domingo, 28 de junho de 2026

16 sintomas de imunidade baixa


Veja quais são os principais sintomas de imunidade baixa para que você possa manter seu sistema imunológico saudável e equilibrado.

 

O sistema imunológico é a primeira linha de defesa contra corpos estranhos como germes, bactérias e vírus que podem causar diversas doenças.

 

Entender o que é o sistema imunológico é uma ótima maneira de fortalecer o sistema imunológico. Por isso, conhecer os sintomas de imunidade baixa pode ajudar a evitar doenças.

 

Esses sintomas são importantes sinais de alerta que permitem que você converse com seu médico sobre possíveis problemas leves antes que eles evoluam para problemas sérios. Veja então quais são os 16 sintomas de imunidade baixa!

 

1. Dor nas articulações

Quando o revestimento interno das articulações inflama, a área ao redor delas se torna sensível ao toque.

Além disso, também pode deixar as articulações inchadas ou rígidas e pode acontecer com mais de uma articulação. Normalmente, essa dor tende a ser pior pela manhã.

 

2. Mudança inexplicável de peso

Você se sente ganhando mais peso mesmo que seus hábitos alimentares e rotina de exercícios não tenham mudado?

Ou se, pelo contrário, o número na sua balança começara cair sem nenhum motivo aparente, ambos os casos podem ser sintomas de imunidade baixa.

É possível que isso aconteça devido a danos à glândula tireoide que podem ser causados ​​por uma doença autoimune.

 

3. Fadiga

Sentir-se extremamente cansado, como quando você está gripado, por exemplo, pode significar que algo está acontecendo com as defesas do seu corpo.

Por mais que você durma até mesmo por mais tempo do que de costume, é improvável que o sono ajude e alivie a sua fadiga.

Novamente, podem haver muitas outras razões pelas quais você se sente assim, mas uma delas é a imunidade baixa.

 

4. Sensibilidade ao sol

Pessoas com uma imunidade baixa às vezes têm uma reação alérgica aos raios ultravioleta (UV) chamada fotodermatite.

Você pode ter erupções cutâneas, bolhas ou manchas escamosas depois de ficar exposto ao sol ou pode sentir calafrios, dor de cabeça ou náusea como sintomas de imunidade baixa.

 

5. Problemas no banheiro

Ter uma diarreia que dura mais de 2 a 4 semanas pode ser um sinal de alerta porque seu sistema imunológico pode estar prejudicando o revestimento do intestino delgado ou do trato digestivo.

Por outro lado, a constipação também é uma preocupação.

Se suas fezes estão muito firmes ou são pequeninas, parecidas com a de um coelho, seu sistema imunológico pode estar forçando seu intestino a desacelerar.

 

6. Dores de cabeça

Em alguns casos, as dores de cabeça podem estar relacionadas ao sistema imunológico.

Por exemplo, poderia ser vasculite, que é a inflamação de um vaso sanguíneo causada por uma infecção ou doença autoimune.

 

7. Mãos frias

Se os vasos sanguíneos estiverem inflamados, pode ser mais difícil para os dedos das mãos, dedos dos pés, nariz e orelhas se aquecerem.

A pele nessas áreas pode ficar mais branca e mais azulada quando você está exposto ao frio, mas quando o fluxo sanguíneo retornar, a pele poderá ficar vermelha.

Os médicos chamam isso de “fenômeno de Raynaud”, que é uma doença doença rara nos dedos das mãos e dos pés que faz com que os vasos sanguíneos se estreitem quando você está com frio ou estressado.

Problemas no sistema imunológico podem causar isso, mas também outras coisas, incluindo alguns medicamentos prescritos, condições que afetam suas artérias e o fumo.

 

8. Manchas brancas

Às vezes, seu sistema imunológico decide combater as células produtoras de pigmentos da pele, chamadas melanócitos.

Quando isso acontece, você começará a ver manchas brancas em seu corpo e por isso esse é um dos sintomas de imunidade baixa.

 

9. Queda irregular de cabelo

Perda de cabelo

Às vezes, o sistema imunológico fraco ataca os folículos capilares.

Se você perder cabelo do couro cabeludo, do rosto ou em outras partes do corpo, poderá então ter uma condição chamada alopecia areata.

Essa condição pode afetar qualquer pessoa, independentemente da idade e do sexo, embora a maioria dos casos ocorra antes dos 30 anos.

Além disso, fios ou mechas de cabelo saindo também podem ser um dos sintomas de lúpus.

 

10. Febre baixa

Se você sentir que está com uma temperatura mais alta do que o normal, pode ser que o seu sistema imunológico esteja começando a ficar sobrecarregado.

