segunda-feira, 6 de julho de 2020

Não consegue dormir? 7 maneiras de combater a insônia sem remédio


Confira dicas que podem te ajudar a alcançar um sono mais tranquilo de maneira natural

Quem já sofreu com insônia sabe: a sensação de saber que você vai ter que levantar em algumas horas e simplesmente não conseguiu desligar é aterrorizante. Mas, antes de apelar para os remédios (que podem causar vícios e danos ao corpo), veja aqui as consequências e sinais de um sono ruim e experimente essas x maneiras de combater a insônia sem remédio.

 “A insônia é a dificuldade para pegar no sono e manter-se dormindo por horas suficientes, apesar das condições ideais. Ela pode ser aguda, e durar menos de 3 semanas, ou crônica. Nesse último caso, ocorre pelo menos três vezes na semana, em períodos superiores a um mês. As causas mais comuns da insônia aguda são os fatores estressores, como mudança no ambiente de dormir, alterações no turno de trabalho, uso de substâncias estimulantes (como cafeína e nicotina), estresses psicológicos intensos, entre outros. Já a insônia crônica tem como principal causa a má higiene do sono, e, em menor frequência, pode estar ligada a doenças neurológicas, como Mal de Parkinson ou Alzheimer”, explica Gustavo Mury, otorrinolaringologista do Hospital CEMA.

Consequências da insônia
“A qualidade de sono é um dos grandes pilares da medicina do estilo de vida e, hoje, sabemos que um sono ruim pode ser responsável por vários problemas de saúde. Desde hipertensão arterial e obesidade até quadros de demência precoce, já que o sono é diretamente relacionado à saúde cognitiva. O sono ruim pode levar também a quadros mentais como ansiedade, perda de concentração e depressão”, ensina Aline Lamaita, Cirurgiã vascular e angiologista, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

Sinais de que você não está dormindo bem – e não está percebendo
Há ainda pessoas que não passam a noite em claro mas ainda acordam com cansaço todo dia, devido a um sono agitado. “Irritabilidade, dificuldade de concentração e cansaço durante o dia podem ser sinais de que seu sono não está sendo reparador, mesmo se você tem a impressão que dormiu tempo suficiente. Pode ser um sinal de que a qualidade do sono não está sendo ideal”, aponta Aline. Algumas aplicativos para celular detectam de maneira superficial a qualidade do sono, monitorando sua movimentação durante a noite. É uma ferramente que ajuda mas para realmente detectar se você está com problemas para dormir sem perceber, o ideal é procurar um profissional especializado em distúrbios do sono.

7 maneiras de combater a insônia sem remédio

1. Guarde a cama para dormir e para o sexo
Se você a usar para outras atividades, como trabalhar, comer, ou assistir TV, seu cérebro afasta a associação do móvel com o sono e corre o risco de desenvolver hábitos que levam à insônia, explica Gustavo.

2. Medite
É difícil se desligar quando você teve um dia muito agitado ou terá um pela frente. Infelizmente, o nosso cérebro não tem um botão de liga e desliga. Por isso, a meditação é um ótimo exercício de conscientização para relaxar. A respiração profunda vai ajudá-lo a desligar das atividades e pensamentos sobre o mundo exterior (como preocupações com atividades do dia seguinte), se concentrar e dormir melhor.

3. Mantenha um horário consistente
Manter uma rotina de sono é importante para aqueles com insônia crônica. Tente não dormir mais cedo que um horário determinado mas manter a hora com a qual o seu corpo está acostumado. A única exceção é se você realmente não estiver cansado no horário determinado, então precisa esperar até que seu corpo desacelere, mas fique longe de tecnologia e alimentos pesados enquanto espera o sono vir, já que esses fatores vão atrapalhar seu sono, como explicamos a seguir.

4. Não cheque o relógio ou celular
Se você acordar no meio da noite e não pode voltar a dormir, não olhe para o relógio. Se fizer isso, é provável que comece a pensar sobre quanto tempo falta para o alarme disparar, e isso não vai lhe fazer nenhum bem.  O telefone é proibido nessa hora, já que a sua luz azulada pode perturbar ainda mais o sono. Portanto, resista!

5. Monte o ambiente ideal
Segundo Gustavo e Aline, qualquer forma de energia é contra-indicada dentro do quarto. Deixe a televisão restrita à sala, para evitar que a luz azul reprima a produção do hormônio do sono. Além disso, a temperatura amena (em torno de 21ºC) é a ideal para a produção hormonal correta. Também promova um ambiente silencioso e com pouca luz.

