terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Comida para dormir melhor

Acredite: a diferença entre um sono restaurador ou desastroso pode estar dentro do seu prato

Nas últimas décadas, estudos vêm mostrando que um sono ruim está implicado em quatro das sete maiores causas de morte no mundo. Quem dorme mal corre maior risco de encarar doenças cardíacas, diabete, obesidade, derrame e acidentes em geral. É um problemão atrás do outro. Logo, os profissionais de saúde têm se esforçado para identificar o que, afinal, deixa as pessoas e o colchão em pé de guerra.

E eles já desvendaram que um dos motivos desse embate não tem nada a ver com o quarto. Fica, na verdade, na cozinha. “A alimentação é um potente sincronizador do relógio biológico”, afirma a neurocientista Adriana Ximenes, da Universidade Federal de Alagoas. A professora se refere à complexa engrenagem que regula o funcionamento do organismo e orienta nossas horas de atividade e descanso.

Uma das pesquisas mais quentes sobre esse tema foi realizada por profissionais das universidades Harvard e do Estado da Pensilvânia, ambas nos Estados Unidos. Ao cruzarem os dados a respeito da dieta e dos hábitos noturnos de mais de 15 mil homens entre 58 e 93 anos, os estudiosos perceberam que aqueles que afirmavam penar para pegar no sono, dormiam pouco (menos de cinco horas) ou se sentiam preguiçosos no dia seguinte – sinal de que não descansavam direito – apresentavam uma alimentação mais calórica e menos variada.

Para piorar, eles não só abusavam de gorduras trans e sódio como quase não comiam verduras, legumes e frutas. Um combo nada bacana para a saúde em geral – e, aparentemente, fatal para o sono.

Outro trabalho, este da Universidade de Adelaide, na Austrália, alimenta essa relação. A análise, publicada na revista científica Nutrients, avaliou o padrão alimentar de 1 800 homens de 35 a 80 anos por 12 meses. Os cientistas descobriram que quem consumia alimentos ricos em gordura era mais propenso a sofrer para apagar na cama, a ficar sonolento ao longo do dia e a desenvolver apneia do sono, distúrbio marcado por roncos, engasgos e interrupções temporárias na passagem de ar enquanto se dorme. O convívio com a apneia é, aliás, um caso digno de nota.

“Quem tem o problema nunca chega à fase REM do sono”, conta a biomédica Lenise Kim, da Universidade Federal de São Paulo. É nesse estágio – a sigla REM vem do inglês e significa “movimento rápido dos olhos” – que ocorrem os sonhos, e o corpo se encarrega de reparar funções como memória e metabolismo. Resumindo: quem não chega lá não descansa direito e fica refém, com o tempo, de encrencas da pesada. “Em longo prazo, o indivíduo passa a ter problemas cognitivos, dificuldades de atenção no dia seguinte, ganho de peso e resistência à insulina”, exemplifica Lenise.

E não pense que é coincidência a gordura surgir como inimiga das noites tranquilas em todos esses estudos. Parece que ela destrambelha o sono pra valer. “A ingestão excessiva durante a noite dificulta o esvaziamento gástrico, e a digestão fica mais lenta”, esclarece a nutricionista Patrícia Nehme, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). Nessa situação, quem disse que dá para repousar a cabeça no travesseiro numa boa?

Como se não bastasse, o ingrediente ainda interfere diretamente no ritmo circadiano – o tal do relógio biológico -, afetando a produção de hormônios e a liberação de neurotransmissores, mensageiros químicos essenciais às células nervosas. Toda essa rede trabalha seguindo uma rigorosa escala ao longo das 24 horas.

“Só que as gorduras geram mais calor durante o seu processamento pelo corpo, o que eleva a nossa temperatura”, informa Patrícia. Nesse contexto, o hipotálamo, região do cérebro que responde pela regulação térmica, concentra-se em apagar o incêndio. Em meio a essa balbúrdia, ele acaba se descuidando de outra função, que é reger alguns hormônios que influenciam o sono. Aí é o repouso noturno, coitado, que paga o pato.

Uma das substâncias que ficam em níveis desajustados por causa da enxurrada de gordura da comida é o cortisol, o hormônio do estresse. Quando deveria estar mais contido para o corpo relaxar, ele passa a circular livre e desimpedido – bye-bye, sono! Outros hormônios também se metem na história.

