sábado, 5 de setembro de 2020

Como e por que você deve limpar o celular com frequência


Aparelhos são fonte de transmissão de agentes infecciosos, como vírus, bactérias e fungos

Em um mundo cada vez mais conectado, o uso de celulares se tornou onipresente na vida das pessoas. De acordo com a GSM Association (GSMA), organização global das operadoras de telefonia móveis, é estimado que 5,1 bilhões de pessoas em todo o mundo possuam um tipo de dispositivo celular - cerca de 63% de toda a população global.

No Brasil, dados do relatório da GSMA mostraram que 81% dos brasileiros haviam adotado algum tipo de smartphone em 2018. Porém, em tempos de coronavírus, esses aparelhos viraram alvo na rotina de higienização e proteção contra a COVID-19. E não é para menos.

De acordo com o químico Renan Pioli, conselheiro técnico da Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional (Abralimp), os celulares são uma fonte de transmissão de agentes infecciosos, como vírus, bactérias e fungos. Assim, a presença intensa dos dispositivos facilita a ocorrência de diversas doenças.

Limpeza do celular: como fazer?
Para que esses microrganismos consigam nos contaminar, Pioli explica que o ciclo necessário é o seguinte: haver o contato da mão com o celular infectado e, então, essa mesma mão entrar em contato com olhos, nariz e/ou boca - algo muito similar com a rota de contaminação do SARS-CoV-2, por exemplo.

Assim, para combater esses agentes causadores de doença, é importante fazer a higienização correta e frequente dos celulares. O recomendado é borrifar ou umedecer um paninho de microfibra com produto próprio para a limpeza do aparelho e passar na tela e sobre toda a superfície do dispositivo.

Os produtos de limpeza escolhidos para essa higienização, segundo Pioli, podem ser álcool 70% ou outros tipos de desinfetante. Segundo o especialista, não é recomendado o uso de água sanitária (hipoclorito de sódio), nem mesmo água pura.

"Não indicamos água sanitária pois, em contato com a parte eletrônica do celular, ela pode provocar sua oxidação e haver perda do aparelho. Já a água não é recomendada para este caso de higienização, porque ela apenas remove algumas sujidades, mas não elimina microrganismos que possam existir ali", explica Pioli.

Limpar a capinha é importante?
Ao realizar a higienização do celular, é importante limpar a capinha do eletrônico também. Isso porque há contato direto do aparelho com o acessório e com o meio ambiente, o que também torna a capinha suscetível a contaminação por agentes infecciosos.

"Devemos limpar todo o celular. Desde a tela, até os botões e a parte de trás, tentando não haver contato com a parte eletrônica. Não há necessidade de abrir a parte de dentro para limpar. Só a superfície onde há contato direto: o celular e toda a capinha", aponta Pioli.

Além disso, a limpeza do celular deve acontecer sempre que o aparelho for levado para a rua. Desse modo, sempre que voltar para casa, o indicado é realizar os passos de higienização indicados. "A rua é a maior fonte de contaminação. Sempre que chegar em casa, faça a limpeza com os produtos destinados a isso", finaliza.


sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Oito dicas para acabar com o mau humor


Ajuste a rotina para incluir pequenos prazeres e comece bem a semana

Encarar a segunda-feira desanima, ela é o dia útil mais distante do final de semana e está diretamente relacionada a preocupações com o trabalho, compromissos com horário e cansaço. Mas a má fama do primeiro dia útil da semana está com os dias contados no que depender da Ciência. Pesquisadores da Stony Brook University, nos Estados Unidos, descobriram que as terças, quartas e quintas podem tão entediantes quanto a segunda-feira após fazer uma enquete com 340 mil pessoas e descobrir que o humor delas só se altera (para melhor) nas sextas-feiras. Se é assim, então, o que está por trás da má vontade? "Concentrara atividades de lazer em poucos dias torna os restantes sem graça, marcados por aborrecimentos, o ideal é dar um jeito de adotar hábitos que deixam a segunda-feira mais agradável", afirma o psicólogo Odair Comin. Siga essas dicas dele e de outros especialistas para fazer esse dia mais feliz:

