quarta-feira, 21 de novembro de 2018

17 sinais de que você é inteligente, mesmo que não pareça


“O tolo pensa que é sábio, mas o sábio sabe que é um tolo”. Essa frase, creditada a Shakespeare, é um destes conhecimentos populares que acabam sendo comprovados pela ciência. Um estudo da Universidade Cornell, nos EUA, conduzido pelos psicólogos sociais David Dunning e Justin Kruger, apoia esta ideia. O fenômeno é agora conhecido como o efeito Dunning-Kruger.

Então, se você acha que não tem um intelecto lá muito avantajado, na verdade essa pode ser uma indicação de que você é muito inteligente, ou que pelo menos tem consciência das suas próprias limitações, o que já é mais do que muita gente consegue.

O portal Business Insider fez uma lista com 17 indicações que as pessoas não fazem ideia que podem ser sinais de inteligência. Não ter estas características não significa que você não seja inteligente, mas tê-las pode significar que você é mais esperto do que pensava.

17. Você teve aulas de música
Pesquisas sugerem que a música ajuda a mente das crianças a se desenvolver. Um estudo de 2011 descobriu que as pontuações em um teste de inteligência verbal entre crianças de 4 a 6 anos aumentaram após apenas um mês de aulas de música. Outro estudo, de 2004, descobriu que crianças de 6 anos que fizeram nove meses de aulas de teclado ou voz tiveram um aumento de QI em comparação com crianças que tiveram aulas de teatro ou nenhuma dessas opções.
Por outro lado, um outro estudo, de 2013, aponta que essa relação tem um sentido contrário: crianças mais inteligentes e com pais com mais dinheiro, capazes de oferecer estudo melhor e mais amplo, tendem a ter aulas de música, e não o caminho contrário, no qual crianças ficariam mais inteligentes porque tiveram aulas de música. De acordo com este estudo, o treinamento musical só pode melhorar as diferenças cognitivas que já existem, não tornar a criança mais inteligente.

16. Você é o irmão mais velho
Os irmãos mais velhos costumam ser mais inteligentes, mas não por causa da genética, descobriu um estudo.
Pesquisadores noruegueses usaram registros militares para examinar a ordem de nascimento, estado de saúde e Q.I. de quase 250.000 homens de 18 e 19 anos nascidos entre 1967 e 1976. Os resultados mostraram que, na média, o primogênito tinha um Q.I. de 103, comparado a um de 100 no segundo filho e 99 no terceiro.
“As novas descobertas de um estudo histórico publicado em junho de 2007 mostraram que as crianças mais velhas tinham uma vantagem pequena, mas significativa, no Q.I. – uma média de três pontos sobre o irmão mais próximo. E descobriu que diferença não foi por causa de fatores biológicos, mas a interação psicológica de pais e filhos”, diz matéria do jornal New York Times a respeito do estudo.

15. Você é magro
Cientistas ofereceram cerca de 2.200 testes de inteligência para adultos durante um período de cinco anos e os resultados sugerem que quanto maior a cintura, menor a capacidade cognitiva.
Outro estudo publicado no mesmo ano, em 2016, descobriu que crianças de 11 anos que tiveram uma pontuação mais baixa em testes verbais e não verbais eram mais propensas a serem obesas quando completassem 40 anos. A relação entre as duas coisas, segundo os autores do estudo, é que crianças mais espertas podem ter buscado melhores oportunidades educacionais, conseguido empregos mais altos e com salários mais altos, e, portanto, poderiam cuidar melhor de sua saúde do que seus pares menos inteligentes.
Um estudo mais recente descobriu que, entre crianças pré-escolares, um QI menor estava ligado a um índice de massa corporal mais alto. “Os achados do presente estudo mostraram que um menor escore de QI está associado a um maior IMC. No entanto, essa relação parece ser amplamente mediada quando se considera a situação socioeconômica”, concluem os pesquisadores. Ou seja, ambos os índices são influenciados por outros fatores socioeconômicos.