A leptina, que dá o sinal de saciedade, e a grelina, que ativa o apetite, dão uma descompensada. O pico de produção da primeira é durante a noite e nas primeiras horas da manhã. Se o indivíduo não dorme, porém, tem menos leptina disponível – e uma fome totalmente fora de hora. A grelina, por outro lado, deveria ser liberada no decorrer do dia, mas continua agindo mesmo depois de o sol se pôr. “Quando isso acontece, a pessoa não só come mais como dá preferência a alimentos hipercalóricos”, revela Lenise. Ou seja, além de parecer um zumbi, o indivíduo fica guloso.

Aí é fácil entender por que a dieta dessa turma tende a ser composta por refeições rápidas e industrializadas, doces e salgadinhos. Esses itens são devorados com a finalidade de inconscientemente aliviar o estresse e as alterações de humor típicas dos insones ou de quem não dorme o suficiente. “Estudos mostram que, após uma noite em claro, a atividade em certas regiões do cérebro aumenta quando vemos fotos de comida, o que pode nos predispor a comer demais”, relata o médico Michael Grandner, diretor do Programa em Pesquisa sobre Saúde e Sono da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.

Agora, não é porque gordura de monte dificulta o pregar dos olhos que você deve sair por aí enxugando o prato drasticamente. Segundo Grandner, quem faz regime para emagrecer também acaba rodopiando sob os lençóis. “Quando a dieta muda radicalmente, o corpo pode ter dificuldade de se adaptar, o que contribui para a ocorrência de distúrbios do sono”, afirma. Ele lembra ainda que cardápios restritivos causam estresse, outro rival do sossego noturno.

Grandner é um dos responsáveis por um estudo recente que reforça o seguinte: se a má alimentação atrapalha, ter bons hábitos à mesa (sem cortes bruscos) faz toda a diferença. Na pesquisa, feita com mais de 5 mil pessoas, ele inclusive descobriu uma ligação entre a qualidade do descanso e a predileção por certos nutrientes. Para ter ideia, o selênio, mineral abundante nas castanhas, não costuma frequentar o prato de quem fica a madrugada acordado. Assim como o licopeno do tomate e a vitamina C da laranja, dois antioxidantes poderosos. O trio, não por acaso, tem papel direto em certos mecanismos envolvidos no sono. Na contramão, o que nunca faltava no menu dos insones era o ácido hexadecanoico, uma gordura saturada presente nos óleos vegetais, na manteiga e nos queijos amarelos.

Apesar de tantas evidências, os cientistas avisam que essa é uma área nova e cheia de mistérios – portanto, mais pesquisas precisam ser feitas antes de chegarmos à dieta anti-insônia completa. Ainda não é possível cravar que os resultados de estudos com homens valem para as mulheres, por exemplo. Outra questão nebulosa tem a ver com os carboidratos. Há suspeita de que os complexos, que demoram mais para serem absorvidos pelo organismo, não prejudicam o sono como os simples, digeridos rapidinho. Se a informação for confirmada, é mais um belo motivo para trocar o arroz branco pelo integral no jantar.

Mas se tem algo que pode ser dito com segurança é que, a despeito do alimento escolhido, empanturrar-se antes de pular na cama é um erro. “Comer duas horas antes seria o ideal considerando o tempo de digestão”, ensina a nutricionista Milana Dan, da Associação Brasileira do Sono. Outra dica: o melhor mesmo é caprichar nas primeiras refeições do dia. “Pesquisas sugerem que quem ingere mais calorias pela manhã come menos à noite”, diz Patrícia, da USP. Para começar a selar a paz com o travesseiro, é você quem precisa tomar a iniciativa à mesa.

Corpo pesado, sono leve

Novas pesquisas confirmam que os quilos extras abalam a qualidade do sono. Mais grave ainda: sabe-se que a obesidade é um fator de risco para a apneia. Tudo leva a crer que os depósitos de gordura na barriga e no pescoço prejudicam o entra e sai de ar na madrugada. “Ao dormir mal, a pessoa acima do peso fica tentada a consumir mais alimentos calóricos depois, gerando um círculo vicioso”, alerta a biomédica Lenise Kim, da Universidade Federal de São Paulo.

Promotores do descanso

Conheça os nutrientes que fazem o sono chegar

Vitamina C
Ajuda a controlar os níveis do cortisol, hormônio do estresse. Está em frutas como laranja, acerola, caju e limão.

