quinta-feira, 2 de julho de 2026

Melhor horário para passear com seu pet no frio e evitar riscos


Descubra os momentos ideais para levar seu animal à rua e evite riscos à saúde dele

 

Resumo

Cuidar do bem-estar dos pets durante o frio é essencial para evitar desconfortos e doenças. Prefira passeios entre 10h e 15h, aqueça seu cãozinho com roupas e evite horários de temperaturas extremas. Observe sinais de desconforto, proteja as patas e mantenha filhotes e cães idosos ainda mais aquecidos.

O clima gelado exige cuidados redobrados com a saúde dos nossos animais de estimação. Muitos tutores têm dúvidas sobre o melhor horário para passear com o pet no frio.

As baixas temperaturas podem causar grande desconforto e até doenças graves nos animais. Portanto, escolher o momento certo para a caminhada diária é uma medida de proteção essencial.

 

Perigo das primeiras horas da manhã

Passear muito cedo expõe o seu animal aos ventos mais gelados do dia. O orvalho acumulado no chão durante a madrugada gela as patas sensíveis dos cães.

Essa exposição repentina ao frio extremo pode causar quadros de hipotermia muito rápida. Além disso, o choque térmico prejudica o sistema imunológico do seu grande companheiro.

 

Como identificar o frio no animal

Fique atento aos sinais físicos que o seu pet demonstra durante todo o trajeto. Tremores constantes e patas encolhidas indicam que a temperatura está baixa demais para ele.

Se o cachorro choramingar ou recusar a caminhada, volte para casa imediatamente. Respeitar os limites do corpo do seu animal evita problemas respiratórios muito severos.

 

Momento ideal para a caminhada

O período entre as dez da manhã e as três da tarde é o mais seguro. Nesses momentos, o sol já aqueceu o asfalto e dissipou a neblina matinal.

Esse é o melhor horário para passear com o pet no frio com segurança total. Os raios solares também ajudam na produção de vitamina D pelo organismo do animal.

 

Risco dos passeios noturnos

Evite ao máximo as saídas durante o período da noite nos meses de inverno. A ausência de sol faz as temperaturas despencarem de forma muito abrupta nas ruas.

Caso a saída noturna seja inevitável, encurte bastante o tempo de permanência fora de casa. Use roupas adequadas para aquecer o peito e o dorso do seu cãozinho.

 

Cuidados extras para os dias gelados

Cães idosos ou filhotes sofrem muito mais com as quedas intensas de temperatura diárias. Eles possuem uma enorme dificuldade natural para regular o próprio calor corporal.

Para esses grupos mais vulneráveis, os passeios devem ser ainda mais curtos e pontuais. Invista sempre em caminhas quentes e cobertores bem limpos dentro da sua casa.

 

Proteção para as patas sensíveis

O asfalto muito gelado pode causar rachaduras dolorosas nos coxins dos animais. Existem hidratantes específicos para cães que ajudam a proteger essa região tão delicada.

Após retornar do passeio longo, limpe e seque bem as patas do seu companheiro peludo. Isso previne a proliferação indesejada de fungos causados pela umidade acumulada na rua.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/melhor-horario-para-passear-com-seu-pet-no-frio-e-evitar-riscos,af5a7d882a66e31a2d92cd2f77a0376fzyqngdp6.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Alto Astral

Durma bem: 7 chás relaxantes para melhorar a qualidade do sono


Veja como bebidas naturais podem contribuir para um descanso mais reparador

 

Os chás naturais são aliados valiosos para quem busca mais saúde e bem-estar. Além de favorecerem a circulação sanguínea, eles também contribuem para um sono mais tranquilo e, como consequência, para o emagrecimento. A pesquisa "Effect of Sleep Extension on Objectively Assessed Energy Intake Among Adults With Overweight in Real-life Settings", publicada na revista científica JAMA Internal Medicine, reforça a importância do sono na redução de peso, inclusive.

