quinta-feira, 30 de julho de 2020

Música que você ouviu na juventude marca você para sempre


Músicas marcantes

A música que ouvimos entre os 10 e os 30 anos de idade nos define para o resto de nossas vidas.

A música deste período da vida - que os pesquisadores chamam de "período de autodefinição" - conecta um indivíduo às pessoas, lugares e até horários que se tornam significativos para sua identidade.

Esta é a conclusão de pesquisadores das universidades Westminster e Cidade de Londres depois de analisar as opções de gravação musical dos convidados de um programa de rádio histórico da emissora BBC.

No programa de rádio mais antigo da Grã-Bretanha, chamado Discos da Ilha Deserta (Desert Island Discs), os ouvintes são convidados a imaginar que estão se transportando para uma ilha deserta, devendo escolher oito discos para levar com eles. Os pesquisadores analisaram as respostas obtidas pelo programa durante décadas para verificar como as pessoas escolhem a música que é importante para elas e se têm mais probabilidade de selecionar músicas de um determinado momento da vida.

Os dados mostram que as pessoas que se imaginam isoladas não apenas preferem a música que as faz recordar de uma idade entre 10 e 30 anos, mas também têm mais probabilidade de escolher músicas que as lembrem de uma pessoa que seria importante estar com elas, ou de um ponto de virada importante em sua vida que as definiu como pessoa.

Metade de todas as escolhas musicais foram consideradas importantes entre as idades de 10 e 30 anos.

A equipe sugere chamar esse período de "período de autodefinção" porque ele é caracterizado por memórias duradouras que sustentam nosso senso de quem somos. E ouvir música é tipicamente uma característica fundamental dessa era, estando a música intrinsecamente ligada ao eu em desenvolvimento.

Músicas importantes

O motivo mais frequente para a escolha de uma música (17%) foi o fato de que ela lembra de seu relacionamento com uma pessoa específica, como pai, parceiro ou amigo, seguida de uma memória de um período de tempo (16,2%), como lembrar alguém de sua infância ou "lembrar-se de tocar isso em casa repetidamente". A terceira explicação mais popular para a escolha de um disco foi a conexão da música com memórias específicas relacionadas à formação da identidade através de momentos de mudança de vida (12,9%).

"Os ouvintes costumavam escolher músicas porque estavam relacionadas a memórias importantes que ocorreram na adolescência. Isso amplia as descobertas anteriores, mostrando que a música dessa época tem um significado particular, principalmente porque se relaciona às memórias desse período de desenvolvimento muito importante da nossa vida. Ao contrário de estudos anteriores, este estudo mostra que isso ocorre mesmo em um ambiente completamente natural, onde as pessoas não são limitadas por ambientes experimentais e têm um controle totalmente livre de suas escolhas musicais.

"Como a premissa do programa é que as pessoas se imaginem isoladas, essa pesquisa é relevante para quem fica isolado, inclusive durante as medidas de bloqueio na atual pandemia de coronavírus ou que se desalojam do ambiente cotidiano, como os residentes em casos de cuidados, refugiados ou pacientes hospitalares," disse a professora Catherine Loveday.

Checagem com artigo científico:
Artigo: The self-defining period in autobiographical memory: Evidence from a long-running radio show
Autores: Catherine Loveday, Amy Woy, Martin A Conway
Publicação: Quarterly Journal of Experimental Psychology
DOI: 10.1177/1747021820940300

Fonte: https://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=musica-voce-ouviu-juventude-marca-voce-sempre&id=14217  - Redação do Diário da Saúde - Imagem: Ryan McGuire/Pixabay

quarta-feira, 29 de julho de 2020

14 dicas para parar de fumar e não engordar


Você decidiu parar de fumar? Parabéns! Com algumas mudanças de hábito dá para abandonar o vício e até emagrecer!

