quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Exercício físico protege contra o glaucoma

Novo estudo revela que as atividades reduzem pra valer o risco de desenvolver uma das doenças que mais causa perda de visão no Brasil

Cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, avaliaram mais de 11 mil pessoas a partir dos 40 anos e descobriram que, entre os mais ativos fisicamente, a incidência de glaucoma era significativamente menor. Sim, exercício faz bem até para os olhos.

Para ter ideia, a cada dez minutos a mais de práticas entre moderadas e intensas por semana, o perigo de sofrer com esse problema caía 25%. O achado é interessante principalmente porque, até pouco tempo atrás, não se acreditava que o estilo de vida exercia qualquer influência positiva contra o avanço dessa condição.

Mais: o glaucoma atinge até 1 milhão de brasileiros, não tem cura e é uma das principais causas de cegueira no mundo. E detectá-lo cedo é um desafio, uma vez que ele não manifesta muitos sintomas.

“A doença vai aos poucos prejudicando a visão periférica até que chega ao centro. Mas essa perda gradual é difícil de ser notada antes de atingir um estágio avançado”, comenta Lisia Aoki, oftalmologista do Hospital das Clínicas de São Paulo.

É malhar para ver

O elo entre exercício físico e uma boa visão é novidade e ainda carece de mais estudado. Mas já se suspeita de alguns mecanismos por trás dele.

“Sabemos que um dos fatores importantes para desenvolver o glaucoma é o fluxo de sangue que o nervo óptico recebe”, explica Lisia. “A partir daí, concluímos que quadros que alterem a circulação nessa região, como pressão alta ou diabetes, podem aumentar o risco de a doença aparecer”, conclui a médica.

As passadas constantes, por sua vez, combatem males crônicos como esses. Ou seja, ela afastaria os problemas por trás do glaucoma.

Para derrotar o glaucoma

Além de ficar de olho no condicionamento físico, o ideal é fazer exames preventivos regularmente a partir dos 40 anos. “Quem tem casos na família deve ficar mais atento”, orienta Lisia. Os testes medem a pressão intraocular – é quando ela está elevada que há um aumento no risco de lesão do nervo óptico – e avaliam o estado do nervo em si.

Nos últimos anos, outras condições foram associadas à doença, como apneia do sono, hipertensão arterial noturna e o uso indiscriminado de colírios.


Fonte: https://saude.abril.com.br/fitness/exercicio-fisico-protege-contra-o-glaucoma/ - Por Chloé Pinheiro - Ilustração: Cassio Bittencourt/SAÚDE é Vital

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Cansaço: saiba quais são as possíveis causas e doenças relacionas à fadiga

Você sabia? O cansaço crônico tem sido uma das queixas mais frequentes ouvidas nos consultórios, e não são apenas plantonistas de hospital que sofrem com ele. Fique por dentro sobre as possíveis causas e doenças relacionas à fadiga

Você tirou o domingo para colocar o sono em dia, mas na segunda-feira acorda como se tivesse passado a noite em claro? À tarde você tem a sensação de que, se deitar no chão, é capaz de dormir até o dia seguinte? Só consegue terminar suas obrigações do dia com café forte e uma guloseima cheia de sal ou açúcar? E, finalmente, na hora de se deitar, o sono foge porque os pensamentos não param? Se existe uma boa notícia em relação a isso tudo é que você não está só. O cansaço crônico tem sido uma das queixas mais frequentes ouvidas nos consultórios, e não são apenas plantonistas de hospital e operadores do mercado financeiro que sofrem com ele. Acredite: mesmo quem não trabalha e não tem problemas financeiros está exposto à fadiga.

Embora o cansaço crônico, que não passa com férias ou descanso, seja uma reclamação recorrente, ele deve ser valorizado e informado ao seu médico. O sintoma em si pode indicar uma doença, para a qual existe tratamento, ou sinalizar a presença de outro problema de saúde: “As principais são câncer, infecções, desordens hormonais, distúrbios do sono, distúrbios hematológicos, depressão e efeitos secundários de medicamentos”, descreve Roberto Heymann, médico assistente da disciplina de Reumatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Prós e contras dos substitutos do pão branco

Tapioca, pão integral, panqueca fit e omelete. Compare as opções e repense o seu café da manhã

Há tempos o pão branco deixou de ser a melhor opção alimentar no café da manhã, não apenas para quem busca emagrecer, como também para quem quer trazer mais saúde para o dia a dia. "O pão branco é rico em carboidrato simples e pobre em fibras. Essa combinação fornece poucos nutrientes para o organismo e não gera saciedade, o que faz com que a pessoa sinta fome rapidamente", explica a nutricionista Patricia Davidson, responsável pela alimentação de famosas como Paolla Oliveira e Bruna Marquezine.