6. Pratique atividade física durante o dia
Segundo Aline, a prática, além de gastar energia, ajuda a regular a produção hormonal, diminuindo as chances de insônia. Mas preste atenção: Gustavo chama atenção para limitar a prática a até no máximo 2 horas antes da sua hora de dormir, já que a atividade causa um pico temporário de energia logo após ser feita.

7. Faça refeições leves antes de dormir
Nutrientes de difícil digestão como gordura ou carboidratos simples vão exigir mais do nosso corpo para serem processados, fazendo com que o corpo se mantenha desperto. Procure comer apenas proteínas leves (como de carnes brancas ou legumes), carboidratos leves (como grãos integrais) e saladas. “Também fique longe de cafeína, energéticos, bebidas alcoólicas e cigarros até pelo menos 4 horas antes de dormir”, indica Gustavo

Fonte: https://boaforma.abril.com.br/saude/nao-consegue-dormir-5-maneiras-de-combater-a-insonia-sem-remedio/ - Por Redação Boa Forma - Unsplash/Reprodução - Pexels/Reprodução

domingo, 5 de julho de 2020

Cuidado com o excesso de carboidratos e saiba o que são antinutrientes


O artigo O consumo de carboidratos refinados, destaca que o consumo de carboidratos em excesso, está relacionado ao maior risco de depressão e que de acordo com estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition (Jornal Americano de Nutrição Clínica), uma dieta rica em carboidratos refinados poderia levar a um maior risco do desenvolvimento da depressão em mulheres após a menopausa. O aumento nos níveis de insulina com o intuito de regular os níveis de açúcar no sangue, faria com que a resposta fosse alterações de humor, sensação de fadiga e sintomas de depressão.

A educadora física e Health Coach, Raquel Quartiero, esclarece que cada pessoa com suas singularidades (idade, sexo, predisposição genética), tem uma quantidade de carboidrato a se comer e por isso, não se pode dar uma “dica” universal", já que cada pessoa tem uma necessidade, que precisa ser avaliada por um médico e por um nutricionista.

A coach alerta que a alta de insulina no sangue devido ao aumento glicêmico leva ao aumento de peso corporal, por isso, é impossível emagrecer consumindo excesso de carboidrato: “Carboidrato na hora errada e na quantidade errada nos faz engordar. Assim como existem gorduras que nos fazem emagrecer e existem carboidratos que nos fazem engordar”.

Antinutrientes: compreenda sobre o que são

De acordo com o estudo Antinutrientes na Alimentação Humana, antinutrientes são compostos que podem ser produzidos pelas próprias plantas, conhecidos como não essenciais. Esses compostos são produzidos como uma resposta a agressões externas que comprometem o seu desenvolvimento, alguns destes compostos gerados são tóxicos e reduzem o valor nutricional dos alimentos, o que torna um nutriente essencial em não disponível ou não digerível.

A educadora física esclarece que as gorduras saturadas já foram muito condenadas na alimentação e que hoje podem ser compreendidas como neutras, já que dependem da combinação na dieta com outros alimentos.

Já a gordura trans, é uma gordura capaz de gerar várias doenças, já que produzem os radicais livres (estresse oxidativo) ou seja, o enferrujamento interno:

“Esse processo ocorre seja pela alimentação, pelo excesso em muitos casos de atividade física, pela poluição. Os radicais livres fazem com que tenhamos um equilíbrio fisiológico, mas precisa estar em nível equilibrado.”

A coach destaca que o consumo exagerado de açúcar refinado é um dos fatores que mais produzem radicais livres no corpo, já que o açúcar é inflamatório e antinutriente. A farinha de trigo branca também representa um antinutriente, além de se tratar de um alimento consumido em excesso: “As pessoas em sua maioria, não consomem no dia a dia na dieta, outros tipos de farinha, seja nas massas, nos biscoitos, nos diversos alimentos produzidos a partir da farinha”. A especialista acrescenta que hoje o trigo que se come é transgênico, modificado geneticamente e que não houveram testes o bastante para saber se é saudável ou não esse consumo, embora em prática saiba-se que o consumo exagerado não produz bons resultados na saúde.

“O sal refinado também é um antinutriente, o ideal seria substituir o sal refinado pelos sais integrais (sal marinho, sal do Himalaia, flor de sal, sal negro, entre outros), prefira os sais integrais, que possuam alguns nutrientes como vitaminas e minerais em sua composição”, orienta a educadora física.