Muitas pessoas procuram dicas para parar de fumar e não engordar mas algumas apenas usam o aumento de peso como “desculpa” para não largar o cigarro. E, em partes, o medo se justifica: 57% das mulheres que pararam de fumar aumentaram o peso, mostrou um estudo com 748 pacientes do Ambulatório de Tabagismo do Instituto do Coração (Incor) de São Paulo. O ganho médio foi de 4,4 quilos ao longo de um ano. Uma pequena parcela (12%) engordou mais de 10 quilos.

De acordo com a cardiologista Jaqueline Sholz Issa, responsável pelo ambulatório, quatro fatores podem fazer a balança disparar.

O primeiro é a mudança no metabolismo. A nicotina acelera a queima de calorias. Por isso, se continuar comendo como antes, o ganho de peso é quase certo.

O segundo fator é a melhora do paladar e do olfato. A nicotina (e outras substâncias tóxicas do cigarro) amortece as papilas gustativas deixando os alimentos sem sabor. Na ausência dela, a comida volta a ficar apetitosa e cresce o risco de você comer além da conta.

O terceiro é a oralidade: o alimento preenche a necessidade de ocupar a boca, recuperando parte do prazer do cigarro.

Mas o pior é a ansiedade. Quando bate aquela vontade louca de fumar e você corre para a geladeira. Por isso, para largar de vez o vício sem fazer o ponteiro da balança subir.

Confira abaixo algumas dicas para evitar que isso aconteça ao largar o cigarro.

Dicas para parar de fumar e não engordar

1. Marque o dia
A orientação é do Instituto Nacional do Câncer (Inca): reserve uma data, se possível nas próximas duas semanas. Na véspera, fume o último cigarro, depois jogue fora todos os maços, isqueiros e cinzeiros.

2. Prepare a despensa
Dê um fim às guloseimas — doce, biscoito recheado, chocolate e pacotes de salgadinho — para não devorá-las em um ataque compulsivo. A nutricionista Fábia de Campos, do Rio de Janeiro, especialista no atendimento a tabagistas, sugere apostar em biscoitos com fibra extra e pipoca de canjica salgada. “O crec-crec desses petiscos ajuda a aliviar a ansiedade e não são tão calóricos.”

3. Organize a geladeira
Arrume potes de alimentos saudáveis para beliscar: uva, morango, jabuticaba e amora; frutas cortadas em cubinhos (pera, maçã, mamão); e hortaliças cortadas no formato de palito (pepino, cenoura, nabo, erva-doce fresca, rabanete e tomate).

4. Ajuste a dieta
Faça duas refeições e três lanches por dia, alimentando-se a cada três horas. “Fumantes nem sempre têm uma rotina alimentar porque o cigarro tira a fome. Ter horários fixos para as refeições ajuda a evitar o ganho de peso”, orienta a nutricionista. E coma devagar para não extrapolar na quantidade.

5. Mexa-se
Exercício queima calorias e ajuda a controlar o peso, além de liberar substâncias que trazem bem-estar, reduzindo a vontade de acender um cigarro, concluiu estudo publicado no periódico americano Psychopharmacology. Se você for sedentário, comece com uma caminhada de meia hora, três vezes por semana. Você já malha? Aumente a carga ou a intensidade do treino a fim de gastar mais 300 calorias por dia. “É o necessário para compensar a mudança metabólica”, informa Jaqueline Issa.

6. Aposte nas proteínas
Inclua ovo, frango, peixe e carnes magras no almoço e jantar; shake proteico, queijo fundido light (tipo Polenguinho) e fatias de peito de peru no lanche. As proteínas aceleram o metabolismo e reduzem o comer compulsivo. Pães e massas são permitidos, sobretudo integrais, em porções moderadas: o carboidrato ajuda a manter o equilíbrio emocional. Reduza o consumo de gorduras.