Comer seu prato favorito
Nada como fazer aquela refeição que você adora na segunda-feira. Segundo o psicólogo Odair Comin, de São Paulo, essa é uma mudança simples que certamente melhora nosso humor. "Escolher seu prato favorito é mostrar para a sua mente que você está cuidando do seu bem-estar", diz o especialista. "Praticar ações que lhe fazem bem retiram o espaço que a dor ou o mau humor teriam em seu dia."

Marcar para sair com os amigos
Muitas vezes um fim de semana não basta para ver todos os amigos. Então que tal marcar um programa em plena segunda? "A convivência com os amigos é essencial para conversar e colocar as ideias no lugar", diz a psicóloga Luciana Kotaka, especialista do Minha Vida.

Praticar exercícios
"Fazer exercícios pode melhorar a autoestima, combater a indisposição e até mesmo melhorar a memória", diz o educador físico e fisiologista do exercício Gustavo Lopes, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Além disso, a atividade física libera os hormônios endorfina e serotonina, responsáveis por diminuir o estresse, deixando você mais relaxado, disposto e feliz. Experimente fazer uma caminhada ou se inscrever em um curso de dança para descontrair a sua segunda-feira.

Assistir a um filme
Os cinemas ficam lotados aos sábados e domingos, principalmente nas sessões noturnas. Mas dá para chegar de última hora para assistir a uma estreia na segunda-feira, mesmo nos shoppings mais concorridos. Além do conforto para escolher a sala ou a vaga para estacionar, você quebra a rotina de uma maneira simples e que dispensa planejamento, já que escolher um filme e comprara pipoca não dá o mínimo trabalho.

Fazer meditação
A meditação melhora o seu humor todos os dias, incluindo a segunda-feira." É uma forma de se conectar consigo mesmo e mentalizar bons acontecimentos para o dia que está começando", diz o psicólogo Odair. Acorde uns vinte minutos mais cedo e dedique esse intervalo para pensar como seriam as próximas horas se tudo ocorresse de acordo conforme os seus planos, sua disposição em agir para que os resultados positivos apareçam vai favorecê-los.

Fazer compras
No final de semana, as compras tomam o tempo que você poderia ocupar na companhia de pessoas querias ou mesmo descansando, sem contar as filas nos shoppings e supermercados. Deixar a tarefa para o início da semana, quando tudo está mais tranquilo, ajuda você a fazer escolhas mais cuidadosas, negociar com mais calma algum desconto e se distrair sem precisar enfrentar grandes tumultos.

Colocar a leitura em dia
Deixar os relatórios ou estudos de lado por alguns instantes e se dedicar a uma leitura prazerosa, seja se um livro ou uma revista, é um pequeno prazer durante o dia. "Esse descanso para mente ajuda você a começar a semana de maneira mais relaxada, sem o peso de uma leitura trabalhosa", diz Luciana Kotaka.

Adiantar o happy hour
Se você é do tipo que não vê a hora de chegar sexta feira para sair com os amigos do trabalho, experimente adiantar o happy hour uma vez ou outra. Dá para colocar em dia as novidades do final de semana, esperar o trânsito diminuir e voltar para a casa com a sensação de que a segunda-feira ficou para trás há muito tempo. O único cuidado especial é com o excesso de bebida alcoólica, porque o exagero pode prejudicar seu rendimento com uma terrível ressaca.


quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Chás para pressão alta: descubra qual realmente funciona


Veja se esses chás funcionam para diminuir a pressão alta

Tendo em vista que a hipertensão é uma das doenças que mais acometem a população brasileira, a busca por métodos alternativos para auxiliar no tratamento é grande.