Licopeno
No corpo, ele vira retinol, um ativador da melatonina, hormônio indutor do sono. Goiaba, mamão e tomate são boas fontes.

Selênio
Sem ele, a tireoide, também envolvida com o sono, não trabalha bem. Uma castanha-do-pará oferta a dose ideal.

Triptofano
Abundante na clara do ovo, participa da produção de serotonina, substância indispensável ao pregar dos olhos.

Regras da refeição noturna

    Evite certos alimentos pouco antes de dormir.
    Além dos gordurosos, convém ficar longe dos ricos em sódio, que dão sede, e dos que contêm cafeína, muito estimulantes.
    Por outro lado, priorize alguns itens.
    É o caso daqueles que têm triptofano, como a aveia e o leite. Que tal um copo quente antes de deitar?
    Há horário-limite para jantar.
    Os especialistas dizem que o correto é realizar a última refeição duas horas antes de dormir.
    Tenha cuidado com as bebidas alcoólicas.
    Para algumas pessoas, uma lata de cerveja ou taça de vinho todo dia pode prejudicar o sono após algumas semanas.
    Não abuse dos líquidos durante a noite.
    O motivo é simples: a bexiga não dorme. Aí, quando está cheia, vai despertá-lo para fazer xixi.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Aposte nestas 7 dicas para proteger o cabelo no verão

Você não quer se despedir do verão com o cabelo maltratado, né? Então, para encarar a estação com os fios cheios de saúde, aposte nestas dicas!

É sempre assim: curtimos o verão como se não houvesse amanhã – praia, mar, piscina, sol... O problema é que, passada essa estação, o brilho e a saúde do nosso cabelo não fica nem para contar história. Então, melhor do que correr atrás do prejuízo para devolver a vida aos fios após a temporada de calor, é poupá-los das agressões desta época e mantê-los sempre lindos!

Abaixo, a hairstylist Gisele Quintino, especialista em colorimetria e técnica master da marca de cosméticos profissionais TRUSS, listou 7 dicas indispensáveis para você proteger o cabelo no verão. Anota aí!

1. Aplicar sempre um bom shampoo com proteção UV.

2. Ter em casa uma linha de manutenção, com protetor, shampoo, condicionador e máscara.

3. Fazer uma hidratação semanal com ampolas, para garantir a disciplina do cabelo.

4. Aparar as pontas quando necessário.

5. Lavar o cabelo depois que sair do mar ou piscina.

6. Passar sempre um ‘leave in’ para nutrição, intercalando com produtos para os dias de sol.

7. Usar chapéu ou lenço para proteger os fios e fazer um penteado legal e disfarçar os fios rebeldes.


domingo, 4 de dezembro de 2016

Suplementos alimentares: Você precisa deles?

Se você adotar uma dieta saudável, não irá precisar suplementá-la com produtos industrializados ou farmacêuticos.

Moda dos suplementos

O mercado de suplementos alimentares vem crescendo até 25% ao ano no Brasil, com a demanda aumentando principalmente entre as pessoas que praticam exercícios físicos e que desejam resultados rápidos na perda de peso ou ganho de massa muscular.

Mas, mesmo que se ouça falar muito a respeito desses produtos, nem sempre o uso desses suplementos é necessário e, se consumidos inadequadamente, podem acabar não tendo efeito nenhum, ou fazendo mal para a saúde.

A principal função dos suplementos está em seu nome: suplementar, ou seja, complementar algum nutriente que esteja faltando na nossa dieta. Existem no mercado diversos tipos de suplementos, como aqueles que fornecem carboidratos e proteínas, vitaminas e minerais.

Entretanto, estes mesmos nutrientes estão presentes em alimentos naturais, que podem facilmente suprir a necessidade do corpo. Assim, o uso de suplementos alimentares só é cabível quando a alimentação estiver insuficiente para algum nutriente, o que pode ser diagnosticado através de um exame de sangue, ou mesmo por sinais e sintomas externos.

Tomar suplementos alimentares pode ser faca de dois gumes

Dinheiro e saúde jogados fora

Os suplementos ingeridos sem que o corpo esteja precisando deles vão acabar eliminados do organismo - dinheiro jogado fora, literalmente.

Mas o uso irregular ou exagerado pode acarretar sobrecargas hepática (fígado) e renal (rim), uma vez que esses órgãos precisam fazer um trabalho adicional para processar o que foi ingerido.