 

O estudo revela que adultos com sobrepeso que aumentaram o tempo de sono de 6,5 para 8,5 horas por noite reduziram, em média, 270 calorias por dia — o que pode representar uma perda de até 12 kg ao longo de três anos, sem qualquer mudança na alimentação ou na prática de atividade física.

 

"O sono é um dos pilares fundamentais para a saúde e o processo de emagrecimento. Ele precisa estar regulado para promover descanso, otimizar o metabolismo, equilibrar a composição corporal e fortalecer o organismo. O consumo de chás, por exemplo, é uma excelente forma de contribuir para esse cenário, pois suas propriedades calmantes e relaxantes ajudam a reduzir a ansiedade, aliviar o estresse e preparar o corpo para dormir melhor", explica a nutricionista Bruna Maluf, especialista da plataforma de emagrecimento Wefit.

 

A seguir, confira sete opções de chás para quem deseja melhorar o sono!

 

1. Chá de lavanda

A lavanda possui compostos como o linalol, que se ligam a receptores no cérebro, promovendo relaxamento.

 

2. Chá de mulungu

Conhecido por suas propriedades sedativas e ansiolíticas, o mulungu auxilia diretamente na redução do estresse e da ansiedade.

 

3. Chá de erva-cidreira

A erva-cidreira contém compostos como citral e geraniol, que atuam no sistema nervoso central e favorecem a qualidade do sono.

 

4. Chá de camomila

A camomila contém apigenina, um flavonoide que se liga a receptores no cérebro, promovendo efeito tranquilizante. Além disso, possui propriedades anti-inflamatórias e antiespasmódicas.

 

5. Chá de maracujá

O maracujá possui compostos que atuam como sedativos naturais, induzindo ao sono profundo.

 

6. Chá de valeriana

A valeriana contém compostos que atuam sobre neurotransmissores relacionados ao descanso, ajudando a reduzir a ansiedade, a inquietação e a dificuldade para adormecer.

 

7. Chá de capim-santo

Também conhecido como capim-limão, o capim-santo possui propriedades calmantes que ajudam a aliviar a tensão, o nervosismo e o estresse acumulado ao longo do dia. Rico em compostos como o citral, ele auxilia no relaxamento do sistema nervoso.

 

Inserindo os chás na rotina

Os chás podem ser grandes aliados da rotina do sono. "Caso você não se adapte ao sabor de algum chá em específico, combinar algumas ervas pode melhorar o gosto e potencializar os efeitos. Uma das misturas mais famosas é a camomila com lavanda. Para quem tem dificuldades de encontrar ervas frescas, existem diversas marcas no mercado que vendem blends de chá prontos para uso, vale a pena investir", conta a nutricionista Bruna Maluf.

 

Ainda assim, é importante ressaltar que a ingestão de chás deve ser evitada por gestantes e lactantes. Para as demais pessoas, o uso é permitido, mas sempre com moderação.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/durma-bem-7-chas-relaxantes-para-melhorar-a-qualidade-do-sono,88444a8d0f378c840fd94657f451465503wkit40.html?utm_source=clipboard - Por Evelyn Guimarães - Foto: bbernard | Shutterstock / Portal EdiCase

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Perda de massa óssea afeta milhões e pode ser revertida com hábitos simples, dizem especialistas


A osteopenia vem chamando a atenção de profissionais de saúde no Brasil e no mundo por uma característica específica: trata-se de uma perda de densidade óssea que costuma avançar de forma discreta, sem chamar a atenção da pessoa, até que um exame ou uma fratura revele o problema. Ela afeta milhões e pode ser revertida com hábitos simples, segundo especialistas.

 

A osteopenia vem chamando a atenção de profissionais de saúde no Brasil e no mundo por uma característica específica: trata-se de uma perda de densidade óssea que costuma avançar de forma discreta, sem chamar a atenção da pessoa, até que um exame ou uma fratura revele o problema. Com o envelhecimento da população e mudanças no estilo de vida, especialistas apontam que milhões de pessoas podem conviver com a condição sem saber, o que reforça a importância da informação e do diagnóstico precoce.

