terça-feira, 26 de maio de 2026

Inchaço nas pernas e pés pode ser sinal de alerta; veja 7 causas


Sentir as pernas pesadas e os pés inchados ao fim do dia pode ser um sinal de alerta; entenda as razões por trás desse desconforto

 

Não há quem já não tenha notado o surgimento de inchaço nas pernas, principalmente nos pés, ao chegar em casa após um longo dia.

 

"Por serem responsáveis por sustentar o peso do corpo e devido ao efeito da própria gravidade, os pés, automaticamente, são o local de maior acúmulo de líquido do organismo. Sendo os primeiros a demonstrar inchaço independentemente da causa", explica a cirurgiã vascular Dra. Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. 

 

A médica explica que, no geral, o inchaço é benigno e regride rapidamente. Mas, em alguns casos, pode ser sinal de condições mais sérias.

 

Por isso, observar os pés pode ser uma boa estratégia para identificar que algo não vai bem com o organismo. 

 

Para ajudar aqueles que sofrem com o problema recorrentemente, a especialista apontou algumas causas comuns do inchaço na região. Confira:

 

1. Calor

Após um dia puxado e quente, é comum que algumas pessoas notem o surgimento de inchaço nas duas pernas.

"No calor, todo sistema circulatório, tanto arterial como venoso, sofre com um processo de vasodilatação, no qual os vasos sanguíneos se alargam. Isso faz com que o sangue circule mais lentamente no sistema venoso, com consequente retenção de líquido e sensação de aquecimento no local", diz a médica.

 

2. Ficar sentada por longos períodos

O inchaço também pode ser resultado de que passarmos muito tempo sentados por causa do trabalho ou de uma viagem.

"A musculatura da panturrilha, responsável por bombear o sangue e ativar a circulação, fica parada quando estamos sentados, dificultando a circulação, o que pode causar retenção de líquido e, consequentemente, inchaço e sensação de pernas pesadas e cansadas", afirma a cirurgiã vascular.

 

3. Gestação

Há várias causas para o edema fisiológico que surge na gravidez.

"O problema pode estar relacionado, por exemplo, a fatores hormonais, visto que, durante a gestação, a progesterona é liberada em excesso, aumentando a dilatação das veias do organismo e tornando-as flácidas, o que pode levar ao inchaço", explica a Dra. Aline Lamaita. 

 

4. Uso de medicamentos

Existem algumas medicações que também estão envolvidas no inchaço dos pés e tornozelos, por aumentarem a vasodilatação.

"Essas medicações utilizadas como anti-hipertensivos podem causar o inchaço, principalmente na população mais idosa. E a própria hipertensão arterial também pode favorecer o surgimento dessa alteração nas pernas quando não está devidamente controlada", acrescenta a especialista.

 

5. Lipedema

Maior tendência ao acúmulo de líquido também é um sinal de lipedema.

"Trata-se de uma condição caracterizada pelo acúmulo de tecido gorduroso com aumento desproporcional no tamanho principalmente das pernas e quadris, apesar de também afetar os braços em um menor número de casos", explica a cirurgiã vascular.

Outros sintomas da doença incluem aumento simétrico do tamanho dos membros, sensação dolorosa ao toque e aumento da frequência de hematomas espontâneos.

 

6. Outros problemas circulatórios

Condições circulatórias também têm relação com o acúmulo de líquidos, como a trombose.

"A insuficiência venosa, as famosas varizes e a síndrome pós-trombótica também têm como consequência o inchaço crônico nas fases mais avançadas, geralmente associado a dermatites, escurecimento da pele no local e até aparecimento de feridas", explica a Dra. Aline Lamaita. 

O linfedema, por causar alterações no sistema linfático, frequentemente também leva a um inchaço crônico e pode evoluir para deformidade do membro. 

 

7. Causas sistêmicas

O inchaço nos pés e pernas também pode ocorrer por problemas mais generalizados no organismo, como alterações na tireoide e nos hormônios femininos, na menopausa por exemplo, pois levam a uma vasodilatação que favorece o acúmulo de líquidos.

"Outra causa sistêmica do inchaço é o mau funcionamento dos rins, que está relacionada a um acúmulo de líquido importante em todo o corpo, pois, em quadros de insuficiência renal, os rins deixam de filtrar e expelir a urina, gerando um desequilíbrio hídrico que também se manifesta nas pernas", conta a médica.

