quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

O Flamengo é tetracampeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior

É TETRA! Flamengo resiste à pressão do São Paulo e é campeão da Copinha 2018

Rubro-Negro abre o placar nos primeiros minutos, com Wendel, de cabeça, e suporta insistência do Tricolor no Pacaembu. É o quarto título da equipe carioca na competição

RESUMÃO

DESTAQUE
O Flamengo é tetracampeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Em sua quarta final, o Rubro-Negro venceu o São Paulo na manhã desta quinta-feira, no Pacaembu, com gol de Wendel, e levantou o troféu da maior e mais importante competição de futebol de base do país.

AS CAMPANHAS
O São Paulo foi o líder do grupo 10, com três vitórias em três jogos. Depois, passou por Chapecoense (2 a 0), Botafogo-SP (1 a 0), Cruzeiro (1 a 0), Vitória (4 a 3 nos pênaltis, após empate em 2 a 2 no tempo normal) e Internacional (6 a 5 nas penalidades, depois de 1 a 1 no tempo normal) até chegar à final.
O Flamengo também terminou a fase de grupos na liderança de sua chave, com sete pontos. No mata-mata, passou por Elosport (5 a 0), Coritiba (1 a 0), Audax (1 a 0), Avaí (1 a 0) e Portuguesa (3 a 2).

PRIMEIRO TEMPO
O Flamengo fez o que precisava para ter tranquilidade: abriu o placar logo no início. Depois, porém, recuou demais. O próprio Wendel, autor do gol, falou na saída para o intervalo que a equipe se defendeu além do necessário. E ele tinha razão. O Rubro-Negro se fechou e foi pressionado pelo São Paulo, que chegou a acertar a trave, mas não conseguiu o empate. Faltou paciência para o Tricolor.

SEGUNDO TEMPO
Depois do intervalo, a pressão do São Paulo aumentou ainda mais. Os cruzamentos, os cabeceios, os chutes de longe... O Tricolor tentava por todos os lados, mas não conseguia empatar o jogo. O Flamengo ainda tentou puxar contra-ataques, mas sem sucesso. Foi Yago quem teve muito trabalho na etapa final e conseguiu evitar o empate dos donos da casa.

GOL RELÂMPAGO
O Flamengo fez o necessário para ser campeão da Copinha - nada além disso. Abriu o placar logo no início, com Wendel, após ótimo cruzamento de Pepê. Foi a principal chance de gol do Rubro-Negro durante todo o jogo, mas o suficiente para que o título voltasse com a equipe para o Rio de Janeiro.


quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Por que os olhos pedem cuidados (e óculos de sol) no verão

Entenda por que é importante prestar atenção às lentes que você escolhe para proteger os órgãos da visão nessa época do ano

Chegamos ao verão, uma época do ano que exige atenção extra com a visão. É que os olhos podem sofrer agressão da radiação solar e ficar mais expostos a lesões na córnea e na retina, bem como a doenças como catarata e pterígio (a formação de uma membrana sobre o globo ocular). Daí a importância dos óculos de sol, artigos que, desde sua invenção, se tornam cada vez mais populares no mundo.

Utilizados tanto para fins estéticos como para providenciar melhor conforto visual, eles devem apresentar uma característica importante, porém muitas vezes negligenciada na hora da compra: a proteção contra os raios ultravioleta (UVA e UVB). Tal proteção deve ser atestada e adequada para barrar, de fato, os efeitos nocivos do sol.

Caso as lentes escuras não tenham a capacidade de impedir a chegada da radiação, o perigo é ainda maior. O uso de óculos de sol de origem duvidosa, como aqueles acessórios falsificados vendidos por aí, pode levar a danos ainda mais expressivos do que aqueles sofridos por quem nunca usa óculos.

Por quê? O olho humano possui mecanismos de defesa naturais contra a luminosidade, como a contração da pupila e o fechar da pálpebra. As lentes escuras inibem tais mecanismos, de modo que, se elas não tiverem as qualificações necessárias para resguardar a visão, os raios solares irão atravessá-las e afetar o globo ocular de forma ainda mais severa do que na ausência dos óculos de sol.

Outras lentes indicadas para a proteção contra os raios ultravioleta são aquelas de óculos de grau com tratamento fotossensível ou fotocromático. Elas têm um componente químico que, ao entrar em contato com a luz solar, se decompõe. Assim, essas lentes mudam de cor, escurecendo em ambientes com muita luz e clareando em situações de pouca luz.

Por essas e outras, além das consultas regulares ao oftalmologista, é fundamental que, na escolha dos seus novos óculos de sol, você verifique sua qualidade e certificação. É o jeito de evitar problemas oculares no futuro.


