sábado, 17 de dezembro de 2016

16 dicas para se alimentar de forma saudável sem gastar muito

Algumas mudanças de hábito podem fazer toda diferença na hora de ter uma alimentação que faça bem para a sua saúde

O consumo de vegetais orgânicos, grãos diversos e a redução daquela colherzinha de açúcar a mais nem sempre são a única desculpa utilizada na hora de fugir da reeducação alimentar. Invariavelmente, a adoção de novos hábitos começa nas prateleiras e, muitas vezes, esse detalhe acaba servindo de justificativa: afinal, os valores de produtos mais saudáveis normalmente parecem mais altos do que o desejável.

Acima de qualquer propósito estético, porém, é importante pensar que aquela dorzinha de cabeça pode ter começado no seu prato, seja por conta de alergias alimentares ou mesmo devido ao consumo excessivo de produtos que contenham substâncias nocivas ao organismo, como gorduras, por exemplo.

Apesar de todos esses cuidados parecerem aborrecedores, alimentar-se bem não é tão difícil e não precisa, necessariamente, fazer seu bolso doer.

Então, que tal deixar de adiar e começar a colocar em prática uma alimentação mais saudável sem precisar gastar muito para isso?

Nas compras
Esse é um momento tentador para qualquer um que esteja começando a apostar em novos hábitos agora. Resistir ao pacote de bolachas recheadas e ignorar as comidas prontas é um desafio, principalmente para quem precisa fazer refeições rápidas e adora uma praticidade. Contudo, como lembra a nutricionista Bárbara Rodriguez, do Nutri Import, em Vila Velha, para que a funcionalidade seja acompanhada de uma alimentação saudável, “basta se organizar para ter alimentos nutritivos tanto em casa quanto no trabalho”.

1. Lista de compras
Pode parecer óbvio, mas sair de casa com objetivos específicos facilita muito o passeio pelas prateleiras. Nem sempre ter uma lista em mãos significa que as sacolas receberão somente os produtos lembrados, mas os itens organizados no papel podem te ajudar a focar em alimentos mais saudáveis e a pensar duas vezes antes de se deixar seduzir por um pacote de salgadinhos fritos.
Outro truque que vale a pena ser testado é não ir às compras sentindo fome, o que faz todas as coisas parecerem muito mais apetitosas. Assim, são menores as chances de você ser impulsiva e levar o que não se encaixa em uma alimentação mais saudável e nutritiva.

2. Ler os rótulos
Embora não seja uma medida muito confortável, Bárbara Rodriguez destaca que ler os rótulos dos produtos pode sim ser uma boa maneira de te ajudar a evitar ingredientes que não sejam muito amigáveis para a sua saúde. A especialista lembra que as informações nutricionais não são apenas as calorias: “um refrigerante zero, por exemplo, tem zero calorias e zero nutrientes também, além de conter conservantes e corantes”, completa. O sódio e as gorduras também são citados como elementos que devem ser evitados por quem deseja ter uma alimentação saudável.

3. Frutas e vegetais da estação
Às vezes, é melhor abrir mão de algumas exigências e apostar no que está mais acessível. É claro que nem todos os produtos naturais são tão atraentes para todo mundo da mesma forma, mas escolher o que é “da época” pode garantir que o sabor esteja melhor do que o de um vegetal ou fruta que pode ser encontrado com mais dificuldade no momento da compra. Lembrando que quanto mais complicado for encontrar um alimento, a possibilidade do valor ser mais alto é maior.

4. Produtos genéricos e a granel
Estabelecimentos especializados e produtores locais podem ser boas alternativas na hora de buscar produtos naturais. Talvez seja mais econômico adquirir uma quantidade menor, que se adeque às suas necessidades, do que investir em uma embalagem lacrada e etiquetada no mercado.
O mesmo vale para itens que, geralmente, são comercializados por algumas marcas e também podem ser encontrados em produções genéricas, como cereais matinais, por exemplo. Muitos mercados contam com suas próprias linhas de produtos, inclusive.

5. Congelados a enlatados
Ao contrário do que pode parecer, o consumo de vegetais congelados não é um inimigo da alimentação saudável. Produtos como milhos e ervilhas conservados em latas não preservam os nutrientes e são acompanhados de conservantes, enquanto os pacotes congelados tendem a mantê-los por conta das baixas temperaturas.

