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quarta-feira, 29 de julho de 2026

Sinais de que seu cachorro pode precisar de cuidados veterinários


Mudanças no comportamento, no apetite e na rotina podem indicar que algo não vai bem com o seu pet

 

Cuidar da saúde do seu cachorro é essencial para garantir o bem-estar dele. Mudanças no apetite, comportamento ou níveis de energia podem indicar problemas. Atenção redobrada para sinais como dificuldade para respirar, vômitos frequentes ou coceira intensa. Consulte um veterinário em caso de sintomas persistentes ou graves e mantenha as consultas de rotina.

 

Quem tem um cachorro em casa sabe como é fácil perceber quando ele está diferente. Afinal, os pets fazem parte da família e, com o tempo, aprendemos a reconhecer seus hábitos e comportamentos.

 

Por isso, uma mudança na rotina pode chamar a atenção. Falta de apetite, cansaço e alterações no comportamento são alguns exemplos.

 

Mas será que esses sinais indicam que o cachorro está doente?

 

Nem sempre. Algumas mudanças podem ser passageiras. Outras, porém, merecem atenção.

 

Por isso, é importante observar o pet. Também vale procurar um veterinário quando os sinais persistirem ou aparecerem de forma intensa.

 

Confira alguns sintomas que não devem ser ignorados!

 

1. Falta de apetite

Seu cachorro sempre corre para o pote de comida? Então, uma mudança nesse comportamento merece atenção.

A perda de apetite pode acontecer por diferentes motivos. Estresse e mudanças na rotina são alguns exemplos.

Porém, ela também pode estar relacionada a problemas de saúde. Por isso, observe se o pet apresenta outros sinais.

Se a falta de apetite persistir, procure orientação veterinária.

 

2. Cansaço fora do normal

Todo cachorro precisa descansar. No entanto, uma mudança repentina na disposição pode ser um sinal de alerta.

Se o pet que costumava brincar e passear passa a ficar muito quieto, vale observar.

O cansaço também pode vir acompanhado de outros sintomas. Falta de apetite, dificuldade para respirar ou alterações no comportamento são alguns deles.

Nesses casos, a avaliação de um veterinário é importante.

 

3. Vômitos ou diarreia

Um episódio isolado pode acontecer. Porém, vômitos e diarreia frequentes não devem ser ignorados.

Esses sintomas podem ter várias causas. Entre elas estão mudanças na alimentação e ingestão de algo inadequado.

Também podem estar relacionados a problemas que precisam de tratamento.

Se os sintomas forem intensos ou persistirem, procure atendimento veterinário.

 

4. Mudanças no comportamento

Você conhece o jeito do seu pet melhor do que ninguém. Por isso, uma mudança repentina pode ser um sinal importante.

Um cachorro que fica mais agressivo pode estar sentindo dor. O mesmo vale para um animal que se esconde mais ou evita contato.

Ficar mais quieto também pode indicar que algo não está bem.

Observe essas mudanças. Se elas continuarem, converse com um veterinário.

 

5. Dificuldade para respirar

A respiração do cachorro também merece atenção.

Se o pet apresenta dificuldade para respirar, respiração muito acelerada ou esforço para puxar o ar, procure atendimento veterinário.

Esse tipo de sinal pode indicar um problema que precisa de avaliação rápida.

Por isso, não espere o sintoma piorar para buscar ajuda.

 

6. Coceira ou queda de pelos excessiva

Todo cachorro pode se coçar de vez em quando. A queda de alguns pelos também é normal em muitos animais.

Porém, quando a coceira fica intensa, algo pode estar errado.

O pet também pode apresentar vermelhidão, feridas ou falhas na pelagem.

Esses sinais podem estar relacionados a diferentes problemas de pele. Apenas um veterinário pode identificar a causa e indicar o tratamento adequado.

 

7. Mudanças na ingestão de água ou na urina

Você percebeu que seu cachorro está bebendo muito mais água do que o normal? Ou que começou a urinar com mais frequência?

Essas mudanças também merecem atenção.

Alterações na quantidade de água ingerida e na frequência da urina podem estar relacionadas a diferentes condições de saúde.

Por isso, observe a rotina do pet. Se notar uma mudança persistente, procure orientação veterinária.

 

Quando levar o cachorro ao veterinário?

Conhecer os hábitos do seu pet ajuda a identificar mudanças. Por isso, observe a alimentação, a disposição e o comportamento dele no dia a dia.

Alguns sinais exigem atenção imediata. Procure atendimento veterinário o quanto antes se o cachorro apresentar:

 

Dificuldade para respirar.

Desmaios.

Convulsões.

Sangramentos.

Sinais de dor intensa.

 

Nessas situações, não espere o sintoma passar ou piorar para buscar ajuda.

 

Além disso, não espere o cachorro apresentar sintomas para cuidar da saúde dele. Consultas de rotina também são importantes.

 

O acompanhamento profissional ajuda a prevenir problemas. Também permite identificar alterações antes que elas se agravem.

 

Afinal, nossos pets não conseguem dizer quando estão sentindo alguma coisa. Cabe a nós observar os sinais e oferecer os cuidados que eles precisam.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/sinais-de-que-seu-cachorro-pode-precisar-de-cuidados-veterinarios,c56bcccd27416e2fb2a2107279cd361epwm0s3rn.html?utm_source=clipboard - Por: Kevilin Alves / Licenciado de Alto Astral - Foto: Shutterstock / Alto Astral

terça-feira, 16 de junho de 2026

Gordura no fígado: condição comum pode ser reversível com mudanças no estilo de vida


A chamada gordura no fígado, ou esteatose hepática, aparece com frequência nos consultórios médicos e nos exames de rotina. Estimativas recentes indicam que cerca de 30% da população brasileira apresenta algum grau dessa alteração. Muitas pessoas, porém, não percebem o problema. Em grande parte dos casos, a condição permanece silenciosa. No entanto, ajustes consistentes no estilo de vida costumam reverter esse quadro antes que ele evolua para formas mais graves.