Isso pode acontecer devido a uma infecção que se aproxima ou porque você está começando a ter uma crise de uma condição autoimune.

 

11. Formigamento ou dormência nas mãos e nos pés

Pode ser quer um formigamento leve seja algo inofensivo, mas em alguns casos pode significar que o seu corpo está atacando os nervos que enviam sinais para seus músculos.

Pessoas com síndrome de Guillain-Barre, por exemplo, podem sentir uma dormência que começa nas pernas e depois sobe para os braços e peito.

A polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica (CIDP) apresenta sintomas semelhantes à forma desmielinizante da síndrome de Guillain-Barre (chamada AIDP), mas enquanto a síndrome Guillain-Barre dura cerca de duas semanas a 30 dias, a CIDP dura muito mais tempo.

 

12. Olhos secos

Se você está com a imunidade baixa, significa que ela está atacando o seu corpo em vez de defendê-lo. Artrite reumatoide e lúpus são dois exemplos de quando isso acontece.

Muitas pessoas que têm um distúrbio autoimune sentem que seus olhos estão secos. Você pode sentir uma sensação arenosa como se algo estivesse nos seus olhos ou pode sentir dor, vermelhidão, corrimento agudo ou ficar com a visão turva.

Aliás, algumas pessoas sentem que não podem chorar, mesmo quando estão chateadas.

 

13. Infecções repetidas

Se você precisar tomar antibióticos mais de duas vezes por ano (quatro vezes, no caso das crianças), seu corpo poderá não ser capaz de atacar sozinho os germes.

Outros sinais de alerta, por exemplo, são infecções crônicas dos seios nasais, ficar doente com mais de quatro infecções de ouvido em um mesmo ano ou ter pneumonia mais de uma vez.

 

14. Amarelelecimento dos olhos ou da pele

É chamado de icterícia e pode significar que o seu sistema imunológico está atacando e destruindo as células hepáticas saudáveis. Isso pode levar a uma condição chamada hepatite autoimune, um dos sintomas de imunidade baixa.

 

15. Erupção cutânea

A sua pele é a primeira barreira do corpo contra os germes e por isso a sua aparência e a sensação podem refletir o desempenho do seu sistema imunológico.

Comichão, pele seca e avermelhada são sintomas bastante comuns de inflamação e o mesmo ocorre com uma erupção cutânea dolorosa ou que não cicatriza.

Pessoas com lúpus costumam ter uma erupção cutânea nas bochechas e no nariz em forma de borboleta.

 

16. Problemas na deglutição

Se você sentir dificuldade para comer, seu esôfago pode estar inchado ou fraco demais para funcionar bem.

Algumas pessoas sentem que a comida está presa na garganta ou no peito, enquanto outras engasgam quando engolem.

Uma das possíveis causas pode ser um problema com o seu sistema imunológico e por isso esse é mais um dos sintomas de imunidade baixa.

 

Fonte: https://www.mundoboaforma.com.br/16-sintomas-de-imunidade-baixa/ - Especialista consultor(a): Dra. Patricia Leite

sábado, 27 de junho de 2026

7 motivos para acordar cansado, mesmo dormindo bem


Dormir muitas horas nem sempre significa descansar bem. Conheça os fatores que podem explicar o cansaço ao despertar

 

Resumo

Mesmo dormindo as horas recomendadas, você pode acordar cansado devido a fatores como sono de baixa qualidade, apneia, estresse, déficit de nutrientes ou problemas de saúde. Identificar a causa e adotar hábitos saudáveis, como rotina regular e alimentação equilibrada, é essencial para melhorar o sono e o bem-estar.

Você dormiu as oito horas recomendadas, mas acordou com a sensação de que não descansou nada? Se isso acontece com frequência, vale a pena prestar atenção. Embora uma noite mal dormida ocasional seja comum, sentir cansaço todos os dias pode indicar que algo está interferindo na qualidade do seu sono ou até mesmo na sua saúde.

 

A seguir, confira sete possíveis explicações para esse problema.

 

1. Você não está tendo um sono de qualidade

Dormir por muitas horas não significa, necessariamente, descansar bem. Despertares frequentes durante a noite ou um sono muito fragmentado impedem que o organismo complete adequadamente os ciclos do sono, responsáveis pela recuperação física e mental.

 

2. Apneia do sono

A apneia obstrutiva do sono é uma condição caracterizada por interrupções temporárias da respiração enquanto a pessoa dorme.

