quarta-feira, 10 de abril de 2019

A apneia do sono ou o ronco não deixam você dormir?


De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 40% da população mundial tem alguma queixa sobre sono

Os distúrbios do sono são comuns entre os americanos. A apneia do sono é um dos distúrbios do sono mais graves, que afeta mais de 18 milhões de americanos, de acordo com a National Sleep Foundation dos Estados Unidos. Essa condição geralmente ocorre durante o sono, quando há uma interrupção involuntária da respiração, podendo afetar pessoas de todas as idades e de ambos os sexos.

ASO e ronco
A apneia obstrutiva do sono (AOS) é o tipo mais comum e crônico de distúrbio do sono, que afeta a respiração devido ao relaxamento dos músculos na parte posterior da garganta. São vários os sintomas da AOS. Durante o sono, as pessoas que sofrem deste distúrbio do sono podem fazer sons de ronco, asfixia ou parecer ofegantes. Esses sons podem ocorrer repetidamente, de 5 a 30 vezes ou mais, a cada hora durante a noite. O sintoma mais comum é o ronco alto, segundo a Mayo Clinic dos Estados Unidos. O ronco é uma respiração ruidosa que ocorre durante o sono, que pode ser considerada intolerável pelo(a) parceiro(a) de quem ronca. É o sintoma mais comum da apneia do sono, mas nem todas as pessoas que roncam têm esse distúrbio do sono. O ronco ocorre quando os músculos da garganta relaxam, a língua cai para trás e a garganta se estreita. As paredes da garganta vibram quando durante a respiração. Isso ocorre principalmente quando a pessoa inspira o ar, mas também pode acontecer em menor grau ao soltar o ar. Durante o sono, a pessoa é parcialmente estimulada a retomar a respiração pelo cérebro, o que causa sono ruim.

Fatores de risco da AOS
A AOS pode afetar pessoas de todas as idades, mas certos fatores podem aumentar os riscos da AOS:

Idade: Pessoas com 40 anos ou mais correm maior risco
Excesso de peso: A obstrução da respiração pode ser causada por depósitos de gordura ao redor das vias aéreas superiores
Sexo masculino: A AOS ocorre mais em homens do que em mulheres
Histórico familiar: O risco de desenvolver apneia do sono é maior em pessoas com alguém na família que também apresenta essa condição
Etnia: Mais predominante entre os negros americanos
Consumo de bebidas alcoólicas: Este tipo de bebida relaxa os músculos da garganta
Hábito de fumar: O hábito de fumar pode causar inflamação e retenção de líquidos nas vias aéreas
Circunferência do pescoço: As vias aéreas podem ficar mais estreitas em pessoas de pescoço mais largo
Vias aéreas estreitas: Adenoides ou amígdalas maiores ou garganta naturalmente estreita
Congestão nasal: As pessoas com dificuldade para respirar pelo nariz apresentam chances maiores de desenvolver AOS.

Indivíduos que têm AOS frequentemente apresentam condições de comorbidade, como sonolência diurna excessiva e dificuldade de concentração. Além disso, apresentam maior risco para acidentes automobilísticos, hipertensão, doença arterial coronariana, diabetes e acidente vascular cerebral.

Procure um especialista em doenças do sono
É provável que você não tenha consciência de que ronca durante o sono. Por isso, é importante procurar tratamento se o ronco for observado pelo(a) parceiro(a). Geralmente, o médico ou clínico geral encaminha o paciente para avaliações mais detalhadas. Mas, mesmo que você não passar primeiro pelo médico ou clínico geral, você pode ir diretamente a um especialista em sono recomendado pela National Sleep Foundation dos Estados Unidos. Atualmente, alguns médicos especialistas, como neurologistas, psiquiatras, otorrinolaringologistas, pneumologistas e clínicos gerais (geralmente médico de família ou clínico) também atuam como especialistas em sono. Além disso, alguns dentistas se especializam no tratamento de distúrbios respiratórios do sono.

Diagnóstico
O diagnóstico envolve um exame de sono durante a noite, quando os médicos monitoram o que está acontecendo no cérebro e corpo do paciente enquanto ele dorme, de acordo com a National Sleep Foundation. No entanto, equipamentos especiais podem ser usados para estudar o sono em casa. O exame principal para o diagnóstico é a polissonografia, que produz vários registros da atividade do sono durante o estudo. Alguns exames realizados são: eletroencefalograma (EEG), eletrooculograma (EOG) e eletrocardiograma (ECG).