 

De acordo com hepatologistas que atuam em diferentes serviços de saúde, a esteatose não se restringe a pessoas com obesidade ou alto consumo de álcool. Ela também aparece em indivíduos com sobrepeso discreto, sedentarismo ou alterações metabólicas, como colesterol alto e resistência à insulina. Assim, a orientação predominante entre especialistas permanece clara: alimentação equilibrada, atividade física regular e perda de peso sustentada formam pilares essenciais para reduzir a gordura acumulada no fígado.

 

O que é a gordura no fígado e por que ela preocupa?

A esteatose hepática ocorre quando o fígado acumula gordura acima do considerado normal, geralmente acima de 5% do órgão. Esse excesso surge por diferentes mecanismos, como resistência à insulina, ingestão calórica elevada, consumo de bebidas alcoólicas ou combinação de fatores. Em estágio inicial, o fígado ainda desempenha suas funções. Contudo, a agressão contínua favorece inflamação e cicatrizes, o que abre caminho para esteato-hepatite, cirrose e até câncer de fígado.

 

Hepatologistas destacam que muitas pessoas descobrem a gordura hepática por acaso, em exames de ultrassom abdominal solicitados por outros motivos. Como o problema geralmente não causa sintomas, ele permanece despercebido até que exames de sangue ou de imagem indiquem alterações. Por isso, serviços de atenção primária reforçam a importância de monitorar peso, circunferência abdominal, perfil lipídico e glicemia, especialmente em pessoas com fatores de risco.

 

Entre os fatores mais associados ao surgimento da gordura no fígado estão:

 

Sobrepeso e obesidade, principalmente com acúmulo de gordura abdominal;

Sedentarismo e baixa prática de atividade física regular;

Diabetes tipo 2 e resistência à insulina;

Colesterol e triglicerídeos elevados (dislipidemia);

Consumo de álcool, mesmo em quantidades consideradas moderadas para algumas pessoas sensíveis;

Uso prolongado de certos medicamentos, quando a pessoa já apresenta outros fatores metabólicos;

Histórico familiar de doenças hepáticas ou síndrome metabólica.

 

Gordura no fígado é reversível?

Especialistas em fígado explicam que, em muitos casos, a gordura no fígado é reversível, especialmente quando o diagnóstico ocorre em fases iniciais, sem inflamação intensa ou fibrose avançada. A reversão depende principalmente de mudanças de comportamento mantidas ao longo do tempo. Portanto, medidas isoladas e pontuais geralmente não bastam. Até o momento, nenhum remédio específico cura a esteatose sozinho. Dessa forma, o foco recai sobre o controle dos fatores que alimentam o acúmulo de gordura.

 

Hepatologistas ressaltam que o fígado costuma responder de forma relativamente rápida às mudanças. Em alguns meses de intervenção adequada, exames de imagem já mostram redução da gordura hepática. No entanto, a velocidade dessa melhora varia conforme o grau de esteatose, a presença de outras doenças e a adesão ao plano alimentar. A regularidade na prática de exercício físico também interfere diretamente no resultado. Nesse contexto, a recomendação indica que qualquer ajuste ocorra com acompanhamento médico e, quando possível, de nutricionista e educador físico.

 

Quais mudanças de estilo de vida ajudam a reverter a esteatose hepática?

Entre as orientações mais frequentes em consultório, destacam-se:

 

Ajustes na alimentação

Priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, grãos integrais e leguminosas.

Reduzir produtos ultraprocessados, ricos em açúcar, gorduras saturadas, sódio e aditivos.

Limitar o consumo de bebidas açucaradas, como refrigerantes e sucos industrializados.

Dar preferência a fontes de gordura considerada mais saudável, como azeite de oliva, oleaginosas e peixes gordurosos.

Adequar o tamanho das porções para favorecer a perda de peso gradual e sustentável.

Distribuir melhor as refeições ao longo do dia, evitando longos períodos em jejum seguidos de grandes volumes de comida.

Prática regular de exercícios físicos

Incorporar atividades aeróbicas, como caminhada rápida, corrida leve, bicicleta ou natação, ao menos 150 minutos por semana, conforme diretrizes de saúde.

Associar exercícios de fortalecimento muscular, que ajudam no controle glicêmico e no aumento do gasto energético.

Ajustar a intensidade do treino à condição clínica de cada pessoa, com avaliação prévia quando existir alguma doença associada.

Incluir mais movimento diário, como subir escadas e caminhar curtas distâncias, para complementar o treino formal.

Perda de peso e controle metabólico

Meta de redução de 7% a 10% do peso corporal em pessoas com sobrepeso ou obesidade, pois essa faixa se associa à melhora significativa da esteatose.

Controlar de forma rigorosa o diabetes, o colesterol e os triglicerídeos, com apoio medicamentoso quando o médico indicar.

Rever o consumo de álcool, incluindo redução ou suspensão, conforme orientação médica individualizada.

Monitorar regularmente a pressão arterial e a circunferência abdominal, para acompanhar a resposta ao tratamento.

Por que o diagnóstico precoce da gordura no fígado é tão importante?

A identificação da esteatose hepática em estágios iniciais permite interromper ou reduzir a progressão para doenças mais complexas. Essas doenças podem exigir tratamentos invasivos e acompanhamento constante. O diagnóstico geralmente inclui avaliação clínica, exames laboratoriais e ultrassonografia. Em alguns casos, o médico também solicita métodos mais sofisticados, como elastografia hepática, para avaliar melhor a rigidez do fígado.

 

Profissionais de saúde recomendam atenção redobrada a pessoas com histórico de síndrome metabólica, hipertensão arterial, diabetes e obesidade. Nesses grupos, exames regulares auxiliam na detecção precoce tanto da gordura no fígado quanto de outras complicações associadas. Além disso, consultas periódicas permitem ajustes rápidos no plano alimentar e no uso de medicamentos. A orientação indica que qualquer alteração em exames precisa de discussão em consulta, evitando a interrupção do acompanhamento sem investigação adequada.

