quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Qual o segredo da longevidade?


O que leva uma pessoa a ultrapassar os cem anos de vida? Segundo pesquisadores da Universidade de Barcelona, na Espanha, não existe uma característica principal, mas muitos pequenos fatores que atuam em conjunto.

 

Os pesquisadores acompanharam Maria Branyas Morera, que morreu em agosto de 2024, aos impressionantes 117 anos, para entender o motivo de sua longevidade. Para se ter uma ideia, Maria, que nasceu em 4 de março de 1907, sobreviveu a duas guerras mundiais, à Guerra Civil Espanhola e a duas pandemias - a gripe espanhola e a Covid-19. E mesmo tendo contraído Covid-19 aos 113 anos, se recuperou totalmente.


Na visão dos pesquisadores, Maria tinha muitas coisas a seu favor: um estilo de vida saudável, bactérias benéficas em seu microbioma e uma genética que tem sido associada à longevidade. Ela seguia uma dieta mediterrânea, evitando o excesso de gordura e açúcares processados. Caminhava regularmente, até que a idade avançada tornou a caminhada muito difícil. Ela também não consumia tabaco nem álcool.

 

Como parte da dieta, Maria consumia muito iogurte, o que mantinha seu microbioma intestinal repleto da bactéria benéfica Bifidobacterium, conhecida por inibir a inflamação, que pode contribuir para um envelhecimento mais rápido. Além disso, ela possuía variantes genéticas que reduziam seu risco de níveis elevados de colesterol, doenças cardíacas, câncer e demência.

 

Os autores explicam que é muito difícil tirar conclusões sólidas com base na vida de uma única pessoa, mas é fato que genética e estilo de vida podem ajudar na saúde de uma pessoa, mas a causalidade da doença é geralmente uma questão de probabilidades e não de valores absolutos.

 

Cell Reports Medicine. DOI: 10.1016/j.xcrm.2025.102368.

 

Fonte: https://www.boasaude.com.br/noticias/21480/qual-o-segredo-da-longevidade.html?utm_source=terra_capa_vida-e-estilo&utm_medium=referral#google_vignette

terça-feira, 7 de outubro de 2025

Veja como a alimentação influencia a gordura no fígado


Uma dieta equilibrada é fundamental para proteger a saúde hepática e melhorar a qualidade de vida

 

Cuidar do fígado é essencial para manter o equilíbrio de todo o organismo. A esteatose hepática, conhecida como gordura no fígado, tem se tornado um problema de saúde pública no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Hepatologia, cerca de 20% da população brasileira apresenta essa condição, que atinge aproximadamente 30% das pessoas em todo o mundo.

 

A esteatose hepática ocorre quando há excesso de gordura nas células do fígado (hepatócitos), comprometendo seu funcionamento. Se não for diagnosticada e tratada, pode evoluir para quadros mais graves, como cirrose ou câncer hepático.

 

Causas da gordura no fígado

Segundo a nutricionista Vitória Alves Ribeiro, professora do curso de Nutrição da UniSociesc, o desenvolvimento da esteatose hepática está fortemente ligada ao excesso de calorias e ao consumo frequente de ultraprocessados, frituras, gorduras saturadas, açúcares e bebidas alcoólicas. Esse padrão alimentar favorece o ganho de peso e, consequentemente, o acúmulo de gordura no fígado.

 

Além disso, existem dois tipos principais de esteatose hepática:

 

Alcoólica: provocada pelo consumo excessivo de álcool;

Não alcoólica: geralmente associada ao sedentarismo, sobrepeso e distúrbios metabólicos.

"Por ser uma doença que na maioria das vezes não apresenta sintomas, o diagnóstico costuma ser feito por exames de imagem. Por isso, é fundamental acompanhamento médico, com um endocrinologista ou hepatologista, para investigar", recomenda.

 

Alimentos que devem ser evitados

Para pacientes com esteatose hepática, a alimentação desempenha um papel essencial no tratamento e controle da condição. Alguns grupos de alimentos precisam ser reduzidos ou até mesmo eliminados da dieta, já que podem sobrecarregar o fígado e agravar o acúmulo de gordura. Segundo a nutricionista, é preciso cuidado com:

 

Bebidas alcoólicas; 

Refrigerantes e sucos industrializados; 

Alimentos ricos em açúcares e carboidratos refinados, como pães e massas brancas;

Frituras e fast food; 

Embutidos e carnes processadas;

Manteiga, queijos gordurosos e carnes com muita gordura.