7. Dê um tempo no café
Frutas (em especial cítricas), hortaliças e laticínios pioram o gosto do tabaco, segundo pesquisa da Universidade Duke, nos Estados Unidos, com 209 fumantes. Por outro lado, alguns alimentos acentuam seu sabor e “convidam” a fumar, portanto é melhor tirá-los da mesa nas primeiras semanas: carnes, bebidas alcoólicas (cerveja, vinho) e, em disparada, o café.

8. Tome água
A hidratação ajuda a desintoxicar o organismo, já que a nicotina é liberada pela urina. E, com o estômago cheio de líquido, você sente menos fome. Beba água a cada hora e sempre que vier a vontade de fumar.

9. Recorra aos aliados
Tenha sempre na bolsa ou na gaveta do escritório algo passível de ser mordiscado: bala e chiclete diet, canela em pau, lasquinhas de gengibre, cravo, anis-estrelado.

10. Reveja hábitos
Para suprir a falta do cigarro após o cafezinho, a transa, ao dirigir, sair com os amigos, é preciso mudar comportamentos. Em um estudo com 216 fumantes publicado no Journal of The American Dietetic Association, os que passaram por terapia comportamental cognitiva demonstraram mais autoestima e motivação para alterar rituais e largar o fumo.

11. Desengavete planos
Fazer um curso (de idioma, artes, música) ou iniciar uma atividade nova e prazerosa ajuda a preencher o vazio deixado pelo cigarro.

12. Fuja das armadilhas
Afaste pensamentos sabotadores como: “Está difícil ficar sem o cigarro, então eu mereço um bombom”. O comum é não se contentar com um e devorar a caixa toda.

13. Resista à tentação
A vontade de fumar dura no máximo cinco minutos, afirmam os especialistas do Inca. Quando ela bater, chupe gelo, escove os dentes. Ocupe as mãos com um elástico.Faça palavras cruzadas. Atualize seu Facebook ou entre num fórum de ex-fumantes. Ligue para um amigo.

14. Procure ajuda
As instituições de saúde ligadas ao SUS oferecem tratamento gratuito para parar de fumar. Informe-se pelo Disque Saúde: 136.

Fonte: https://boaforma.abril.com.br/saude/veja-14-dicas-para-parar-de-fumar-e-nao-engordar/ - Por Cristina Nabuco (colaboradora) - fuzznails/Thinkstock/Getty Images

terça-feira, 28 de julho de 2020

5 nutrientes que estimulam e protegem o cérebro


Presentes em alimentos e em multivitamínicos de fácil acesso, eles são capazes de atuar positivamente na saúde cerebral e na memória

A alimentação interfere diretamente em todos os aspectos da nossa vida. Tudo que é ingerido atua de forma positiva ou negativa sobre o bem-estar e o funcionamento dos órgãos, o que motiva a nutrologia a acompanhar continuamente a relação entre mecanismos do organismo e nutrientes dos mais variados alimentos.

Assim, cada pessoa pode fazer suas escolhas alimentares para viver mais e melhor, diminuindo riscos de doenças e aumentando os benefícios para a saúde1.

Estudos e pesquisas ao redor do mundo vêm analisando nutrientes com efeitos positivos sobre o cérebro e a memória. Confira, a seguir, quais são os principais e as melhores fontes de cada um deles.

Luteína²
Este carotenoide, presente no brócolis, na couve, no espinafre e nas folhas verde-escuras em geral, é um forte parceiro do sistema nervoso e da saúde cerebral: quem tem níveis elevados de luteína no sangue se sai melhor em testes de inteligência e memória.

Além disso, essas pessoas tendem a ter massa cinzenta mais significativa no córtex cerebral, o que preserva o cérebro e barra a perda cognitiva à medida em que o corpo envelhece. A concentração de luteína está diretamente associada à ingestão contínua de alimentos e suplementos que contenham o nutriente.

Cafeína³,
Além de dar um ânimo extra para as atividades do dia a dia, a cafeína - presente no café, em chás pretos, no chimarrão e em multivitamínicos como o Pharmaton Energy - turbina a memória. Depois de sua ingestão, o cérebro fica mais atento ao reconhecimento e à lembrança do que tenha sido visto ou vivido nas últimas 24 horas e tende a manter essas recordações em longo prazo.