Opções de tratamento
Terapia posicional: Evite deitar de costas para dormir. O corpo de lado ajuda a reduzir ou eliminar o bloqueio das vias aéreas
Perda de peso: A perda de peso pode diminuir ou suavizar o ronco
Descongestionante nasal: Este tratamento é mais eficaz para apneia do sono ou ronco leve. Porém, em alguns casos, melhorias no fluxo de ar são obtidas com cirurgia
Cirurgia (em crianças): Remoção cirúrgica de tecidos da garganta, como adenoides, amígdalas grandes, ou ambas
Cirurgia (em adultos): A cirurgia é menos eficaz no tratamento da AOS, mas é eficaz no tratamento de ronco. A uvulopalatofaringoplastia, ou UPPP, é o tipo mais comum de cirurgia para o ronco
Aparelhos intraorais: Alguns aparelhos orais se assemelham a protetores bucais usados pelos jogadores de futebol americano. Esses aparelhos são usados durante o sono para colocar a mandíbula inferior levemente à frente na posição de descanso normal, permitindo que as vias aéreas permaneçam abertas
Dispositivos de pressão positiva nas vias aéreas: Vários tipos de máscaras respiratórias são usados com esses dispositivos. As máscaras respiratórias são fixadas no rosto do paciente, cobrindo o nariz e a boca. O ar pressurizado flui continuamente na garganta do paciente, impedindo o bloqueio das vias aéreas. Um tubo flexível permite o fluxo do ar pressurizado fornecido pelo dispositivo de pressão, que pode ser dos tipos a seguir: CPAP (pressão positiva contínua nas vias aéreas), BiPAP (pressão positiva nas vias aéreas em dois níveis) e VPAP (pressão positiva variável nas vias aéreas).


terça-feira, 9 de abril de 2019

INCA desvenda mitos sobre alimentos que curam ou que causam câncer


Carboidrato alimenta o tumor? Carnes não devem consumidas? Entenda esses e outros boatos sobre a alimentação e o câncer

Você já deve ter se deparado com alguma das famosas "fake news", que cada dia ganham mais força na internet. Tratam-se de informações mentirosas, que acabam se disseminando pelas redes sociais e, o pior, essas notícias mentirosas acabam afetando a saúde da população. E foi por isso que o Instituto Nacional do Câncer - INCA, órgão integrante do Ministério da Saúde, lançou a cartilha "Dietas Restritivas e Alimentos Milagrosos Durante o Tratamento do Câncer: Fique fora dessa!".

"Todos os dias, uma quantidade enorme de informações falsas, sem embasamento científico, que prometem ajudar na cura do câncer, chega por meio das redes sociais, de amigos e até mesmo de alguns profissionais. É preciso ter muito cuidado! Colocar em prática muitas dessas orientações pode comprometer a sua saúde e o seu tratamento, em vez de te ajudar. Esse é o caso das dietas restritivas e alimentos milagrosos, que são temas frequentes na Internet", é explicado na cartilha. Abaixo, veja os principais mitos alimentares sobre o tratamento do câncer:

Mito 1: "Carboidratos (pão, farinha de trigo, açúcar, arroz etc) alimentam o tumor"
A principal função dos carboidratos é fornecer energia (glicose) para as células. Todas as células do nosso organismo precisam de glicose. Mas quando você deixa de consumir esse importante combustível, o organismo encontra outros meios de gerar glicose, por exemplo, usando proteínas dos músculos. Como consequência, você perde peso (e muito músculo!). Perder peso e músculos de forma não intencional pode gerar prejuízos para o seu corpo e para o seu tratamento.
O fato de o tumor também utilizar a glicose como fonte de energia não pode ser, portanto, justificativa para retirar os carboidratos da alimentação. Em vez de se preocupar em cortar os carboidratos, é mais importante se preocupar em consumir esse nutriente vindo de alimentos frescos, como grãos, cereais, frutas e verduras. Evite os carboidratos presentes em alimentos ultraprocessados, como biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, refrigerantes, macarrão instantâneo, mistura para bolos e barras de cereais.