"Esses produtos estão diretamente relacionados ao agravamento da inflamação no fígado e ao aumento da gordura corporal", explica Vitória Alves Ribeiro.

 

Alimentos que ajudam a reverter o quadro de gordura no fígado

Se, por um lado, alguns alimentos prejudicam a esteatose hepática, por outro, uma dieta equilibrada pode ajudar a reverter o quadro. A especialista destaca a importância de uma alimentação rica em fibras, frutas, verduras, grãos integrais e gorduras boas.

 

Entre os nutrientes com efeito protetor, Vitória Alves Ribeiro cita os fitoesteróis, compostos encontrados em alimentos de origem vegetal que possuem estrutura semelhante ao colesterol e ajudam a reduzir sua absorção. "Eles contribuem para diminuir o acúmulo de gordura no fígado", explica.

 

As gorduras insaturadas — presentes no azeite de oliva, no abacate, nas castanhas e nas sementes — também devem ser consumidas. As proteínas magras e vegetais também contribuem para a saúde do fígado. "Uma ingestão maior de proteína vegetal — como feijão, lentilha e grão-de-bico — e de proteínas magras de origem animal está associada a uma melhora do perfil lipídico, com redução do colesterol LDL e triglicerídeos, menor inflamação e menor risco de mortalidade", afirma a nutricionista.

 

Perda de peso contribui para o tratamento

A perda de peso gradual, segundo Vitória Alves Ribeiro, é a forma mais eficaz de tratar a esteatose hepática. "Para os pacientes com a doença, endocrinologistas e nutricionistas recomendam uma perda de 7% a 10% do peso corporal. Essa redução já contribui significativamente para diminuir a gordura no fígado", explica.

 

No entanto, a nutricionista é cautelosa sobre a eficácia de dietas da moda, como o jejum intermitente ou aquelas muito restritivas em carboidratos, para o tratamento do problema. "O indicado é sempre ter um plano individualizado, equilibrado e sustentável. Algumas dietas podem funcionar a curto prazo, mas podem ser perigosas e levar a deficiência de nutrientes, além de não terem comprovação científica de eficiência para esta condição específica", alerta.

 

Mudanças simples, grandes resultados

Pequenas alterações nos hábitos cotidianos podem reduzir bastante o risco de desenvolver a esteatose hepática. Entre as principais recomendações, estão: 

 

Diminuir refrigerantes e doces; 

Priorizar alimentos in natura e minimamente processados; 

Incluir frutas, verduras e grãos integrais na dieta diária; 

Evitar fast food; 

Beber bastante água; 

Praticar exercícios físicos regularmente.

 

E, segundo a professora, não é preciso abolir completamente alimentos mais calóricos, como hambúrgueres e sobremesas. "O ideal é moderação e equilíbrio. Cortes muito abruptos podem gerar frustração e abandono da dieta. Inserir esses alimentos apenas ocasionalmente, de forma planejada, ajuda a manter a saúde sem perder o prazer de comer", orienta.

 

Por fim, a especialista reforça a importância do acompanhamento profissional. "O nutricionista vai ajustar a dieta de acordo com o estado de saúde do paciente, suas preferências e estilo de vida, de forma individualizada. Isso garante o equilíbrio nutricional, permite o acompanhamento da perda de peso e ajuda na prevenção de complicações", ressalta.

 

A esteatose hepática pode ser silenciosa, mas seus impactos são sérios. A adoção de hábitos alimentares saudáveis, atividade física regular e acompanhamento profissional são as melhores estratégias para prevenir e tratar a doença, garantindo mais qualidade de vida e proteção para o fígado.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/veja-como-a-alimentacao-influencia-a-gordura-no-figado,93fea5aa1a39a5fa5a8bac3715f11cb1qn53h9do.html?utm_source=clipboard - Por Genara Rigotti - Foto: sweet marshmallow | Shutterstock / Portal EdiCase


segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Melhore sua qualidade do sono com essas dicas simples!