14. Você tem um gato
Um estudo de 2014 feito com 600 estudantes universitários buscou correlacionar traços de personalidades de acordo com o animal de estimação preferido. Cerca de 60% dos participantes gostavam mais de cães enquanto que 11% indicaram uma preferência por gatos. (O restante dos entrevistados disse que gostavam de ambos animais ou de nenhum).
O estudo descobriu que os indivíduos que se identificavam como “pessoas caninas” eram mais extrovertidos do que aqueles que se identificavam como “pessoas felinas”. As pessoas felinas, porém, obtiveram uma pontuação melhor na parte do teste que media a capacidade cognitiva.
A pesquisadora Denise Guastello observou que a diferença de temperamento pode ser resultante das diferentes necessidades dos dois animais. “Faz sentido que uma pessoa que prefira cães seja mais animada, porque eles vão querer sair, conversar com as pessoas, levar seu cachorro por aí”, diz a especialista em matéria da revista Time. “Por outro lado, se você for mais introvertido e sensível, talvez prefira ficar em casa lendo um livro e seu gato não precisa sair para passear”.
Sendo assim, gatos são mais apropriados para pessoas cerebrais que preferem ficar em casa, enquanto que cães são mais compatíveis com personalidades extrovertidas e expansivas.

13. Você foi amamentado
Pesquisas sugerem que bebês que são amamentados podem crescer e se tornar crianças mais inteligentes. Em dois estudos, os pesquisadores analisaram mais de 3.000 crianças na Grã-Bretanha e na Nova Zelândia. Aquelas crianças que foram amamentadas tiveram um aumento de quase sete pontos em um teste de QI – mas apenas se tivessem uma versão particular do gene FADS2 (Essa versão do gene estava presente em números aproximadamente iguais entre crianças que foram e não foram amamentadas).
Descobrir o mecanismo exato dessa relação entre FADS2, amamentação e QI exigirá mais estudos, observaram os cientistas em seu artigo sobre a descoberta.

12. Você já usou drogas recreativas
Um estudo de 2012 com mais de 6 mil britânicos nascidos em 1958 encontrou uma ligação entre o alto QI na infância e o uso de drogas ilegais na vida adulta.
“Em nosso grande estudo de coorte de base populacional, o QI aos 11 anos foi associado a uma maior probabilidade de usar drogas ilegais selecionadas 31 anos depois”, escreveram os pesquisadores James W. White, Catharine R. Gale e David Batty.
Eles concluem que ao contrário da maioria dos estudos sobre a associação entre QI na infância e saúde na idade adulta, seus achados sugerem que “um QI alto na infância pode levar à adoção de comportamentos potencialmente prejudiciais à saúde, como consumo excessivo de álcool e uso de drogas, na idade adulta”.

11. Você é canhoto
Pesquisas recentes associam o canhoto ao “pensamento divergente”, uma forma de criatividade que permite que você invente ideias novas de imediato – pelo menos entre os homens.
“Quanto mais acentuada a preferência canhota em um grupo de homens, melhor eles estavam em testes de pensamento divergente. Os canhotos eram mais aptos, por exemplo, a combinar dois objetos comuns de maneiras novas para formar um terceiro – por exemplo, usando um poste e uma lata para fazer uma casa de pássaros. Eles também se destacaram no agrupamento de listas de palavras em tantas categorias alternativas quanto possível”, diz matéria da revista New Yorker a respeito do tema em 1995.

10. Você é alto
Uma pesquisa de 2008 da Universidade de Princeton, nos EUA, feita com milhares de pessoas, descobriu que indivíduos mais altos pontuaram mais em testes de QI quando crianças e ganharam mais dinheiro quando adultos.
“Com a idade de 3 anos – antes da escolaridade ter tido a chance de desempenhar um papel – e durante toda a infância, as crianças mais altas apresentam um desempenho significativamente melhor nos testes cognitivos”, disseram os pesquisadores em seu estudo.