Por isso, conversamos com especialistas no assunto para esclarecer dúvidas sobre alguns dos chás utilizados para pressão alta. Entenda:

Chá de alho para pressão alta
Segundo a nutricionista Maria Clara Pinheiro, o alho possui propriedades importantes quando o assunto é pressão arterial. "Ele é fonte de antioxidantes e estimula a produção de óxido nítrico, um potente vasodilatador que melhora a circulação do sangue", explica ela.
Por isso, o chá de alho promove o relaxamento dos vasos sanguíneos e, consequentemente, auxilia na redução da pressão arterial.

Chá de hibisco para pressão alta
A nutricionista Laura Filmari afirma que o chá de hibisco pode, sim, ajudar a diminuir a pressão. "A erva possui propriedades diuréticas, fazendo com que o organismo elimine líquidos em excesso e facilite o bombeamento de sangue no corpo, assim regulando a pressão arterial", explica a profissional.

Chá de erva cidreira para pressão alta
O chá de erva cidreira pode auxiliar na diminuição da pressão arterial principalmente nos momentos de estresse devido sua função de calmante natural. "O óleo essencial contido na erva cidreira tem efeitos nos canais de cálcio e pode induzir a vasodilatação", confirma o cardiologista Ariel Bueno da Fonseca.
Isso significa que o óleo é capaz de diminuir a frequência cardíaca e aumentar o diâmetro dos vasos arteriais, o que pode evitar a hipertensão.

Chá de cavalinha para pressão alta
Assim como o de hibisco, o chá de cavalinha também possui propriedades diuréticas que auxiliam na eliminação do excesso de líquido no organismo. Desse modo, o coração precisa de menos esforço para bombear o sangue e a pressão arterial é reduzida.
Contudo, a nutricionista Camila Cardinelli diz que o chá deve ser consumido com cuidado. "Ele não pode ser consumido em grande quantidade e por período prolongado, porque favorece a perda de minerais importantes no organismo", explica a nutricionista.
O chá de cavalinha também não é recomendado para grávidas e lactantes, além de pacientes que apresentam insuficiência cardíaca, pressão baixa e doenças renais.

Chá de limão para pressão alta
O chá de limão não é indicado para auxiliar na redução da pressão arterial. A nutricionista Maria Clara Pinheiro explica que, apesar de seus diversos benefícios, a fruta não deve ser utilizada para tal finalidade.
"A vitamina C presente no limão sofre oxidação com o calor. Ou seja, o limão praticamente perde suas propriedades quando usado para preparar um chá", conclui a nutricionista.

Qual chá tomar para baixar a pressão?
É possível concluir que os chás de alho, hibisco, erva cidreira e cavalinha podem auxiliar na diminuição da pressão arterial. Dessa forma, a recomendação é uso de, no máximo, uma xícara ao dia de qualquer uma dessas bebidas.

Além disso, é importante deixar claro que apenas os chás não devem substituir o uso de medicamentos prescritos. Eles servem como tratamento paliativo e devem ser administrados com ressalvas e orientação adequada.

Sempre consulte um médico para obter informações especializadas e de qualidade, garantindo opinião e instrução profissional sobre o assunto.

Receitas de chás para pressão alta
Chá de alho: Em uma panela de chá, coloque dois dentes de alho amassados para 300 ml de água. Deixe ferver por 10 minutos. Depois é só coar e beber.

Chá de hibisco: Separe 200ml de água, deixe ferver, desligue o fogo e adicione uma colher de chá de hibisco seco. Tampe e deixe descansar por três a cinco minutos. Depois é só coar e consumir.

Chá de erva cidreira: Ferva 200ml de água, depois a coloque sobre cinco folhas de erva cidreira em um recipiente e deixe abafado de cinco a dez minutos. Coe e está pronto para consumir.