Especialista esclarece a importância do sono e dá dicas para dormir bem

 

O sono é uma necessidade básica que possibilita o descanso e permite o reequilíbrio corporal. Além disso, ele é fundamental para a recuperação física e mental, impactando em diversas outras funções do organismo. É o caso da regulação do metabolismo, melhora da memória, fortalecimento do sistema imunológico e equilíbrio dos hormônios

 

Dessa forma, dormir mal pode afetar o desempenho no estado de vigília, resultando em cansaço e indisposição. Sinais comuns de noites mal dormidas são alterações de humor, lentidão de raciocínio e queda do rendimento. 

 

De acordo com o especialista em emagrecimento, desempenho físico e distúrbios  hormonais, do Instituto SoulMaisUm, Dr. Neto Borghi, adotar uma rotina de sono de qualidade contribui para o controle do peso. Além disso, dormir bem auxilia na prevenção de doenças crônicas como a diabetes e a hipertensão

 

Tempo ideal

Segundo a Associação Brasileira de Sono, a recomendação do tempo de sono ideal varia de acordo com a idade. Para os adultos a indicação é dormir de 7 a 9 horas por noite para que o corpo passe por todas as fases do sono. Já para as crianças esse número varia de 9 a 11 horas diárias. 

 

Dicas para uma boa noite de sono

Mantenha um horário regular para dormir e acordar. Assim, o cérebro e o corpo se adaptam a rotina, tornando o período de sono mais proveitoso.

Evite o uso de eletrônicos pelo menos uma hora antes de dormir. A luz azul dos dispositivos pode estimular o cérebro a ficar desperto.

Crie um ambiente tranquilo, escuro e silencioso no quarto. Investir em itens que promovam o aconchego, luzes baixas e aromas podem ser boas opções para auxiliar no relaxamento. 

Evite refeições pesadas e estimulantes à noite. Ingerir refeições leves evita indisposições que podem prejudicar a qualidade do sono. 

Pratique atividades relaxantes antes de dormir, como leitura ou meditação. Realizar ações que tirem o cérebro do estado de alerta permite uma noite mais tranquila.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/melhore-sua-qualidade-do-sono-com-essas-dicas-simples,107d48ca69e0e5c0747a2d24609d7665um56jwtq.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock

domingo, 5 de outubro de 2025

Nutróloga indica 4 alimentos que contribuem para a saúde feminina


Esses alimentos proporcionam benefícios variados ao organismo

 

Gravidez, menopausa e ciclo menstrual, ou seja, a vida da mulher é marcada por diversas fases e manter um plano alimentar saudável faz a diferença no dia a dia. Nesse sentido, a nutróloga Dra. Marcella Garcez vai indicar quatro alimentos para saúde feminina:

 

Os quatro alimentos para saúde feminina

Leite e derivados

Excelente fonte de cálcio, essencial para a saúde dos ossos e dentes das mulheres. Além disso, o iogurte grego é uma fonte de proteína de alta qualidade, importante para a construção e reparação dos tecidos musculares. As melhores escolhas são as versões não adoçadas.

 

Feijão preto

O feijão preto também é uma fonte importante de aminoácidos e fibras. Dessa forma, o consumo pode ajudar a manter a saúde digestiva e regular os níveis de açúcar no sangue, o que previne o diabetes tipo 2.

 

Salmão

O salmão é benéfico para a saúde cardiovascular das mulheres e ajuda a reduzir o risco de doenças cardíacas. Além disso, os ácidos graxos ômega-3 podem contribuir para a saúde mental, reduzem a depressão e a ansiedade.

 

Ovo

Os ovos são ricos em colina, que é importante para a saúde do cérebro e para a prevenção de defeitos congênitos durante a gravidez.

 

Palavra final

Alguns nutrientes são importantes conforme a fase da vida da mulher, mas não existe um superalimento capaz de resolver todos os problemas e carências nutricionais. "O mais importante é manter uma dieta equilibrada e variada para atender todas as necessidades do organismo", concluiu a Dra. Marcella Garcez.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/nutrologa-indica-4-alimentos-que-contribuem-para-a-saude-feminina,85dc76f2897da43b6d5af70ebb737636myjanl73.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Sport Life

sábado, 4 de outubro de 2025

12 dicas para prevenir a perda muscular em idosos


Especialistas explicam como tratar a sarcopenia e manter a vitalidade com o passar dos anos

 

A perda muscular progressiva é um dos grandes desafios do envelhecimento e afeta diretamente a independência e a saúde mental dos idosos. Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), cerca de 17% da população idosa no Brasil — cerca de 5 milhões de pessoas — já convive com sarcopenia. O impacto vai além da fragilidade física, atingindo a autoestima, o convívio social e a capacidade de realizar tarefas simples do dia a dia.