Além disso, "cada unidade de pão francês tem, aproximadamente, 150 calorias", destaca a endocrinologista Glaucia Duarte, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. "É possível pensar em muitas opções nutritivas e saborosas que permanecem nesta faixa", lembra ela.

Mas, como o equilíbrio é essencial para tudo na vida, até as opções mais saudáveis devem ser analisadas com cautela. Não adianta copiar a alimentação de outra pessoa, pois as melhores opções para você devem ser pensadas por um profissional. Qual o melhor substituto para o pão branco? "Isso é individual e depende do objetivo de cada um", diz Patricia. Por isso, vale analisar os pontos positivos e negativos de cada alternativa:

Tapioca
Prós: A tapioca é feita com a fécula da mandioca que é aquecida na frigideira e derrete um pouco, formando uma casca que pode ser consumida como se fosse um crepe. O principal macronutriente presente na tapioca é o carboidrato e ela não contém glúten, como o pão francês.
Contras: A tapioca pode ser uma boa alternativa ao pão branco, "porém devemos levar em consideração que a tapioca possui um teor nutritivo mais baixo e muito carboidrato, por isso é preciso avaliar de forma individual como será introduzida na alimentação", afirma Patricia.

Pão integral
Prós: "O pão integral pode ser uma boa forma de substituir o pão branco", afirma a nutricionista. É preciso estar atento apenas à lista de ingredientes. "Preferir, por exemplo, aqueles feitos com farinha 100% integral, sem açúcar e os que contêm sementes", diz ela.
Contras: É possível encontrar diversas opções desse tipo de pão no mercado, mas nem todas são satisfatórias nutricionalmente. "Algumas opções encontradas no mercado não possuem uma composição tão nutritiva e, se consumidas de forma excessiva, podem levar, por exemplo, ao ganho de peso. Entretanto, para as pessoas que gostam e não abrem mão de consumir o pão integral, existem opções com uma lista de ingredientes mais interessante, feita com farinha 100% integral ou farinhas de oleaginosas, por exemplo", destaca.

Panqueca fit
Prós: Elas viraram febre no café da manhã de muita gente e com razão. "As panquecas costumam ter uma quantidade adequada de proteína, o que confere mais saciedade e evita que a pessoa 'belisque' no intervalo até a próxima refeição. Dessa forma, é uma opção melhor do que o pão branco, por exemplo", revela Patricia.
Contras: Por ser uma opção bem saudável, não existem grandes problemas em seu consumo. O que pode ocorrer são adaptações na receita para que fique de acordo com o seu objetivo. "Tudo dependerá do indivíduo e da estratégia nutricional utilizada pelo nutricionista", destaca.

Omelete
Prós: "Omeletes são boas fontes proteicas e, por isso, podem ser utilizadas como substitutas do pão branco, no café da manhã, por exemplo", afirma a nutricionista. Além disso, o ovo é rico em vitaminas A, que tem efeito antioxidante e é essencial para a visão, D, responsável pela saúde óssea, E, que tem ação antioxidante, e em zinco, selênio e magnésio, minerais antioxidantes importantes para o organismo.
Contras: Estudos ainda não comprovaram se o consumo de ovo pode ou não ser prejudicial para pessoas com diabetes. Portanto, é interessante que quem convive com a doença converse com seu médico sobre ingerir o alimento, assim como pessoas com o colesterol elevado.


Qual é a melhor escola para seu filho?

A educação é a base para a formação de todos os seres humanos e ela deve ser ancorada na família e na escola.

     Final de ano, e uma das tarefas que os pais terão que enfrentar é a escolha da escola na qual o filho vai estudar em 2018, seja para o primeiro ano letivo na educação infantil ou decidir pela continuação ou não na escola que já estuda. Escolher a escola em que o filho vai estudar é uma decisão difícil para os pais, pois, dependendo da situação financeira, terão que decidir matriculá-lo na escola pública ou particular, porque podem existir diferenças não apenas na cobrança de mensalidades, mas também na estrutura física e no projeto pedagógico.

