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terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Frequência cardíaca no treino: qual é a ideal?


O ritmo do coração está relacionado com a intensidade e com o desempenho nas atividades físicas. Entenda

 

Quando o corpo é posto em exercício, o coração passa por alterações em sua frequência cardíaca que ajudam a monitorar a intensidade do treino.

 

Mas como saber qual é a frequência cardíaca ideal para que o treino tenha bons resultados? Consultamos especialistas em medicina do esporte para obter a resposta.

 

Por que a frequência cardíaca é importante?

De acordo com o médico Fernando Torres, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE), existe uma relação entre a intensidade dos exercícios físicos e a frequência cardíaca - logo, o ritmo do coração está ligado ao desempenho e à qualidade do treino.

 

Por isso, o treino pode ser monitorado e controlado pelo nível de batimentos por minuto (bpm) da pessoa, fazendo com que ela se exercite dentro de um ritmo que pretende realizar a atividade (leve, moderada ou intensa).

 

Qual é a frequência cardíaca ideal para treino?

Exames fisiológicos, como o teste ergoespirométrico, ajudam a determinar os limites individuais e as respectivas frequências cardíacas para o treino.

 

"Na ausência ou inacessibilidade do exame, outras estratégias podem ser usadas, como tabelas de intensidade de exercício, que são baseadas em níveis percentuais de Frequência Cardíaca (FC). A mais simples delas é a que utiliza percentuais da frequência cardíaca máxima da pessoa", diz Torres.

 

Para calcular a frequência cardíaca máxima, há fórmulas como a chamada "207 - (0,7 x idade em anos)" ou "220 - idade em anos".

 

Mas é importante lembrar que, por serem equações que mexem com estimativa, essas tabelas nunca dão um número exato sobre a frequência cardíaca a ser alcançada.

 

Torres cita, ainda, a tabela do Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM), que dá um panorama sobre possíveis frequência adotadas durante os treinos:

 

Intensidade e porcentagem da FCmax

Muito leve: menos de 57

Leve: 57 a menos de 64

Moderada: 64 a menos de 77

Intensa: 77 a menos de 96

Máximo de 96


Smartwatches: bons monitores de frequência cardíaca

Atualmente, os aparelhos eletrônicos inteligentes, como smartwaches, vêm com dispositivos que permitem o monitoramento da frequência cardíaca.

 

Segundo João Felipe Franca, médico do exercício e do esporte, diretor da Clinimex e da Sociedade de Medicina do Exercício e do Esporte do Estado do Rio de Janeiro, os relógios inteligentes são uma boa ferramenta para observar como anda o ritmo do coração.

"Os smartwatches são melhores do que frequencímetros ou pulsômetros porque cruzam com informações de GPS, análise do sono, pedômetro e calorímetro", diz o médico.

 

Sinais para se preocupar no treino

Franca lembra que exercícios físicos não devem ocasionar dores no corpo durante sua execução. "O sinal mais simples a ser percebido quando um exercício está intenso é a respiração. Quando a pessoa fica mais ofegante e usa a boca para respirar, ou se torna difícil para falar, significa que o exercício se tornou intenso", diz o especialista.

 

Quando os limites da frequência cardíaca são ultrapassados, o corpo também começa a manifestar as consequências da exigência física com dores musculares e, em casos extremos, mal-estar, tontura e lesões.

 

Fonte: https://www.minhavida.com.br/fitness/materias/37194-frequencia-cardiaca-no-treino-qual-e-a-ideal - Escrito por Maria Beatriz Melero - Redação Minha Vida

terça-feira, 5 de junho de 2018

Andar mais rápido pode fazer você viver mais


Um estudo realizado na Universidade de Sydney (Austrália) mostra que andar mais rápido pode estender sua vida. O estudo foi publicado no início de junho na revista British Journal of Sports Medicine.

“Um ritmo rápido de caminhada geralmente é de 5 a 7km/h, mas isso depende se a pessoa está em forma; um indicador alternativo é andar em um ritmo que te deixa com a respiração levemente acelerada e suado”, diz o pesquisador Emmanuel Stamatikis.

Segundo a pesquisa, andar em um ritmo normal está associado com uma redução de 20% de risco da mortalidade em geral, comparado com um ritmo mais lento. Enquanto isso, um ritmo mais acelerado significa 24% de redução na mortalidade.

Os efeitos protetores dos diferentes ritmos de caminhada também foram observados em pessoas de maior idade. Pessoas de mais de 60 anos que andam em ritmo médio tiveram 46% de redução de risco de morte por motivos cardiovasculares, e aqueles que caminham rapidamente tem 53% de redução.

Os pesquisadores se uniram à universidade de Cambridge (Inglaterra) para analisar os resultados de 11 questionários realizados na Inglaterra e Escócia entre 1994 e 1998, nos quais os participantes relataram em que ritmo costumam caminhar. Os pesquisadores levaram em consideração a duração dos exercícios físicos realizados, intensidade, idade, sexo e massa corpórea.