Chá de cavalinha: Em uma chaleira, ferva 200 ml de água. Desligue o fogo e adicione uma colher de sopa de cavalinha desidratada. Tampe e deixe abafado por dez minutos. Coe e beba logo em seguida.


quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Com a flexibilização, o que posso e o que não posso fazer para diminuir o contágio?


Após mais de cinco meses em isolamento social, se tem alguma coisa que acabou é a ilusão de que a pandemia seria uma coisa passageira. As pessoas vão ter que conviver — não se sabe até quando — com a presença nada agradável do coronavírus. Para que isso aconteça com menos risco de contágio durante a flexibilização, infectologistas montaram um guia sobre o que pode e o que ainda não pode fazer enquanto a vacina não chega. CORREIO ouviu especialistas e montou um guia com respostas para 15 situações comuns na pandemia

Entre esses cuidados estão o uso indispensável da máscara e o hábito de evitar as aglomerações como sinaliza a professora da Escola Bahiana de Medicina, pós-doutora em Imunologia pela Fundação Oswaldo Cruz e pesquisadora da Rede CoVida, Fernanda Grassi.

“O momento exige cautela. É lavar as mãos, usar o álcool em gel. Tenho visto muita gente retirando a máscara para falar e isso não pode acontecer”.

Também vai ser preciso se preocupar não só com seu comportamento, mas também com o do outro. É o que considera o especialista em Infectologia, professor da Unifacs, médico e preceptor da residência médica e internato em Infectologia do Instituto Couto Maia, Fernando Badaró.

“Todo mundo já sabe qual é a maneira de se proteger. Não pode haver a quebra dos procedimentos, porque isso, consequentemente, vai voltar a elevar os casos”.

Segundo informações do boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) na sexta-feira, a Bahia soma 250.977 casos e 5.243 mortes desde o início da pandemia. A ocupação dos leitos de UTI para tratamento da covid-19 está em 57%. Em Salvador, a mesma taxa de ocupação está em 52% e a capital concentra 30,71% das infecções.

Os dados confirmam que não há mais espaço para a falsa sensação de segurança e a exposição desnecessária. A infectologista e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Melissa Falcão, concorda: “O risco ainda é real. Cada um se torna ainda mais importante para a redução da transmissão”.

PODE OU NÃO PODE? CONFIRA AS RESPOSTAS PARA 15 SITUAÇÕES COMUNS NA PANDEMIA

a) Ida a bares e restaurantes O comportamento individual mais importante é a consciência de não sair de casa se tem sintomas respiratórios ou se teve contato com algum caso positivo para covid-19. A infectologista e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Melissa Falcão, reforça que, quem decidir ir a um bar ou restaurante, não deixe de usar a máscara e dê preferência a mesas externas e lugares arejados. “Não deixe de obedecer a distância padronizada pelos estabelecimentos”.

b) Pegar táxi ou Uber O álcool em gel também é um companheiro indispensável nas viagens em táxis ou por aplicativos como o Uber. A professora da Escola Bahiana de Medicina, pós-doutora em Imunologia pela Fundação Oswaldo Cruz e pesquisadora da Rede CoVida, Fernanda Grassi, aconselha que o passageiro sente no banco de trás, use o álcool nas mãos ao entrar, tocar em qualquer parte do carro e também ao sair do veículo, além da máscara. “Evite conversar muito com o motorista. É importante ter esse distanciamento”, observa.

c) Visitar parentes, pais e avós que fazem parte do grupo de risco Para a Fernanda Grassi, o distanciamento deve ser mantido. “Evite o contato próximo porque a epidemia ainda não passou. Se tiver que ver, é melhor fazer isso ao ar livre. Festas e grandes reencontros devem esperar”.

d) Rever amigos Quem não está com saudade de juntar sua panelinha? A recomendação do especialista em Infectologia, professor de da Unifacs, médico e preceptor da residência médica e internato em Infectologia do Instituto Couto Maia, Fernando Badaró, é não se encontrar com pessoas que estão em casas diferentes e adiar por mais um tempo aquela saidinha com os amigos para o barzinho mais próximo. “Não se sabe como aquela pessoa está vivendo o isolamento social ou o tipo de risco que está se expondo com a flexibilização. Não podemos esquecer que temos os assintomáticos, que acabam saindo de casa sem saber que estão contaminados”, aconselha.