A Health Coach também explica que a relação desequilibrada entre os ômegas 3 e 6 também pode se transformar em antinutriente, isso porque o ômega-6 em excesso produz inflamação no organismo e o ômega-3 é um anti-inflamatório natural, sendo assim, se a relação desses nutrientes estiver em desequilíbrio (excesso de ômega-6) a pessoa se torna mais inflamada.

A dica da especialista é que a pessoa utilize farinhas integrais além da farinha branca (farinha de arroz, farinha de milho, farinha de aveia, farinha de grão-de-bico, entre outras). O sal utilizado deve ser o integral. Os ovos devem ser consumidos equilibradamente na dieta pela riqueza em vitaminas e minerais e por representar fonte protéica de alta qualidade. Os carboidratos de baixa carga glicêmica devem fazer parte da dieta em quantidade equilibrada (inhame, batata doce, mandioquinha, arroz integral, quinoa, grão de bico, entre outros):

“A quinoa é um superalimento, é como se fosse a junção do arroz e feijão, é um alimento de baixa carga glicêmica, isto é, impede que os níveis de glicose se mantenham desequilibrados, e ao mesmo tempo possui todos os aminoácidos essenciais (que se transformam em proteínas).”

A educadora física também alerta que a melhor opção de hidratação do corpo é a água e se houver fome entre as refeições, a melhor opção é uma fruta. Além disso, a especialista explica que o suco não é o mais indicado pela alto valor glicêmico, já que quando é preparado possui apenas a frutose e glicose, pois os nutrientes perdem-se em pouquíssimo tempo.

“Aumentem a quantidade de ômega-3 no dia a dia, é uma gordura importante anti-inflamatória, por isso, consuma mais: óleo de coco, óleo de linhaça, óleo de oliva, sementes oleaginosas, água de coco, entre outros. Aumente a ingestão desse tipo de gordura que também ajudará no emagrecimento e são fundamentais para o aumento dos níveis de HDL (bom colesterol) no sangue.”

A coach destaca que um nível saudável de colesterol é importante para a produção de importantes hormônios no organismo, que manterão o bom funcionamento do corpo: “Se manter magro, por exemplo, depende também da quantidade equilibrada do hormônio testosterona no organismo”.

Fonte: https://www.saredrogarias.com.br/noticias/cuidado-com-o-excesso-de-carboidratos - Raquel Quartiero – Educadora Física (Health Coach)

sábado, 4 de julho de 2020

Dicas importantes e naturais para uma boa noite de descanso

Com tantas pressões e agitações, muitas pessoas costumam enfrentar noites de insônia que refletem sobre o dia seguinte prejudicando a realização das tarefas rotineiras.

Só quem sofre com a insônia sabe o quão difícil é conviver com a sensação de desânimo no dia seguinte. Sem contar que é muito comum tomar muita cafeína ao longo do dia para driblar o sono, o que pode trazer como consequência mais uma noite em claro.

Para ajudar a tratar a insônia vale se render a algumas alternativas naturais. Alguns chás podem ajudar. Quais são?

Valeriana: Essa erva é um poderoso calmante natural e ajuda a tratar a ansiedade. Basta uma colher de raiz de valeriana em uma xícara de chá de água quente. Deixe a infusão descansar por alguns minutos e beba antes de dormir.

Passiflora: Também auxilia aquelas pessoas que desejam dormir melhor. A indicação na maneira de preparo é a mesma da valeriana.

Melissa: A erva ajuda a tranquilizar os nervos e pode ajudar no tratamento da insônia. Basta uma xícara de chá de água quente e uma colher da erva, deixe descansar por alguns minutos e depois saboreie o chá.

Tília: Possui funcionalidade semelhante ao chá de melissa.

Camomila: Um dos chás mais tradicionais, mas sempre bem-vindo se o desejo é relaxar e ter uma perfeita noite de sono.

Essas ervas podem ser encontradas em lojas especializadas em produtos naturais e em supermercados.

Praticar atividades físicas é sempre bem-vindo e ajuda a liberar endorfinas, hormônios que produzem sensação de bem-estar, mas que também ajudam a regular o sono.

Procure se alimentar de maneira adequada, frutas, verduras, legumes, grãos integrais, cereais, entre outros, devem ser explorados na dieta.

Tomar um banho relaxante pouco antes de se deitar ajuda e muito se o desejo é uma boa noite de sono.