“O ritmo de caminhada está associado com todos os tipos de mortalidade, mas seu papel específico – independente da quantidade de exercício físico – tem recebido pouca atenção”, diz Stamatakis.

“Enquanto o sexo e massa corpórea não parecem influenciar os resultados, andar em um ritmo médio ou rápido está associado ao risco reduzido de todas as causas de mortalidade e doenças cardiovasculares”. O pesquisador explica, porém, que o ritmo não pareceu influenciar nas chances de a pessoa morrer por causa de câncer.

O principal objetivo da pesquisa é enfatizar a importância do ritmo da caminhada na saúde do público geral.

Corrida ajuda a preservar a memória em épocas de estresse
“Especialmente em situações em que andar mais não é possível por causa de pressões de tempo ou por conta de ambientes que não favorecem a caminhada, andar mais rápido pode ser uma boa opção para aumentar o ritmo cardíaco e que a maior parte das pessoas pode adotar em suas vidas”, conclui o pesquisador. [Medical Express]


domingo, 13 de julho de 2014

Escolha sua modalidade de dança para queimar calorias

Desafiar o corpo e a mente no seu ritmo preferido é bom demais. Não marque passo: escolha entre forró, samba, balé, dança de salão e outras. Elas ajudam a queimar calorias, definir o corpo e ainda melhoram a autoestima

Música tem tudo a ver com exercício: além de determinar a intensidade da atividade, o som certo aumenta a motivação, distrai do esforço e da dor e faz o treino render mais. Um estudo da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que malhar ouvindo música acelera o metabolismo dos lipídeos e a remoção do ácido lático (responsável pelas dores musculares), mais do que em silêncio. Então, a melhor maneira de aproveitar o embalo da música e seus efeitos positivos é... dançar!

Bom para a cabeça
De que dançar faz bem para o corpo, ninguém duvida. Flexibilidade, tônus muscular, força e condicionamento físico extras são só algumas vantagens. Quer mais motivos para praticar? A atividade estimula o hipocampo, área do cérebro responsável pela memória. "Dançar ainda requer concentração para o processamento e a coordenação dos movimentos", explica a treinadora da Body Systems Márcia Angely. "Pesquisas já mostraram que dançar regularmente aumenta em 15% o número de células no hipocampo e reduz o risco de demência, doença comum do envelhecimento", completa. A prática ainda melhora a oxigenação do cérebro e a conexão entre os neurônios, fala o médico Jomar de Souza, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e do Exercício (SMBEE).

Mais músculos, menos calorias
A boa notícia é que ninguém precisa ser pé de valsa ou bailarina profissional para sair dançando. Diversas academias e estúdios oferecem cursos de estilos variados a alunos de todos os perfis, idades e níveis de condicionamento. A fisiologista Luciana Mankel, da academia Curves, em São Paulo, dá uma sugestão a quem acha que vai passar vergonha: as aulas coletivas, como zumba e sh'bam, com coreografias que misturam ritmos. Ali, todo mundo está na mesma vibração e ninguém vai notar se você sair do ritmo ou perder um passo. Vale muito a pena arriscar! "Como a movimentação é constante, você queima calorias, fortalece os músculos e trabalha a mobilidade das articulações", diz Luciana. Um estudo da Universidade Sheffield Hallam, na Inglaterra, confirma: exercícios sincronizados com a música têm maior consumo de oxigênio - e, consequentemente, de calorias.

Forte e delicada
Dançar deixa o corpo mais solto, os movimentos fluidos e a postura bonita - e isso tudo dá para perceber também no dia a dia fora da sala de aula! Já prestou atenção no físico das bailarinas clássicas? Parecem leves como plumas, mas têm estrutura forte, músculos resistentes e alongamento de dar inveja. "Isso porque as coreografias, geralmente praticadas até a exaustão, exigem bastante da musculatura para a sustentação do próprio corpo nos saltos, giros e deslocamentos", fala Luciana Mankel. Com tantas vantagens, o melhor negócio é mexer o corpo no ritmo da sua música preferida. Dançar na balada também vale muito desde que com uma condição: intercale ou substitua o drinque alcoólico por água, para hidratar o organismo, e deixe a vergonha de lado. Quanto mais transpiração, melhor!

Entre no ritmo 
Veja quantas calorias você vai queimar em 30 minutos mexendo o corpo em alguns estilos de dança: 
· Sh'bam/zumba - 250 cal
· Samba rock - 255 cal
· Forró universitário - 236 cal
· Samba de gafieira - 236 cal
· Street dance - 175 cal
· Dança do ventre - 175 cal
· Balé - 173 cal
· Dança de salão - 144 cal
· Dançar na balada - 100 cal

Fonte: http://mdemulher.abril.com.br/dieta/reportagem/atividade-fisica/escolha-sua-modalidade-danca-queimar-calorias-743392.shtml - Conteúdo Boa Forma - Foto: Getty Images