6. Opções prontas
Assim como os enlatados devem ser evitados, a nutricionista Bárbara recomenda que refrigerantes e sucos de caixinha também sejam descartados. Uma substituição possível é a polpa de fruta congelada ou o próprio suco natural.
Para o caso de frutas que precisam ser descascadas para o consumo, por exemplo, a especialista sugere suas versões mais práticas: “existem frutas embaladas e liofilizadas, que são pedaços que passaram por uma baixa temperatura e mantêm a pigmentação e o formato original”.

Ao conservar, guardar e consumir
Como uma alimentação saudável implica no aumento do consumo de alimentos perecíveis, é importante conhecer bem como os produtos podem ser melhor conservados para que seu tempo de vida seja prolongado e seu consumo melhor aproveitado.

7. Porções
Uma boa ideia para os alimentos comprados em grande quantidade ou a granel é dividi-los em porções menores para facilitar tanto o armazenamento quanto o consumo. Alguns produtos podem, inclusive, ser congelados para que durem mais.

8. Ordem na geladeira
Quem nunca esqueceu um pacote de frutas no fundo da gaveta e descobriu tarde demais? Para evitar situações como essa, é preferível deixar os alimentos perecíveis à frente dos outros itens da geladeira. Essa tática também ajuda a resistir a outras possíveis tentações, como a pizza “amanhecida” ou o resto do bolo do final de semana.

9. Cultivo
Ter um espacinho em casa e um pouco de terra também é uma ótima forma de garantir uma alimentação saudável e, se adquirir vegetais de produtores locais já é uma economia, imagine plantando seus próprios alimentos! Cultivar uma pequena horta não é muito trabalhoso e pode ajudar a ter sempre produtos fresquinhos em casa.

A hora de preparar as refeições
Reservar um tempo para cozinhar também faz toda a diferença no processo de adotar novos hábitos alimentares. Além de ampliar suas opções, também pode te ajudar a quebrar preconceitos e a experimentar novos ingredientes.

10. Às vezes, menos é mais
Um dos pontos mais batidos nas reeducações alimentares diz respeito à quantidade de refeições feitas diariamente. Além da qualidade do que se ingere, é importante se alimentar mais vezes por dia em porções menores, desse modo fica mais fácil se certificar de comer melhor, além de garantir um melhor funcionamento do metabolismo.

11. A arte de cozinhar
Inevitavelmente, quem gosta de cozinhar já deve ter observado pelo menos uma vez que a melhor forma de comer bem de verdade é preparando sua própria refeição ou, pelo menos, tendo algum controle sobre aquilo que vai consumir. Alimentar-se em restaurantes nem sempre é uma boa opção, já que dificilmente é possível saber de todos os ingredientes utilizados no prato escolhido.

12. Doces naturais…
Às vezes, parece que um pouco de açúcar pode fazer milagres, uma sobremesa pode fazer toda a diferença depois de um jantar, mas nem sempre um chocolate ou tortas cheias de recheios combinam com hábitos saudáveis de alimentação. Açúcares naturais, encontrados em frutas e alguns vegetais, são preferíveis nesses casos, principalmente por serem ricos em vitaminas e, portanto, mais nutritivos.

13. …E produtos integrais
Substituir alimentos refinados pelos integrais também é uma ótima maneira de garantir uma refeição saudável, principalmente no que diz respeito a grãos e cereais. Isso acontece porque o processamento costuma diminuir a taxa de fibras dos produtos.

14. Na panela
Uma dica fácil de ser realizada — principalmente para quem tem prazer em se aventurar na cozinha — e que não dói no bolso é preferir temperos naturais para dar mais sabor às refeições. Bárbara Rodriguez explica que ingredientes como “orégano, pimentas, curry (molho de tempero), de uma forma geral, possuem componentes antioxidantes e zero caloria”.
Se você precisa fugir do sódio, outra opção interessante é usar limão em vez de sal, principalmente em saladas.

Outros hábitos que você pode adotar
Todas as dicas anteriores são muito importantes para pessoas dispostas a adotar um estilo de alimentação mais saudável, mas as atitudes mais simples também não podem ser esquecidas!

