terça-feira, 2 de julho de 2013

Por que as pessoas normalmente fazem sexo à noite?

A maioria dos animais faz sexo conforme a concentração de certos hormônios em seu organismo, algo que varia de acordo com um ciclo. No caso dos seres humanos, por outro lado, a vida sexual está menos “amarrada” a questões biológicas, e mesmo assim há uma tendência de se ter relações em determinados horários e dias da semana. Por quê?

Um dos primeiros estudos sobre o tema foi divulgado em 1982 na revista Human Biology. Nele, a equipe analisou ao longo de um ano a rotina sexual de 78 casais jovens. Ficou evidente “um índice de cópula constante durante dias de semana, e um grande aumento nos finais de semana” (em especial aos domingos). Além disso, a análise revelou que a maior parte (58%) dos “encontros” ocorria à noite e que havia um pico, embora menor, durante as manhãs.

Amarras sociais

Quase 15 anos mais tarde, o biólogo Roberto Refinetti, da Universidade da Carolina do Sul (EUA), conduziu um estudo similar, porém com maior variação de idades. Da mesma maneira, foi identificado um pico à noite – normalmente próximo ao horário em que os participantes iam dormir.

Diversas pesquisas mostraram que variações hormonais, embora possam afetar o interesse dos humanos por sexo, não afetam tanto nossa capacidade de ter relações (teoricamente) a qualquer hora. Assim, padrões (como ter mais relações à noite ou nos fins de semana) seriam em grande parte fruto de convenções sociais e contextos culturais.

A psicóloga Kim Wallen lembra que “humanos são, até onde sabemos, a única espécie que evita a gravidez e a reconhece como consequência da atividade sexual”, um exemplo de racionalização envolvendo o sexo. Além da “gravidez fora de hora”, outro motivo para manter o desejo sob controle em certos horários e locais seria o receio do ostracismo social (ou, dependendo do caso, da prisão por atentado ao pudor).

Em outro estudo, Refinetti e sua equipe fizeram duas perguntas a seus entrevistados: “Em que momentos do dia você normalmente faz sexo?” e “Por que você faz sexo nesses momentos (em oposição a outros)?”. Mais uma vez, o período mais comum foi “à noite”, e as explicações mais recorrentes foram “por causa do horário de trabalho” (33%) e “por vontade” (28%). Em seguida, vieram “disponibilidade do parceiro” (23%) e “por já estar na cama” (16%).[io9]

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Superando desafios

Desde que nascemos superamos desafios todos os dias de nossas vidas, os quais podem ser fáceis ou difíceis, importantes ou não, colocados a nós de acordo com a situação que estamos vivendo no momento.

Os desafios são provas e obstáculos que surgem no decorrer de nossas vidas; eles nos ensinam a crescer, a superar nossos limites e a conquistar o espaço reservado a nós na sociedade. Eles acontecem no trabalho, no casamento, na família, nos estudos, nos esportes, nos relacionamentos e com a saúde; através da perda de um ente querido; da superação de perda do emprego e conquista de outro; de deixar a vida de solteiro, se casar e construir uma nova família; da luta pela cura de uma doença; da passagem da fase de adolescente para a adulta; do término dos estudos no ensino médio e a aprovação no vestibular e principalmente, do desafio de aprender a conviver e respeitar o outro como ser humano.

Durante a minha vida profissional sempre apareceram desafios, mas alguns se destacaram pelas circunstâncias e pelos períodos que ocorreram, foram e continuam sendo um aprendizado a cada dia que passa.
 
Durante 16 anos de trabalho no Colégio Estadual Murilo Braga, apenas ensinei o basquete nas aulas de educação física, mas com a implantação da LDB em 1996, elas foram modificadas com a inclusão de conteúdos teóricos, outros esportes e temas transversais. Foi difícil me adaptar, mas a minha determinação de acompanhar as novas tendências da educação fez com que me aprimorasse, superasse limites e atualizasse participando de cursos específicos, lendo e conversando com outros professores sobre os diversos assuntos. Hoje me sinto realizado em dar este tipo de aula na escola pública em substituição ao esporte competitivo.