e) Circulação em shoppings Apesar de shoppings seguirem protocolos rígidos de prevenção, Melissa Falcão, pede que as pessoas analisem a real necessidade de frequentarem o local, por se tratar de um ambiente fechado que costuma ter uma grande circulação de pessoas. “Se for, faça uma lista dos itens que deseja comprar para otimizar o tempo de permanência no local, que deve ser o mais breve possível. Evite entrar em lojas visualmente cheias, dando preferência para horários de menor circulação de pessoas”, alerta. 

f) Domésticas e babás em casa Caso a doméstica ou a babá durma na residência, não há problema em manter o serviço. Porém, se ela precisar pegar algum transporte público, vale segurar esse retorno, como explica Fernando Badaró. “Por mais que a doméstica ou a babá se proteja na casa dela, a exposição no transporte público, sobretudo em um ônibus superlotado, aumenta todos os riscos de contaminação”. Outras medidas de segurança que não devem ser deixadas de lado são o banho ao chegar e o uso de máscara o tempo todo.

g) Prática de exercícios físicos ao ar livre O exercício físico é bom para a saúde e faz bem. Quanto mais aberto o local, menor o risco, como orienta Melissa Falcão. “Para que a flexibilização possa continuar sem retrocesso, é preciso ser utilizada com responsabilidade. Para autoproteção e proteção do próximo, a atividade deve ser realizada com uso de máscara facial e deve-se optar pelos horários com menor movimento. O importante é que as medidas de distanciamento social sejam mantidas, regras que devem nos acompanhar ainda por um longo período”, afirma.

h) Academias e piscinas Fernanda Grassi não recomenda o retorno às academias e piscinas agora. “As academias são locais com pouca ventilação e as piscinas também podem esperar. Não estamos ainda em um momento de abertura total. Embora tenha diminuído o número de casos na Bahia, ainda temos que manter a cautela e evitar esses locais por enquanto, principalmente quando têm pessoas idosas na família. A gente tem que proteger essas pessoas. Sabemos que os jovens têm uma possibilidade de estarem infectados e não apresentarem sintomas”, defende.

i) Reencontrar o namorado (a) ou ‘crush’? Só com testagem do casal. Para  Fernando Badaró, não dá para abrir mão do exame. “Se não tem como fazer o teste para a covid-19, não se encontre”.

j) Dentista, exames e consultas de rotina Não dá para adiar os cuidados com a saúde. Fernanda Grassi reforça que não é preciso chegar cedo demais aos consultórios e, com isso, acabar colaborando na geração de algum tipo de aglomeração na sala de espera. “Os profissionais devem usar máscaras de proteção, face shield e avental descartável. O que é importante é marcar o horário e respeitá-lo para que não haja muitas pessoas aguardando no mesmo momento. Lave sempre as mãos ou use o álcool em gel”.

k) Transporte público (ônibus/ metrô) O transporte público é um dos locais onde pode acontecer o maior risco de transmissão por conta do contato muito próximo. Ainda de acordo com Grassi, é aconselhável utilizar os transportes públicos em horários alternativos. Se isso não for possível, redobre a atenção. “Máscara  e o álcool em gel ao entrar, sair e tocar as barras”.

l) Retorno ao trabalho presencial Muita gente saiu do isolamento social nas últimas semanas para retornar ao trabalho presencial. Além dos cuidados que passaram a fazer parte da rotina durante a pandemia, Badaró lembra o quanto é fundamental fazer a troca de máscaras a cada quatro horas. Álcool nos equipamentos e maçanetas, também. Outra orientação é envolver o celular em um plástico filme toda vez que sair de casa, descartar o plástico e fazer a higienização. “O rigor tem que ser muito maior”.

