar na garganta, impedindo que ela se feche. Outras opções são o uso de aparelhos bucais, estimuladores elétricos e cirurgias para ajustes na posição da mandíbula.

14. Doenças autoimunes
Condições em que a imunidade se rebela e passa a atacar órgãos e tecidos têm sido cada vez mais diagnosticadas. Entre as representantes do grupo, estão artrite reumatoide, lúpus, hipotireoidismo, retocolite ulcerativa, e por aí vai.
E o que esse monte de encrencas tem a ver com o coração? “Elas estão relacionadas a um aumento da inflamação, que também vai lesar as paredes dos vasos sanguíneos e contribuir para a formação de trombos e coágulos”, aponta a médica Emília Inoue Sato, da Sociedade Brasileira de Reumatologia.
Tem solução?
Manter a enfermidade sob controle é a regra número 1. Ora, quando o quadro fica estável, a inflamação acalma por tabela. Outro ponto é não abusar dos corticoides. Essa classe farmacêutica é ótima para aliviar as crises, mas seu uso constante não faz nenhum bem à saúde.

15. Pré-diabetes
O diabetes tipo 1 ou 2 é um dos protagonistas dos perrengues cardiovasculares. Mas o que dizer daquela zona cinzenta entre o normal e o patológico, em que o açúcar no sangue fica na casa dos 100 aos 125 miligramas por decilitro ou a hemoglobina glicada varia de 5,7 a 6,5%?
Má notícia: já existem evidências de que esse tímido descontrole da glicemia eleva o risco de infarto ou AVC. “Em geral, são pacientes que, além do pré-diabetes, trazem outros fatores de risco em conjunto, como excesso de peso, gordura abdominal e hipertensão”, descreve o quadro o cardiologista Fernando da Costa.
Tem solução?
Mudanças no estilo de vida, na alimentação e na prática de exercícios físicos já vão contribuir para uma queda no resultado dos exames. Alguns especialistas apostam que é necessário lançar mão de remédios nessa fase para cortar o mal pela raiz. Outros são mais reticentes a essa ideia.

16. Depressão
A depressão provoca alterações dentro do corpo que favorecem problemas cardíacos.

Marcada por um desequilíbrio na química cerebral, a depressão não se limita à cabeça. “Ela aumenta fatores inflamatórios, mexe com a microbiota intestinal e está relacionada com menos cuidados e hábitos nada saudáveis, como o consumo de alimentos ruins e o uso de álcool e outras drogas”, lista o cardiologista Mauricio Wajngarten, da Faculdade de Medicina da USP.
Vários estudos demonstraram que o paciente deprimido apresenta níveis mais elevados de cortisol, o hormônio do estresse. Em excesso, ele também machuca os tubos sanguíneos.
Tem solução?
Buscar um psicólogo ou um psiquiatra é primordial para fazer uma análise aprofundada da situação. Na sequência, o contra-ataque terapêutico pode envolver psicoterapia, prescrição de antidepressivos e a própria atividade física, que ajuda no resgate do bem-estar.
Num estudo brasileiro, 20% dos pacientes que precisavam fazer uma cirurgia cardíaca tinham depressão

17. Solidão
Os sambistas Paulinho da Viola e Marisa Monte já cantavam: “Solidão é lava, que cobre tudo”. De forma poética, eles retrataram um dos grandes incômodos de nossa era: ficar só virou preocupação de saúde pública mundo afora.
“Permanecer fechado em casa, sem contatos e sem relacionamentos, é um sinal de que algo não vai bem”, observa o psiquiatra Kalil Duailibi, da Universidade de Santo Amaro, na capital paulista. A falta de contatos reais com outros seres humanos propicia ansiedade, depressão, distúrbios do sono e uma série de outros perigos.
Tem solução?
As redes sociais podem aproximar, mas, ao mesmo tempo, são um fator de isolamento. Procure grupos de apoio, faça cursos e trabalhe com coisas que lhe agradem. Na medida do possível, fique próximo daqueles familiares e amigos que o fazem se sentir bem e com o coração quentinho.

As ameaças de sempre
Hipertensão: números superiores a 120 por 80 milímetros de mercúrio (ou 12 por 8) são mau negócio.

Colesterol alto: fique esperto com o LDL, o colesterol ruim, e o HDL, a fração benéfica.

Diabetes: muito açúcar na circulação é sinônimo de lesão nos vasos sanguíneos.

Obesidade: os quilos extras trazem um extenso pacote de maldades ao coração.

Tabagismo: o cigarro é um gatilho para a inflamação em tudo que é órgão.

Sedentarismo: ficar sentado o dia inteiro é um perigo. Procure uma atividade que traga prazer.

Dieta ruim: sal, gordura e açúcar são os ingredientes mais prejudiciais. Seja bastante moderado.

Fonte: https://saude.abril.com.br/especiais/17-ameacas-ocultas-para-o-coracao/ - Por André Biernath - Ilustração: Otávio Silveira/SAÚDE é Vital