 

Ao reforçar medidas cotidianas como alimentação equilibrada, prática de exercícios e controle de peso, especialistas mostram que a gordura hepática deixa de representar apenas um achado de exame. Ela passa a funcionar como uma oportunidade concreta de reorganizar hábitos. Dessa forma, a pessoa previne desdobramentos mais sérios para o fígado e para a saúde geral, com impacto positivo também na qualidade de vida e na longevidade.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/gordura-no-figado-condicao-comum-pode-ser-reversivel-com-mudancas-no-estilo-de-vida,4848b5a097eda704cea9aa91758ed621rv69vim4.html?utm_source=clipboard - depositphotos.com / Tharakorn

domingo, 7 de junho de 2026

Quem é sedentário pode melhorar a saúde com apenas 1 mês de Pilates? Veja os resultados



Pilates para sedentários pode trazer mudanças antes do esperado? Um estudo observou efeitos em indicadores importantes após apenas um mês.

 

Quem está há muito tempo sem se exercitar costuma acreditar que qualquer mudança na saúde demora meses para aparecer. Mas um estudo recente sugere que alguns indicadores importantes, como pressão arterial e glicose, podem começar a melhorar mais cedo do que muita gente imagina.

 

A pesquisa acompanhou mulheres sedentárias que participaram de aulas de Pilates três vezes por semana durante um mês.

 

Ao final desse período, foram observadas mudanças em indicadores ligados à saúde cardiovascular, ao metabolismo e aos níveis de cortisol, hormônio relacionado à resposta do organismo ao estresse.

 

O que o Pilates fez com a saúde das participantes?

As participantes realizaram sessões de Pilates três vezes por semana, com duração de cerca de uma hora.

 

Ao final do programa, os pesquisadores observaram:

 

redução da frequência cardíaca em repouso;

diminuição da pressão arterial;

melhora dos níveis de glicose no sangue;

redução do índice de massa corporal (IMC);

diminuição da circunferência abdominal;

queda dos níveis de cortisol.

 

As melhorias apareceram nos dois grupos avaliados: mulheres entre 30 e 40 anos e participantes entre 50 e 60 anos.

 

Um dos achados que mais chamou a atenção foi que, em alguns indicadores, como pressão arterial, glicose e cortisol, as mulheres mais velhas apresentaram resultados ainda mais expressivos.

 

Como o Pilates pode influenciar pressão, glicose e bem-estar?

O Pilates combina fortalecimento muscular, controle da respiração e movimentos realizados de forma consciente.

Para pessoas sedentárias, começar a se exercitar regularmente costuma melhorar o funcionamento cardiovascular e metabólico.

Além disso, a prática envolve atenção aos movimentos e técnicas de respiração que costumam ser associadas ao relaxamento e ao bem-estar.

 

Por que algumas participantes melhoraram mais?

Os pesquisadores acreditam que participantes com maior comprometimento metabólico ou cardiovascular tinham mais espaço para melhorar após o início da atividade física.

Isso pode ajudar a explicar por que algumas mulheres entre 50 e 60 anos apresentaram respostas mais evidentes em indicadores como pressão arterial, glicose e cortisol.

 

Os resultados valem para qualquer pessoa?

Ainda é preciso interpretar os resultados com cautela.

A pesquisa envolveu apenas 30 mulheres sedentárias e durou um mês.

Além disso, as participantes também receberam orientações para reduzir o consumo de álcool, açúcar e bebidas açucaradas durante o período analisado.

Por isso, não é possível afirmar que todas as melhorias observadas ocorreram exclusivamente por causa do Pilates.

Mesmo assim, os resultados sugerem que iniciar uma rotina de exercícios pode trazer benefícios para a saúde antes do que muita gente imagina.

 

Vale a pena apostar na modalidade?

Para quem está há muito tempo sem se exercitar, o Pilates pode ser uma alternativa interessante para iniciar uma rotina mais ativa.

Além do fortalecimento muscular e da melhora da postura, a modalidade também pode trazer benefícios para a saúde cardiovascular e metabólica.

Isso não significa que os efeitos sejam imediatos ou garantidos para todas as pessoas. Mas os resultados reforçam o que já se sabe sobre a importância da atividade física regular para a saúde.

Publicado na revista científica Life, o estudo acrescenta novas evidências sobre os possíveis benefícios do Pilates para pessoas sedentárias.

Mais do que destacar uma modalidade específica, os achados reforçam que manter o corpo em movimento continua sendo uma das estratégias mais importantes para cuidar da saúde ao longo da vida.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/quem-e-sedentario-pode-melhorar-a-saude-com-apenas-1-mes-de-pilates-veja-os-resultados,3a3133801000a625f0da5d7c6083844eod6vx6xv.html?utm_source=clipboard - Por: Michele Azevedo / SaúdeLAB - Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Viva bem e melhor: hábitos simples podem transformar a sua saúde


É importante refletir sobre as escolhas do dia a dia e buscar pequenas mudanças que promovam qualidade de vida

 

Em meio ao avanço das doenças crônicas, um alerta se impõe: adotar hábitos saudáveis se tornou essencial para a saúde. Sedentarismo, alimentação inadequada e rotina estressante formam uma combinação que impacta diretamente o bem-estar e contribui para o aumento de condições como hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares, responsáveis por grande parte das mortes no país.

 

Diante desse cenário, fica ainda mais evidente a necessidade de refletir sobre as escolhas do dia a dia e buscar pequenas mudanças que promovam saúde e qualidade de vida. Segundo o Prof. Dr. Durval Ribas Filho, nutrólogo, Fellow da The Obesity Society (TOS - EUA) e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), pequenas mudanças já fazem toda a diferença.

 

"A combinação entre atividade física regular e alimentação equilibrada é uma das estratégias mais eficazes para prevenir doenças crônicas. São medidas acessíveis, com impacto comprovado na saúde a curto e longo prazo", afirma.