m) Visitas a bebês menores de 1 ano e recém-nascidos Não tocar, não abraçar, não beijar. É o que diz a pesquisadora Fernanda Grassi. “O vírus continua circulando, embora que em taxas menores do que antes. Use a máscara, lave as mãos e mantenha uma distância de dois metros”.

n) Crianças podem voltar a brincar no parquinho? Ainda é necessário evitar aquela bagunça boa no parquinho ou no play do prédio com crianças de famílias diferentes. Melissa Falcão orienta que só dá para voltar a brincar se for em um espaço ao ar livre, com distanciamento, uso de máscara para os maiores de 2 anos e supervisão extremamente atenta de adultos. “Muito monitoramento de quem for acompanhar e álcool em gel para evitar que as crianças coloquem brinquedos ou as mãos sujas na boca e olhos, o que pode ser uma fonte de infecção”.

o) Guarda compartilhada Cada situação deve ser avaliada com muito cuidado com relação a este assunto. Fernando Badaró destaca que a decisão vai depender do comportamento dos pais: “se um deles quebra rotineiramente esses cuidados, o compartilhamento não deve ser retomado. É um risco muito grande que se corre. Tem que estar em quarentena igual”, enfatiza o médico.

ENTREVISTA/ IGOR BRANDÃO: 'AINDA NÃO HÁ NENHUMA ATIVIDADE SEM RISCO'

A flexibilização das atividades está acontecendo, mas isso não quer dizer que é hora de abrir mão do uso de máscaras ou que a campanha de vacinação contra o coronavírus já vai começar no mês que vem. Na verdade, a vacina nem chegou ainda e nem se sabe ao certo quando ela vai estar disponível.
A retomada das atividades só aumenta a cautela na hora de adotar comportamentos para evitar os riscos ou, ao menos, tentar reduzi-los como assegura o infectologista referência do Hospital Aliança e Coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital da Bahia, Igor Brandão .

'Devemos nos cuidar e cuidar do próximo agora', destaca o infectologista

 “No momento atual, no contexto pandêmico da covid-19, não existe nenhuma atividade (com ou sem isolamento domiciliar) que podemos fazer ‘sem risco’. Até mesmo para indivíduos que já tiveram a doença, confirmada com exames, existe risco em menor taxa”, destaca.
Em entrevista ao CORREIO, o infectologista reforça que a queda no número de casos de contaminação não é o fim da pandemia e aconselha que as pessoas continuem cuidando uma das outras. Veja a seguir.
Já passou aquele momento de ilusão de que a pandemia seria uma coisa breve. Como as pessoas podem se adaptar a esta realidade até que haja uma vacina?
Na vida de todos, qualquer mudança é difícil. O que aconteceu no Brasil está acontecendo em todo mundo. Precisamos nos adaptar ao novo cenário como forma de sobrevivência. Para isso, é necessário disciplina na higiene das mãos, distanciamento social e uso das máscaras. Tendo estes quesitos como base, devemos desenvolver barreiras de acordo com nossa atividade: uso de tecnologias, sinalização visual do ambiente, proteção facial, por exemplo.
Essa esperança da vacina tem feito com que muitas pessoas relaxem nas regras de isolamento e de auto cuidado, inclusive, abrindo mão da máscara. O que isso pode ocasionar, não só a curto prazo, mas a longo prazo também?
Não é só a esperança na vacina que faz com que a população relaxe, mas sim, a falsa sensação de segurança pelos diversos meios que utilizamos para redução da transmissão do vírus, associado a percepção distorcida ou negação desta grave doença no nosso subconsciente.
Quem não conhece uma pessoa que já teve a covid-19 e não teve sequer uma febre? Por este motivo, acabamos subestimando o potencial da infecção, levando estas pessoas a se exporem. Com o passar do tempo, a população vai se adaptar as medidas de cuidado e banalizá-las, como já aconteceu com outras doenças.
Mas o futuro é algo incerto. O vírus pode passar por mudanças e, com isso, provocar mais infecções/reinfecções. Na dúvida, devemos pecar pelo excesso.