Além do ronco intenso, ela pode provocar despertares rápidos durante a noite, sonolência ao longo do dia, dificuldade de concentração e cansaço persistente ao acordar.

 

3. Estresse e ansiedade

Mesmo quando a pessoa consegue dormir, o estresse e a ansiedade podem impedir que o cérebro relaxe completamente.

Pensamentos constantes e preocupações costumam reduzir a qualidade do descanso e fazem com que o despertar seja acompanhado por sensação de fadiga.

 

4. Deficiência de vitaminas ou anemia

Níveis baixos de nutrientes como ferro, vitamina B12 e vitamina D também podem provocar cansaço excessivo.

Quando esse sintoma persiste por semanas, é importante procurar um profissional de saúde para investigar possíveis deficiências nutricionais.

 

5. Sedentarismo

Pode parecer contraditório, mas a falta de atividade física também está relacionada ao aumento da fadiga.

Praticar exercícios regularmente melhora a qualidade do sono, favorece a disposição durante o dia e contribui para o funcionamento adequado do organismo.

 

6. Alimentação inadequada

Jantares muito pesados, excesso de álcool ou consumo elevado de cafeína perto da hora de dormir podem atrapalhar o descanso.

Manter uma alimentação equilibrada ao longo do dia também influencia diretamente os níveis de energia.

 

7. Alguma condição de saúde pode estar por trás

Hipotireoidismo, diabetes, depressão, síndrome da fadiga crônica e outras condições podem ter o cansaço constante como um dos sintomas.

Por isso, quando o problema persiste mesmo após mudanças nos hábitos de vida, a avaliação médica é fundamental.

 

Quando é hora de procurar um médico?

Vale buscar orientação profissional se o cansaço ao acordar:

 

Persistir por várias semanas.

Vier acompanhado de roncos intensos ou pausas na respiração durante o sono.

Estiver associado à perda de peso sem explicação.

For acompanhado por falta de ar, tonturas ou desmaios.

Prejudicar o trabalho, os estudos ou as atividades do dia a dia.

Nesses casos, o médico poderá solicitar exames e investigar a causa do problema.

 

Como melhorar a qualidade do sono?

Algumas mudanças simples podem fazer diferença:

 

Mantenha horários regulares para dormir e acordar.

Evite telas pelo menos uma hora antes de deitar.

Reduza o consumo de cafeína no fim da tarde e à noite.

Faça atividade física regularmente, preferencialmente longe do horário de dormir.

Mantenha o quarto escuro, silencioso e confortável.

 

Acordar cansado de vez em quando faz parte da rotina de muitas pessoas. No entanto, quando essa sensação se torna frequente, o corpo pode estar dando um sinal de que algo precisa de atenção. Identificar a causa é o primeiro passo para recuperar a disposição e melhorar a qualidade de vida.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/7-motivos-para-acordar-cansado-mesmo-dormindo-bem,062220b871d00d6aa3042efe30134f36f5zgwtgo.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Estudo associa oito aditivos alimentares comuns a maior risco de pressão alta e doenças cardíacas


Um estudo apresentado pela European Society of Cardiology (ESC) e divulgado pelo portal ScienceDaily analisou a relação entre aditivos alimentares e saúde cardiovascular.

 

Um estudo apresentado pela European Society of Cardiology (ESC) e divulgado pelo portal ScienceDaily analisou a relação entre aditivos alimentares e saúde cardiovascular. A pesquisa acompanhou mais de 112 mil adultos na França por até oito anos e encontrou associação entre o consumo frequente de determinados aditivos, presentes em alimentos ultraprocessados, e maior risco de hipertensão arterial e de doenças cardiovasculares. Os resultados não mostram uma ligação de causa e efeito. Ainda assim, levantam dúvidas importantes sobre o padrão alimentar atual e reforçam alertas já feitos por sociedades médicas.

 

Os participantes registraram, em um contexto de vida real, o que comiam ao longo do tempo. Com base nessas informações, os cientistas cruzaram a ingestão de aditivos específicos com o surgimento de novos casos de pressão alta, infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e outros problemas cardíacos. Dessa forma, o trabalho reforça o debate sobre o papel dos alimentos ultraprocessados na rotina. Além disso, mostra como rótulos aparentemente inofensivos podem esconder substâncias associadas a maior risco para o coração.

 

Como o estudo foi conduzido e quem participou da pesquisa?

O estudo analisado pela ESC utilizou dados de uma grande coorte francesa de base populacional, com voluntários adultos que aceitaram registrar de forma detalhada o que consumiam. No total, mais de 112 mil pessoas permaneceram em acompanhamento por até oito anos. Ao longo desse tempo, os participantes informavam, em vários momentos, sua alimentação diária, incluindo marcas, tipos de produtos e frequência de consumo.