 

O poder da atividade física

Os riscos da inatividade física são um fator desencadeador de várias doenças, e a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que adultos pratiquem de 150 a 300 minutos de atividade física moderada por semana ou de 75 a 150 minutos, se for intensa. Essa simples mudança na rotina, de forma regular, contribui para a redução da pressão arterial, o controle do peso, a melhora da saúde cardiovascular e a redução do estresse.

 

Importância de uma alimentação equilibrada

Se o movimento é fundamental, a alimentação é outro eixo indispensável para a promoção da saúde e da qualidade de vida. Padrões alimentares equilibrados podem prevenir e até auxiliar no controle de doenças como a hipertensão. Dietas ricas em alimentos naturais, com baixo teor de sódio e alto valor nutricional, ajudam a melhorar o funcionamento do organismo e a proteger o sistema cardiovascular.

 

"O que colocamos no prato tem impacto direto na nossa saúde. Por isso, é importante estar atento ao consumo excessivo de alimentos não naturais e checar a quantidade de sal, açúcar e gorduras antes de consumir, além de priorizar frutas, verduras e legumes na composição da dieta, pois são fontes de nutrientes essenciais na prevenção de várias doenças. Também é importante evitar bebidas açucaradas, excesso de sal e álcool", reforça o Prof. Dr. Durval Ribas Filho.

 

Escolhas para o dia a dia

Quando o assunto é comer melhor, incluir certos alimentos na rotina pode transformar a forma como o corpo responde no dia a dia, como:

 

Frutas e vegetais: ricos em potássio e antioxidantes, ajudam a regular a pressão arterial. Aposte em banana, laranja, folhas verdes e tomate.

Leguminosas: fonte de fibras, proteínas vegetais e minerais, auxiliam no controle da pressão e da glicemia. Por isso, consuma feijão, lentilha e grão-de-bico.

Grãos integrais: contêm fibras e magnésio, que contribuem para a saúde vascular. Vale consumir arroz integral, aveia e quinoa.

Oleaginosas: possuem gorduras boas e antioxidantes, que protegem o coração. Castanhas, nozes e amêndoas são ótimas opções.

Proteínas magras: consuma peixes ricos em ômega 3, como salmão e sardinha, que têm ação anti-inflamatória.

Gorduras saudáveis: contribuem para a saúde cardiovascular. Consuma azeite de oliva e abacate.

 

Pequenas atitudes, grandes benefícios

Segundo o nutrólogo, é essencial ir além da prática de atividade física e valorizar um conjunto de hábitos saudáveis que influenciam diretamente a qualidade de vida. "Pequenas mudanças, como caminhar mais, melhorar a alimentação, dar atenção à saúde mental e ao bem-estar, além de controlar o estresse, são capazes de gerar muitos benefícios. É uma construção dia a dia, em todas as fases da vida, para que se possa envelhecer com autonomia e qualidade", conclui.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/viva-bem-e-melhor-habitos-simples-podem-transformar-a-sua-saude,71c6fa126469e753c7988b6cd8ce3418tod6h7ow.html?utm_source=clipboard - Por Edna Vairoletti - Foto: PeopleImages | Shutterstock / Portal EdiCase

sábado, 31 de janeiro de 2026

6 erros comuns na academia que você pode estar cometendo


Entenda por que seus resultados estagnaram e saiba como pequenos ajustes na rotina podem acelerar sua evolução física

 

Muitas pessoas mantêm uma frequência exemplar na academia, mas sentem que estagnaram. A sensação de treinar muito e não ver mudanças no espelho é frustrante. Além disso, dores constantes nas articulações podem surgir sem uma causa aparente.

 

Na maioria das vezes, o problema não está na falta de esforço. O erro costuma estar em detalhes silenciosos que passam despercebidos no dia a dia. Pequenos deslizes técnicos ou comportamentais podem sabotar todo o seu ganho muscular.

 

A boa notícia é que identificar esses erros é o primeiro passo para o sucesso. Ajustar a postura ou o planejamento pode ser o diferencial para o seu corpo. Confira abaixo os seis erros mais comuns e aprenda como corrigi-los hoje mesmo.

 

1. Treinar sem planejamento

Muitos alunos chegam à academia e decidem o que treinar na hora. Essa falta de método impede que você trabalhe os grupos musculares de forma equilibrada. Treinar "o que dá vontade" gera lacunas no desenvolvimento do seu corpo físico.

Um plano de treino (ou ficha) serve como um mapa para sua evolução. Ele garante que você tenha a progressão de carga e o volume ideal. Sem planejamento, é impossível medir se você está realmente evoluindo ou apenas se cansando.

Como corrigir: Peça ajuda a um profissional de educação física para montar seu cronograma. Siga a sequência proposta e anote suas evoluções de peso e repetições semanalmente. Ter um objetivo claro torna cada gota de suor muito mais eficiente e produtiva.

 

2. Pular o aquecimento

O aquecimento é frequentemente visto como uma perda de tempo por quem tem pressa. Entretanto, entrar direto em uma série pesada é um convite para lesões graves. Seus músculos e articulações precisam de preparação para suportar a carga intensa de trabalho.

O aquecimento aumenta a temperatura corporal e melhora a circulação sanguínea local. Isso lubrifica as articulações e prepara o sistema nervoso para o esforço que virá. Pular essa etapa deixa seus tendões vulneráveis e diminui sua força durante o treino.

Como corrigir: Dedique pelo menos 5 a 10 minutos para movimentos articulares e aeróbicos leves. Fazer uma série com carga reduzida antes do exercício principal também é uma ótima técnica. Seu corpo responderá muito melhor e o risco de estiramentos cairá drasticamente agora.

 

3. Exagerar na carga

O "ego lifting" é um dos erros mais perigosos dentro de uma sala de musculação. Colocar mais peso do que você consegue suportar sacrifica totalmente a qualidade do movimento. O músculo não entende o peso, ele entende a tensão e o estímulo correto.

Quando a carga é excessiva, você acaba usando o balanço do corpo para ajudar. Isso retira o foco do músculo principal e sobrecarrega a sua coluna e articulações. Muitas vezes, menos peso com execução perfeita gera muito mais hipertrofia e definição.