15. Bebeu água?
Durante as refeições, é importante evitar a ingestão de líquidos, principalmente porque esse hábito pode diluir o suco gástrico e, assim, causar reações como azia, além de “enganar” o estômago, fazendo com que você sinta-se cheio antes de realmente estar. Isso pode até parecer bom em um primeiro momento, mas, dessa forma, os nutrientes são metabolizados mais rapidamente, o que faz com que a fome volte mais cedo.
Entre as refeições, o indicado é não consumir sucos ou refrigerantes. Para matar a sede, a água ainda é a melhor amiga do ser humano e o ideal é que, em média, sejam consumidos dois litros do líquido por dia.

16. Pratos mais coloridos
Se você tem dúvida se está comendo de forma saudável, uma boa avaliação a ser feita é do quanto suas refeições coloridas. Vegetais, verduras e frutas podem ser ingeridos nas suas mais diversas variedades e o ideal é que cada tipo desses alimentos seja consumido em uma refeição diferente.

Essas opções naturais são ricas em vitaminas, antioxidantes, fibras, cálcio e ferro, dentre outros elementos que precisam ser repostos no organismo humano.
Caso você ainda esteja pesando os valores de cada estilo de vida, a nutricionista Bárbara Rodriguez atenta para um último detalhe: “opções como verduras, legumes e frutas às vezes são mais acessíveis e sempre mais nutritivas do que fast food, por exemplo”.
São várias as observações exigidas de quem quer se alimentar melhor. No começo, pode até parecer complicado demais, porém, como acontece com todo novo hábito, a adaptação é uma questão de tempo e, pelo menos neste caso, os benefícios são gratificantes!


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Abuso de álcool na adolescência danifica o cérebro

Exagerar nas bebidas alcoólicas foi associado a um menor volume de regiões cerebrais

Pesquisadores da Universidade da Finlândia Oriental e do também finlandês Hospital Universitário Kuopio realizaram exames de ressonância magnética para analisar o cérebro de adultos saudáveis que já exageravam nas doses de álcool desde a adolescência. A ideia era comparar essas avaliações com as de outro grupo, composto por voluntários que bebiam pouco.

O estudo foi longo: durou dez anos, com testes feitos em 2005, 2010 e 2015. Na primeira etapa, os participantes tinham de 13 a 18 anos de idade e apresentavam bom desempenho acadêmico, além de não manifestarem qualquer tendência a transtornos mentais. Embora parte do pessoal bebesse bastante, ninguém recebeu o diagnóstico de alcoolismo.

Os cientistas descobriram que a turma que abusava desde a juventude exibia um volume menor em duas partes do cérebro: o córtex cingulado anterior e a ínsula. Mudanças nessas estruturas podem causar um descontrole no uso de drogas e também uma sensibilidade reduzida aos efeitos negativos do álcool. Ou seja, um copo cheio para o desenvolvimento de dependência.

Segundo os pesquisadores, é justamente na adolescência que essas regiões da massa cinzenta estão se desenvolvendo — e o álcool afetaria essa maturação. Mas eles não sabem ainda o mecanismo por trás das alterações, embora afirmem que elas podem ser reversíveis caso o consumo de álcool seja reduzido significativamente.


quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

E se todos os dias do ano fossem Natal?

A maior festa dos cristãos em todo o mundo é comemorada no dia 25 de Dezembro, o nascimento de Jesus Cristo, o Natal. Durante o mês de dezembro, as pessoas começam a se preparar para este grande dia montando árvores, enfeites e presépios; enviando cartões de natal e mensagens natalinas por telefone, email, facebook ou whatsapp; declarações de Feliz Natal com abraços e apertos de mãos e troca de presentes. O espírito natalino contagia a todos e em toda parte, porque o Natal é celebração, comemoração, magia, alegria e festa.

     Nesta época, as pessoas desejam amor, paz e saúde a familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho e até aos desconhecidos. As atitudes de solidariedade, boa vizinhança, caridade, bondade, cumprimentos são bem atenuantes neste período mais do que em qualquer outro. Ficamos mais humanos, felizes, solidários, unidos, amigos e mudamos a nossa maneira de ser do restante do ano.

     Alguns dias após o Natal vêm o início de um ano novo e as esperanças florescem em todos com a perspectiva de dias melhores com saúde, paz, amor e dinheiro no bolso. Passado as festas, tudo volta ao normal, à correria do dia a dia, o trabalho estafante, o estudo puxado, as discussões normais, o estresse e, aos poucos, o espírito natalino vai sendo esquecido e voltamos a ser os humanos normais.

