sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A avaliação física é fundamental antes de começar uma atividade?


A realização semestral de uma avaliação médica e física antes de começar uma rotina de exercícios é medida de segurança para alunos e lei para as academias em vários estados do país. Ainda assim, muita gente pula essa etapa, que não só protege a saúde como faz a ginástica render mais. Na prática, um atestado com a assinatura de um profissional de qualquer especialidade libera você para começar a malhar. "Mas, para descobrir problemas que podem limitar a atividade e verificar se o estilo de vida da aluna combina a aula que ela pretende fazer, o ideal é consultar um cardiologista ou médico do esporte e fazer testes completos", fala Giovani Cunha, especialista em fisiologia do exercício do Rio Grande do Sul. Conheça as fases de uma avaliação ideal e veja por que vale a pena passar por elas. 

Teste ergométrico 
O objetivo é avaliar o consumo máximo de oxigênio e monitorar como o corpo se comporta em diferentes graus de esforço correndo na esteira ou pedalando por um determinado período. Daí, o professor pode indicar seu potencial de treinamento. O resultado ajuda a identificar patologias cardíacas que podem até levar a infarto em atividade de alta intensidade. Pode ser feita na academia, mas poucas contam com recursos para oferecer uma avaliação precisa, então, o melhor é ir a um laboratório especializado. Nessa fase, também pode ser realizado um eletrocardiograma, que avalia o ritmo e possíveis anomalias no coração. 

Composição corporal 
Beliscar as dobras de gordura na barriga, cintura e braços com o adipômetro (aquela espécie de pinça grande) serve para medir a porcentagem de gordura e músculos que compõem o peso como aparece na balança. A mesma avaliação pode ser feita com métodos mais modernos, como ultrassom, mas que apenas poucas academias oferecem. Com base nos resultados, o profissional consegue avaliar a força muscular do aluno e planejar o treinamento de olho no objetivo individual - diminuir gordura ou aumentar massa muscular, por exemplo. 

Postura 
Checar o alinhamento das costas e a existência de desvios posturais é importante na hora de prescrever o tipo, o volume e a intensidade do exercício a fim de evitar dores e lesões, além de trabalhar para corrigir a postura. 

Flexibilidade 
"É essencial para avaliar a capacidade de alongamento e se há algum músculo com encurtamento", fala o ortopedista Moisés Cohen, chefe do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Unifesp. Sabendo disso, é possível prescrever o tipo de exercício e carga ideal para melhorar o alongamento ou evitar esforço exagerado, que levaria a lesão em músculos, tendões e cartilagem.

Fonte: http://boaforma.abril.com.br/fitness/todos-os-treinos/liberada-treinar-703539.shtml - Por Marcia di Domenico | Fotos iStockphoto

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

12 Sinais de que você pode estar com problemas cardíacos


Por que o índice de mortes por doenças cardíacas é tão alto? O palpite de especialistas é que as pessoas são muito lentas na hora de notar os sintomas e fazer exames, para descobrir se estão doentes e procurar tratamento.

Tudo bem, se você sente pontadas violentas no coração vai direto ao hospital, mas há alguns sintomas que não são tão óbvios ou intensos – e eles podem variar de pessoa para pessoa. Um exemplo é que homens tendo um ataque cardíaco sentem muita dor e falta de ar, já as mulheres se sentem cansadas e enjoadas.

Justamente porque é difícil entender esses sintomas, médicos alertam: pessoas do grupo de risco (idosos, obesos, fumantes, diabéticos ou pessoas que tenham outros casos de problemas cardíacos na família) devem ir para o hospital se sentirem uma pequena queimação no coração ou, por exemplo, uma dor muscular muito forte, em vez de esperar que o sintoma vá embora.

Confira nessa lista mais 12 sinais de problemas cardíacos que não devem ser ignorados:

1. Ansiedade – o ataque cardíaco pode causar ansiedade e medo. Pessoas que já tiveram a experiência de um ataque cardíaco comentam que sentiram como se o apocalipse estivesse próximo.

2. Desconforto no peito – dor no peito é o sintoma mais clássico, mas nem todos os ataques cardíacos causam dor. A dor geralmente é localizada um pouco mais a esquerda do centro do peito e é comumente descrita como “um elefante sentado no peito” e, mais raramente, como pressão ou como “peito estufado”. E, no caso das mulheres, elas podem sentir queimação.