Fonte: https://saude.abril.com.br/blog/com-a-palavra/por-que-os-olhos-pedem-cuidados-no-verao/ - Por Dr. Gustavo Bonfadini -     Ilustração: Pedro Hamdan/SAÚDE é Vital

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

As 10 infecções que mais podem incomodar seu verão

Além das viroses gastrointestinais e respiratórias clássicas, outros micróbios aproveitam o calor para atacar. Conheça-os!

Apesar de todas as vantagens, o verão também traz seus perrengues – muitos deles, infelizmente, em forma de micróbios. Além das viroses como conhecemos (que cursam com males gastrointestinais ou respiratórios), é preciso se prevenir contra outras doenças típicas dessa época, que se proliferam e atacam no calor. Conheça algumas abaixo.

1. Bicho-geográfico
A larva A. braziliense invade nosso corpo e vaga pelas camadas superficiais da pele, fazendo linhas parecidas com mapas. Isso causa coceira e irritação.
Prevenção: procure usar algum calçado na areia ou em gramados suspeitos.
Tratamento: compressas de gelo aliviam. Há casos que carecem de pomadas.

2. Dengue, zika e Chikungunya
Vírus transmitidos por picadas do mosquito Aedes aegypti são um verdadeiro tormento na época das chuvas, quando o número de acometidos se eleva.
Prevenção: elimine todos os reservatórios de água parada de sua casa.
Tratamento: os remédios atuam contra a febre alta e as dores articulares.

3. Hepatite A
Oculto em água e alimentos sujos, o vírus se instala no fígado, muitas vezes sem dar notícia. Em situações raras, progride para uma hepatite fulminante.
Prevenção: não coma em lugares sem condições básicas de higiene.
Tratamento: fazer repouso auxilia. Álcool deve ser abolido por três meses.

4. Micose
Os fungos tiram vantagem do tempo quente e da umidade para proliferar na pele, nas unhas e no cabelo. Nesses locais, formam manchas brancas ou vermelhas.
Prevenção: seque-se bem após o banho. Capriche nos pés, nas axilas e na virilha.
Tratamento: pomadas ou medicamentos orais dão conta do recado.

5. Conjuntivite
A membrana que recobre os olhos é atacada por vírus, bactérias ou substâncias tóxicas. Marcada por vermelhidão, inchaço e dificuldades para enxergar direito.
Prevenção: nada de compartilhar maquiagem, toalha de rosto ou óculos.
Tratamento: invista em compressas de soro fisiológico gelado.

6. Leptospirose
A bactéria Leptospira está na urina de ratos e outros animais infectados. Ela entra no organismo pela pele ou pelas mucosas. Provoca febre alta, mal-estar e fortes dores.
Prevenção: evite o contato com locais contaminados, como água de enchente.
Tratamento: antibióticos, como a penicilina, destroem o patógeno.

7. Otite
É uma inflamação de algumas das estruturas responsáveis pela audição. Fungos e bactérias são os vilões que estão por trás da encrenca.
Prevenção: seque bem o ouvido e cuidado com as hastes flexíveis.
Tratamento: analgésicos e antimicrobianos compõem o arsenal terapêutico.

8. Candidíase
O fungo Candida albicans vive normalmente na região genital, sobretudo em mulheres. Se ele se propaga demais, desperta quadros de coceira e aumento nas secreções.
Prevenção: não fique com o biquíni molhado por muitas horas.
Tratamento: um creme aplicado duas vezes ao dia reduz o incômodo.

9. Verminoses
Quem curte viajar e se aventurar pela natureza precisa ficar esperto com lombrigas, tênias, esquistossomos e outros vermes que podem levar a problemas variados.
Prevenção: lave e cozinhe bem os alimentos. Só tome água filtrada.
Tratamento: os médicos indicam remédios da classe dos vermífugos.

10. Herpes simples
Escondido por meses ou anos, esse vírus utiliza falhas no sistema imunológico para se manifestar por meio de dolorosas bolhas nos lábios ou nos genitais.
Prevenção: se já teve, controle os gatilhos, como estresse e sol forte.
Tratamento: antivirais em forma de pomada agilizam a recuperação.


Fonte: https://saude.abril.com.br/medicina/as-10-infeccoes-que-mais-podem-incomodar-seu-verao/ - Por André Biernath -  Ilustração: Henrique Campeã/SAÚDE é Vital

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Treinamento funcional: entenda como funciona e conheça seus benefícios

Conheça uma modalidade de ginástica que usa o peso do corpo para trabalhar músculos e as articulações e usa acessórios para complementar os exercícios

A cada dia surgem novas modalidades e diferentes exercícios, tudo para nos auxiliar na busca da tão sonhada silhueta perfeita. Afinal de contas, um corpo bonito e saudável está na lista de desejos de 10 entre 10 mulheres, não é mesmo? Você já deve ter ouvido falar por aí no exercício da vez: a ginástica funcional, também conhecida como treinamento funcional.