Por pelo menos cinco horas antes de dormir evite a ingestão de cafeína na dieta que não permite que o organismo relaxe.

Evite o contato com aparelhos eletrônicos por pelo menos uma hora antes de dormir, isso te ajudará a relaxar e a de fato se “desligar”.

Procure relaxar e não pense nos problemas, exercite o “mantra”: um dia de cada vez... Você perceberá que auxilia no processo de repouso.

Fonte: https://www.saredrogarias.com.br/noticias/dicas-importantes-boa-noite-de-sono

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Quase 99% dos pacientes de Covid-19 que possuíam baixos níveis de vitamina D, morreram


A pesquisa sugere que a vitamina D parece desempenhar um papel extremamente importante na luta contra o coronavírus em pacientes com Covid-19.

Um novo estudo realizado na Indonésia apresentou conclusões assustadoras: 98,9% dos pacientes com resultado positivo para o novo coronavírus e que apresentavam, além de comorbidades, baixos níveis de vitamina D, morreram.

Segundo publicação do jornal britânico Daily Mail, os pesquisadores analisaram ainda que os pacientes com níveis saudáveis de vitamina D, possuíam taxa de mortalidade de apenas 4,1%.

Os cientistas indonésios analisaram um total de 780 pacientes que apresentaram sintomas de Covid-19 após testarem positivo para a SARS-Cov-2 (conhecido popularmente como coronavírus).

Os cientistas comentaram que, deficiência em vitamina D, pode ser considerada em pacientes com valor sanguíneo abaixo de 20 ng/ml. No entanto, os pesquisadores alertam que o estudo não é definitivo.

Esses resultados surgem em um momento onde profissionais de saúde estão considerando o uso da vitamina D como forma de ajudar o sistema imunológico, como um “reforço” nas defesas naturais do corpo e NÃO como medicamento contra o contágio, tratamento ou “vacina”.

Alguns médicos, como o brasileiro Dr. Cícero Coimbra, é um dos defensores da vitamina D e seu poder em ajudar o corpo em diversos aspectos, inclusive no sistema imunológico. Na prática, a vitamina D é considerada um hormônio, e não uma vitamina.

Uma outra pesquisa, realizada pela Universidade Anglia Ruskin, na Inglaterra, descobriu que países europeus com níveis mais baixos de vitamina D, tiveram mais vítimas fatais da Covid-19.

O Dr. Lee Smith, que liderou o estudo da Universidade Anglia Ruskin, disse: “Foi demonstrado que a vitamina D protege contra infecções respiratórias agudas, e os adultos mais velhos. O grupo mais deficiente em vitamina D também são os mais seriamente afetados pelo Covid-19”.

O estudo realizado na Indonésia não foi associado a nenhuma universidade ou patrocinador. Todos os cinco pesquisadores que realizaram o estudo, liderados por Prabowo Raharusuna, foram listados como “independentes”, não havendo conexão com instituições.

Eles escreveram no artigo: “Ao observar a idade, o sexo e a comorbidade, o nível da vitamina D está fortemente associado ao resultado da mortalidade nos casos de Covid-19”.

Especialistas estimam que cerca de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo, de acordo com dados do Daily Mail, possuem deficiência em vitamina D, sendo este considerado um “problema global de saúde pública”, de acordo com o jornal.

Alguns cientistas temem que o “lockdown” (termo usado para isolamento total), realizado em vários países para diminuir o contágio do coronavírus, possa reduzir ainda mais os níveis de vitamina D, pela falta adequada de exposição à luz solar.

O NHS (sistema de saúde público da Inglaterra) está trabalhando em uma análise própria sobre o assunto, e pediu que um comitê científico elaborasse um relatório sobre as conclusões da vitamina D e seu papel contra a Covid-19.

Um outro estudo conduzido pelo professor Adrian Martineau, da Universidade Queen Mary, em Londres, está investigando como certos fatores do estilo de vida – incluindo os níveis de vitamina D – afetam a sensibilidade das pessoas ao vírus.

“A vitamina D quase poderia ser considerada uma droga projetada para ajudar o corpo a lidar com infecções respiratórias virais”, disse ele ao jornal inglês The Guardian.

Uma análise da Universidade de Surrey, publicada no British Medical Journal, descobriu que a vitamina D deve ser vista como parte de um estilo de vida saudável, não como uma “balinha mágica”, pois as evidências, segundo a universidade, ainda não são claras.