    Agora, imagine se em todos os dias do ano as pessoas vivessem o espírito natalino, como o mundo seria diferente. Teríamos mais paz, solidariedade, amor, esperança e assim poderíamos afirmar que Jesus vive em nossos corações todos os dias e não apenas no Natal.

     Sei que é um sonho, mas se este sonho for compartilhado por muitos, estaremos dando um grande passo para transformar a humanidade para melhor, menos individualista, egocêntrica e hipócrita.

     Que o espírito de Natal esteja sempre conosco em todos os dias do próximo ano e com certeza, a nossa passagem por este mundo será mais agradável, feliz e harmoniosa.

     Feliz Natal em todos os dias do ano vindouro para você e sua família!


     Professor José Costa

O exercício físico ideal para quem tem pressão alta

As atividades corporais podem ajudar a prevenir e controlar a hipertensão, mas existem cuidados a serem tomados

A pressão alta é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. No Brasil, cerca de 30% da população sofre com o problema que evolui quase sempre de forma lenta e sem sintomas.

E, além dos tradicionais fatores de risco — predisposição genética, excesso de consumo sal, obesidade, tabagismo… —, cabe destacar o papel do sedentarismo no enrijecimento das artérias. Sim, ficar sentado o dia inteiro contribui para a subida crônica da pressão, que pode lesar diversos órgãos, como coração, rins e cérebro.

Visto de outra forma, o exercício físico é uma tática essencial tanto para a prevenção quanto para o tratamento dessa enfermidade. Acontece que mexer o esqueleto eleva naturalmente a pressão durante a prática — logo, quando a pessoa já sofre com hipertensão, é preciso ficar de olho e tomar certas precauções para evitar sufocos.

Veja abaixo algumas dicas de como suar a camisa de forma segura. Elas foram extraídas do livro Avaliação e Prescrição de Exercícios Físicos (Editora Manole).

Recomendações para os hipertensos

Caminhada, corrida, ciclismo, natação, entre outros, são ótimas opções de atividades aeróbicas que ajudam a baixar a pressão arterial — desde que realizadas em intensidade moderada. O ideal é praticar três vezes na semana, por pelo menos 30 minutos por sessão. Agora, é bom não forçar e progredir nos treinos gradativamente, com supervisão profissional.

O exercício aeróbico é o mais indicado até por ter sido mais estudado pelos cientistas. Pelo visto, ele é especialmente benéfico para domar a pressão. Além disso, é o que mais facilita o controle da hipertensão durante a execução. Isso é importante, porque o indicado é medir a pressão algumas vezes ao longo do treino para checar se está tudo numa boa.

Práticas muito intensas, principalmente se fazem o indivíduo prender a respiração, devem ser evitadas. Isso é comum, por exemplo, quando o sujeito levanta peso demais na academia. De novo: é melhor maneirar e evoluir aos poucos.

E não custa recordar que pacientes hipertensos devem passar por um checkup antes de dar início aos trabalhos físicos e obter a liberação do médico, não é mesmo?


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

10 produtos químicos absurdamente perigosos

Todas as substâncias químicas podem ser perigosas em situações especiais, mas os compostos desta lista são especialmente perigosos em todas as situações. Confira:

10. Brometo de etídio
  Este é o corante ideal para colorir pequenos fragmentos de DNA, que sem ele ficam invisíveis nas concentrações normalmente usadas em análises. Sua beleza fluorescente gruda no DNA e é muito útil nos laboratórios, mas ele tem um probleminha: ele causa câncer.
O agente acaba causando quebras no DNA, que se tornam mais suscetíveis a quebras. As quebras causam mutação, que podem acabar fazendo as células se dividirem desenfreadamente. Além disso, para visualizar o corante, é necessário usar uma luz UV, que também causa câncer de pele. Por isso, muitos pesquisadores preferem usar outros componentes mais seguros para marcar DNA.

9. Organocádmios
Chumbo e mercúrio são algumas das substâncias que causam enormes estragos quando introduzidos no corpo humano. O cádmio também faz parte desse grupo, com toxicidade semelhante ao mercúrio. Em contato com a pele, causa queimaduras e problemas nos olhos, além de contaminar o meio ambiente de forma cumulativa. Normalmente é encontrado em minas de zinco e utilizado na fabricação de pilhas.
O organocádmio, além disso, é inflamável nas formas líquida e gasosa. Apenas a exposição ao ar é suficiente para que ele queime.