9. Você bebe álcool regularmente
O psicólogo evolucionista Satoshi Kanazawa e seus colegas descobriram que, entre os britânicos e americanos, os adultos que tinham pontuações mais altas nos testes de QI quando eram crianças ou adolescentes bebiam mais álcool na vida adulta do que aqueles que tinham notas mais baixas.
De acordo com as variáveis controladas do estudo não é porque pessoas mais inteligentes tendem a ter empregos mais bem remunerados e mais importantes, que exigem que elas socializem e bebam com seus colegas de trabalho, que elas bebem mais álcool. O motivo parece ser a própria inteligência, e não correlatos de inteligência, que as levam a beber mais.
O segredo, no entanto, parece estar na moderação. De acordo com um estudo com jovens suíços, entre 18 a 22 anos, a maior correlação positiva se encontra entre QI alto e um consumo moderado de álcool. Devagar e sempre.

8. Você aprendeu a ler muito jovem
Em 2012, pesquisadores analisaram cerca de 2.000 pares de gêmeos idênticos no Reino Unido e descobriram que o gêmeo que aprendeu a ler mais cedo tendia a pontuar mais alto em testes de capacidade cognitiva.
O estudo reforça a ideia de que leitura é fundamental para o desenvolvimento geral do indivíduo e para melhores resultados na educação e na vida. Da mesma forma, o estudo também ajuda a esclarecer porque crianças da mesma família, com o mesmo conjunto de genes, status socioeconômico, nível educacional e pais obtém resultados divergentes em testes de inteligência.

7. Você se preocupa muito
De acordo com uma matéria da revista Slate diversas pesquisas científicas indicam que indivíduos ansiosos talvez sejam mais inteligentes.
Em um estudo citado na matéria, pesquisadores pediram para 126 estudantes responderem um questionário sobre a frequência que sentiam preocupação. Os entrevistados também indicaram com que frequência se envolviam em ruminação, ou seja, um pensamento constante sobre situações que os perturbavam. Pessoas que tendem a se preocupar e pensar demais pontuaram mais em testes de inteligência verbal, enquanto que pessoas que não se preocupam muito ou não pensam demais em seus problemas pontuaram mais em testes de inteligência não-verbal.
A ideia de que pessoas ansiosas são mais perspicazes do que a média faz sentido – uma mente preocupada é uma mente investigativa e pessoas mais inteligentes tendem a ter a agilidade cognitiva necessária para examinar os diversos ângulos de uma situação.
De acordo com o terapeuta Allen Wagner se uma agitação imaginativa tem como fundamento uma apreciação realista dos eventos futuros, isso levaria tais indivíduos a tomarem medidas preventivas de segurança, uma atitude claramente inteligente.

6. Você é engraçado
Um estudo aplicou testes de inteligência para 400 estudantes universitários para medir habilidades de raciocínio abstrato e inteligência verbal.
Em seguida, os estudantes criaram legendas para várias charges da revista New Yorker. Por fim, as legendas foram julgadas por avaliadores independentes. As legendas classificadas como mais engraçadas pertenciam aos alunos que pontuaram mais alto nos testes de habilidade cognitiva.
A Business Insider compilou uma série de outros estudos que chegaram a conclusões semelhantes.
Uma pesquisa da Universidade do Novo México chegou a uma conclusão semelhante ao analisar um grupo de comediantes . Os resultados mostraram que comediantes não apenas eram mais prolíficos, mas também produziam legendas mais engraçadas do que os alunos. Os comediantes também obtiveram uma pontuação mais alta no teste de inteligência verbal, que geralmente se correlaciona com uma inteligência geral mais alta.
Outra pesquisa, publicada em 1975, analisou 55 comediantes masculinos e 14 femininos e identificou pontuações significativamente mais altas em testes de Q.I. quando comparados com a média da população. Comediantes masculinos pontuaram em média 138; comediantes femininas pontuaram em média 126. Em comparação, o Q.I. médio da população oscila entre 90 e 110.

5. Você é curioso
Tomas Chamorro-Premuzi, professor de psicologia empresarial na Universidade de Londres, escreveu um post para a Harvard Business Review no qual ele correlaciona o QC (Quociente de Curiosidade) e uma mente ávida a uma maior aptidão investigativa.
Ao explicar a importância do QC, ele escreveu “ainda que não tenha sido minuciosamente estudado tal como o QE ou o QI, as evidências sugerem que há duas maneiras principais pelo qual esse quociente é igualmente importante na hora de gerenciar tarefas complexas. Primeiro, indivíduos com QC maiores são geralmente mais tolerantes à ambiguidade. Este estilo de pensamento sutil, sofisticado e nuançado define a própria essência de complexidade. Em segundo lugar, o QC tem relação com níveis mais altos de investimento intelectual e com a aquisição de conhecimento ao longo dos anos, especialmente em áreas de educação formal, tais como ciência e arte”.
Pessoas com um QC alto são mais curiosas e mais propensas para novas experiências. Novidade é algo emocionante para esses indivíduos que rapidamente se entediam com a rotina. São pessoas que tendem a ter muitas ideias originais e contrárias a conformações.