 

Com essas informações, pesquisadores cruzaram cada item registrado com bancos de dados de composição de alimentos e identificaram quais produtos continham determinados aditivos. Em seguida, eles calcularam a quantidade média consumida de cada substância ao longo do acompanhamento. Paralelamente, os cientistas monitoravam a saúde dos participantes e verificavam o surgimento de hipertensão arterial e de eventos cardiovasculares, como infarto do miocárdio, AVC e necessidade de procedimentos de revascularização coronariana.

 

Os pesquisadores também consideraram fatores que poderiam interferir nos resultados, como idade, sexo, tabagismo, prática de atividade física, índice de massa corporal, histórico familiar de doença cardíaca e outros aspectos de estilo de vida. Desse modo, a análise estatística buscou isolar, dentro do possível, o papel de grupos específicos de aditivos. Mesmo assim, os autores ressaltam que o estudo utilizou um desenho observacional, no qual os cientistas apenas observam a vida real sem intervenção direta. Esse formato impede a confirmação de que os aditivos causem de forma direta os problemas detectados.

 

Quais são os oito aditivos associados a maior risco cardiovascular?

O foco principal do estudo recaiu sobre um conjunto de oito aditivos alimentares, amplamente usados pela indústria para conservar, realçar cor ou sabor e evitar a deterioração de produtos. São eles:

 

Sorbato de potássio

Metabissulfito de potássio

Nitrito de sódio

Ácido ascórbico

Ascorbato de sódio

Eritorbato de sódio

Ácido cítrico

Extrato de alecrim

 

Essas substâncias costumam aparecer de forma combinada em muitos alimentos ultraprocessados. Em geral, o nitrito de sódio entra na composição de carnes processadas, como salsichas, linguiças, presuntos e embutidos em geral, pois ajuda a conservar a cor rosada e impede o crescimento de bactérias. Já o sorbato de potássio surge com frequência em queijos industrializados, produtos de panificação, molhos prontos e bebidas adoçadas. Por sua vez, o metabissulfito de potássio aparece em muitos vinhos, frutos secos embalados, sucos industrializados e alguns produtos enlatados.

 

Os compostos relacionados à vitamina C, como ácido ascórbico, ascorbato de sódio e eritorbato de sódio, funcionam como antioxidantes, pois evitam o escurecimento de alimentos, melhoram a aparência e prolongam a validade. O ácido cítrico, por sua vez, atua como regulador de acidez e aparece em refrigerantes, doces, balas, sobremesas prontas, iogurtes saborizados e sucos em pó. Além disso, o extrato de alecrim também exerce função antioxidante e entra na composição de óleos, snacks salgados, carnes processadas e pratos prontos congelados. Em muitos rótulos, essas substâncias surgem com nomes técnicos ou códigos. Assim, a identificação por parte do consumidor torna-se mais difícil.

 

O que o estudo encontrou sobre pressão alta e doenças do coração?

Ao comparar grupos com maior e menor ingestão desses aditivos, os pesquisadores observaram que o consumo mais elevado se associou a um risco estatisticamente maior de desenvolver hipertensão e eventos cardiovasculares ao longo do período de acompanhamento. Em outros termos, pessoas que ingeriam com frequência alimentos ricos nesses aditivos tiveram mais episódios de problemas cardíacos do que aquelas que consumiam quantidades menores. Além disso, o risco parecia aumentar de forma gradual conforme o consumo de ultraprocessados crescia.

 

A análise indicou que a relação não se restringe a um alimento isolado, mas ao conjunto da dieta com alto teor de alimentos ultraprocessados. Esse padrão alimentar geralmente inclui itens com muito sódio, gorduras saturadas e açúcares adicionados e, ao mesmo tempo, menos fibras, frutas, legumes e preparações caseiras. Assim, o estudo sugere que o pacote completo da alimentação industrializada, incluindo os aditivos, pode contribuir para o aumento do risco de pressão alta e doenças do coração. Portanto, os resultados dialogam com outras pesquisas que já relacionam ultraprocessados a obesidade, diabetes tipo 2 e maior mortalidade.

 

Os autores reforçam, porém, que a pesquisa encontrou uma associação estatística. Isso significa que os dados mostram uma ligação observada, mas não provam que os aditivos atuem, por si só, como causa direta dos problemas. Outros elementos presentes na dieta ou no estilo de vida também podem participar dessa relação. Ainda assim, os resultados se mostraram consistentes o suficiente para motivar novas investigações e discussões regulatórias, especialmente sobre rotulagem e limites seguros de uso desses ingredientes.