Ela está cada vez mais popular nas academias e é protagonista quando se trata de novidade no mundo fitness. Pois, saiba: não é a toa que a modalidade está fazendo o maior sucesso!

Além de contar com uma lista completa de benefícios ao corpo, como ótimo gasto energético, melhora na flexibilidade, condicionamento e equilíbrio, a atividade conta com exercícios dinâmicos e muito mais divertidos do que os convencionais. Ficou curiosa? Então, conheça mais sobre a malhação que já virou queridinha entre as famosas.

O que é treinamento funcional?
Este tipo de exercício é um método de atividade física baseado em movimentos naturais do corpo, normalmente executados no dia a dia, tais como agachar e levantar, ou puxar e empurrar. A complexidade dos movimentos faz com que sejam trabalhadas, em apenas um exercício, diferentes capacidades físicas, como força muscular, resistência, equilíbrio e flexibilidade.

Segundo o personal trainer Vinícius Rizzardi, através desses exercícios o aluno consegue uma melhor qualidade nas atividades rotineiras, além de prevenir lesões. Sentir dor nas costas ao pegar uma chave que caiu no chão, por exemplo, pode ser um indício de que suas costas e abdômen não estão preparados para esta simples atividade.

O educador físico Thiago E. A. Domingues explica que os resultados atingidos com este tipo de treino são parecidos com os de outras atividades que envolvem pesos, mas, enquanto na academia geralmente são estimuladas partes do corpo isoladas, na ginástica funcional os exercícios trabalham o corpo todo e têm maior complexidade, tornando a prática de atividade física muito mais completa. Por conta disso, o método é bastante procurado como alternativa à musculação.

Além de ajudar no emagrecimento, o treino funcional promete uma série de outros benefícios: tonificação dos músculos, flexibilidade, postura, ganho de equilíbrio e condicionamento físico, além da redução drástica de lesões articulares e musculares.

Por que o treinamento funcional é tão procurado?
Um dos grandes diferenciais do treino funcional é que, nele, não são utilizadas máquinas. Em muitos exercícios, a carga é o próprio peso corporal. É comum também o uso de acessórios como cordas, elásticos, bolas, barras e anilhas, fundamentais para intensificar os exercícios e tornar a atividade ainda mais completa.

Além de contar com uma extensa lista de benefícios ao corpo, este tipo de ginástica cria um ambiente muito dinâmico de treinos. Como é facilmente adaptável a diferentes ambientes, é possível praticá-la ao ar livre, por exemplo. O aluno sai dos aparelhos convencionais de musculação e passa a treinar em espaços abertos, como praias, parques e praças, o que torna a atividade física muito mais dinâmica e prazerosa. Pode também ser feita em casa.

Outra vantagem é que a atividade funcional pode ser praticada por qualquer pessoa, independente da idade ou gênero, já que, em geral, os exercícios são planejados a partir das necessidades do aluno.

“Por não depender de máquinas, conseguimos montar o treino a partir de cada realidade. Os exercícios são adaptáveis a características individuais e diferentes objetivos”, esclarece Rizzardi. Mas não se esqueça: como qualquer atividade física, o treino funcional deve sempre ser acompanhado de um profissional qualificado.

5 motivos para praticar ginástica funcional
Ajuda a emagrecer e tonificar os músculos – e quem não quer ficar de bem com o corpo?
Melhora o condicionamento físico – fazendo com que você não fique cansada só de subir uma escadinha no trabalho;
Não enjoa – já que os exercícios são variados e contam com a utilização de diferentes acessórios a cada dia;
Pode ser praticado ao ar livre – permitindo que você desfrute de lugares agradáveis enquanto se exercita;
Previne lesões – e dores causadas por movimentos simples do dia a dia.


Fonte: https://www.dicasdemulher.com.br/treinamento-funcional/ - Escrito por Juliana Prado - FOTO: THINKSTOCK

domingo, 21 de janeiro de 2018

O drama da automutilação em jovens

“O que doeu levo onde vou
Sendo que sou a metade
O que doeu levo onde for
Feito feroz tatuagem” Adriana Calcanhoto”

O que está acontecendo com nossa juventude? Essa é a pergunta que muitos têm se feito diante da crescente onda da automutilação ou cutting (palavra inglesa que significa coisa cortada, incisão e talho), um mal que tem afetado crianças e jovens, principalmente, meninas, do mundo inteiro. Seria autoestima baixa? Problemas familiares? Ou seria uma forma destrutiva de lidar com as frustrações?