Como corrigir: Priorize a técnica antes de pensar em aumentar as anilhas na barra. Sinta o músculo trabalhar durante toda a fase da subida e da descida. Só aumente a carga quando conseguir realizar todas as repetições com controle total.

 

4. Postura incorreta

A postura incorreta é a principal causa de dores lombares e nos ombros após o treino. Mesmo com uma carga adequada, um posicionamento errado pode ser desastroso para a saúde. Manter a coluna desalinhada ou os joelhos em posição instável gera um desgaste desnecessário.

Muitas vezes, a falta de consciência corporal impede que o aluno perceba o erro sozinho. O uso de espelhos na academia não é vaidade, mas uma ferramenta de autocorreção. Um agachamento mal feito, por exemplo, ataca mais as costas do que as pernas.

Como corrigir: Execute os movimentos com calma e observe-se lateralmente no espelho sempre. Mantenha o abdômen contraído para estabilizar o tronco em todos os exercícios realizados. Na dúvida, chame o instrutor para avaliar sua biomecânica antes de continuar a série.

 

5. Ignorar o descanso

Muitos acreditam que o músculo cresce enquanto estamos levantando peso na academia. Na verdade, o treino gera microlesões, e o crescimento ocorre durante o descanso total. Treinar o mesmo grupo muscular todos os dias impede a recuperação e causa o "overtraining".

O sono de qualidade é o momento em que o corpo libera hormônios essenciais para os músculos. Sem descanso, você se sente mais cansado, irritado e sua força diminui no dia seguinte. Respeitar os dias de pausa é tão importante quanto o dia de treino pesado.

Como corrigir: Tente dormir entre 7 e 9 horas por noite para uma recuperação completa. Dê um intervalo de pelo menos 48 horas antes de treinar o mesmo músculo novamente. Escute o seu corpo e não tenha medo de tirar um dia de folga quando sentir exaustão.

 

6. Alimentação e hidratação inadequadas

Treinar com fome ou desidratado é como tentar dirigir um carro sem combustível no tanque. A nutrição fornece os substratos necessários para a contração muscular e a reparação. Sem a ingestão correta de proteínas e carboidratos, o corpo pode acabar perdendo massa magra.

A hidratação também é crítica, já que o músculo é composto por cerca de 75% de água. A falta de líquidos causa cãibras, tonturas e reduz drasticamente a sua resistência física. Muitas vezes, a fadiga precoce no treino é apenas sinal de que você bebeu pouca água.

Como corrigir: Mantenha uma garrafa de água sempre por perto e beba aos poucos durante o treino. Consuma uma refeição equilibrada cerca de 1 a 2 horas antes de ir para a academia. Se possível, consulte um nutricionista esportivo para ajustar sua dieta aos seus objetivos.

 

Pequenos ajustes, grandes resultados

A musculação é uma jornada de paciência, técnica e muita observação individual. Corrigir esses seis erros comuns transformará a sua experiência com a atividade física. Você passará a sentir menos dor "ruim" e muito mais prazer nos seus resultados.

Lembre-se que o corpo perfeito é aquele que é saudável, funcional e forte. Não tenha pressa em pular etapas, pois a constância vence a intensidade desordenada. Foque na qualidade de cada repetição e o seu reflexo no espelho mudará naturalmente.

A academia deve ser um lugar de bem-estar, não de punição ou lesões evitáveis. Com essas dicas, você está pronto para elevar o seu nível de treino hoje mesmo. Mantenha o foco, cuide da sua técnica e bons treinos para você!

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/6-erros-comuns-na-academia-que-voce-pode-estar-cometendo,0f1084af855e8516d1197e62b5210c8f90jjwkvl.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Sport Life

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Cinco mudanças de estilo de vida para ajudá-lo a viver mais e melhor


Pesquisas científicas demonstram que existem formas simples de fortalecer o nosso cérebro, postergando os efeitos do envelhecimento. Elas não exigem grandes alterações de estilo de vida, mas sim pequenas mudanças que, somadas, podem fazer uma grande diferença.

 

Se você costuma perder as chaves regularmente, saiba que não está sozinho.

 

Esquecer com mais frequência é uma parte comum do envelhecimento e existe a crença comum de que as nossas capacidades cognitivas diminuem quando ficamos idosos.

 

Mas as dificuldades cognitivas que surgem com o avanço da idade não são inevitáveis. Existem medidas que todos nós podemos tomar para viver bem por mais tempo e, ao mesmo tempo, proteger o nosso cérebro.

 

No início da infância, o nosso cérebro constrói constantemente novas conexões entre os neurônios e fortalece as já existentes. Mais de um milhão de novas conexões neurais são formadas a cada segundo nos nossos primeiros anos de vida.

 

Mas, quando envelhecemos, esta velocidade começa a diminuir, especialmente quando algumas dessas conexões deixam de ser necessárias.

 

Um estudo recente demonstrou que o nosso cérebro atravessa cinco grandes "eras" na nossa vida. E as principais mudanças acontecem, em média, aos 9, 32, 66 e 83 anos de idade.

 

Descobriu-se que o nosso cérebro só atinge a fase "adulta" na casa dos 30 anos, quando suas regiões ficam mais compartimentalizadas, e que a arquitetura cerebral começa a mostrar sinais de envelhecimento perto dos 65 anos.

 

Mas estas transições na forma de conexão do cérebro não são as mesmas para todas as pessoas, nem são inevitáveis.

 

Da mesma forma que exercitamos os músculos para mantê-los fortes, manter as conexões cerebrais requer que a mente continue ativa.

 

Um grande estudo concluiu que um estilo de vida ativo pode retardar significativamente ou até ajudar as pessoas a evitar a demência.

 

A equipe demonstrou que o estudo, a socialização, o trabalho e atividades de lazer ajudam a construir a chamada "reserva cognitiva", ou seja, a capacidade do cérebro de superar os danos causados pelo envelhecimento. O cérebro consegue encontrar novos caminhos de compensação, tornando-se mais resiliente contra eventuais declínios causados pela idade.