Estima-se que o brasileiro consuma, em média, 817 xícaras de café por ano, o que garante o aporte necessário de cafeína para a saúde cerebral. Quem não tem o hábito de tomar seus cafezinhos diários, no entanto, pode lançar mão dos multivitamínicos, que atuam como uma complementação alimentar - e não um remédio, como muitos erroneamente acreditam. Não há contraindicação para sua ingestão e eles não engordam: apenas levam para o organismo o que não foi possível via alimentação.

Selênio5
Presente em oleaginosas, como castanhas, nozes e amêndoas, o selênio ajuda a barrar o estresse oxidativo que leva a danos neuronais, ao desgaste cerebral e a condições como a doença de Alzheimer, entre outras. Com a ingestão adequada de selênio, a memória, a capacidade cognitiva e a capacidade de aprendizagem têm mais chances de serem preservadas com o passar dos anos.

Ômega 36
Os ácidos do ômega 3, uma gordura poliinsaturada, têm propriedades neuroprotetoras, o que torna esse ácido graxo essencial capaz de prevenir doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer, e danos neurológicos ao longo dos anos. No dia a dia de pessoas mais jovens, ele auxilia na conexão entre os neurônios e na regeneração de células nervosas.

O ômega 3 não é produzido pelo organismo e deve ser ingerido por meio de alimentação - suas principais fontes são peixes como sardinha, salmão e atum - e de suplementação - em multivitamínicos como Pharmaton Complex e Pharmaton 50+.

Vitaminas do complexo B7
Presentes no abacate, leites, ovos, oleaginosas e em multivitamínicos como Pharmaton Complex, Pharmaton Energy e Pharmaton Mulher, as vitaminas do complexo B são fundamentais para a função neuronal cotidiana e para frear a atrofia cerebral que pode ocorrer com o envelhecimento e levar à degeneração.

Lapsos de memória e deficiências no vocabulário tendem a não se manifestar quando o indivíduo tem bom aporte dessas vitaminas no dia a dia. Isso porque elas controlam os níveis de homocisteína no sangue, uma substância relacionada à redução do cérebro e à doença de Alzheimer.



segunda-feira, 27 de julho de 2020

Filhos e pets juntos? Veja cuidados na convivência de animais e crianças


Sem supervisão, os pequenos podem não desenvolver um relacionamento saudável com animais da família e tornar o dia a dia um grande desafio

Para quem resistia heroicamente aos pedidos dos filhos de ter um mascote em casa, os 120 dias sem aula talvez tenha sido o maior argumento para você ceder à vontade deles. É de se pensar, né? A vida pode estar complicada, mas crianças e animais costumam formar um sólido relacionamento que pode ajudar a passar por esses dias em que estamos com a criatividade esgotada.

Mas alto lá! É bom lembrar que animal não é brinquedo e, com o confinamento, os riscos de acidentes envolvendo mascotes e tutores mirins se tornaram bastante elevados. Primeiro, porque as crianças se lançam aos animais como abelhas sobre a flor. Segundo: a falta do que fazer pode potencializar brincadeiras perigosas, como enrolar animais em cobertores, colocá-los depois do banho na máquina de secar roupa, trancá-los no banheiro e até deixá-los descansando no beliche de cima.

O assunto é sério. Acidentes envolvendo mascotes provocados por crianças sempre existiram, mas a quarentena abre margem para os pequenos colocarem em prática ideias mirabolantes. E o troco pode vir.  Um cachorro que tem o rabo puxado, a orelha assoprada ou que se sinta fortemente ameaçado pode cravar os dentes no primeiro que passar na sua frente.