Sobretudo os chamados termogênicos, normalmente à base de cafeína, precisam de uma atenção especial   de um cuidado maior, já que podem causar taquicardia, mal-estar e até mesmo disfunções na tireoide.

O problema é ainda mais sério quando uma pessoa sedentária começa a praticar atividades físicas sem um ajuste da dieta. Ela pode estar com uma alimentação calórica, acima das necessidades físicas - ao começar a ingerir suplementos, ela pode até mesmo engordar.

Em todos os casos, uma consulta prévia a um médico ou nutricionista pode garantir resultados melhores, mais rápidos e, principalmente, com mais segurança para a saúde.


Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=suplementos-alimentares-voce-precisa-deles&id=11734&nl=nlds - Com informações do Ministério da Saúde - Imagem: Peggy Greb/USDA ARS/Wikimedia

sábado, 3 de dezembro de 2016

Conheça os alimentos que vão bombar no verão

Existem alguns alimentos que são imprescindíveis ao corpo durante o verão, por causa da incidência solar na pele e porque é preciso fortalecer o processo proteico. Saiba quais são eles!

A mudança de estação faz com que nosso corpo peça diferentes tipos de nutrientes. E é claro que isso também acontece no verão. As altas temperaturas desta temporada exigem muito mais do organismo.

O cardápio para esta época deve incluir ingredientes ricos em proteínas, que sejam benéficos para a pele e que ajudem na hidratação do corpo, por causa da incidência solar na pele e porque é preciso fortalecer o processo proteico.

A seguir, a nutricionista comportamental Patrícia Cruz listou quais alimentos vão bombar no verão:

Cenoura
Fonte de vitamina A, betacaroteno é um aliado a saúde da pele, que fica tão exposta nesse período. A nutricionista, Patrícia Cruz, afirma: “a cenoura é bem vinda crua, cozida ou na forma de salada, sopa fria”.

Peixes
São fontes de proteínas de fácil digestão e exigem preparo que leva pouca gordura que é outra dica importante para essa época do ano. Segundo a especialista, “os peixes grelhados ou assados devem ser acompanhados com saladas e arroz integral no almoço e jantar”.

Frutas ricas em água
Como, por exemplo, abacaxi, melancia e maracujá, além de refrescantes, são pouco calóricos, ricas em vitaminas e minerais. Ideal para quem deseja manter a forma. “Consuma as frutas de preferência em pedaços mastigando sempre, dessa forma terá maior benefícios das fibras e saciedade”, ressalta a nutricionista.

Chá verde
Rico em catequinas auxilia na hidratação e evita o inchaço. A Patrícia Cruz aconselha: “consuma o chá verde quente ou gelado ao longo do dia”.

Chia
Fonte de ômega 3, auxilia no combate da celulite e também no bom funcionamento intestinal, por ser fonte de fibras, deixa a barriga sequinha. Patrícia explica que “a chia é bem versátil na sua utilização e pode ser usada em saladas de folhas, frutas e em pães”.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Praticar exercícios intensos te mantém saciada por mais tempo. Entenda!

Se você pensou que praticar exercícios intensos abria o apetite, você está enganada! Entenda como é possível que a atividade física de mantenha saciada por mais tempo!

Entenda como a atividade física pode te manter saciada por mais tempo

De cara, parece óbvio que praticar exercícios intensos abre o apetite, certo? No entanto, uma pesquisa realizada pela Loughborough University, na Inglaterra, contraria essa ideia. No trabalho, mulheres que correram 90 minutos a 70% do seu limite aeróbico ficaram saciadas mais rapidamente com uma refeição servida pelos pesquisadores do que o grupo de voluntárias que não se movimentou.

Os testes comprovaram níveis menores de grelina (hormônio relacionado à fome) e maiores de peptídeo YY (ligado à saciedade) nas corredoras. “Não há evidências de que o mesmo se aplica a exercício em intensidade mais leve”, diz Fellipe Savioli, médico do esporte, de São Paulo.

Vale lembrar que colocar o corpo em movimento também é uma ótima maneira de combater a ansiedade e o estresse e de diminuir as chances de desequilíbrios hormonais, gatilhos para a fome física e emocional.


Fonte: http://corpoacorpo.uol.com.br/dieta/nutricao/praticar-exercicios-intensos-te-mantem-saciada-por-mais-tempo-entenda/10874 - Texto Vand Vieira | Adaptação Ana Paula Ferreira - Foto Shutterstock