A Dra. Aline reforça que, se o inchaço regredir facilmente com o repouso ou após uma noite de sono, não é preciso se preocupar.

"Nesses casos, é possível adotar medidas para melhorar o desconforto e ajudar a reduzir o inchaço, como elevar as pernas no final do dia, fazer compressas frias com chá de camomila, evitar o consumo de sal, beber bastante água e praticar exercícios físicos", aconselha a especialista.

Porém, se o edema é frequente, persistente, unilateral ou associado a outros sintomas, como dor, coceira e vermelhidão, é fundamental procurar um cirurgião vascular.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/inchaco-nas-pernas-e-pes-pode-ser-sinal-de-alerta-veja-7-causas,ec9470fcce2b322919575cd3c08b69c2lu14r3ow.html?utm_source=clipboard -  Por: Redação / Alto Astral - Foto: Shutterstock / Alto Astral

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Tipos de dor de cabeça: como identificar e quando procurar ajuda médica


Descubra os principais tipos de dor de cabeça, suas causas e sintomas. Saiba quando é hora de procurar ajuda médica e como aliviar.

 

Nem toda dor de cabeça é igual. Às vezes, ela aparece como uma pressão na testa depois de um dia estressante.

 

Em outras situações, vem em forma de dor latejante, enjoo, sensibilidade à luz e vontade de ficar em silêncio.

 

Há ainda dores menos comuns, mas muito intensas, que exigem atenção médica.

 

Entender os principais tipos de dor de cabeça ajuda a reconhecer padrões, evitar o uso inadequado de remédios e saber quando o sintoma merece avaliação profissional.

 

Vale lembrar que nem sempre a dor se encaixa perfeitamente em uma única categoria.

 

Algumas pessoas podem ter mais de um tipo de dor de cabeça ao longo da vida. Por isso, quando as crises são frequentes, mudam de padrão ou atrapalham a rotina, a avaliação médica é o caminho mais seguro.

 

A seguir, veja os tipos mais comuns de dor de cabeça, como eles costumam se manifestar e quais sinais indicam que é hora de procurar ajuda.

 

Resumo rápido

Nem toda dor de cabeça é igual: algumas parecem uma pressão na testa ou na nuca; outras latejam, vêm com enjoo ou pioram com luz e barulho.

Os principais tipos incluem cefaleia tensional, enxaqueca, cefaleia em salvas e dor por uso excessivo de remédios.

O padrão da dor importa: onde dói, quanto tempo dura, como começa e quais sintomas aparecem junto ajudam a entender quando procurar ajuda.

Alguns sinais exigem atenção: dor súbita e muito intensa, alteração na visão, fraqueza, confusão mental, febre ou dor após pancada na cabeça não devem ser ignorados.

A ideia não é fazer autodiagnóstico, mas ajudar você a reconhecer quando a dor parece passageira e quando merece avaliação médica.

 

Cefaleia tensional: a dor que aperta

A cefaleia tensional é um dos tipos mais comuns de dor de cabeça.

Ela costuma ser leve ou moderada e, geralmente, é descrita como uma sensação de pressão ou aperto na testa, nas têmporas ou na nuca.

Muitas pessoas comparam essa dor à sensação de uma faixa apertando a cabeça. Diferente da enxaqueca, ela costuma ser mais constante e não necessariamente vem acompanhada de enjoo ou sensibilidade intensa à luz.

 

Entre as causas e fatores associados mais comuns estão:

estresse e ansiedade;

má postura, especialmente ao usar celular ou computador por muito tempo;

tensão muscular no pescoço e nos ombros;

sono ruim ou poucas horas de descanso;

jejum prolongado;

desidratação.

 

O que pode ajudar?

Na maioria dos casos, medidas simples podem aliviar o desconforto, especialmente quando a dor é ocasional:

descansar em um ambiente tranquilo;

beber água;

fazer pausas durante o trabalho;

alongar pescoço, ombros e costas;

melhorar a postura ao usar telas;

evitar longos períodos sem comer.

Analgésicos podem ser usados em algumas situações, mas o uso frequente sem orientação médica não é recomendado.

Quando a dor se repete muitas vezes, é importante investigar a causa em vez de apenas mascarar o sintoma.

 

Enxaqueca: a dor que lateja e pode incapacitar

A enxaqueca é um tipo de dor de cabeça mais intensa e, em muitos casos, incapacitante.

Ela costuma ser pulsátil, como se a dor "latejasse", e pode afetar apenas um lado da cabeça.