Brincadeiras podem dar errado
Queimaduras, ombro deslocado, joelho fora do lugar, sufocação e até fratura são alguns exemplos de brincadeiras que acabaram muito mal. Saiba que o tombo de uma criança de três anos sobre um animal pequeno pode causar estragos terríveis ao bichinho. O mesmo vale para crianças ainda sem coordenação em pegar os animais no colo e transportá-los (pelo pescoço) de um cômodo ao outro da casa. 

Além de ferir o animal, esse relacionamento fica comprometido porque o mascote vai começar a fugir da criança e vê-la como um indivíduo que causa dor. Crianças pequenas, sem supervisão, podem deteriorar de forma irrecuperável o relacionamento entre eles e seus animais de estimação. E, por fim: é difícil explicar para uma criança que a brincadeira protagonizada por ela foi a responsável pela morte do mascote.

Segue abaixo algumas situações que precisam ser monitoradas:

Aglomeração de crianças
Isso é chato, muito chato. Imagine seis crianças enlouquecidas indo até a casa do vizinho para ver o filhotinho de cachorro recém-chegado. Não deixe que o manipulem e nunca, jamais, o deixe sozinho com aglomeração de crianças. O agito infantil e o corre-corre típico da idade pode causar acidentes. Não transfira para o seu filho a responsabilidade de cuidar o movimento brusco de seus amigos.

Animal na cama
Cobertores e travesseiros podem ser usados para construir castelos, e o resultado é a sufocação do animal. Por isso, fique atento às brincadeiras na cama.

Atenção na sacada
Sacadas abertas, estas que têm grades em vez de concreto, devem receber telas antes da chegada do mascote. Gatos em fuga de crianças também podem se aventurar a pular de uma sacada ou janela sem rede de proteção.

O perigo da janela
Janelas também favorecem a fuga de animais, ainda mais se não forem muito altas. Isso pode encorajar os mascote a fugir.

Jogar bolinha
A brincadeira parece inocente, mas um animal correndo alucinado atrás de uma bolinha pode se enfiar de forma brusca embaixo do sofá, bater em uma parede ou atravessar a sacada que não é feita de concreto. Esteja presente nas primeiras brincadeiras até perceber que o mascote sabe frear a tempo de não se ferir.

Cuidado com os olhos
Olhos são uma área particularmente sensível e precisam ser preservados. Evite brincadeiras que ameaçam a integridade dos olhos do seu mascote.

Brincadeiras que estimulem o medo
Nunca estimule seus filhos a brincar de qualquer jogo que deixe o animal em apuros. Isso vai deteriorar o relacionem deles, e seu pet se tornará um animal assustado, preso em uma casa de malucos e infeliz. Não estimule o medo em nenhum animal.

Pegar no colo
Por mais tentador que seja, não deixe seu filho de três anos brincar à vontade com o mascote. Toques e abraços aparecem de forma inesperada e seu filho pode apertar demais ou ferir o mascote porque não sabe ainda até onde vai a intensidade de um abraço.

Do alto
Cuidado com móveis altos, camas e escadarias.

Piscinas
Ensine, assim que puder, seu pet a nadar e se informe sobre os "resgastes", que são as escadas feitas de material rugoso para permitir ao seu animal chegar à superfície.

Respeite o almoço
Evite brincadeiras no hora da refeição com seu mascote. Ele pode revidar.

Chuveiro e banheiras
Dar banho no mascote é um ato sempre solicitado pelas crianças e nunca deve ficar sem supervisão. O animal pode ter seu comportamento alterado devido ao desconforto, tentando sair de qualquer jeito, o que pode provocar a queda do animal e arranhões nas crianças.


domingo, 26 de julho de 2020

8 exercícios simples de crossfit para fazer em casa

Esta sessão inspirada na modalidade não exige o uso de nenhum equipamento adicional

Ioga, pilates, alongamento… Todas essas modalidades são válidas (e bem intensas) para se movimentar e liberar o estresse acumulado durante a pandemia. Mas há quem ainda sente falta da intensidade de exercícios explosivos, típicos, por exemplo, do CrossFit. De cara, você pode achar que a atividade é para atletas profissionais e que não vai conseguir fazer a aula até o final. Mas calma! Pessoas de todos os níveis podem praticar a modalidade – e até mesmo no conforto da sua casa. A regra é que o treino seja intenso, mas que respeite seus limites. Confira o programa abaixo de exercícios de CrossFit para fazer em casa que são bem básicos e inspire-se!