 

Classificada como um estágio intermediário entre a saúde óssea considerada normal e a osteoporose, a osteopenia não é inevitável, mas está ligada a fatores comuns do dia a dia, como sedentarismo, alimentação pobre em nutrientes e baixa exposição ao sol. Ademais, médicos e fisioterapeutas destacam que pequenas mudanças na rotina podem reduzir o risco de progressão para quadros mais graves, especialmente quando o cuidado começa antes das primeiras fraturas.

 

O que é osteopenia e qual a diferença para osteoporose?

A osteopenia é definida como uma redução da densidade mineral óssea, medida por exames específicos, como a densitometria óssea. Em termos simples, os ossos ficam menos densos e mais frágeis do que o ideal, mas ainda não chegam ao grau de comprometimento observado na osteoporose. A palavra-chave nesse contexto é osteopenia, usada para descrever um alerta: o osso já começou a perder "massa", embora ainda tenha alguma reserva.

Na prática clínica, a diferença entre osteopenia e osteoporose é feita principalmente a partir de um índice chamado T-score, obtido na densitometria. Assim, valores considerados normais indicam boa densidade; um T-score entre -1,0 e -2,5 costuma ser classificado como osteopenia; abaixo de -2,5, o quadro se enquadra como osteoporose. Assim, a osteopenia funciona como uma espécie de "zona de risco", em que a estrutura óssea já está enfraquecida, mas ainda há maior margem para intervenção e recuperação parcial.

 

Por que a osteopenia é uma condição silenciosa?

Profissionais de saúde costumam se referir à osteopenia como uma doença silenciosa porque, na maioria dos casos, não há dor nem sinais evidentes no início. A pessoa mantém a rotina normalmente, sem perceber que a arquitetura interna dos ossos está mudando. Muitas vezes, a descoberta acontece de forma indireta: durante exames de rastreamento, em check-ups de rotina ou após uma fratura considerada "banal", como uma queda leve.

 

Ao longo dos anos, essa fragilidade óssea discreta pode se manifestar por meio de fraturas em regiões como punho, quadril e coluna. Em idosos, essas lesões têm impacto direto na independência e na qualidade de vida. O caráter silencioso da osteopenia explica por que especialistas defendem a realização de exames de densidade óssea em grupos de maior risco, mesmo na ausência de queixas.

 

Quais são os principais fatores de risco da osteopenia?

A osteopenia está relacionada a um conjunto de fatores que, combinados, podem acelerar a perda óssea. Entre eles, o envelhecimento se destaca: com o passar dos anos, o corpo diminui naturalmente a capacidade de repor a massa óssea perdida. Nas mulheres, a menopausa tem papel central, já que a queda do estrogênio acelera esse processo, especialmente entre os 50 e 65 anos.

 

Além da idade e das alterações hormonais, outros elementos pesam nessa conta:

 

Sedentarismo: a falta de movimento reduz o estímulo mecânico que ajuda a fortalecer o osso;

Má alimentação: dietas pobres em cálcio, proteínas e outros nutrientes comprometem a formação óssea;

Deficiência de vitamina D: fundamental para a absorção de cálcio, depende também da exposição adequada ao sol;

Tabagismo e álcool em excesso: associados à piora da qualidade óssea ao longo do tempo;

Histórico familiar: parentes de primeiro grau com osteopenia ou osteoporose aumentam o risco;

Uso prolongado de alguns medicamentos, como corticoides, que podem acelerar a perda de massa óssea.

Especialistas ressaltam ainda que pessoas com baixo peso, doenças crônicas inflamatórias ou distúrbios hormonais também merecem atenção especial em relação à saúde dos ossos.

 

Como a osteopenia afeta os ossos e aumenta o risco de fraturas?

O osso é um tecido vivo, em constante renovação. De um lado, células formam nova matriz óssea; de outro, células diferentes reabsorvem tecido antigo. Na osteopenia, esse equilíbrio se rompe: a perda supera a reposição, levando a ossos mais porosos. Essa alteração microscópica não aparece a olho nu, mas aumenta a probabilidade de fraturas mesmo em traumas de baixa intensidade.