Mito 2: "Cortar carboidratos ajuda no tratamento do câncer" ou "Sua quimioterapia não vai funcionar se você comer carboidratos"
Alguns estudos feitos em laboratório com células e em animais concluíram que a restrição de glicose pode reduzir o crescimento de tumores. No entanto, o corpo humano é complexo, e o que a ciência descobre quando estuda um grupo de células/tumores quase nunca pode ser aplicado para seres humanos sem que antes sejam feitas pesquisas em humanos. Até o momento, não existem evidências científicas suficientes que confirmem que cortar carboidratos ajuda a "matar o tumor" em humanos. Também não é verdade que se você comer carboidratos durante o tratamento a quimioterapia não vai funcionar direito.
Alguns cientistas estão estudando o efeito de determinadas dietas na resposta ao tratamento do câncer, mas ainda não existem dados suficientes que possam gerar recomendações diferentes das atuais para pacientes em tratamento. O que pode ser orientado por enquanto é que você siga uma alimentação saudável, baseada em "comida de verdade" e sem alimentos ultraprocessados.

Mito 3: "Proteínas de origem animal (carne vermelha, ovos, queijos) devem ser cortadas da alimentação, pois alimentam o tumor"
A proteína é o principal componente estrutural das células, desempenhando importantes funções no nosso organismo, como transporte de substâncias no sangue, síntese de hormônios e construção dos músculos. É importante lembrar que o tratamento do câncer muitas vezes pode levar à perda muscular, principalmente quando ocorrem efeitos colaterais e emagrecimento. Por isso, ingerir proteínas em quantidades adequadas, além de garantir a manutenção de diversas atividades do seu organismo, mantém seus músculos saudáveis.
E por que manter seus músculos saudáveis é tão importante? Eles são responsáveis por minimizar as chances de que seu tratamento seja tóxico para você, reduzindo o surgimento de efeitos colaterais. Eles produzem força, o que irá permitir manter sua independência para as atividades cotidianas, além de prevenir quedas e reduzir a fadiga (cansaço).
Qual fonte de proteína devo escolher? As proteínas estão presentes nos vegetais, como feijões, grão de bico, lentilha, ervilha e castanhas; e nos alimentos de origem animal, como peixes, frango, carnes vermelhas, ovos, leite, queijos e iogurte natural. A carne vermelha, se bem tolerada, pode ser consumida, desde que não ultrapasse 500g por semana da carne já cozida. É importante também evitar o consumo de carnes processadas, como presunto, salsicha, linguiça, bacon, salame, peito de peru defumado e blanquet de peru.

Mito 4: "Cogumelo do sol, noni, graviola, chá de graviola, chá verde, dentre outros muitos alimentos, curam o câncer"
Não existem alimentos que, milagrosamente, curam o câncer. Uma alimentação saudável é composta por diferentes tipos de alimentos protetores, como frutas, legumes, verduras, feijões e outras leguminosas, cereais integrais, castanhas e outras oleaginosas. Existem evidências claras de que uma alimentação saudável auxilia na prevenção e no tratamento do câncer. Quanto mais colorida for a sua alimentação, mais fortalecidas estarão as defesas do seu corpo e menores serão as chances de prejuízos no seu estado nutricional durante o tratamento.
Portanto, lembre-se sempre de pedir orientação médica antes de fazer alterações em sua alimentação e, em caso de dúvidas, procure o Serviço de Nutrição de um dos hospitais do INCA, pelos telefones abaixo:

Serviço de Nutrição do HC I: (21) 3207-1576

Serviço de Nutrição do HC II: (21) 3207-2846 / 3207-2945

Serviço de Nutrição do HC III: (21) 3207-3811


segunda-feira, 8 de abril de 2019

Dormir pouco pode fazer você ter menos amigos: entenda


Poucas horas de sono podem causar diabetes, depressão e deficiências cognitivas

Quando dormimos poucas horas, os efeitos são sentidos rapidamente pelo nosso corpo. Ficamos indispostos, mal-humorados e até agressivos durante o dia. Entretanto, nós não somos os únicos a perceber o quanto uma noite de sono nos prejudica. Segundo um estudo feito pela Universidade da Califórnia, as pessoas que estão à nossa volta percebem que não estamos dormindo satisfatoriamente e acabam se afastando por nos enxergarem como "socialmente desagradáveis".