Nas escolas, é muito comum por parte dos professores, presenciarem seus alunos adolescentes com diversas cicatrizes e cortes nos membros. Algumas pessoas acham que a automutilação, ou cutting, é frescura de jovens tentando chamar a atenção para si, mas não é. A autolesão é uma doença silenciosa, grave e de cunho psiquiátrico. Nela, o jovem mostra-se introvertido, se isola; usa roupas de frio, mesmo em dias de calor, e tem cortes inexplicáveis pelo corpo.

A psiquiatra da infância e da adolescência, Jackeline Giusti, responsável pelo ambulatório de adolescente e automutilação do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), na quinta edição do Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria, o DSM-5, define o cutting como transtorno psiquiátrico com necessidade de estudos futuros. Já na Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10), ela é tida como transtorno do controle do impulso não específico, ou como um dos sintomas de transtornos de personalidade como o borderline.

Ainda segundo Giusti (20017), ao se machucar a pessoa busca alívio para uma dor com a qual não está conseguindo lidar. O corte, ou qualquer outra lesão no corpo, libera endorfina, mesmo hormônio que dá sensação de bem estar, camuflando assim, a dor psíquica que a atormenta.

Como lidar com o cutting na escola?
A orientação de Jackeline é a de que, na hora da conversa com o estudante, é necessário ter uma atitude acolhedora, sem julgamentos, se mostrar disposto a ouvi-lo e tentar entender. A atitude acolhedora também vale para os pais que, geralmente, não sabem como reagir à situação (edição n° 39)

Há um projeto muito interessante chamado “Projeto Borboleta” criado por praticantes de cutting como forma de ajudar a si próprios e a outros automutiladores que sentiam necessidade em parar com essa prática, e consideravam-se prontos para enfrentar a luta. O processo, à primeira vista, parece simples e visa fazer com que a pessoa treine /desenvolva seu autocontrole.

Ele se desenvolve com as seguintes regras:

1)Quando você sente que quer cortar ou se ferir, com uma caneta ou marcador, desenhe uma borboleta em seu braço ou mão (ou em qualquer outra parte do corpo onde você quer infligir dor / auto ferir);

2)Nomeie a borboleta com o nome de um ente querido ou alguém que realmente quer que você obtenha melhora;

3)Você deve deixar a borboleta desaparecer naturalmente. Não esfregue a parte desenhada, ou aplique produtos que possam remover o desenho;

4)Se você cortar a parte do corpo onde há a borboleta, medite que você a matou.
Se você não cortar, ela continua viva e livre! (lembre-se que esta borboleta representa alguém importante para você);

5)Se você tiver mais de uma borboleta, e se cortar (ou machucar de alguma forma) você matou a todas elas;

6)Outra pessoa pode desenhá-las em você. Estas borboletas são "extra especiais"
Cuide bem delas!

7)Se em algum momento você perder o controle, e se cortar, não desista. Recomece todo o programa.

8) Mesmo que você não se corte, sinta-se livre para desenhar uma borboleta para mostrar seu apoio a uma pessoa que pratica o cutting. Se você fizer isso, e nomeá-la, estará ajudando-a (o) a treinar o autocontrole.

A psicopedagoga e psicóloga Camila Fattori alerta para a importância do atendimento rápido, por um psiquiatra ou psicólogo, do jovem que esteja passando por este problema. Afirma também que é preciso tomar cuidado para não menosprezar tal fenômeno, pois pode sim haver sérios riscos físicos e psíquicos, podendo em casos graves progredir para suicídio. 

O cutting é uma doença e como tal, é dever do Estado promover políticas públicas voltadas para o acesso ao tratamento médico, de adolescentes acometidos por esse mal.

Por Professa Inez Resende

FONTES:
Giusti, J.S. Cinco coisas que você deve saber sobre Automutilação. Internet. In O que eu tenho? Disponivel em: http://oqueeutenho.uol.com.br/portal/2009/09/04/5-coisas-que-voce-deve-saber-sobre-automutilacao . Acesso em abril de 2011.
Self-harm. Internet. In BBC Online . BBC News, 2004. Disponivel em: http://news.bbc.co.uk/1/hi/health/medical_notes/4067129.stm Acesso em abril de 2011.
Automutilação. Internet. In Wikipédia, 2011. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Automutila%C3%A7%C3%A3o Acesso em abril de 2017