Com o avanço da perda óssea, regiões como coluna, fêmur e punho tornam-se particularmente vulneráveis. Em pessoas idosas, uma fratura de quadril, por exemplo, está associada a internações prolongadas e maior risco de complicações. Por isso, a osteopenia é vista como um sinal de alerta para a necessidade de intensificar cuidados preventivos antes que a osteoporose se instale.

 

É possível prevenir ou reverter parcialmente a osteopenia?

A prevenção da osteopenia e a tentativa de reversão parcial envolvem mudanças de estilo de vida e, em alguns casos, tratamentos específicos orientados por profissionais de saúde. A combinação de exercício físico, alimentação adequada e correção de deficiências, como a de vitamina D, é apontada como a estratégia mais eficaz para proteger a massa óssea.

 

Entre as medidas recomendadas, destacam-se:

 

Prática regular de exercícios com impacto e musculação

Atividades como caminhada acelerada, corrida leve, dança, pular corda e esportes recreativos estimulam o osso por meio do impacto controlado. Já a musculação e os treinos de força geram tração sobre os ossos, favorecendo o ganho ou manutenção de densidade. A orientação de um profissional de educação física ou fisioterapeuta é importante para ajustar carga, frequência e segurança, principalmente em pessoas com risco maior de queda.

 

Alimentação rica em cálcio e vitamina D

Leite e derivados, vegetais verde-escuros, leguminosas, sementes e alimentos fortificados ajudam a garantir oferta de cálcio. A vitamina D vem, em grande parte, da exposição solar controlada e de fontes como peixes gordurosos e ovos. Em muitos casos, médicos indicam suplementação após avaliação laboratorial.

Hábitos que protegem os ossosEvitar fumar, reduzir o consumo de álcool, manter peso saudável e cuidar do sono faz diferença para o metabolismo ósseo. Ajustes simples, como preferir escadas a elevadores, caminhar pequenos trajetos e quebrar longos períodos sentado, também contribuem.

 

Qual o papel do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico?

O diagnóstico da osteopenia é feito principalmente por meio da densitometria óssea, exame de imagem rápido e de baixa exposição à radiação. Sociedades médicas recomendam que grupos de risco, como mulheres após a menopausa, homens a partir dos 70 anos e pessoas com história de fraturas por traumas leves, conversem com o médico sobre o momento adequado para realizar o exame.

Com o resultado em mãos, o profissional pode avaliar se há apenas osteopenia, se já existe osteoporose ou se o osso ainda está dentro da faixa esperada. A partir dessa análise, são definidos o intervalo de repetição dos exames, a necessidade de medicamentos específicos e as orientações individuais de atividade física e alimentação. O acompanhamento periódico permite ajustar a estratégia e identificar, precocemente, qualquer piora no quadro.

 

Hábitos de vida que ajudam a preservar a saúde dos ossos

Especialistas em saúde óssea costumam reforçar que a proteção dos ossos começa muito antes da velhice. A formação de um "estoque ósseo" adequado na infância, adolescência e início da idade adulta influencia diretamente o risco de osteopenia e osteoporose nas décadas seguintes. Ainda assim, mudanças positivas podem trazer benefícios em qualquer fase da vida.

 

Entre as recomendações gerais de profissionais de saúde, estão:

 

Praticar atividades físicas regularmente, incluindo exercícios de impacto e fortalecimento muscular, respeitando limites individuais;

Manter alimentação variada, com fontes de cálcio, vitamina D e proteínas em quantidade adequada;

Fazer exposição solar orientada, de acordo com o tipo de pele e as condições de saúde;

Evitar tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas;

Cuidar do equilíbrio e da visão, reduzindo o risco de quedas em casa e na rua;

Realizar consultas periódicas com profissionais de saúde, principalmente em fases de maior risco, como menopausa e envelhecimento avançado.