3. Tosse – uma tosse persistente pode ser um sintoma de falha no batimento cardíaco, que pode resultar em acúmulo de líquido nos pulmões.

4. Tontura – o ataque cardíaco pode causar tontura e até mesmo desmaios. Isso vem das arritmias cardíacas, uma mudança brusca no batimento, ou uma aceleração muito grande do pulso.

5. Fatiga – acontece especialmente entre as mulheres. O cansaço constante pode ser um sintoma de falhas cardíacas. A dica dos especialistas é que você não tente buscar informações na internet nem em livros e vá direto ao médico.

6. Náusea e falta de apetite – não é incomum as pessoas sentirem o estômago incomodar ou vomitarem durante um ataque cardíaco.

7. Dor em outras partes do corpo – a dor pode começar nos braços, cotovelos, no pescoço, na mandíbula e no abdômen.

8. Pulso irregular – os médicos dizem que você não deve se preocupar com uma eventual mudança no batimento cardíaco, mas que um pulso irregular acompanhado de tontura é sinal de arritmia. E arritmias podem levar a ataques cardíacos e morte súbita.

9. Dificuldade de respirar – além de indicar asma ou de obstrução crônica pulmonar, esse sintoma é indicativo de ataque cardíaco.

10. Suor – começar a suar frio de repente é um sinal claro de que você deve ir para o hospital.

11. Inchaço – assim como aumento de peso, acontece porque problemas cardíacos fazem com que os fluidos se acumulem no corpo.

12. Fraqueza – nos dias anteriores ao ataque cardíaco as pessoas sempre dizem sentir fraqueza.

13. Bônus: Impotência – Disfunção erétil pode ser sinal de problema cardíaco, já que a boa circulação do sangue é fundamental para uma ereção.

Exame de sangue pode flagrar o câncer


Exame de sangue tem 95% de sucesso na identificação da doença

O projeto da Universidade Estadual do Kansas, nos Estados Unidos, detecta o câncer de mama e de pulmão nos estágios iniciais antes mesmo de aparecerem sintomas. De acordo com Stefan Bossmann, professor de química responsável pelo estudo, isso é possível por causa das atividades enzimáticas específicas liberadas no líquido vermelho. "Como cada tumor vem de uma célula cancerosa diferenciada, essas enzimas têm uma espécie de assinatura. Assim, se estão presentes, detectamos o tipo de câncer que ela indica", explica. O plano é estender a pesquisa para determinar enzimas oriundas da doença no pâncreas. O especialista aposta que o exame esteja disponível em cinco anos.

Teste de PSA é diferente

A análise proposta pela pesquisa americana não é igual à que busca tumor na próstata. O famoso exame de PSA avalia o excesso de uma proteína produzida pela glândula masculina, que pode ser resultado só de uma inflamação - explicando seu alto índice de falso positivo. Já nas provas feitas no Kansas para o câncer de mama e pulmão, o estresse é o maior responsável por falsos positivos.

Fonte: http://saude.abril.com.br/edicoes/0360/medicina/exame-sangue-detecta-cancer-731298.shtml - por Talita Eredia | foto Alex Silva | produção Andréa Silva

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Qual a diferença entre um asteroide, um cometa, um meteoro e um meteorito?


Sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013, foi um dia de emoções fortes para os habitantes da Terra: algumas horas depois de um meteorito explodir na Rússia e deixar mais de mil feridos, um gigantesco asteroide passou “perto” do nosso planeta. Em meio a esses eventos, muitas pessoas ficaram curiosas a respeito dos diversos corpos celestes (asteroides, cometas, meteoros) que “habitam” o sistema solar. Quais as diferenças entre eles?


Asteróide
Um corpo rochoso inativo, relativamente pequeno, que orbita o sol;

Cometa
Um corpo composto por rocha e gelo, às vezes ativo. Quando o gelo é vaporizado pelo calor do sol, forma-se uma espécie de atmosfera em torno do cometa e, se o objeto estiver em movimento, forma-se uma “calda” de poeira e/ou gás;

Meteoroide
Um pedaço de um cometa ou asteroide que orbita o sol;

Meteoro
Gande corpo rochoso que, quando entra na atmosfera terrestre, queima e, dependendo do tamanho, se desintegra antes de chegar atingir a superfície do planeta;

Meteorito
Um meteoroide que consegue passar pela atmosfera terrestre e atingir a superfície do planeta.