10 animais fofos que podem te matar
O VX, ou etil S-2-diisopropilaminoetilmetilfosfonotiolato, é um gás tóxico asfixiante extremamente perigoso. Ele é 300 vezes mais forte que o fosgênio. Na forma líquida, ele é absorvido pelos olhos ou pele da vítima e leva apenas uma ou duas horas para ter efeito letal. Já a forma gasosa é ainda pior, agindo mais rapidamente.
Essa substância não tem nenhum uso além das armas químicas, e foi criada pelos britânicos na década de 1950. O governo britânico trocou informações sobre o composto com os Estados Unidos, que forneceram informações sobre a fabricação de armas nucleares.

7. Óxido sulfúrico
O óxido sulfúrico é um percussor do ácido sulfúrico e é necessário para algumas reações de sulfonação. Como o vídeo acima mostra, o óxido sulfúrico é extremamente cáustico quando entra em contato com matéria orgânica.
Quando ele reage com água, gera ácido sulfúrico e calor. Mesmo se a substância não atingir sua pele diretamente, apenas estar próximo da reação pode ser perigoso, já que a fumaça produzida causa estragos no pulmão. Derramar óxido sulfúrico em materiais como papel ou madeira cria um fogo tóxico.

6. Batracotoxina
Este é um poderoso veneno encontrado em sapos. Sua molécula tem estrutura complexa e é tão mortal que uma quantidade minúscula, equivalente a dois grãos de sal, é suficiente para matar um adulto.
A toxina é liberada através de secreções sem cor ou leitosas de glândulas que ficam nas costas do sapo do gene Phyllobates. Quando esse sapo é agitado, sente dor ou se sente ameaçado, a toxina é liberada como reflexo.
O veneno atinge o sistema nervoso. A toxina se liga aos canais de sódio das células nervosas, que são necessários para o funcionamento de músculos e nervos. Ao forçar esses canais a se abrirem, o veneno tira todo o controle muscular do organismo.

5. Difluoreto de dioxigénio
O Difluoreto de dioxigénio é um composto químico de fórmula O2F2, também apelidada de FOOF. Em 1962, o químico A. G. Streng publicou um artigo chamado “As propriedades químicas de difluoreto de dioxigénio”, falando sobre as empolgantes propriedades do composto.
O FOOF precisa ser sintetizado a uma temperatura muito baixa, e entra em ebulição a apenas -57C. Em seus experimentos, Streng descobriu que o FOOF reage de forma explosiva com componentes orgânicos, mesmo a temperatudas como -183C. Misturado ao cloro, a substância causa uma violenta explosão. O artigo de Streng é recheado de palavras como “explosão”, “violenta”, “chamas” e “faísca”.

4. Cianeto de potássio
Este é outro composto químico assustador. O íon cianeto impede a respiração celular, o que causa uma morte rápida. Ele foi usado como arma de suicídio rápido por soldados alemães capturados durante a Segunda Guerra Mundial. Eles ingeriam o veneno, mas sua forma em gás também foi utilizada na guerra, junto com gás cloro e fosgênio. O gás tem cheiro de amêndoas amargas, mas nem todos conseguem identificar esse cheiro.
O contato desse composto com qualquer ácido o converte em ácido cianídrico, que, adivinhe, também é letal.

3. Dimetil mercúrio
Este é um líquido incolor, inflamável e também uma das mais poderosas neurotoxinas existentes. É relatado que ele tem um sabor levemente doce, e a absorção de doses de apenas 0,001 ml podem ser fatais.
Em 1996, Karen Wetterhahn estava estudando os efeitos de metais pesados em organismos, quando derrubou uma ou duas gotas em sua mão, coberta com luva de látex. Ela era uma pesquisadora experiente, e tomou todas as precauções recomendadas. Mas o dimetil mercúrio atravessou sua luva em menos de cinco segundos e entrou em contato com sua pele. A substância não deixou nenhuma marca aparente, e Wetterhahn só foi deduzir o que havia acontecido meses depois, quando há era tarde demais. Ela morreu seis meses depois do contato.