1 – Abdominal clássico
Como fazer: deitado, joelhos flexionados e afastados, mãos ao lado das orelhas. Para ficar mais confortável, você pode usar uma toalha dobrada para apoiar a lombar. Contraia o abdômen e suba lentamente o tronco, tirando as costas do chão, até o queixo se aproximar do joelho. Mantenha a coluna alinhada e cuidado para não forçar o pescoço. Volte lentamente. O segredo quando estiver fazendo esse exercício clássico é contrair bem o abdômen na subida, como se você estivesse usando a força dele para levantar.

2 – Flexão
Como fazer: deitado de barriga para baixo, mãos na altura e na largura dos ombros, palmas tocando o chão, pernas estendidas e unidas, pontas dos pés tocando o chão (para facilitar, você pode usar joelhos de apoio). Contraia glúteos e abdômen, inspire e estique os braços, elevando o corpo. Expire enquanto desce lentamente.

3 – Agachamento
Como fazer: de pé, pés afastados e ligeiramente apontados para fora, braços estendidos ou mãos unidas na frente do peito, coluna ereta e olhar no horizonte. Lentamente, flexione os joelhos e projete os quadris para trás, como se fosse sentar em uma cadeira imaginária. Evite que os joelhos caiam para dentro. Desça o máximo que conseguir, sempre com a coluna alinhada, olhando para a frente. Volte lentamente e contraindo os glúteos para subir.

4 – Burpee
Como fazer: de pé, pernas unidas. Flexione os joelhos e vá agachando até o chão. Posicione rapidamente as mãos à frente do corpo, um pouco mais abertas do que a largura dos ombros, com as palmas tocando o chão (se não conseguir, apoie-se com as pontas dos dedos). Dê um impulso com os pés, saltando para trás na posição de prancha. Flexione os braços e desça rapidamente o tronco e os quadris até encostá-los no chão. Mantenha a ponta dos pés tocando o chão. Faça o movimento de volta, elevando o corpo com os braços e dando impulso com a ponta dos pés, dessa vez para trazer os joelhos para frente, dessa posição agachado, dê um impulso com os calcanhares para um salto alto.

5 – Corrida no lugar
Como fazer: lembre-se de manter uma boa postura, com o tronco ligeiramente inclinado para a frente, braços paralelos ao corpo em ângulos de 45°; ombros e pescoço relaxados, punhos fechados sem tensão e olhos no horizonte.

6 – Polichinelo
Como fazer: comece de pé, com pés afastados na largura do quadril e braços para baixo, de um salto para pousar com os pés afastados e mãos acima. Outro salto para voltar à posição anterior e assim repetidamente.


7 – Super-homem
Como fazer: deitado de barriga para baixo, pernas e braços estendidos, formando uma linha com o corpo inteiro. Eleve, ao mesmo tempo, os braços e as pernas, ficando apenas com a barriga no chão. O pescoço deve ficar alinhado com o corpo.

8 – Mountain Climber
Como fazer: comece na posição de prancha (abaixo). Então apoie as mãos embaixo do ombro, esticando-os. Puxe uma perna flexionada na direção dos braços, estenda novamente e, ao mesmo tempo, flexione a outra. Mexa as pernas alternadamente como se estivesse subindo uma montanha, mas parado.

Fonte:  https://boaforma.abril.com.br/fitness/8-exercicios-de-crossfit-para-fazer-em-casa/ - por Redação Boa Forma - Jonathan Borba Unsplash/Reprodução - Ilustração: Mariana Cagnin (Mariana Cagnin/BOA FORMA