Além disso, nós também sentimos menos vontade de conviver com os outros quando dormimos pouco.

Como o estudo foi feito
Os pesquisadores recrutaram 18 adultos, que foram instruídos a realizar uma ressonância magnética na área cerebral e responder avaliações padronizadas. A finalidade destes questionários era saber se a solidão poderia ser causada pela privação de sono. Além de serem submetidos a estes procedimentos, eles foram separados em dois grupos: Alguns deles dormiriam por oito horas, e outros iriam passar a noite acordados.

Na primeira fase do estudo, os participantes foram instruídos a assistir vídeos de pessoas andando em direção a eles. Quando eles se sentissem desconfortáveis com a proximidade, eles poderiam pausar a mídia. Os cientistas monitoraram a atividade cerebral de todos durante esse experimento.

Resultados
A frequência de interrupções ao vídeo de indivíduos se aproximando da tela, foi de 18 a 60% maior no grupo privado de sono. Além disso, o resultado da ressonância magnética revelou que ao ver outros indivíduos por perto, o cérebro de quem não dormiu acabou tendo áreas responsáveis pela sensação de ameaça ativadas.

Como ter uma melhor noite de sono
Segundo o especialista em sono Daniel Inoue, existem doenças que atrapalham o sono, mas na maioria das vezes, basta um pouco de cuidado antes de deitar para aumentar a qualidade do sono.


domingo, 7 de abril de 2019

Vai começar uma atividade física? Conheça as lesões mais comuns nesse início


Veja ainda como se proteger desses problemas, para se exercitar sem medo

A busca pela tão sonhada qualidade de vida está cada vez mais "na moda", o que é muito bom, mas, dependendo da maneira como as pessoas buscam esses resultados, esse esforço pode ser mais prejudicial do que benéfico. De nada adianta querer recuperar (literalmente) correndo o tempo que ficou parado.

A prática da atividade física é fundamental para todas as idades em todos os momentos da vida. Ela proporciona uma função importante, desde os aspectos físicos até a saúde mental. Mas o problema está nos seus excessos. E em suas diversas variedades e modalidades, se ela não estiver sendo realizada com acompanhamento profissional, orientação adequada e de maneira exagerada, as lesões aparecem.

Elas podem ter origem e causas diversas, como também podem variar de acordo com a atividade em questão. Mas os exemplos mais corriqueiros são as lesões que podem ocorrer durante a corrida ou na sala de musculação. Um fator primário que podemos destacar é o aumento inadequado de volume e intensidade. Nossos músculos, ossos e articulações tem um tempo natural de adaptação para cada exercício e carga.

Com o anseio de aumentar o gasto energético e a perda de peso no menor tempo possível, é comum vermos as pessoas atropelando as fases de adaptação do corpo. Com isso, é natural exercer mais força que a estrutura do corpo está acostumada. No caso da corrida isso fica mais evidente. Por ser um esporte de fácil acesso e muito popular no mundo todo, é comum vermos pessoas que nunca realizaram nenhuma atividade física, saindo do sedentarismo com a corrida, seja ela na esteira ou na rua. Mas conforme a pessoa vai se sentindo bem, ela vai aumentando o volume e a intensidade sem respeitar os limites do seu corpo e esse é um possível fator para que ocorra uma lesão muscular ou articular.

Qualquer atividade física é importante, mas a preparação é fundamental. É preciso fortalecer os músculos das pernas e da coluna para poder progredir em volume e força, sem riscos para o corpo. Diante disso, a dica mais importante para evitar lesão durante a prática esportiva é se preparar e se fortalecer para somente depois, realizar a progressão dos exercícios, sem pressa. Se puder, tenha ao seu lado um profissional gabaritado para adequar as atividades a sua necessidade. Movimento é vida!


sábado, 6 de abril de 2019

Excluir alimentos da dieta não emagrece: especialista explica


Veja como o seu organismo reage quando você faz uma dieta muito restritiva e como isso pode, na verdade, favorecer o ganho de peso

Sempre que vem em mente a ideia sobre emagrecer, automaticamente nosso pensamento se volta na ideia sobre o que iremos cortar da dieta. E, na maioria dos casos, os carboidratos se tornam o primeiro da lista, seguido por doces, frituras e gorduras em geral, pois acabam sendo tidos como os "vilões" da nossa alimentação e tachados como proibidos quando o assunto é emagrecimento.