 

Além da dor, a enxaqueca pode vir acompanhada de:

náuseas;

vômitos;

sensibilidade à luz;

incômodo com barulhos;

intolerância a cheiros fortes;

piora com esforço físico ou movimento.

Para algumas pessoas, uma crise de enxaqueca pode durar horas. Em outros casos, pode se prolongar por mais tempo e prejudicar atividades simples do dia a dia, como trabalhar, estudar, cuidar da casa ou manter uma conversa.

 

Principais gatilhos da enxaqueca

Os gatilhos variam de pessoa para pessoa. Entre os mais relatados estão:

alterações no sono, como dormir pouco ou dormir demais;

estresse emocional;

jejum prolongado;

mudanças hormonais, especialmente em mulheres durante o ciclo menstrual;

luzes fortes;

cheiros intensos;

barulho excessivo;

bebidas alcoólicas;

alguns alimentos, como queijos envelhecidos, embutidos, chocolate ou excesso de cafeína.

Nem todo mundo terá os mesmos gatilhos. Por isso, observar quando a dor aparece pode ajudar muito na conversa com o médico.

 

Diferença entre enxaqueca e cefaleia tensional

A cefaleia tensional costuma causar uma dor em pressão, mais constante e geralmente menos incapacitante.

Já a enxaqueca tende a ser mais intensa, latejante e pode vir acompanhada de náuseas, sensibilidade à luz, ao som ou a cheiros.

Algumas pessoas também apresentam aura antes ou durante a crise.

A aura pode incluir alterações visuais, como pontos brilhantes, flashes de luz ou manchas no campo de visão. Em alguns casos, também pode haver formigamento ou dificuldade temporária para falar.

Esses sintomas devem ser avaliados por um profissional, principalmente quando aparecem pela primeira vez ou mudam de padrão.

 

Como é o tratamento?

O tratamento da enxaqueca depende da frequência, intensidade e características das crises.

Pode envolver medicamentos para aliviar a dor no momento da crise, remédios preventivos em casos recorrentes e mudanças de hábitos para reduzir gatilhos.

Entre as medidas que podem ajudar durante uma crise estão:

repousar em ambiente escuro e silencioso;

evitar estímulos fortes, como luz, barulho e cheiros;

manter hidratação;

fazer alimentação leve, se houver tolerância;

usar medicamentos apenas conforme orientação profissional.

Quando a enxaqueca é frequente ou limita a rotina, vale procurar um médico para avaliar um plano de tratamento mais adequado.

 

Cefaleia em salvas: dor intensa ao redor de um olho

A cefaleia em salvas é menos comum, mas costuma causar uma dor muito intensa.

Ela recebe esse nome porque aparece em períodos de crise, que podem durar semanas ou meses, seguidos por fases sem dor.

A dor geralmente fica concentrada em um lado da cabeça, principalmente ao redor de um olho. Muitas pessoas descrevem como uma dor profunda, forte e difícil de suportar.

Ela pode vir acompanhada de sintomas no mesmo lado da dor, como:

olho vermelho;

lacrimejamento;

nariz entupido;

coriza;

suor no rosto;

queda da pálpebra;

inquietação durante a crise.

 

Características comuns

A cefaleia em salvas costuma ter algumas características marcantes:

dor muito intensa;

duração de 15 minutos a 3 horas por episódio;

crises que podem acontecer mais de uma vez ao dia;

dor quase sempre de um lado só;

maior frequência em homens, embora também possa afetar mulheres.

Por ser uma dor muito intensa e com características específicas, precisa de avaliação médica.

 

O tratamento pode incluir oxigênio em alta concentração em alguns casos, medicamentos para interromper a crise e opções preventivas indicadas pelo médico.

Álcool e cigarro também podem atuar como desencadeadores em algumas pessoas, especialmente durante os períodos de crise.

 

Dor de cabeça por uso excessivo de remédios

A dor de cabeça por uso excessivo de medicamentos pode acontecer quando remédios usados para aliviar crises passam a ser tomados com frequência elevada.

Em vez de resolver o problema, o uso repetido pode manter a dor em um ciclo quase diário, principalmente em pessoas que já têm enxaqueca ou outro tipo de cefaleia recorrente.

Esse quadro também é conhecido popularmente como "efeito rebote", embora o mecanismo seja mais complexo do que simplesmente "o remédio parar de fazer efeito".