Ao tratar a osteopenia como um sinal de alerta e não apenas como um dado de exame, médicos, pacientes e familiares podem adotar medidas preventivas mais cedo. A combinação de informação, diagnóstico oportuno e rotina ativa tende a contribuir para que mais pessoas envelheçam com ossos mais resistentes e menor probabilidade de fraturas.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/perda-de-massa-ossea-afeta-milhoes-e-pode-ser-revertida-com-habitos-simples-dizem-especialistas,1343fd5f676f14f447adbc013cf79faeo8iu6mhc.html?utm_source=clipboard - Por: Valdomiro Neto* *com uso de Inteligência Artificial / Giro 10

terça-feira, 30 de junho de 2026

6 hábitos que ajudam a prevenir crises de rinite e sinusite no inverno


Medidas simples ajudam a reduzir sintomas, diminuem a necessidade de medicamentos e podem prevenir crises recorrentes

 

Com a chegada das temperaturas mais baixas, aumentam também as queixas de nariz entupido, espirros, coriza e desconforto respiratório. Embora muita gente atribua o problema apenas ao frio, os verdadeiros responsáveis pelo agravamento da rinite e da sinusite estão, muitas vezes, associados aos hábitos típicos do inverno.

 

A otorrinolaringologista Elisa Campbell Ferreira explica que o frio não é o principal vilão. O problema, segundo a especialista, está no aumento do tempo passado em ambientes fechados, na maior exposição a vírus, poeira e ácaros e na redução da umidade do ar. Além disso, a médica aponta que o ressecamento da mucosa nasal compromete suas funções de defesa.

 

"As pessoas tendem a manter portas e janelas fechadas durante mais tempo, o que favorece a circulação de vírus e o acúmulo de alérgenos. Além disso, o ar mais seco deixa o nariz mais vulnerável a irritações e infecções", explica Elisa Campbell Ferreira, que atende no Otolife, espaço dedicado à otorrinolaringologia do Barralife Medical Center, no Rio de Janeiro.

 

Os sintomas podem ser confundidos com um simples resfriado ou com os efeitos do tempo seco. No entanto, a especialista alerta que nariz entupido diariamente não deve ser considerado normal. "Quando a obstrução nasal dura mais de duas a quatro semanas, volta com frequência ou não melhora com os tratamentos habituais, é importante procurar avaliação médica para investigar a causa", orienta.

 

A seguir, confira 5 hábitos para proteger o nariz e evitar crises de rinite e sinusite no inverno!

 

1. Faça lavagem nasal diariamente

A irrigação com soro fisiológico ajuda a remover secreções, poeira, ácaros e outros agentes irritantes, além de manter a mucosa hidratada. "É uma das medidas mais eficazes para aliviar sintomas de rinite e sinusite, desde que seja feita corretamente e sem excesso de pressão", explica Elisa Campbell Ferreira.

 

2. Mantenha uma boa hidratação

Beber água regularmente ajuda a evitar o ressecamento das vias respiratórias e facilita a eliminação das secreções. A hidratação adequada também contribui para o funcionamento das defesas naturais do organismo.

 

3. Areje os ambientes

Mesmo nos dias mais frios, abrir portas e janelas por alguns períodos do dia ajuda a renovar o ar e reduzir a concentração de vírus, poeira e alérgenos dentro de casa.

 

4. Lave cobertores e roupas de cama antes de usar

Cobertores guardados por longos períodos costumam acumular poeira e ácaros, considerados alguns dos principais desencadeadores da rinite alérgica. Colchões, travesseiros, cortinas e tapetes também merecem atenção especial.

 

5. Evite descongestionantes nasais sem orientação médica

Apesar do alívio imediato, o uso frequente desses medicamentos pode provocar efeito rebote e agravar a obstrução nasal, levando ao desenvolvimento da chamada rinite medicamentosa.

 

6. Atenção ao ar-condicionado e aos aquecedores

Outro cuidado importante envolve o uso de ar-condicionado e aquecedores. Embora tragam conforto térmico, esses equipamentos podem ressecar ainda mais as vias respiratórias quando utilizados por longos períodos. A recomendação é manter os filtros limpos, evitar o uso contínuo e, sempre que possível, adotar medidas que ajudem a preservar a umidade do ambiente.