 

Passei os últimos meses estudando os conhecimentos científicos existentes sobre como podemos envelhecer melhor e conversando com especialistas para o novo curso online (em inglês) da BBC, Live Well For Longer ("Viva melhor por mais tempo", em inglês), a ser lançado em 17 de janeiro.

 

Reunimos exercícios simples e viáveis, baseados na ciência, para promover sua saúde por muito tempo.

 

Para mim, o mais significativo é que as pesquisas demonstram como podemos influenciar nossa longevidade com pequenas mudanças consistentes. Elas deixam claro, por exemplo, que a atividade física beneficia nosso bem-estar e a saúde cerebral.

 

Com isso em mente, aqui estão cinco formas de promover o bem-estar, mantendo o nosso cérebro jovem.

 

Nunca é tarde demais para aprender algo novo

Em primeiro lugar, é importante pensar na saúde cognitiva como um amplo conjunto de técnicas que usamos diariamente. Elas incluem nossa capacidade de raciocinar, resolver problemas e nos concentrar, além da velocidade em que processamos as informações.

Estas técnicas são variadas e podem se desenvolver e se alterar, dependendo do nosso estilo de vida. O importante é que podemos protegê-las e melhorá-las em qualquer idade.

Embora alguns desses processos fiquem mais lentos, declínios cognitivos intensos não são consequências inevitáveis do envelhecimento, segundo o psicólogo Alan Gow, da Universidade Heriot-Watt de Edimburgo, no Reino Unido.

"Na verdade, temos oportunidades de proteger e promover nossa saúde cerebral em todas as idades e fases da vida", explica ele.

Podemos, de fato, impulsionar nossas técnicas cognitivas, o que irá proteger nossa capacidade de pensamento no futuro.

Algumas capacidades cognitivas são propensas a mudanças relacionadas à idade, como a nossa velocidade de processamento de informações.

Mas Gow afirma que isso não deve necessariamente ser considerado um problema e que o declínio pode começar a ocorrer ainda no auge da nossa vida profissional.

A poderosa mensagem de uma campanha da organização britânica Alzheimer's Research é que "nunca é muito cedo, nem tarde demais" para começar a agir.

Uma forma simples de promover nossa cognição e diminuir o risco de demência é tentar fazer algo novo.

Quem tem afinidade com a natureza talvez possa tentar a jardinagem. Pesquisas demonstram que esta atividade preserva as funções cognitivas e, portanto, pode ajudar você a viver por mais tempo.

Os médicos já estão integrando a jardinagem à assistência médica. Ela pode ser especialmente útil com o envelhecimento, pois o processo de aprendizado sobre as plantas e como mantê-las vivas pode estimular partes do cérebro que, de outra forma, talvez não sejam usadas.

Outra possibilidade é aprender um novo idioma, o que faz uso de diversas partes do cérebro, estimulando as conexões entre essas áreas. E se descobriu que este estímulo atrasa o início dos sintomas de Alzheimer em até cinco anos.

 

Você precisa do combustível certo para o cérebro

Décadas de pesquisas demonstraram que precisamos de uma alimentação saudável e equilibrada. Mas as opções são tantas que é difícil saber em que devemos nos concentrar.

Uma orientação simples é acrescentar à nossa alimentação o máximo possível de cores entre frutas, legumes e verduras. Com isso, devemos conseguir as vitaminas, fibras e sais minerais de que necessitamos, beneficiando também a saúde do cérebro.

Já se demonstrou que uma porção diária adicional de frutas, legumes e verduras melhora o nosso bem-estar. E os benefícios de uma alimentação rica em frutas, legumes e verduras para a saúde do cérebro e do coração são uma das descobertas mais sólidas da ciência da nutrição.

A professora de biologia intestinal Karen Scott, da Universidade de Aberdeen, no Reino Unido, destaca que uma das mudanças alimentares mais significativas para a saúde cognitiva é o aumento do consumo de fibras.

 

Um estudo recente concluiu que um simples suplemento de fibras melhorou as funções cerebrais dos participantes em três meses. A boa notícia é que existem muitas fontes diferentes de fibras, como nozes, frutas, legumes e verduras, o que facilita o aumento do consumo.

Devemos também planejar o consumo do tipo certo de gordura, como gorduras poli-insaturadas, encontradas em nozes e peixes gordurosos, como salmão e truta. Sabe-se que eles protegem contra a demência.

Paralelamente, também pode ser benéfico reduzir nossa ingestão de gorduras saturadas, comuns em carnes processadas. Elas podem fazer com que o fígado produza compostos prejudiciais chamados ceramidas, relacionados a doenças cardiovasculares e ao aumento do risco de mal de Alzheimer.

Também devemos verificar a ingestão de quantidade suficiente de colina na alimentação.

Esta substância costuma ser encontrada em ovos e em muitos outros alimentos de origem animal. Ela está relacionada à melhoria da nossa memória e sua deficiência está ligada ao mal de Parkinson e Alzheimer.

A ingestão de colina em níveis mais altos também foi relacionada à queda do risco de depressão.

 

O exercício físico aumenta nossa energia e nosso bem-estar mental

Quando o assunto é movimento, mesmo com as nossas melhores intenções, pode ser difícil atingir o volume semanal recomendado de exercícios.

Por isso, é preciso compreender que não é necessário praticar exercícios de forma intensiva para obter benefícios. Até mesmo sessões regulares de caminhadas trazem benefícios.

A velocidade dos seus passos, seja no parque ou fazendo compras, pode até dar uma ideia da sua saúde em geral e da idade do seu cérebro.

Se o prédio onde você trabalha tem elevadores, tente subir pela escada. Subir mesmo poucos lances por dia pode impulsionar sua saúde e sua mente.

Independentemente da forma de exercício que você praticar, movimentos regulares trazem enormes benefícios para sua saúde física e mental.