 

Como ela costuma aparecer?

Alguns sinais podem levantar suspeita:

dor de cabeça em muitos dias do mês;

necessidade frequente de tomar analgésicos;

alívio temporário após o remédio, com retorno da dor depois;

sensação de que a dor está ficando cada vez mais constante;

dificuldade de passar o dia sem medicação.

O ponto principal é: quando a pessoa precisa tomar remédio para dor de cabeça com muita frequência, isso não deve ser tratado como algo normal.

 

Como evitar esse ciclo?

A melhor forma de prevenir esse problema é evitar o uso repetido de analgésicos ou medicamentos para enxaqueca sem acompanhamento.

Se a dor aparece vários dias por semana, ou se o remédio se tornou parte da rotina, é importante procurar um médico.

Nesses casos, pode ser necessário investigar o tipo de dor, ajustar o tratamento e, em algumas situações, iniciar uma estratégia preventiva.

 

Quando dor de cabeça pode ser sinal de alerta?

A maioria das dores de cabeça não está ligada a algo grave. Mesmo assim, alguns sinais exigem atenção, principalmente quando a dor foge do padrão habitual.

Procure atendimento médico com urgência se houver:

dor repentina e muito intensa, como um "trovão" na cabeça;

dor acompanhada de febre, rigidez no pescoço ou confusão mental;

perda de visão, visão dupla ou alteração neurológica;

fraqueza em um lado do corpo;

dificuldade para falar;

desmaio;

dor após queda, pancada ou traumatismo na cabeça;

dor que piora progressivamente;

dor que acorda durante a noite;

dor nova e intensa em pessoas que nunca tiveram esse tipo de sintoma.

Também é importante procurar avaliação se a dor de cabeça se tornou frequente, se está atrapalhando atividades diárias ou se mudou de comportamento de forma clara.

 

Hábitos que ajudam a prevenir dores de cabeça

Nem toda dor de cabeça pode ser evitada, mas alguns hábitos ajudam a reduzir a frequência e a intensidade das crises em muitas pessoas.

Entre eles:

manter horários regulares de sono;

beber água ao longo do dia;

evitar longos períodos em jejum;

fazer pausas durante o uso de computador e celular;

cuidar da postura;

reduzir excesso de cafeína e álcool;

praticar atividade física de forma regular, quando possível;

observar possíveis gatilhos;

controlar o estresse com estratégias realistas para a rotina.

Um diário de dor também pode ajudar.

 

Anotar quando a dor aparece, quanto tempo dura, onde dói, o que foi consumido no dia e quais sintomas vieram junto pode facilitar o diagnóstico e orientar melhor o tratamento.

 

O padrão da dor importa

A dor de cabeça pode ser apenas um incômodo passageiro, mas também pode revelar um padrão que merece atenção.

Observar onde dói, como a dor começa, quanto tempo dura, o que piora e quais sintomas acompanham a crise faz diferença.

Conhecer os principais tipos de dor de cabeça ajuda o leitor a entender melhor o próprio corpo, mas não substitui a avaliação profissional.

Se a dor é frequente, intensa, diferente do habitual ou limita atividades simples do dia a dia, procurar um médico é a atitude mais segura.

Em muitos casos, identificar corretamente o tipo de dor de cabeça ajuda tanto no alívio das crises quanto na prevenção de novos episódios.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/tipos-de-dor-de-cabeca-como-identificar-e-quando-procurar-ajuda-medica,4adc7d59abe6ecd73a75dfcddd0f4180ekqynsyr.html?utm_source=clipboard - Por: Enf. Raquel Souza de Faria / SaúdeLAB - Foto: SaúdeLAB

domingo, 24 de maio de 2026

Gripou? Esses chás caseiros podem ajudar a aliviar o mal-estar


Receitas com limão, mel, gengibre e camomila podem ajudar a aliviar sintomas como dor de garganta, nariz entupido e tosse

 

Quando a gripe aparece, muita gente recorre aos famosos chás caseiros para aliviar o desconforto. Embora eles não substituam tratamento médico, algumas combinações naturais podem ajudar a amenizar sintomas como congestão nasal, irritação na garganta e sensação de cansaço.

 

Ingredientes como gengibre, limão, mel e camomila são conhecidos por suas propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e calmantes. Além disso, o líquido quente ajuda na hidratação e traz sensação de conforto durante os dias de mal-estar.