 

Em que tipos de alimentos esses aditivos aparecem no cotidiano?

Os oito aditivos avaliados aparecem combinados em uma ampla gama de produtos disponíveis em supermercados e lojas de conveniência. Entre os exemplos mais comuns, destacam-se:

 

Carnes processadas: salsichas, presuntos, peito de peru, salames e linguiças, geralmente com nitrito de sódio, extrato de alecrim e antioxidantes como ascorbato e eritorbato de sódio.

Bebidas industrializadas: refrigerantes, sucos prontos, bebidas adoçadas e energéticos, frequentemente com ácido cítrico e, em alguns casos, metabissulfito de potássio.

Produtos de panificação e confeitaria: pães de forma industrializados, bolos prontos, sobremesas e recheios, que podem conter sorbato de potássio, ácido ascórbico e ácido cítrico.

Snacks e alimentos prontos: batatas fritas de pacote, salgadinhos, pratos congelados e molhos prontos, com uso de extrato de alecrim, sorbato de potássio e outros conservantes.

Frutas secas e enlatados: uvas-passas, damascos, alimentos em conserva e alguns vegetais enlatados, com metabissulfito de potássio e antioxidantes.

 

Nesse cenário, consumidores que baseiam grande parte da alimentação em produtos prontos ou semiprontos costumam ingerir diversos aditivos ao longo do dia, muitas vezes sem perceber. Por isso, a leitura atenta dos rótulos, incluindo a lista de ingredientes, ajuda a identificar a presença dessas substâncias e a frequência com que elas aparecem na rotina alimentar. Além disso, comparar marcas, escolher versões com listas menores de ingredientes e priorizar opções com menos aditivos são estratégias práticas para reduzir a exposição.

 

O que os cientistas concluíram e quais são os próximos passos?

Os pesquisadores envolvidos no estudo destacaram que os resultados reforçam a necessidade de atenção ao consumo regular de alimentos ultraprocessados, especialmente entre pessoas com risco maior de doença cardiovascular. A associação observada sugere que reduzir a ingestão de produtos ricos em conservantes, antioxidantes sintéticos e estabilizantes podem representar uma estratégia relevante de saúde pública. Essa medida deve atuar ao lado de outras ações já consolidadas, como evitar o tabagismo, manter atividade física regular e controlar a pressão arterial.

 

Ao mesmo tempo, o grupo responsável pelo trabalho afirma que a comunidade científica ainda precisa de mais estudos, incluindo pesquisas experimentais e ensaios clínicos, para esclarecer o papel específico de cada aditivo no organismo humano. Os pesquisadores também ressaltam a importância de avaliar o efeito combinado dessas substâncias, já que elas costumam aparecer juntas no mesmo produto e podem interagir entre si. Além disso, defendem investigações em diferentes países, a fim de verificar se os resultados se repetem em outros padrões alimentares.

 

Em termos práticos, a pesquisa reforça orientações que sociedades médicas e entidades de nutrição já discutem com frequência: priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, dar preferência a preparações caseiras quando possível e reservar itens ultraprocessados para consumo ocasional, e não diário. Ao trazer dados de um grupo numeroso, acompanhado por vários anos, o estudo apresentado pela European Society of Cardiology amplia o debate sobre a qualidade da alimentação atual e o impacto desse padrão sobre a pressão arterial e a saúde do coração ao longo da vida. Dessa maneira, ele oferece mais um argumento para que consumidores, profissionais de saúde e formuladores de políticas públicas revisem a relação com produtos industrializados.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/estudo-com-mais-de-112-mil-pessoas-associa-oito-aditivos-alimentares-comuns-a-maior-risco-de-pressao-alta-e-doencas-cardiacas,af614028fbb7035c6b6339d273c76760wt4gzgxb.html?utm_source=clipboard - Por: Jonasmoura* *com uso de inteligência artificial / Giro 10 - depositphotos.com / VitalikRadko

Exercício físico atua na regulação genética para proteger coração infartado


Resultados fornecem evidências inéditas do envolvimento dos circRNAs como chaves reguladoras na resposta do coração ao exercício aeróbico após o infarto

 

Uma pesquisa inédita da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP descobriu que o treinamento físico aeróbico age diretamente na regulação genética do coração para ajudar em sua recuperação após um infarto. O estudo identificou que a prática de exercícios modifica o comportamento dos RNAs circulares, demonstrando seus efeitos no nível molecular — ou seja, dentro das células do coração.