 

No entanto, envelhecer com vitalidade é possível quando há atenção às escolhas de estilo de vida e prevenção adequada. Investir em nutrição, movimento e cuidados constantes reduz significativamente os efeitos dessa condição.

 

A sarcopenia pode ser prevenida

Para a Dra. Marcela Reges, nutróloga da Afya Educação Médica Goiânia, a sarcopenia não deve ser encarada como algo inevitável. "O envelhecimento traz mudanças fisiológicas naturais, mas perder massa muscular em excesso não é normal e não é inevitável. A sarcopenia pode e deve ser prevenida ou tratada", afirma.

 

Ela explica ainda que, mesmo com o passar dos anos, é possível manter a força e a vitalidade com medidas simples, como alimentação adequada, prática de exercícios e acompanhamento médico regular. A especialista também destaca que a perda muscular pode ser parcialmente revertida quando diagnosticada precocemente. Segundo a profissional, a combinação de hábitos saudáveis e intervenção multiprofissional ajuda a frear a progressão da condição.

 

Sinais de alerta e riscos da sarcopenia

De acordo com a Dra. Karoline Fioreti, geriatra da Afya Educação Médica Vitória, a sarcopenia se manifesta por sinais como instabilidade de marcha, fraqueza, lentidão para caminhar, dificuldade para subir escadas, levantar-se de uma cadeira ou carregar objetos. "Os sintomas aumentam o risco de queda, além de limitar o convívio social", enfatiza a médica.

 

A geriatra alerta que, sem diagnóstico precoce, o idoso pode sofrer perda de funcionalidade, isolamento e até depressão. "Afinal, quando alguém perde a mobilidade, perde também a possibilidade de participar plenamente da vida em comunidade, o que impacta sua saúde mental. É um ciclo que precisa e pode ser interrompido com informação e políticas públicas", alerta a Dra. Karoline Fioreti.

 

A nutróloga Marcela Reges ressalta que a doença "afeta a vida de milhões de pessoas, especialmente mulheres, aumentando o risco de quedas, fraturas e a dependência. Por isso, é fundamental ampliar o acesso a exames, incentivar programas de exercícios e conscientizar famílias e cuidadores sobre os sinais de alerta".

 

Cuidados para prevenir a sarcopenia

Para as especialistas, envelhecer não deve significar perder vitalidade. No entanto, é fundamental estabelecer alguns cuidados para garantir a prevenção da sarcopenia. São eles:

 

Ingestão proteico-calórica adequada: incluir proteínas em todas as refeições (carnes magras, ovos, peixes, frango, feijão, lentilha, grão-de-bico e laticínios);

Exercícios de força e resistência: treinos com pesos, elásticos ou o próprio peso corporal, sempre com orientação de um profissional;

Atividade física regular: caminhadas, hidroginástica, exercícios aeróbicos e musculação ajudam a manter massa muscular, protegem o coração e melhoram a qualidade de vida;

Avaliação funcional periódica: testes simples de força e equilíbrio ajudam a identificar risco de quedas;

Suplementação quando necessária: whey protein, creatina e aminoácidos essenciais podem ser indicados em casos de ingestão insuficiente;

Vitaminas e minerais: garantir bons níveis de vitamina D, cálcio e antioxidantes é fundamental;

Sono de qualidade: fundamental para recuperação e manutenção da massa muscular;

Controle de doenças crônicas: tratar diabetes, hipertensão e doenças inflamatórias, que aceleram a perda muscular;

Hidratação adequada: essencial para o metabolismo e a função muscular;

Prevenção de quedas: adaptar o ambiente, usar calçados adequados e incluir treinos de equilíbrio;

Hábitos de vida saudáveis: evitar cigarro e álcool, que são fatores inflamatórios;

Estimular a autonomia: incentivar a participação do idoso em atividades cotidianas e sociais.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/12-dicas-para-prevenir-a-perda-muscular-em-idosos,5ab6270d6da6944c209a7eec183d328frkx1rdeu.html?utm_source=clipboard - Por Pamella Cavalcanti - Foto: Ground Picture | Shutterstock / Portal EdiCase