2. Trifluoreto de cloro
É um gás incolor venenoso, corrosivo e muito reativo. Ele é tão corrosivo que não pode ser armazenado em vidro. A única forma relativamente segura de armazenar a substância é em um recipiente de metal tratado com flúor. Isso cria uma barreira de flúor com a qual o trifluoreto de cloro não consegue reagir.
Até mesmo as cinzas de coisas que já foram queimadas com a presença de oxigênio pegam fogo quando expostas ao trifluoreto de cloro, que não precisa de fonte de combustão.
Um acidente envolvendo 900kg da substância derreteu 0,3 m de concreto e 1 m de cascalho que havia por baixo.

1. Ácido fluorídrico
O ácido fluorídrico é um ácido fraco que não queima rapidamente. Isso pode ser ainda mais perigoso para os desatentos, já que o ácido pode passar pela pele sem que a pessoa perceba imediatamente, e entre no corpo. Uma vez lá dentro, ele começa a agir. Um de seus alvos favoritos é o cálcio. Assim, pode causar morte dos ossos e remover o cálcio necessário para a função cardíaca. Se não for tratada, a vítima vai encarar uma morte lenta e brutal. [Listverse]


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

10 mitos e verdades sobre cuidados de beleza no verão

Veja o que os especialistas têm a dizer sobre alguns dos principais rumores de beleza que rondam a estação

1. A partir do FPS 60, a eficácia não muda

Não é bem assim. “O número significa a quantidade de vezes que o produto vai ampliar o tempo que você leva para ficar vermelha”, explica Ana Carolina Ribeiro, farmacêutica especializada em cosmetologia, de São Paulo. Por exemplo: se você já vira uma pimenta após cinco minutos, esse prazo se estende para 150 minutos com um FPS 30. Até aqui, estamos falando de raios UVB, responsáveis pela queimadura da pele. Mas sua preocupação deve ser também fugir do envelhecimento precoce e do câncer de pele, certo? “Esses males são causados pelos raios UVA, e aí há outro fator de proteção importantíssimo a ser levado em conta: o chamado PPD”, alerta a dermatologista Elisete Crocco, de São Paulo. A variação dele entre um FPS 60 e um 90, por exemplo, pode dobrar em alguns casos. Cheque bem a embalagem antes de fazer sua escolha.

2. Protetor solar capilar deixa os fios oleosos
Já existem diversas versões: spray, leave-in, creme para pentear e máscara de proteção – cada uma indicada para diferentes necessidades. “Se suas mechas ficam ressecadas ou oleosas depois do uso, talvez você tenha escolhido a formulação errada para seu tipo de fio e não é, necessariamente, uma prova de que ela é ruim”, esclarece o dermatologista Marcelo Bellini, de São Paulo. Vale lembrar: o protetor nunca deve ser aplicado na raiz (apenas no comprimento e pontas), e, quanto mais fino for o seu cabelo, mais leve deve ser o produto.

3. Sol melhora as espinhas
Mais um ótimo benefício da estação. “O sol tem uma ação anti-inflamatória que atenua a aparência de espinhas de grau leve”, afirma Elisete. Mas não pense que vai resolver o problema ao pisar na areia. A melhora no aspecto acontece de forma gradativa, depois de alguns dias de exposição, e de maneira discreta – nada de esperar milagres. Em caso de cravos ou acne severa e muito inflamada, o sol não ajuda tanto assim. E, para não correr o risco de justamente agravar o quadro no verão, quando transpiramos mais, a dica é sempre usar um filtro solar específico para o rosto em gel e oil free.

4. Protetor solar impede o bronzeamento
Ele reduz bastante a queimadura da pele, mas não impossibilita o bronzeamento. “Até por isso, os filtros solares foram proibidos de utilizar na embalagem a expressão ‘bloqueador solar’, já que não têm a capacidade de impedir completamente os raios UV”, diz Ana Carolina. Funciona assim: quando tomamos sol sem proteção, o organismo responde com uma descamação, numa tentativa de trazer uma nova pele saudável à tona.

O que acontece quando tomamos sol usando filtro solar é justamente o oposto: os raios UV chegam em menor intensidade ao corpo e nossa pele fica menos avermelhada (e, portanto, menos agredida). Com isso, não descascamos e, assim, o bronzeamento vai acontecendo de forma mais gradual (cerca de 48 horas após a exposição solar) e permanece homogêneo por mais tempo. Ou seja, quer ficar morena e manter a saúde? Use filtro solar, sempre.