Em 1993 fui convidado a dar aulas de basquete no Colégio Dom Bosco, mas no ano seguinte os alunos optaram em praticar o voleibol e tive que decidir em perder o emprego ou ensinar este esporte, e foi o que decidi, arregacei as mangas, comprei livros, fiz vários cursos e pesquisei bastante; dois anos depois ganhei o primeiro título escolar dos quatros conquistados em Sergipe, chegando a representar o Estado nos JEB’s, em Brasília, com as meninas do Dom Bosco. Em 2008, aceitei o desafio de ensinar handebol a nível competitivo e o Dom Bosco sagrou-se campeão masculino da seletiva do interior dos Jogos da Primavera, em Lagarto. Continua sendo uma experiência realizadora trabalhar com esportes que não sejam o basquete, o qual ensino há 33 anos.

 No Salesiano sempre ensinei basquete e educação física do ensino fundamental ao médio. Em 2004, aceitei o desafio de ensinar pela primeira vez em minha vida as quartas séries, hoje 5º ano. Superei os obstáculos e dificuldades por nunca ter trabalhado com alunos na faixa etária de 9 a 10 anos, mas foi gratificante porque aprendi a ter mais paciência e aceitar a ser “tio”.

Em 2009, para minha surpresa e satisfação, fui convidado pelo Colégio Graccho, ao maior desafio de minha vida profissional depois de 20 anos de dedicação a esta instituição, educar através da educação física escolar, alunos do 2º ao 5º ano do ensino fundamental, antigo primário. Este desafio foi difícil por causa da idade dos alunos que ia de 6 a 10 anos, pois precisavam de mais atenção, carinho e respeito; exigindo de mim ser “tio”, psicólogo, enfermeiro, segundo pai e principalmente, um educador com a responsabilidade de contribuir na formação integral destas crianças. Eu não era apenas o professor de basquete, mas também de voleibol, handebol e educação física escolar.

 Em 2010 recebi o convite do Colégio O saber para ensinar educação física aos alunos do 6º ao 9º Ano e como a escola não tinha uma quadra esportiva, uma das duas aulas semanais era dada no Ginásio do SESI e a outra na sala de aula, um novo desafio, já que durante 30 anos de vida profissional as minhas aulas eram praticamente na quadra. Implantei as aulas teóricas com conteúdos sobre os esportes esportivos e também ensinei aos alunos a jogar xadrez e dama. Atualmente, a escola já possui sua quadra esportiva e as aulas são práticas, abrangendo basquete, futsal, handebol e voleibol. 

 Em junho de 2013 o Blog Professor José Costa atingiu a marca histórica de 1 MILHÃO DE ACESSOS, um sonho que foi concretizado após muito trabalho diário, trabalho este realizado com perseverança, responsabilidade e determinação de passar informações com qualidade aos leitores. Tudo começou quando  o amigo Jackson Macedo me aconselhou a criar um blog para divulgar o meu trabalho nas escolas que eu ensinava. Ele me ensinou os primeiros passos e depois disto, comecei a montar o blog do meu jeito, inicialmente com muitas dificuldades, já que não tinha o conhecimento apropriado para este novo desafio e a da minha limitação em usar o computador e a internet. Aos poucos fui aprendendo e hoje o blog tornou-se para mim uma ferramenta de trabalho onde procuro passar aos leitores informações atualizadas sobre educação, esporte, saúde, cultura e cidadania. Se depender da minha perseverança e determinação, o blog alcançará em breve a marca de 2 milhões de acessos, aguardemos.

Relato estes desafios da minha profissão e vida não para me enaltecer, mas para que sirvam de lições, motivações e exemplos a outras pessoas. Se aparecer desafios no percurso de sua vida, faça como eu, aceite-os, enfrente-os, não se intimide, não se desespere, não se acomode, tenha fé, encontre novos caminhos e soluções, recomece, aproveite as oportunidades, faça o melhor possível e compartilhe com todos as experiências adquiridas.

Em todos os desafios são encontradas dificuldades, problemas, incompreensões e obstáculos, mas nada que não possa ser resolvido ou superado com determinação, dedicação e força de vontade. Peça a Deus que ilumine e guie seus passos no caminho certo para superá-los quando forem surgindo na sua vida e Ele lhe atenderá, como faz comigo.