 

Chá de limão com mel ajuda na garganta

O chá de limão com mel é um dos mais populares quando o assunto é gripe e resfriado. A combinação pode ajudar a aliviar a irritação na garganta e melhorar a respiração.

 

Ingredientes

suco de 1/2 limão.

1 colher (chá) de mel.

1 xícara de água.

Como preparar

Ferva a água.

Desligue o fogo e adicione o limão.

Misture o mel.

Espere amornar antes de beber.

 

Camomila pode aliviar irritação e desconforto

Conhecida pelo efeito calmante, a camomila também pode ajudar em sintomas respiratórios leves e no relaxamento do corpo durante a gripe.

 

Ingredientes

1 colher (sopa) de flores de camomila.

1 xícara de água.

Como preparar

Coloque a água para ferver.

Desligue o fogo e adicione a camomila.

Tampe e deixe descansar por cerca de 5 minutos.

Coe antes de consumir.

 

Gengibre é aliado contra congestão

O gengibre é bastante usado em receitas caseiras por conta do potencial anti-inflamatório e da sensação de aquecimento que provoca no organismo.

 

Ingredientes

1 pedaço pequeno de gengibre.

1 xícara de água.

mel a gosto.

 

Como preparar

Ferva a água com o gengibre por alguns minutos.

Desligue o fogo.

Adicione mel, se desejar.

Consuma ainda morno.

 

O chá não substitui acompanhamento médico

Apesar do alívio temporário, os chás não curam a gripe. Em casos de febre persistente, falta de ar, dor intensa ou piora dos sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico.

 

Também é importante manter hidratação, alimentação equilibrada e descanso durante o período de recuperação.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/gripou-esses-chas-caseiros-podem-ajudar-a-aliviar-o-mal-estar,4433d81085785fda18c5e731422f69ee67sx03fa.html?utm_source=clipboard - Foto: estar - Shutterstock / Saúde em Dia

sábado, 23 de maio de 2026

8 fatores do dia a dia que podem desencadear crises de asma (e como se proteger)


Crises de asma podem surgir por gatilhos comuns do dia a dia. Veja sinais de atenção e cuidados simples para se proteger melhor.

 

Se você convive com a asma, provavelmente já percebeu que algo aparentemente inofensivo, como um perfume marcante, um ambiente empoeirado ou até uma risada longa, pode se tornar um gatilho para crises respiratórias.

 

A falta de ar, a tosse insistente, o chiado no peito ou a sensação de aperto podem aparecer quando menos se espera, transformando situações simples do cotidiano em verdadeiros desafios.

 

Muita gente associa a asma apenas à genética ou a alergias mais óbvias, como pelos de animais.

 

Mas as crises também podem ser provocadas por fatores comuns do dia a dia: poeira, fumaça, mudança brusca de temperatura, infecções respiratórias, esforço físico, cheiros fortes, refluxo e até emoções intensas.

 

Identificar esses gatilhos é um passo importante para controlar melhor a doença e reduzir o risco de novas crises.

 

Veja 8 fatores comuns que podem desencadear crises de asma e o que fazer para se proteger.

 

1. Poeira doméstica: o esconderijo dos ácaros

Travesseiros, colchões, sofás, tapetes e cortinas podem acumular poeira e ácaros. Para quem tem asma alérgica, essa exposição pode irritar os brônquios e favorecer tosse, chiado no peito e falta de ar.

Como se proteger: lave roupas de cama com frequência, use capas antiácaros quando possível e evite tapetes, cortinas pesadas e objetos que acumulam poeira no quarto. Na limpeza, prefira pano úmido em vez de vassoura seca, para não espalhar partículas pelo ar.

 

2. Mudanças bruscas de temperatura

Sair de um ambiente quente e entrar em um local com ar-condicionado muito frio, ou o contrário, pode incomodar as vias aéreas.

O ar frio e seco tende a deixá-las mais sensíveis, favorecendo tosse, chiado e aperto no peito.

Como se proteger: em dias frios, usar um lenço ou cachecol leve sobre o nariz e a boca pode ajudar a aquecer o ar antes que ele chegue às vias respiratórias. Evite mudanças bruscas de temperatura e, se usar umidificador, mantenha o aparelho limpo e sem excesso de umidade, para não favorecer mofo e ácaros.

 

3. Fumaça: um inimigo nem sempre visível

A fumaça do cigarro é um gatilho conhecido, mas não é a única preocupação. Narguilé, churrasqueiras, lareiras, incensos, velas perfumadas e queimadas também liberam partículas irritantes que podem piorar a asma.