4. Você é desorganizado
Um estudo publicado na revista científica Psychological Science argumenta que um ambiente de trabalho bagunçado estimula a criatividade.
No estudo, pesquisadores pediram a 48 indivíduos que encontrassem usos incomuns para uma bola de pingue-pongue. 24 participantes que trabalhavam em salas organizadas apresentaram respostas menos criativas do que os indivíduos que trabalhavam em salas desordenadas.
Os pesquisadores também descobriram que quando os participantes tinham a opção de escolher entre um produto novo e um produto já conhecido, os que estavam na sala bagunçada preferiam o novo – um indicativo de que estar em um ambiente desordenado estimula o indivíduo a se libertar de convenções. Em contrapartida, os participantes da sala organizada preferiram o produto já conhecido ao invés do novo.

3. Você só foi fazer sexo depois do ensino médio
Uma pesquisa da Universidade da Carolina do Norte com 12 mil adolescentes observou que os estudantes com QI acima de 100 e abaixo de 70 eram significativamente menos propensos a ter relações sexuais do que indivíduos dento dessa faixa. Adolescentes com QIs entre 75 a 90 tinham a menor probabilidade de virgindade.
De acordo com o blog Gene Expression um adolescente com um QI de 100 estava 1,5 a 5 vezes mais propenso a ter relações sexuais do que um adolescente com um QI entre 120 ou 130. Cada ponto adicional de QI aumentava as chances de virgindade em 2,7% para homens e 1,7% para mulheres. Quanto mais alto o QI menores as chances de interações românticas/sexuais, diminuindo a probabilidade de que os adolescentes tivessem beijado ou sequer andado de mãos dadas com um membro do sexo oposto.
Ainda de acordo com o blog Gene Expression há várias explicações possíveis para esses resultados. Pessoas com maior inteligência demonstram aversão a riscos o que pode afasta-los de uma vida sexualmente ativa precoce, apresentam uma libido menor ou podem se sentir ocupadas e atarefadas demais com outros interesses para pensar em relações sexuais. Tal comportamento pode não ser exclusivo da adolescência e permanecer até a vida adulta.

2. Você tem hábitos noturnos
Ser uma pessoa noturna pode indicar um intelecto superior? Algumas pesquisas indicam que sim. Um dos argumentos é que os nossos ancestrais não possuíam hábitos noturnos, sugerindo que os notívagos têm maior probabilidade de aderir a novos valores evolutivos.
Em 2009 um estudo comparou pessoas que dormem tarde e indivíduos que preferem acordar cedo, concluindo que o primeiro grupo apresentou atividade cerebral maior e mantinha em um nível de alerta muito mais elevado.

1. Você nem sempre precisa se esforçar
Prática leva a perfeição, dizem. No entanto, isso nem sempre é o caso. Em uma matéria para o New York Times os psicólogos David Hambrick e Elizabeth Meinz argumentam que um alto rendimento em certas áreas como artes, matemática ou esportes nem sempre demanda um enorme esforço para certos indivíduos. Ao citarem um estudo da Universidade de Vanderbilt, nos EUA, os psicólogos argumentam que alguns fatores podem estar associados a essa facilidade, entre eles a capacidade de memória.
Eles concluíram que, por mais que o esforço para ser mais inteligente seja louvável, existem certas habilidades inatas que nem sempre podem ser aprendidas. Isso não significa que prática e esforço são inúteis. Pelo contrário, é plenamente possível para uma pessoa com um QI médio obter um PhD. No entanto, uma alta capacidade intelectual inata parece predispor certos indivíduos a certas práticas, fornecendo-lhes uma enorme vantagem. [Business Insider]


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