 

Os RNAs circulares (conhecidos como circRNAs) são um tipo especial de material genético: diferente dos RNAs comuns, que possuem um formato linear de fita, os circRNAs fecham-se em um anel. Esse formato circular traz alta estabilidade, fazendo com que durem mais tempo no organismo, além da capacidade de modificar a expressão de outros genes, funcionando como verdadeiros “interruptores” celulares.

 

A descoberta traz novas respostas para o combate às doenças cardiovasculares, que permanecem como as principais causas de morte no mundo. Entre elas, o infarto do miocárdio — popularmente conhecido como ataque cardíaco — destaca-se tanto pela gravidade imediata quanto pelas sequelas que se estendem muito além do atendimento de emergência. Apesar dos avanços médicos atuais, a ciência ainda enfrentava lacunas para compreender como o coração tenta se recuperar após a lesão e quais gatilhos biológicos poderiam ser estimulados para uma reparação mais eficiente.

 

Embora caminhadas e corridas sejam recomendadas há décadas no tratamento pós-infarto, os seus efeitos dentro das células cardíacas ainda não são completamente compreendidos. “Nós mostramos que o treinamento físico aeróbio muda a expressão de alguns RNAs circulares após o infarto e isso melhora a função do coração, reduz a hipertrofia cardíaca [o aumento prejudicial do tamanho do órgão] e a fibrose [a formação de cicatrizes rígidas que endurecem o músculo] e ainda ativa algumas vias cardioprotetoras. Ou seja, o exercício físico não atua somente no músculo esquelético, mas também diretamente na regulação dos genes do coração, e entender isso pode abrir portas para novas terapias baseadas no RNA”, explica a pesquisadora Noemy Pinto Pereira, que desenvolveu a investigação durante seu doutorado na USP sob orientação da professora Edilamar Menezes de Oliveira.

 

Efeitos do exercício no coração

A pesquisa utilizou um modelo experimental com ratos da linhagem Wistar submetidos à indução de infarto do miocárdio e, posteriormente, a um protocolo estruturado de treinamento aeróbico. Antes de iniciar as análises moleculares, o estudo verificou os efeitos clássicos do treinamento físico aeróbico, como a diminuição da frequência cardíaca de repouso e o aumento da capacidade oxidativa, que é a habilidade dos músculos de usar o oxigênio para gerar energia.

 

Com os animais já divididos entre grupos saudáveis e infartados, treinados e sedentários, o estudo passou a investigar as alterações estruturais e funcionais no coração. Técnicas como a ecocardiografia (o chamado ultrassom do coração) e análises histológicas (exames dos tecidos ao microscópio) permitiram observar mudanças no tamanho das câmaras cardíacas, na espessura das paredes e na presença de fibrose, características fundamentais para entender como o coração reage à lesão.

 

Em seguida, foi realizado um sequenciamento abrangente de RNAs para mapear a expressão de circRNAs, microRNAs e mRNAs nas regiões remota (área saudável do coração) e de borda do infarto (zona de transição colada à lesão). Essa abordagem permitiu identificar moléculas que sofrem alterações, tanto pela lesão quanto pela prática de exercício, fornecendo uma visão ampla das redes de regulação envolvidas no remodelamento cardíaco — o processo de transformação na forma e na função do órgão após um trauma.

 

Com esses resultados, a pesquisadora selecionou RNAs circulares com potencial de atuar como reguladores importantes — especialmente aqueles capazes de interagir com microRNAs relacionados à fibrose, à hipertrofia e à apoptose (processo de morte celular programada). Para ampliar a compreensão funcional dessas moléculas, foram conduzidos ensaios em células cardíacas e em modelos animais que receberam vetores virais do tipo AAV9. Esses vetores são vírus modificados em laboratório, totalmente inofensivos, usados como veículos para superexpressar circRNAs específicos. Essa etapa permitiu avaliar se a modulação direcionada dessas moléculas poderia reproduzir ou complementar os efeitos benéficos observados com o treinamento aeróbico.

 

Recuperação cardíaca

Os resultados revelaram que o infarto provoca alterações significativas no perfil de circRNAs no coração, mas que o treinamento aeróbico é capaz de reverter ou modular parte dessas mudanças. Alguns desses RNAs apresentaram um padrão de comportamento mais semelhante ao de corações saudáveis após o exercício, indicando um possível papel nos efeitos protetores da atividade física.