José Costa
Professor de Educação Física
CREF 000245-G/SE

6 dicas importantes para cuidar da saúde dos olhos

A intensa concentração exigida ao longo do dia pode causar alguns incômodos aos olhos e é importante saber como protegê-los

As profissões do mundo moderno tendem a deixar os seres humanos, cada vez mais, em ambientes fechados e de frente a telas de computadores multifuncionais, capazes de controlar tudo o que se fizer necessário. Essa característica tecnológica dos novos tempos, que aparentemente é tão vantajosa, na verdade esconde um problema sério: a intensa concentração exigida ao longo do dia pode causar alguns incômodos aos olhos.

1 – Mantenha distância

Talvez a dica mais importante seja justamente manter os olhos afastados do que lhes é nocivo – as telas iluminadas de computadores, tablets, smartphones e qualquer outro apareto. Quanto mais perto dessas telas você se mantiver, maiores as chances de que sejam causados danos à sua visão.
De acordo com um estudo realizado pelo Council for Research Excellence, pessoas de meia-idade que passam cerca de nove horas e meia por dia em frente a essas telas podem desenvolver a síndrome da visão do computador. Os sintomas do problema incluem visão turva, dores de cabeça, olhos secos e vermelhos, visão dupla e até dor de garganta.
Um artigo publicado na revista Optometry and Vision Science mostrou que usuários de smartphones mantêm os aparelhos, em geral, a 14 polegadas dos olhos, enquanto o recomendado seria pelo menos 16 polegadas.

2 – Pisque

Um ser humano pisca de 15 a 20 vezes em um minuto. No entanto, quando está olhando para uma tela, esse número diminui pela metade – e isso prejudica bastante a visão. Piscar é o que lubrifica seus olhos e evita que a córnea resseque. Por isso, sempre que estiver usando um computador, notebook, tablet ou smartphone, dê um tempo longe do aparelho para que seus olhos possam ser lubrificados naturalmente.

3 – Coma frutos do mar

Segundo um estudo publicado no Archives of Ophthalmology em 2011, ingerir peixes como a cavala, o salmão, a sardinha e a anchova pode ajudar a diminuir os riscos de desenvolver uma doença ocular. A explicação estaria nos ácidos graxos ômega-3, que também auxilia na lubrificação dos olhos.

4 – Coma verduras – quanto mais verde, melhor

Uma pesquisa realizada na University of Georgia in Athens provou que vegetais de folhas verdes são capazes de reduzir os efeitos negativos da exposição excessiva à luminosidade. O motivo para tanto é que – pasme – eles ajudam a absorver parte dessa luz, exatamente como fazem durante o processo de fotossíntese.

5 – Diminua a maquiagem na área dos olhos

Sombras, lápis, rímels e até o curvex podem prejudicar a saúde dos seus olhos. Se possível, utilize-os apenas de vez em quando mas, se for necessário usá-los todos os dias, procure não aplicar produtos na área interna dos olhos, como na linha d’água. Se notar qualquer incômodo ao utilizar um produto específico, suspenda o uso imediatamente. Caso o incômodo persista ainda assim, procure um oftalmologista.

6 – Procure a ajuda de um profissional

Assim como qualquer outra função ou sistema do organismo, a visão também precisa ser acompanhada de perto por um profissional. Visitas regulares ao oftalmologista permitem que alterações nos olhos sejam identificadas e tratadas rapidamente, evitando problemas mais graves.

domingo, 30 de junho de 2013

Conheça os exames que todo homem deve fazer

Para cada fase da vida, existem exames específicos para prevenir doenças. Veja quais os exames que os homens precisam fazer

20 Anos

O foco são as doenças sexualmente transmissíveis, principalmente as sorologias de hepatites. “Vivemos ainda uma epidemia de HPV. Muitas das cepas do vírus são assintomáticas no homem, mas podem predispor a parceira ao câncer de colo do útero”, lembra Paulo Rodrigues, urologista do Hospital Nove de Julho (SP).

30 Anos

O autoexame do câncer de testículo deve ser periódico. Ele consiste em apalpar a região em busca de nódulos. “O cuidado com os níveis de colesterol, glicemia, uma avaliação da função renal e hepática e a hipertensão arterial também são importantes nesta faixa etária”, completa Ana Leticia Daher, patologista clínica do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica.