A atividade física também fortalece áreas do cérebro que são vulneráveis para o mal de Alzheimer, tornando o cérebro mais resiliente aos efeitos do envelhecimento e, potencialmente, retardando o declínio cognitivo.

Uma pesquisa recente concluiu que pessoas que se exercitam mais na meia-idade apresentam risco 45% menor de desenvolver demência, em comparação com as que se exercitam menos. E o melhor de tudo é que o exercício melhora o humor e pode reduzir a depressão.

A professora de formação de imagens neurais e envelhecimento cognitivo Melanie Burke, da Universidade de Leeds, no Reino Unido, afirma que uma mensagem importante e positiva é que envelhecer bem não depende dos fatores externos do envelhecimento.

"Os fatores internos são muito mais importantes, pois, se você se sentir bem, terá boa aparência", explica ela, destacando que se sentir bem é fundamental para permanecer ativo e ter melhor qualidade de vida.

 

Priorize seus amigos para ter uma vida mais longa

Pessoalmente falando, o maior estímulo que senti enquanto pesquisava para o curso Viva Bem por Mais Tempo — e que pode me render benefícios imediatos — é a importância do nosso mundo social para o nosso bem-estar, não apenas agora, mas também à medida que envelhecemos.

 

Às vezes, eu prefiro uma noite em casa em vez de me aventurar em um bar repleto e barulhento. Mas sempre me sinto muito melhor depois de encontrar meus amigos.

Aprendi que priorizar reuniões regulares com os amigos, talvez durante uma corrida ou um rápido café, realmente melhora meu humor. E, mesmo assim, observo quantas pessoas simplesmente não se esforçam para se reunir com os demais.

Existem evidências cada vez maiores de que a solidão está aumentando em todo o mundo.

As interações sociais aumentam nossa longevidade e as pessoas sociáveis tendem a ser mais saudáveis do que aquelas mais isoladas.

Segundo um dos meus colegas aqui na BBC, David Robson, nossas amizades "podem exercer influência sobre tudo — desde a resistência do nosso sistema imunológico até a possibilidade de morrermos de doenças cardíacas". E também podem nos ajudar a viver mais.

Nossa rede social, de fato, pode influenciar tanto a nossa saúde quanto a rotina de exercícios. Por isso, uma Comissão de Conexões Sociais da Organização Mundial da Saúde classificou as conexões sociais como "prioridade de saúde global"

Uma dica simples para aumentar a socialização é se conectar com outras pessoas com interesses comuns. Talvez tentar um novo hobby, um curso de idiomas ou um grupo de corredores possa ajudar.

Certamente consigo benefícios com minha corrida semanal de 5 km pela vizinhança. Até um rápido cumprimento para rostos conhecidos me energiza tanto quanto o exercício.

Pode ser difícil saber como estabelecer conexões mais profundas com estranhos ou conhecidos, mas existe uma solução simples.

Pesquisas demonstram que podemos passar a ser amigos melhores das pessoas à nossa volta, simplesmente fazendo as perguntas certas e revelando mais informações pessoais a nosso respeito. É a chamada "autodescrição recíproca".

 

Mudança de mentalidade

Quando decidimos nos engajar para viver melhor, é comum achar que precisamos fazer mudanças significativas.

Mas pesquisas indicam que alterações pequenas, mas consistentes, são fundamentais para melhorar nosso bem-estar físico e mental, sem necessidade de reformas radicais na nossa vida.

O primeiro passo é compreender que podemos, de fato, realizar mudanças relevantes de imediato.

"Se as pessoas não acreditarem que a mudança é possível, é muito improvável que elas estejam abertas para uma intervenção", segundo Alan Gow. "É fundamental aumentar o conhecimento sobre o que podemos fazer para proteger e promover a saúde do cérebro, seja em que idade for."

Ações simples poderiam ser, por exemplo, tentar um novo exercício, encontrar um novo hobby ou entrar em um grupo de leitura.

E, para qualquer pessoa pronta para tomar essas medidas, já se demonstrou que a combinação de alterações da alimentação, exercícios, treinamento cognitivo e saúde cardiovascular apresentam melhorias significativas sobre a saúde cerebral para idosos com risco de demência.

Isso foi mostrado no histórico estudo Finger (Intervenção Geriátrica Finlandesa, na sigla em inglês), em que 1.260 participantes com idades de 60 a 77 anos foram divididos aleatoriamente entre um grupo de intervenção — no qual passaram por um programa de dois anos de mudanças no estilo de vida — e um grupo de controle, que recebeu apenas conselhos comuns sobre saúde.

O estudo concluiu que, em comparação com o grupo de controle, os participantes do grupo de intervenção demonstraram melhoria de até 25% maior das funções cognitivas gerais, além de aprimoramentos da memória e da solução de problemas.

Por fim, perguntei a Alan Gow qual seria sua sugestão sobre como planejar mudanças de estilo de vida. Ele respondeu que a questão é fazer "pequenas mudanças hoje" e que não existe uma solução mágica a este respeito.

Portanto, fica claro que são as melhorias em diferentes setores da nossa vida que se acumulam para fornecer benefícios duradouros, agora e para o futuro.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cinco-mudancas-de-estilo-de-vida-para-ajuda-lo-a-viver-mais-e-melhor,d5f197e46689e4094ff03b58fa707ed0777x8q1h.html?utm_source=clipboard - Por: Melissa Hogenboom - BBC Future - Foto: BBC News Brasil

terça-feira, 22 de abril de 2025

10 hábitos diários que podem prejudicar a saúde


Veja como pequenas mudanças na rotina favorecem o bem-estar físico e mental e ajudam a viver melhor

 

Viver mais não significa necessariamente viver melhor. O estudo "Global Healthspan-Lifespan Gaps Among 183 World Health Organization Member States", realizado pela Clínica Mayo, nos Estados Unidos, analisou a população de mais de 180 países e mostrou que, embora a expectativa de vida esteja aumentando em diversas nações, grande parte das pessoas chega à velhice enfrentando mais doenças crônicas — como problemas cardiovasculares, neurológicos e renais — além de uma queda significativa na qualidade de vida. 