É claro que cortes drásticos em calorias e retiradas de vários itens de uma rotina alimentar vão gerar um déficit calórico e isso pode impactar em uma perda de peso até rápida em alguns casos, porém de forma não contínua e não saudável, pois nosso organismo se mune de artifícios para brecar esta perda.

Além do fator adaptativo do nosso metabolismo, fazendo com que este gasto seja reduzido para nos preservar, uma vez que nosso organismo começa a trabalhar para poupar energia, ao cortar algum alimento que gostamos ou que tenha algum valor sentimental em nossa vida, corremos um risco maior de despertar uma situação de compulsão alimentar.

Outro fator para analisar é que, ao cortar grandes e importantes grupos, como carboidratos e até mesmo as gorduras de forma incorreta, podemos desencadear desordens em nosso metabolismo, prejudicando inclusive o processo de emagrecimento.

Verdade é que não existe uma dieta milagrosa capaz de proporcionar o emagrecimento. O que existe é uma dieta equilibrada, com algumas estratégias e principalmente livre de grandes privações. Além do risco de despertar a compulsão alimentar, cortar algum grupo de alimento da rotina alimentar de forma indevida pode ser algo perigoso do ponto de vista nutricional.

A incansável procura pelo emagrecimento fácil e as inúmeras ofertas de programas de emagrecimento milagrosos e rápidos tornam tudo muito atrativo e perigoso. Já observaram que a grande maioria, senão todos os casos de dietas restritivas e desequilibradas, terminam tendo um reganho do peso perdido e, em alguns casos, mais uns quilinhos extras?

Isso se deve em parte ao fato de que quando uma pessoa passa por uma dieta muito severa e sem equilíbrio dos grupos alimentares, ela passa a pensar cada vez mais em comida. E, no momento em que se adota uma grande restrição alimentar, pode ocorrer o aumento do apetite e também a diminuição do metabolismo. E. neste contexto, futuramente passamos a comer mais e gastar menos.

É uma forma do nosso organismo se armar para garantir a nossa sobrevivência e, às vezes, ele termina fazendo com que possamos armazenar ainda mais energia do que seria armazenada antes de iniciar a dieta. Quando trabalhamos com um aporte calórico muito baixo, uma forma de o organismo garantir nossa sobrevivência é trabalhar em modo econômico e este modo econômico é o que vai ter um impacto negativo futuramente.

Quando além do modo econômico, ou seja, com metabolismo mais lento, ainda oferecemos nutrientes de forma inadequada, tanto macros (carboidratos, proteínas e lipídeos) quanto micronutrientes (vitaminas e minerais) podemos comprometer o trabalho de todo organismo.

Para uma perda de peso saudável, é necessário realizar a quebra da gordura, mas também a sua oxidação (queima) e isto acontece dentro da mitocôndria (estruturas que realizam a respiração celular e que são capazes de oxidar a gordura que foi "quebrada"). E este processo é dependente de certos nutrientes que, se estiverem sendo consumidos de forma insuficiente, podem prejudicar o processo de emagrecimento.

Portanto fora a questão do desequilíbrio que não permite o funcionamento harmônico e orgânico para perda de peso, a questão dieta restritiva pode desencadear transtornos alimentares, uma vez que diante da restrição nosso foco passa a ser o que se "pode" e o que "não pode" ser consumido e ainda gerar um sentimento de culpa quando se consome algo tido como proibido. E como uma dieta restritiva não é sustentável, quando finaliza este período não se sabe como lidar com o alimento e tudo toma uma proporção maior, com grandes chances de ganho de peso excessivo, por consumo exagerado e novamente inadequado.

A perda de peso saudável deve ser aquela onde se torna possível gerar uma perda de gordura corporal, com a maior quantidade calórica possível, pois assim não se tem impacto negativo em metabolismo, além de oferecer através de uma dieta equilibrada, todos nutrientes para que a "máquina" trabalhe a nosso favor neste processo.