 

Crianças merecem atenção especial

As crianças também costumam sofrer mais durante o inverno. Segundo Elisa Campbell Ferreira, aquelas que frequentam escolas e creches podem apresentar entre 12 e 18 infecções virais por ano, especialmente nos primeiros anos de convivência coletiva. Os pais devem procurar avaliação médica quando a secreção nasal ou a obstrução persistirem por mais de 10 a 14 dias, houver febre prolongada, dificuldade para respirar, roncos importantes ou infecções de ouvido recorrentes.

 

Prevenção é um cuidado essencial

Para a otorrinolaringologista, as medidas simples, como a lavagem nasal regular e o controle adequado da rinite, ajudam a reduzir sintomas, diminuem a necessidade de medicamentos e podem prevenir crises recorrentes de sinusite. "Muitas pessoas só buscam ajuda quando os sintomas já estão intensos. Mas a prevenção faz toda a diferença. Pequenos cuidados diários ajudam a proteger as vias respiratórias e garantem mais qualidade de vida durante todo o inverno", conclui.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/6-habitos-que-ajudam-a-prevenir-crises-de-rinite-e-sinusite-no-inverno,e9833e3c8bab7289802318f152fcf18720m1j0vl.html?utm_source=clipboard - Por Juliana Magalhães - Foto: TetianaKtv | Shutterstock / Portal EdiCase

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Gordura visceral: por que ela é perigosa e como reduzir de forma saudável


Entenda o que é gordura visceral, por que ela é perigosa e como reduzi-la com hábitos simples e saudáveis no dia a dia.

 

Você já ouviu falar em gordura visceral? Mesmo sem ser visível, ela pode representar um dos maiores riscos para a saúde metabólica ao longo do tempo.

 

Diferente da gordura localizada logo abaixo da pele, essa gordura se acumula na região interna do abdômen, envolvendo órgãos como fígado, pâncreas e intestinos.

 

O mais importante é que ela pode estar presente mesmo em pessoas que não apresentam excesso de peso evidente, o que torna sua identificação mais difícil no dia a dia.

 

Por que a gordura visceral merece atenção

A gordura visceral não é apenas um depósito inerte de energia. Ela atua metabolicamente, interferindo no funcionamento do organismo e participando de processos inflamatórios que afetam diversos sistemas do corpo.

 

Quando está em excesso, pode aumentar o risco de condições como:

 

Resistência à insulina e diabetes tipo 2: alterações na forma como o corpo utiliza a glicose podem levar ao aumento do açúcar no sangue.

Doenças cardiovasculares: há maior tendência ao aumento de colesterol LDL, triglicerídeos e pressão arterial.

Fígado gorduroso (esteatose hepática): acúmulo de gordura no fígado que pode evoluir para quadros mais graves se não for controlado.

Inflamação sistêmica: substâncias liberadas por esse tipo de gordura podem afetar o equilíbrio do organismo.

Alterações hormonais: em alguns casos, o excesso de gordura abdominal pode estar associado a desequilíbrios hormonais, especialmente em mulheres.

Essas alterações não acontecem de forma imediata, o que faz com que a gordura visceral seja frequentemente silenciosa no início.

 

Como identificar possíveis sinais de excesso

Não existe uma forma caseira precisa de medir a gordura visceral, mas alguns indicadores podem sugerir atenção:

 

Circunferência abdominal aumentada (em geral, acima de 102 cm para homens e 88 cm para mulheres)

Barriga mais saliente mesmo com peso corporal aparentemente normal

Alterações em exames laboratoriais, como glicose, colesterol e triglicerídeos elevados

Sensação frequente de cansaço sem causa clara

Em casos específicos, exames de imagem como tomografia ou ressonância magnética podem ser utilizados para avaliação mais precisa, geralmente sob orientação médica.

 

Como reduzir gordura visceral de forma saudável

A redução da gordura visceral depende principalmente de mudanças consistentes no estilo de vida. Não existe um único fator responsável, mas um conjunto de hábitos que atuam em diferentes frentes do metabolismo.