     A escola particular, principalmente, bombardeia os pais com propagandas na televisão, rádio, internet, mídias sociais, jornais, carro de som e outdoors tentando convencê-los de que é a melhor opção com relação a aprovação dos alunos no ENEM para adentrar a universidade, além da infraestrutura e projeto pedagógico. Os pais, então, ficam com dúvidas de qual é a melhor escola para seu filho.

     Os pais devem estar atentos para escolher a melhor escola a matricular seu filho. Se a criança iniciará seus estudos em 2018, deve-se procurar informações, visitar a mesma para conhecê-la, conversar com os diretores e coordenadores para tirar as dúvidas e observar criteriosamente se ela tem:

- História e tradição na cidade; propostas pedagógicas voltadas para a formação integral dos alunos, preparando-os para a faculdade da vida; boa aprovação nos vestibulares; mensalidade compatível com o que oferece, se ela for particular.
- Boa localização com acesso facilitado; salas de aula amplas; bom espaço físico para os alunos passarem o recreio e com parque para as crianças da educação infantil; cantina que ofereça alimentos saudáveis; quadra ou ginásio de esporte para a realização das aulas de educação física; piscina; biblioteca com acervo atualizado de livros, revistas e jornais; acesso a internet;  equipamentos de segurança; acessibilidade ao espaço escolar para pessoas com deficiência física;  laboratórios de informática e ciências; auditório amplo para o desenvolvimento de atividades culturais, eventos sociais e reuniões.
- Atividades culturais que desenvolvam as diversas linguagens do ser humano; passeios e atividades fora da escola; aulas de educação física regulares; jogos internos e se participa de eventos esportivos.
- Professores e coordenadores qualificados, envolvidos com o processo educativo e que desenvolvam o trabalho com satisfação.

     Os pais devem ser bastante criteriosos e exigentes em relação à escola em que seu filho vai estudar, seja ela pública ou particular, porque ambas devem ter o compromisso com a educação e oferecer o que for de melhor para o aluno.

     Escolhida a escola, faça a matrícula e no decorrer do ano letivo converse com seu filho para saber o grau de satisfação dele com o ensino, quanto maior for, ela estará correspondendo.

     Visite sempre a escola, participe das reuniões de pais e mestres e dos eventos realizados pela mesma. Avalie até o final do ano se ela está proporcionando tudo o que prometeu fazer em prol da educação do seu filho, e você terá a resposta se esta é a melhor escola.

     Seja qual for a escola que os pais escolham, é imprescindível o acompanhamento, presença, participação, envolvimento e comprometimento deles na educação do filho em parceria com a mesma. A educação deve começar em casa através de exemplos, cobranças e atitudes pautadas na responsabilidade em querer o melhor para o filho, ressaltando que “seu destino como ser humano está ancorado nas maiores ou menores possibilidades que a família lhe abre”.

Professor José Costa

CREF 000245-G/SE

domingo, 3 de dezembro de 2017

Como deve ser a dieta de quem se exercita

Confira as vantagens de certos alimentos aos praticantes de atividades físicas – e descubra em que momento consumi-los

Estar bem nutrido é essencial para garantir o máximo aproveitamento da prática de exercícios físicos. Por isso, fizemos uma listinha com alimentos que são mais do que bem-vindos na rotina de quem não dá espaço para a preguiça.

1- Beterraba
Que tal um suquinho feito com ela antes do treino? A beterraba é rica em nitrato, uma substância precursora de óxido nítrico. Trata-se de um potente vasodilatador natural. E, por fazer as artérias relaxarem, o sangue flui com mais facilidade e mais oxigênio chega para os músculos.
Agora, atenção: é melhor comê-la crua, porque o cozimento leva a algumas perdas nutricionais. Que tal inclui-la em sanduíches e saladas? Se preferir cozida, então não tire a casca – isso vai impedir a liberação de algumas substâncias boas para o organismo. Só não vá abusar, porque há evidências de que o excesso de nitrato é tóxico.

2- Água
Durante os exercícios, tenha uma garrafinha à disposição. É fundamental se manter hidratado nessa hora. E se você achar mais saboroso contar com um isotônico, saiba que esse tipo de produto só é indicado para atividades físicas intensas, como aquela corrida que vai durar mais de uma hora.
Para quem é do time daquela caminhada mais leve, o tiro pode até sair pela culatra. É que os isotônicos são cheios de carboidratos – justamente para repor o que é perdido durante a malhação. Então, se o exercício for levinho, há o risco até de engordar.