Segundo dados divulgados pela NASA, diariamente a Terra é “bombardeada” por mais de cem toneladas de poeira espacial e partículas do tamanho de grãos de areia.

Cerca de uma vez por ano, um asteroide do tamanho de um carro médio atinge a atmosfera terrestre. A cada 2 mil anos, em média, um meteoroide do tamanho de um campo de futebol atinge a superfície da Terra.

Por fim, a cada alguns milhões de anos, aparece um corpo espacial grande o suficiente para ameaçar a humanidade, caso atinja o planeta – há gigantescas crateras provocadas por esses corpos em outros planetas.

Tamanho é documento

Se um corpo celeste tiver uma largura menor do que 25 metros, é muito provável que se queime na atmosfera terrestre sem causar qualquer dano significativo ao planeta. Se um meteoroide tiver mais de 25 metros, mas menos de um quilômetro de largura, é provável que chegue a danificar consideravelmente a área de impacto e seus arredores.

Acredita-se que qualquer corpo celeste maior que isso poderia causar efeitos globais.
Para se ter uma ideia, asteroides encontrados no cinturão entre Marte e Júpiter (e que, não se preocupem, não representam uma ameaça à Terra) podem ter mais de 940 km de largura.

Calcular a órbita de corpos celestes como cometas e asteroides é um trabalho complexo e, como depende de observações feitas em épocas diferentes, pode ser demorado. Contudo, novas tecnologias e novos dados coletados facilitam o trabalho cada vez mais.[NASA] [I F*cking Love Science]

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Um segredo para viver mais? Filhos


Para a surpresa de muitos, estudo recente mostrou que ter filhos pode aumentar sua expectativa de vida. “Aposto que nenhum desses pesquisadores teve que acordar às 4h da manhã para amamentar a filha recém-nascida”, pensou uma leitora.

O pesquisador Esben Agerbo, da Universidade de Aarhus (Dinamarca), porém, afirma com segurança: “Casais que não têm filhos têm um risco maior de morrer cedo por diversas causas”.

Crianças em casa, vida longa

Para chegar a essa conclusão, Agerbo analisou dados de mais de 21 mil casais que não tinham filhos e buscaram tratamento de fertilização in vitro entre 1994 e 2005. Ele acompanhou a história desses casais desde o início do tratamento até o final de 2008 – ou até eles morrerem, saírem do país ou serem diagnosticados com alguma doença mental. Nesse período, nasceram mais de 15 mil bebês, e outras 1.564 crianças foram adotadas.

Até o final de 2008, 96 mulheres e 220 homens do grupo morreram. Ao correlacionar os dados, Agerbo concluiu que mulheres com filhos biológicos tinham quatro vezes menos chances de morrer precocemente; homens com filhos biológicos tinham duas vezes menos chances de morrer cedo; homens com filhos adotados tinham cerca de metade das chances de morrer cedo, em comparação com aqueles que não tinham filhos; e que a adoção não teve um efeito significativo na longevidade de mulheres.

O pesquisador ressalta, porém, que encontrou apenas um vínculo, não uma relação comprovada de causa e efeito. “Meu melhor palpite é de que, quando as pessoas têm filhos, tendem a viver de forma mais saudável”, diz. Por exemplo, ao saber que terão que acordar cedo (ou no meio da noite) para cuidar dos filhos pequenos, muitos pais vão dormir mais cedo. Há aqueles que deixam de fumar, para não prejudicar a saúde dos filhos, ou adquirem hábitos saudáveis para servir de exemplo.

Infertilidade?

Os resultados encontrados por Agerbo condizem com os de uma pesquisa anterior, publicada em 2011, que mostrou que homens casados, mas sem filhos, têm um risco maior de morrer de doenças cardíacas após os 50 anos do que homens com com dois ou mais filhos. De acordo com o líder da equipe de pesquisadores responsável por essa análise, o médico Michael Eisenberg, o grupo “aposta em um vínculo biológico”: infertilidade, comum entre casais que não têm filhos, pode ter a mesma origem de outros problemas de saúde.[WebMD]

Fonte: http://hypescience.com/um-segredo-para-viver-mais-filhos/ - Por Guilherme de Souza