5. Comer cenoura ajuda a ganhar uma cor dourada
Pode apostar! Assim como outros alimentos alaranjados, ricos em betacaroteno, que nem o mamão, a abóbora e a laranja. “Eles estimulam a produção de melanina, que dá cor à pele, além de ter ação regeneradora e ser antioxidantes, aumentando as defesas contra a radiação solar”, afirma Marcelo. O ideal é turbinar o cardápio pelo menos 15 dias antes da exposição e até mesmo enquanto estiver na praia. Mas, claro, eles são apenas coadjuvantes para deixar o bronzeado mais bonito e duradouro.

6. Piscina e mar deixam o cabelo loiro esverdeado
Em cabelos naturais, a água não interfere na cor. Já se seus fios foram clareados há pouco tempo, cerca de uma semana ou 15 dias atrás, dar um mergulho pode resultar em um tom esverdeado. Como as mechas estão mais fragilizadas e com as cutículas abertas, substâncias como o cloro e o sulfato de cobre, presentes na água da piscina, acabam penetrando no cabelo, alterando drasticamente a cor da tintura.
O mar, por sua vez, por causa do sal, tende a deixar os fios ainda mais ressecados, mas não esverdeados. O dermatologista Marcelo Bellini indica a solução: depois do clareamento, espere pelo menos duas semanas antes de se jogar na piscina e tome alguns cuidados, como lavar o cabelo na ducha depois de mergulhar e usar um leave-in rico em silicone, que fecha as escamas do fio.

7. Bases fluidas deixam a pele respirar mais
Se você não abre mão de um pouquinho de make mesmo nas férias, pelo menos dê um descanso àquela base mais encorpada. Respirar é justamente do que a gente precisa na temporada de praia. “Uma base mais fluida, geralmente encontrada na versão sérum, contém menos óleo e pigmentos na fórmula, o que evita o entupimento dos poros”, afirma Ana Carolina. Outra vantagem: por ser mais aquosa, o risco de escorrer com o suor ou marcar demais a pele é baixo. Só lembre-se de que, em geral, esse tipo de produto tem cobertura mais leve e discreta. Se essa for a sua pedida para os dias mais quentes (quando o bronzeado está em alta), é um investimento certeiro.

8. Usar perfume na praia mancha a pele
Você sabe que tem de guardar seu perfume longe da luz. Então deve imaginar que a fragrância + sol escaldante realmente não é a melhor combinação. Claro que só uma borrifada, bem de leve, não é tão prejudicial, mas você não vai querer arriscar, né? “As substâncias fototóxicas, quando expostas à radiação solar intensa, podem danificar a pele”, diz Ana Carolina. O álcool presente no perfume, assim como os fixadores dele, ainda pode ser gatilho para o surgimento de uma alergia – especialmente em quem tem pele sensível. Por isso, melhor deixar o cheirinho apenas para o bar.

9. Água termal ajuda a hidratar a pele sob o sol
Ela vai ter lugar cativo no seu verão tanto quanto o biquíni. “A alta concentração de minerais naturalmente presentes na água termal garante o poder de hidratação”, explica a dermatologista Karla Assed, do Rio de Janeiro. Em especial, ferro, zinco, selênio e manganês. Leve o produto para a praia e borrife no rosto e no corpo de vez em quando para refrescar e hidratar. Perdeu a noção da hora no stand-up paddle? No pós-banho, antes do hidratante corporal ou facial, aplique a água para aliviar a vermelhidão e a sensação de ardência. Está liberado usar quantas vezes quiser ao longo do dia, sem que fique com a pele melada.

10. Hidratar bem a pele faz o bronzeado durar
Leve isso como um mantra de verão. Manter o corpo bem hidratado antes e depois da exposição solar faz com que sua cor dourada fique mais bonita e não desapareça assim que você voltar das férias. A explicação é que, quando você chega à praia já com a pele hidratada (isso quer dizer que o cuidado deve começar nos dias anteriores à viagem, e não apenas na hora, ok?), ela já está saudável e com uma boa camada de proteção, uma espécie de barreira que ameniza as agressões sofridas pelos raios UV. É esse escudo que evitará que uma descamação leve embora o bronze. O mesmo vale para o pós-sol: ao hidratar, você forma essa película que mantém a hidratação natural.


Fonte: http://boaforma.abril.com.br/beleza/10-mitos-e-verdades-sobre-cuidados-de-beleza-no-verao/ - Por Bruna Bittencourt (Colaboradora) bymuratdeniz/Thinkstock/Getty Images