3- Leite em pó
Depois daquele treino puxado, dar prioridade para as proteínas ajuda na reparação e no crescimento dos músculos. Uma boa fonte é o leite desnatado. Se for em pó, melhor ainda, já que a absorção é favorecida. Para ter ideia, parece que o efeito desse alimento é similar ao do whey protein, que carrega proteínas de alto valor biológico.
Mas procure consumir até 40 minutos após os exercícios. Se quiser bater com frutas, fique à vontade.

4- Iogurte, queijo e afins
Vale incluir essas outras fontes proteicas ao longo do dia – assim, fica mais fácil estimular a formação de músculos. Diga-se de passagem: o iogurte não merece entrar no cardápio só por causa das proteínas. Ele é exímia fonte de cálcio, que contribui para a saúde óssea.
Sem falar que, no mercado, entramos opções turbinadas com probióticos, bactérias que beneficiam a microbiota e regulam diversas reações no organismo. Uma das inúmeras consequências é a melhora da imunidade. E com o sistema de defesas em alta, cai o risco de você adoecer e precisar ficar alguns dias de molho.
Uma dica: se curtir, pode salpicar chia e linhaça em cima do iogurte. Elas também têm proteínas – como deu pra notar, um dos nutrientes favoritos dos músculos.

5- Proteína animal
E já que é para fracionar a ingestão proteica ao longo do dia, não poderíamos deixar as grandes refeições de lado. Umas quatro vezes na semana, dá para levar à mesa a carne vermelha, que concentra proteínas de altíssima qualidade. Além disso, ela tem ferro do tipo heme, mais bem absorvido pelo nosso organismo. A lista de nutrientes ainda inclui vitamina B12, magnésio e zinco.
Mas, cabe frisar, não falamos em quatro bifes à toa. A ideia é não se entupir de gordura, tá? Aliás, dê prioridade aos cortes mais magros, como patinho, músculo e filé-mignon. Além disso, o frango e os peixes são muito bem-vindos dentro desse contexto.

6- Laranja e limão
Essas frutas cítricas são lotadas de substâncias antioxidantes, como a célebre vitamina C. E elas são fundamentais para combater os radicais livres, moléculas que, em excesso, aceleram o envelhecimento de nossas células.
Mas o que isso tem a ver com o treino? Ora, é que durante os exercícios o nosso corpo produz naturalmente essas substâncias traiçoeiras. Por isso, é legal turbinar o menu com ingredientes de potencial antioxidante.

7- Açafrão
Ele está cheio de um pigmento chamado curcumina, que tem propriedades anti-inflamatórias. A dica é utilizar depois daquele treino mais intenso, sabe? Em uma pesquisa da Universidade Federal de Goiás, o extrato de açafrão-da-terra foi bastante útil na recuperação de indivíduos que participaram de uma meia maratona. Se quiser testar o efeito, pode investir no pó industrializado mesmo. Utilize algumas pitadas em carnes vermelhas e vegetais cozidos.

8- Aveia
Em estudo da Universidade de Minnesota, mulheres comeram, duas vezes ao dia, biscoitos de farelo de aveia feitos com 9,2 miligramas de avenantramida, substância do cereal conhecida por fazer bem à musculatura. Depois de oito semanas – e muito suor em cima da esteira –, elas apresentaram redução significativa em vários indicadores de lesão e inflamação.
Para ter ideia, essa quantidade de avenantramida é encontrada em mais ou menos quatro colheres de sopa de aveia.
A sugestão é apostar no cereal uns 40 minutos depois de exercícios vigorosos. Por outro lado, se sua atividade física for de intensidade moderada, dá para recorrer à aveia antes do treino. Que tal experimentar com fruta ou iogurte?

9- Ovo
Esse aí todo mundo relaciona com músculos fortes – quantas vezes você já escutou alguém na academia dizer que come um monte de ovo?
Exageros à parte, seria bacana mesmo levá-lo à mesa com boa frequência. É que a parte branquinha tem muita proteína – com destaque para a albumina, que, inclusive, está na fórmula de um monte de suplementos.
O recomendado é consumir até duas claras depois do treinamento, porque nesse momento acontece a degradação e a formação dos músculos.