Que cuidados devem ser tomados ao sair de casa?

Não devemos esquecer que as principais medidas para prevenção desta doença  são a higiene correta das mãos, distanciamento social e uso correto das máscaras, cobrindo o nariz e o pescoço. É opcional o uso de proteção facial.
Se a pessoa tiver no grupo de risco deve evitar ao máximo se expor. Quero enfatizar, inclusive, que devemos ter um saco para máscaras sujas e outro para máscaras limpas. E, de preferência, manter o ambiente sempre bem ventilado naturalmente e iluminado.
Quais são os cuidados para quem mora com pessoas do grupo de risco e já retornou ao trabalho presencial ou, ainda,  voltou a frequentar locais como shoppings, bares ou restaurantes, por exemplo?
 O ideal seria evitar muito contato direto/físico com as pessoas do grupo de risco. Dormir em quartos separados, não fazer as refeições com muita proximidade. É fundamental conter a qualquer custo qualquer exposição sem necessidade. Devemos nos cuidar e cuidar do próximo agora.


terça-feira, 1 de setembro de 2020

Mel é realmente eficaz para tosse e resfriados, diz estudo


Alimento funciona e é menos prejudicial que o tratamento usual para infecções do trato respiratório

Um estudo publicado pelo periódico BMJ Evidence-Based Medicine afirma que o mel, velho conhecido como remédio caseiro, realmente funciona para o tratamento de tosse e resfriados.

Segundo a pesquisa, as infecções do trato respiratório superior (cavidade nasal, faringe e laringe) são o principal motivo para prescrição de antibióticos. Contudo, como a maioria dessas infecções é viral, o uso desse tipo de medicamento é ineficaz.

O mel serve como uma ótima alternativa para quem sofre com problemas respiratórios. "O mel é uma forma bastante conhecida para tratar os sintomas. Então, as diretrizes recomendam o uso dele principalmente para tosse aguda em crianças", disse Hibatullah Abuelgasim, pesquisadora da Universidade de Medicina de Oxford.

Benefícios do mel
A equipe de pesquisadores analisou diversas evidências científicas que compararam o efeito do mel em forma de chás, puro ou em misturas, aos efeitos dos tratamentos habituais, como antibióticos, xaropes e medicamentos sem prescrição médica.

Dessa forma, foi descoberto que o mel estava associado a uma redução significativa nos sintomas, especificamente na gravidade e frequência da tosse.

"Os médicos prescrevem antibióticos para infecções do trato respiratório superior muitas vezes devido à falta de tratamentos alternativos. Esta pesquisa nos fornece boas evidências que apoiam e ajudam os profissionais a terem confiança ao sugerirem que as pessoas usem o mel", afirma o estudo.

O mel é barato e amplamente disponível. Então, vale a pena experimentar logo ao perceber os sintomas. Caso não ocorra melhora, é preciso procurar um especialista.

Mais que um alimento
Além do uso medicinal, o mel é um alimento que serve como ótimo adoçante natural e também conta com ação antioxidante e prebiótica. Ele é capaz de modificar o balanço da microbiana intestinal, estimulando a atividade de micro-organismos benéficos. Por ser rico em carboidratos e açúcar, ele também é fonte de energia.

Mas não esqueça que o mel é bastante calórico e rico em açúcar. Por isso, seu consumo excessivo pode causar o ganho de peso. Além disso, grandes quantidades de mel, assim como o açúcar, podem elevar os níveis de glicose no sangue rapidamente.

O quanto consumir de mel por dia pode variar entre uma colher de chá, cerca de 10 gramas, a uma colher de sopa, aproximadamente 25 gramas.