 

O treinamento aeróbico também demonstrou reduzir marcadores de fibrose e atenuar sinais de hipertrofia patológica, enquanto preservava a função ventricular (capacidade de bombeamento de sangue do coração). Essas melhorias estruturais e funcionais reforçam que as alterações moleculares observadas têm impacto direto sobre a saúde do tecido cardíaco. Os resultados mostram que os benefícios já conhecidos do exercício envolvem mecanismos muito mais específicos e sofisticados do que se imaginava.

 

Nos ensaios celulares, a superprodução dos circRNAs selecionados reduziu a morte celular e regulou genes associados ao remodelamento, sugerindo caminhos promissores para investigações futuras. Nos modelos animais, o uso dos vetores virais mostrou efeitos compatíveis com uma resposta protetora, ainda que variáveis dependendo da molécula estudada.

 

“Entender esses mecanismos é essencial para transformar o exercício em uma estratégia cada vez mais precisa, tanto na prevenção quanto no tratamento da doença” – Noemy Pinto Pereira

 

A pesquisa reconhece limitações, como a necessidade de avaliar essas moléculas em estágios mais avançados do remodelamento cardíaco, explorar interações com proteínas reguladoras e expandir os testes para modelos ainda mais próximos aos da fisiologia humana. Apesar disso, o trabalho oferece uma base sólida para estudos que buscam desenvolver terapias inovadoras inspiradas nos efeitos benéficos do exercício.

 

Com esses achados, o estudo contribui para ampliar a compreensão sobre como o treinamento aeróbico influencia o coração após um evento isquêmico, e destaca o potencial dos RNAs circulares como novos alvos para medicamentos. As descobertas fortalecem a ponte entre a ciência básica de laboratório e as aplicações clínicas futuras que possam melhorar a recuperação de pacientes que sofreram infarto. 

 

A tese de doutorado intitulada Papel do treinamento físico e RNAs circulares como efeito terapêutico no infarto do miocárdio estará disponível em breve na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP.

 

*Estagiário sob supervisão de Paula Bassi, da Seção de Relações Institucionais e Comunicação da EEFE. Adaptado para o Jornal da USP

 

**Estagiária sob orientação de Simone Gomes

 

Fonte: https://jornal.usp.br/ciencias/exercicio-fisico-atua-na-regulacao-genetica-para-proteger-coracao-infartado/ - Texto: Guilherme Ike* - Arte: Livia Bortoletto** - Foto: Ketut Subiyanto – Pexels

quinta-feira, 25 de junho de 2026

7 erros em hábitos saudáveis que podem prejudicar sua saúde


Nem tudo que parece saudável faz bem. Descubra 7 hábitos comuns que podem estar sabotando sua saúde sem você perceber.

 

Resumo

Muitos hábitos considerados saudáveis podem, na verdade, sabotar sua saúde. Exageros em alimentos industrializados, confiança excessiva em rótulos e alguns comportamentos durante treinos podem gerar resultados indesejados. Este guia explora sete erros comuns e como evitá-los, mostrando que equilíbrio e escolhas conscientes são essenciais para um estilo de vida saudável.

Manter um estilo de vida saudável exige atenção constante às escolhas do dia a dia. No entanto, nem tudo que parece correto realmente faz bem. Muitos hábitos comuns podem estar sabotando sua saúde.

Isso acontece porque algumas decisões criam uma falsa sensação de equilíbrio. Você acredita estar no caminho certo, mas comete excessos. Esses erros são mais comuns do que parecem.

Segundo estudos recentes, comportamentos considerados positivos podem gerar efeitos opostos. Por isso, entender esses padrões é essencial. Assim, você evita armadilhas e melhora seus resultados.

 

1. Confiar demais na sensação de "merecimento" por se considerar saudável

Muitas pessoas associam atitudes positivas a recompensas alimentares. Esse comportamento pode gerar excessos. Mesmo escolhas saudáveis podem abrir espaço para deslizes.

Segundo a "Associação Americana de Marketing", consumidores que usam sacolas reutilizáveis compram mais alimentos saudáveis. Porém, também tendem a consumir mais fast food.

Isso ocorre porque a pessoa se sente "virtuosa". Como resultado, acredita que merece uma recompensa. Esse ciclo prejudica a consistência.

Para evitar esse erro, é importante manter equilíbrio. Um hábito saudável não compensa outro negativo. Consistência é mais importante que compensação.

 

2. Exagerar em alimentos "fit"

Produtos rotulados como fitness podem enganar facilmente. Barras, shakes e snacks parecem saudáveis. No entanto, muitas vezes são calóricos.