 

1. Alimentação com foco em equilíbrio metabólico

A alimentação tem papel central no controle da gordura visceral. Mais do que restrições, o foco deve estar na qualidade dos alimentos consumidos.

 

Priorize:

Gorduras saudáveis: abacate, azeite de oliva extra virgem, peixes como sardinha e salmão, oleaginosas como nozes e amêndoas

Fibras: frutas, verduras, legumes, aveia, quinoa, feijão e lentilha, que ajudam no controle glicêmico e na saciedade

Proteínas de boa qualidade: ovos, frango, peixes e leguminosas, importantes para manutenção da massa muscular

 

Reduza o consumo de:

Açúcares adicionados

Farinhas refinadas

Ultraprocessados

Gorduras trans e frituras frequentes

 

Pequenas mudanças consistentes tendem a ser mais eficazes do que restrições intensas e difíceis de manter.

 

2. Exercícios físicos regulares

A atividade física contribui diretamente para a redução da gordura visceral, especialmente quando combina estímulos diferentes.

Exercícios aeróbicos: caminhada, corrida, ciclismo ou natação ajudam no gasto calórico e na saúde cardiovascular

Treinamento de força: musculação, pilates ou treinos funcionais auxiliam na preservação e ganho de massa muscular, o que influencia o metabolismo

Movimentos no dia a dia: subir escadas, caminhar mais e evitar longos períodos sentado também fazem diferença

A combinação entre exercícios aeróbicos e força costuma trazer melhores resultados do que apenas um tipo de atividade isoladamente.

 

3. Sono adequado e controle do estresse

O sono e o estresse têm impacto direto no metabolismo e na regulação hormonal.

A privação de sono pode afetar hormônios relacionados à fome e saciedade, enquanto o estresse crônico pode influenciar o acúmulo de gordura na região abdominal por meio de alterações hormonais.

 

Algumas estratégias incluem:

Dormir entre 7 e 8 horas por noite, com regularidade

Reduzir estímulos como telas antes de dormir

Inserir pausas ao longo do dia para relaxamento

Praticar atividades de redução de estresse, como respiração profunda, caminhada leve ou hobbies

 

4. Evitar estratégias extremas

Dietas muito restritivas ou promessas de resultados rápidos podem gerar efeitos temporários, mas dificilmente sustentáveis.

Além disso, abordagens muito rígidas podem levar à perda de massa muscular e a alterações no comportamento alimentar, dificultando a manutenção dos resultados.

O mais consistente é adotar mudanças graduais, que possam ser mantidas ao longo do tempo sem impacto negativo na rotina.

 

Quando buscar avaliação profissional

Em casos em que há dificuldade de evolução mesmo com mudanças de hábitos, ou quando existem fatores de risco associados, pode ser importante realizar uma avaliação mais detalhada.

 

Exames que podem ser solicitados incluem:

 

Perfil lipídico (colesterol e triglicerídeos)

Glicemia em jejum

Avaliação de resistência à insulina

Ultrassonografia abdominal

Esses exames ajudam a identificar alterações metabólicas que podem estar associadas ao acúmulo de gordura visceral.

 

O que realmente importa no controle da gordura visceral

A redução da gordura visceral não depende de uma solução única, mas de um conjunto de escolhas consistentes ao longo do tempo.

 

Alimentação equilibrada, atividade física regular, sono adequado e manejo do estresse formam a base desse processo. Não se trata de mudanças rápidas, mas de ajustes sustentáveis que impactam diretamente a saúde metabólica.

 

Com o tempo, o corpo responde a essas mudanças de forma progressiva, refletindo não apenas na composição corporal, mas também na energia, disposição e funcionamento geral do organismo.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/gordura-visceral-por-que-ela-e-perigosa-e-como-reduzir-de-forma-saudavel,3f52be0549c0f1aff34a2a9ce941b932qrvh2nmh.html?utm_source=clipboard - Por: Enf. Raquel Souza de Faria / SaúdeLAB - Foto: SaúdeLAB