Acima dos 40 anos

Aos 45 anos é indicado realizar anualmente a dosagem do PSA(antígeno prostático específico), que costuma se elevar na presença de tumores de próstata. Se houver histórico da doença na família, a checagem deve começar aos 40 anos. Além disso, é bom saber que o aparecimento da impotência sexual pode indicar problemas cardiovasculares.

Fonte: http://revistavivasaude.uol.com.br/clinica-geral/saiba-quais-sao-os-exames-para-prevenir-doencas/877/ - Texto: Leonardo Valle/ Foto: Shutterstock/ Adaptação: Letícia Maciel

sábado, 29 de junho de 2013

Qualidade de vida: todo mundo quer, mas o que isso significa?

O termo qualidade de vida engloba a satisfação psicológica, a saúde física e o bem-estar familiar

Qualidade de vida era um termo usado quase exclusivamente por profissionais de saúde. Agora, todo mundo se preocupa com isso, de economistas a executivos de publicidade. Para empresas que desejam atrair funcionários com uma boa formação, ser capaz de oferecer uma boa qualidade de vida aos funcionários potenciais está se tornando cada vez mais importante.

Porém, o que isso quer dizer na verdade e como empresários e médicos podem ajudar a melhorá-la, caso alguém seja capaz de definir claramente o que é? Marta Elvira, Barbara Barcaccia, Giuseppe Esposito, Maria Matarese, Marta Bertolaso e Maria Grazia De Marinis tentam resumir esse conceito no artigo "Defining Quality of Life" (Definindo a qualidade de vida), publicado na edição atual da revista Europe's Journal of Psychology.

Os autores analisam como a qualidade de vida foi interpretada e definida para fins de pesquisa ao longo de duas décadas, considerando as dificuldades envolvidas em mensurá-la.

À medida que avanços médicos ajudam a aumentar a longevidade, nosso objetivo mudou da quantidade de vida para a qualidade de vida. Embora os cientistas possam recorrer a escalas de pontuação para mensurar a dor ou quantificar limitações físicas, os autores acreditam que tentar mensurar a qualidade de vida dessa maneira seja ir longe demais.

O que significa, afinal?

A qualidade de vida é um termo subjetivo e multidimensional que engloba características positivas e negativas da vida. É uma condição dinâmica que reflete os eventos da vida: a perda de um emprego, uma doença ou algum problema podem mudar a definição de qualidade de vida de forma rápida e drástica.

Ainda que mensurá-la seja difícil, a clareza é extremamente importante, especialmente para médicos que precisam levar a qualidade de vida em conta ao considerar o uso de intervenções para a manutenção da vida de pacientes gravemente doentes. Sob essas circunstâncias, criar uma definição distinta é eticamente importante e não um detalhe subjetivo.

Uma análise de estudos científicos dos últimos 20 anos mostra que ainda estamos longe de encontrar uma definição precisa, clara e compartilhada do conceito. Com frequência, os pesquisadores nem mesmo tentam definir qualidade de vida, utilizando-a apenas como um indicador.

A qualidade de vida engloba:

- A satisfação com a vida, que é subjetiva e pode mudar.
- Fatores multidimensionais que incluem saúde física, satisfação psicológica, independência pessoal, bem-estar familiar, educação, crença religiosa, senso de otimismo, serviços e transporte local, emprego, relacionamentos sociais, moradia e o ambiente em que se vive.
- Perspectivas culturais, valores, expectativas pessoais e objetivos em relação ao que se espera da vida.
- Não apenas a ausência de uma doença, mas a presença do bem-estar físico, mental e social. Os autores destacam a necessidade de uma equipe médica multidisciplinar capaz de desenvolver uma perspectiva sobre as necessidades psicossociais do indivíduo, não apenas os cuidados com a saúde.
- Nossa interpretação dos fatos e eventos que ajudam a explicar por que algumas pessoas com limitações físicas relatam uma qualidade de vida excelente, ao passo que outras, não.
- Nosso nível de aceitação da situação atual, bem como nossa capacidade de limitar os pensamentos e emoções negativas em relação a essa situação.
A subjetividade parece ser uma parte fundamental de nossa compreensão do significado de qualidade de vida. Os autores sugerem que outras variáveis, não apenas as relacionadas à saúde física, tais como a saúde psicológica e social, passem a ser avaliadas no futuro.

Informações The New York Times News Service