Um estudo anterior constatou que 75% das pessoas que vivem em instituições, como hospitais e casas de repouso, são severamente deficientes em vitamina D.

Fontes: https://www.jornalciencia.com/quase-99-dos-pacientes-de-covid-19-que-possuiam-baixos-niveis-de-vitamina-d-morreram-diz-estudo-com-780-pessoas/ - de Redação Jornal Ciência - Daily Mail / Artigo do Estudo da Indonésia Foto: Reprodução / Pixabay

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Quantas calorias é preciso queimar para perder 1kg?


Pequenas mudanças de hábito na rotina podem ajudar na perda de gordura

Quando alguém possui o objetivo de emagrecer, é importante entender que o número na balança nem sempre é o que vai determinar a perda de calorias. Ao medir nosso peso, também estamos incluindo elementos chamados de massa magra na conta, como a água corporal, músculos e ossos.

Já a redução de gordura corporal, que corresponde ao emagrecimento em si, é mais notável ao se olhar no espelho. Bianca Vilela, mestre em fisiologia do exercício, explica que quem pratica musculação, por exemplo, ganha massa muscular e perde gordura.

"Nesse caso, talvez a diferença na balança não seja tão grande, porque músculo tem uma densidade maior que gordura. Ou seja, visualmente, uma pessoa pode parecer mais magra, mas o peso da balança pode não reduzir tanto", conta a especialista.

Massa magra X gordura
De acordo com a fisiologista, o aumento de massa magra gera o aceleramento do metabolismo, o que causa uma perda de calorias mais veloz, a fim de manter os músculos adquiridos. Logo, os músculos ocupam menos espaço no corpo do que a gordura.

A mesma lógica deve ser utilizada na alimentação. Uma quantidade de 100 calorias encontradas em uma lata de refrigerante, por exemplo, não pode ser considerada da mesma forma que 100 calorias presentes em uma banana - já que os valores nutricionais são extremamente diferentes.

"Um bom exemplo disso é quando eliminamos os carboidratos da nossa dieta. Na balança, diminuímos o peso, mas, ao invés de perder gordura, podemos estar perdendo massa muscular", explica o personal trainer Márcio Gaefke.

Em termos gerais, para perder 1kg por semana, é necessário queimar cerca de 1.110 calorias por dia. Entretanto, os especialistas reforçam que focar na quantidade de quilos reduzidos não significa necessariamente que houve perda de gordura e emagrecimento.

Como queimar calorias de forma saudável

1- Substituição de alimentos
Fazer dietas focando no número de calorias consumidas pode fazer com que uma pessoa deixe de consumir nutrientes necessários para o corpo, como os carboidratos, proteínas e gorduras. Por isso, ao invés de restringir alguns alimentos, o ideal é que eles sejam substituídos por uma versão mais saudável.
No caso dos carboidratos, Márcio Gaefke conta que é importante dar preferência aos integrais e aos que contém uma grande quantidade de fibras, pois ajudam no emagrecimento e saciedade. Alguns exemplos são:
Batata doce
Mandioca
Mandioquinha
Arroz integral
Macarrão integral

2- Musculação
Bianca Vilela explica que, além da queima de calorias durante a própria atividade, a musculação acelera o metabolismo e mantém o organismo queimando calorias ao longo do dia, mesmo durante o repouso. "Isso acontece, pois o corpo acaba usando mais energia para recuperar as fibras musculares que são lesionadas durante o treino", conta.

3- Treino intervalado de alta intensidade
Isso significa treinar com maior intensidade, de forma mais "pesada", com intervalos de descanso curtos. "Um exemplo é alternar entre uma caminhada na esteira por um minuto e uma corrida em alta velocidade por três minutos", indica Bianca.

4- Fuja do sedentarismo
De acordo com a fisiologista, pequenas mudanças durante o dia, como passar mais tempo em pé do que sentado, podem ajudar a queimar entre 20 e 50 calorias a mais por hora. Para colocar isso em prática, é possível realizar alterações simples na rotina, como:
Atender ligações enquanto anda
Levantar para buscar água
Utilizar a escada em vez do elevador
Levantar para mudar o canal da televisão sem usar o controle remoto

5- Termogênicos
Os alimentos termogênicos auxiliam na perda de gordura por serem capazes de acelerar o metabolismo. Para inclui-los no dia a dia de forma natural, procure consumir:
Pimenta vermelha
Chá verde
Canela
Gengibre
Chá de hibisco
Cafeína
Água gelada