 

Conforme o levantamento, a população mundial vive, em média, 9,6 anos de vida enfrentando algum problema de saúde. Segundo Carlos Augusto Figueiredo Correia, médico da área de Clínica Médica do AmorSaúde, rede de clínicas parceiras do Cartão de TODOS, hábitos cotidianos, muitas vezes considerados inofensivos, podem comprometer a saúde ao longo dos anos.

 

"O grande problema dos hábitos prejudiciais é que eles se acumulam silenciosamente. Pequenas atitudes repetidas todos os dias podem ter um impacto muito maior na nossa saúde do que se imagina", afirma. Por isso, a seguir, o médico lista hábitos comuns que merecem atenção. Confira!

 

1. Usar o celular na cama antes de dormir

O hábito de checar o celular antes de dormir é comum atualmente, no entanto, a luz azul emitida pelas telas interfere na produção de melatonina — o hormônio do sono —, prejudicando o descanso e aumentando o risco de problemas cardiovasculares, obesidade e alterações no humor. "A má qualidade do sono pode aparecer associada a doenças como hipertensão, diabetes e até depressão. O ideal é evitar o uso de eletrônicos pelo menos 30 minutos antes de dormir", orienta o médico.

 

2. Ficar sentado o dia todo

A rotina sedentária, muitas vezes agravada pelo trabalho remoto ou longas horas em frente ao computador, aumenta consideravelmente o risco de doenças cardíacas, diabetes, obesidade e dores na coluna. "É importante se levantar, caminhar e alongar o corpo a cada uma ou duas horas para estimular a circulação e reduzir os efeitos negativos do sedentarismo", recomenda Carlos Augusto Figueiredo Correia.

 

3. Tomar café no lugar da água

O consumo excessivo de café pode provocar desidratação, sobrecarregar os rins e prejudicar o equilíbrio do organismo. "A cafeína em excesso tem efeito diurético, o que pode levar à perda de líquidos essenciais. O ideal é intercalar o café com água ao longo do dia", alerta o profissional.

 

4. Pular o café da manhã ou fazer jejum sem orientação

Deixar de se alimentar pela manhã ou aderir a jejuns prolongados sem acompanhamento médico pode desregular os hormônios, desacelerar o metabolismo e favorecer o ganho de peso. "Nem todo mundo se adapta ao jejum. A primeira refeição do dia é importante para fornecer energia e equilíbrio hormonal", afirma o médico, que destaca ainda a necessidade de não iniciar dietas restritivas sem o acompanhamento de um profissional.

 

5. Comer rápido e distraído

Mastigar pouco, comer em frente à TV ou ao celular e não prestar atenção nas refeições podem causar indigestão, refluxo, aumento de peso e até quadros de ansiedade alimentar. "A alimentação consciente ajuda na saciedade e melhora o processo digestivo. Reserve um momento exclusivo para as refeições, longe das telas", orienta Carlos Augusto Figueiredo Correia.

 

6. Exagerar no consumo de açúcar escondido

Alimentos industrializados e ultraprocessados contêm grandes quantidades de açúcar disfarçado, o que pode levar ao desenvolvimento de inflamações crônicas, diabetes tipo 2 e até doenças neurodegenerativas, como Alzheimer. "O ideal é ler os rótulos e dar preferência a alimentos naturais e minimamente processados", aconselha o médico.

 

7. Passar muito tempo em ambientes fechados

A falta de exposição solar reduz os níveis de vitamina D, essencial para a saúde dos ossos, do sistema imunológico e do bem-estar mental. "Sempre que possível, exponha-se ao sol por pelo menos 15 minutos ao dia, com os devidos cuidados, utilizando protetor solar e evitando horários entre 10h e 16h", recomenda o médico.

 

8. Abusar dos fones de ouvido

O uso prolongado de fones de ouvido em volumes elevados pode causar perda auditiva precoce, zumbidos e aumento do estresse cerebral. "O volume seguro é aquele que permite ouvir sons externos. E o uso deve ser moderado, com intervalos para descanso auditivo", explica.

 

9. Excesso de telas e redes sociais

O consumo exagerado de informações, especialmente nas redes sociais, pode provocar sobrecarga mental, prejudicar a concentração, aumentar a ansiedade e interferir no sono. "O ideal é estabelecer limites para o uso das redes e buscar atividades offline para relaxar o cérebro", recomenda Carlos Augusto Figueiredo Correia.

 

10. Não prestar atenção na postura

Maus hábitos posturais no trabalho, ao usar o celular ou na prática de atividades físicas podem gerar dores crônicas, hérnias de disco, problemas respiratórios e fadiga muscular. "Corrigir a postura e investir em ergonomia no ambiente de trabalho faz toda a diferença para a saúde da coluna e do sistema respiratório", reforça o especialista.

 

Adotando hábitos mais saudáveis

Para quem deseja mudar esses comportamentos, Carlos Augusto Figueiredo Correia orienta que o primeiro passo é a consciência. A partir disso, é possível fazer pequenas substituições no dia a dia, como:

 

Criar uma rotina de sono adequada;

Praticar atividades físicas regularmente;

Beber mais água e reduzir o consumo de cafeína;

Reservar momentos para alimentação consciente;

Reduzir o uso de telas antes de dormir;

Fazer pausas durante o trabalho para alongar o corpo;

Buscar momentos ao ar livre;

Controlar o volume dos fones de ouvido;

Adotar práticas de relaxamento e gerenciamento do estresse;

Consultar regularmente profissionais de saúde.

 

"O segredo está na constância. Não é preciso fazer mudanças radicais de um dia para o outro. O importante é começar, mesmo que aos poucos, a cuidar da saúde de forma integral e preventiva", finaliza o médico.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/10-habitos-diarios-que-podem-prejudicar-a-saude,19639913f1846bf7dbe525083aea6ed8z1yaqea9.html?utm_source=clipboard - Por Nayara Campos - Foto: everydayplus | Shutterstock / Portal EdiCase