De acordo com a "Revista de Pesquisa de Marketing", pessoas consomem mais quando o alimento é rotulado como fitness. Isso cria uma falsa sensação de segurança.

Além disso, esses produtos não substituem uma refeição equilibrada. Eles devem ser consumidos com moderação. Caso contrário, podem prejudicar resultados.

O ideal é priorizar alimentos naturais. Produtos industrializados, mesmo fitness, devem ser complementares. Assim, você mantém um padrão realmente saudável.

 

3. Acreditar cegamente na palavra "saudável" nos rótulos

Termos como "natural" e "orgânico" influenciam decisões. Muitas pessoas associam esses rótulos a produtos realmente saudáveis. Porém, nem sempre isso é verdade.

Segundo pesquisa da "Universidade de Houston", consumidores avaliam alimentos como mais saudáveis apenas pelo rótulo. Isso acontece mesmo sem analisar a composição.

Esse comportamento pode levar ao consumo excessivo de produtos inadequados. Açúcar, gordura e sódio ainda podem estar presentes. Por isso, é essencial ler os ingredientes.

Evite confiar apenas no marketing. Analise informações nutricionais com atenção. Isso garante escolhas mais conscientes.

 

4. Beber água em excesso durante o treino

A hidratação é fundamental para o corpo. No entanto, o excesso também pode causar problemas. Beber água sem necessidade pode desequilibrar o organismo.

Segundo a "Revista Clínica de Medicina do Esporte", o ideal é beber conforme a sede. Isso evita a diluição excessiva de sódio no sangue.

Esse problema é mais comum em treinos longos. Atletas de resistência devem ter atenção redobrada. O excesso pode afetar o desempenho.

Manter o equilíbrio é essencial. Nem pouca, nem muita água. O corpo costuma indicar a quantidade necessária.

 

5. Consumir bebidas esportivas sem necessidade

Bebidas esportivas são úteis em treinos intensos. No entanto, nem todo exercício exige esse tipo de reposição. O consumo inadequado pode trazer prejuízos.

Essas bebidas contêm açúcar e calorias extras. Para treinos leves, elas não são necessárias. Isso pode dificultar a perda de peso.

Segundo estudo publicado na revista "Obesidade", o consumo frequente está ligado ao ganho de peso. Isso acontece pelo excesso calórico.

Prefira água na maioria dos casos. Reserve bebidas esportivas para atividades intensas. Assim, você mantém um padrão mais saudável.

 

6. Usar adoçantes artificiais em excesso

Adoçantes parecem uma alternativa saudável ao açúcar. Porém, o consumo excessivo pode gerar efeitos negativos. Isso inclui alterações metabólicas.

Estudos da Purdue University indicam que adoçantes podem afetar a relação entre sabor e metabolismo. Isso pode contribuir para ganho de peso.

Além disso, esses produtos são extremamente doces. Isso altera a percepção do paladar ao longo do tempo. O corpo passa a desejar mais açúcar.

O ideal é reduzir o consumo geral de doces. Substituições devem ser moderadas. Equilíbrio é sempre a melhor escolha.

 

7. Comer fora com frequência, mesmo parecendo saudável

Comer fora parece prático, mas pode ser prejudicial. Mesmo restaurantes sofisticados oferecem refeições mais calóricas. Isso impacta diretamente a saúde.

Segundo pesquisadores da Universidade de Illinois, refeições fora de casa têm mais gordura e colesterol. Isso ocorre mesmo em opções consideradas saudáveis.

Além disso, o controle de ingredientes é menor. Isso dificulta manter uma alimentação equilibrada. Pequenos excessos se acumulam.

Sempre que possível, prepare suas próprias refeições. Isso garante maior controle nutricional. E ajuda a manter hábitos realmente saudáveis.

 

Checklist: como manter um estilo de vida saudável de verdade

Para evitar esses erros, algumas práticas simples ajudam no dia a dia.

 

Leia rótulos com atenção.

Evite excessos, mesmo em alimentos saudáveis.

Prefira alimentos naturais.

Ouça os sinais do seu corpo.

Mantenha equilíbrio nas escolhas.

 

Essas atitudes ajudam a construir um estilo de vida consistente. Pequenas mudanças geram grandes resultados. E evitam armadilhas comuns.

 

Ser saudável vai além de seguir tendências. Envolve consciência e equilíbrio. Assim, suas escolhas realmente fazem diferença.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/7-erros-em-habitos-saudaveis-que-podem-prejudicar-sua-saude,ebeef533bd11df6e2ee571cf3ac25fd1ym5kwo35.html?utm_source=clipboard - Foto: Aja Koska/Canva