Como se proteger: evite ambientes fechados com fumaça. Em casa, reduza o uso de incensos, velas aromáticas e produtos com cheiro forte. Se houver fumaça no ambiente, procure se afastar e permanecer em locais bem ventilados.

 

4. Infecções respiratórias

Gripe, resfriados, sinusite e COVID-19 podem deixar as vias aéreas mais inflamadas e sensíveis.

Por isso, mesmo um quadro respiratório aparentemente simples pode aumentar o risco de tosse persistente, chiado, falta de ar e crises de asma.

Como se proteger: lave as mãos com frequência, evite contato próximo com pessoas doentes e mantenha a vacinação em dia, incluindo gripe, COVID-19 e, quando indicada pelo médico, a vacina pneumocócica. Se você já tem um plano de ação para asma, siga as orientações durante quadros respiratórios.

 

5. Emoções intensas

Estresse, ansiedade, crise de choro, susto ou até risadas prolongadas podem desencadear sintomas em algumas pessoas.

Isso não significa que a asma seja "emocional", mas que alterações no ritmo da respiração podem favorecer falta de ar ou broncoespasmo em quem é mais sensível.

Como se proteger: técnicas de respiração podem ajudar em momentos de ansiedade ou estresse. Mas, se houver chiado, falta de ar ou tosse persistente, siga o plano orientado pelo médico e use a medicação prescrita quando indicada.

 

6. Exercícios físicos

A atividade física não deve ser vista como inimiga de quem tem asma.

O problema é que, em algumas pessoas, o esforço intenso pode desencadear sintomas, principalmente quando a doença não está bem controlada ou quando o exercício é feito em ambiente frio, seco ou poluído.

Como se proteger: faça aquecimento gradual antes do exercício e respeite os limites do corpo. Em alguns casos, o médico pode orientar o uso de broncodilatador antes da atividade. Se os sintomas aparecem com frequência durante ou após o treino, vale reavaliar o controle da asma.

 

7. Alérgenos e cheiros fortes

Mofo, pólen e pelos de animais podem agir como alérgenos.

Já perfumes, produtos de limpeza com cheiro forte e sprays aerossóis funcionam mais como irritantes das vias aéreas.

Em ambos os casos, podem surgir tosse, chiado, irritação na garganta e falta de ar.

Como se proteger: mantenha a casa arejada, observe sinais de umidade e mofo e prefira produtos de limpeza com pouco ou nenhum perfume. Se notar piora sempre em determinados ambientes, anote os padrões para conversar com o médico.

 

8. Refluxo gastroesofágico

O refluxo gastroesofágico pode piorar sintomas respiratórios em algumas pessoas com asma, especialmente à noite.

Quando o conteúdo ácido do estômago retorna para o esôfago, pode irritar estruturas próximas às vias aéreas e favorecer tosse, pigarro ou desconforto ao deitar.

Como se proteger: evite refeições pesadas antes de dormir e procure não se deitar logo após comer. Reduzir alimentos gordurosos, muito condimentados, café e bebidas alcoólicas pode ajudar quando esses itens pioram o refluxo. Se houver azia frequente, tosse noturna ou piora respiratória ao deitar, procure avaliação médica.

 

Quando procurar ajuda médica?

Procure orientação se as crises de asma estiverem mais frequentes, mais intensas ou se os sintomas não melhorarem com os cuidados habituais.

Também é importante buscar atendimento diante de falta de ar importante, dificuldade para falar, lábios arroxeados, piora rápida dos sintomas ou necessidade frequente de medicação de alívio.

 

A asma é uma condição crônica, mas pode ser controlada.

Entender os próprios gatilhos ajuda a ajustar a rotina, conversar melhor com o médico e reduzir o risco de novas crises. Com acompanhamento adequado, a asma não precisa comandar o dia a dia.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/8-fatores-do-dia-a-dia-que-podem-desencadear-crises-de-asma-e-como-se-proteger,bd80253d760cc4215d46aca3c33fc8fepey2f4a2.html?utm_source=clipboard - Por: Enf. Raquel Souza de Faria / SaúdeLAB - Foto: SaúdeLAB

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Estatinas salvam vidas? Entenda como medicamentos para colesterol ajudam a prevenir infarto e AVC


Entre os medicamentos mais citados nas conversas sobre colesterol estão as estatinas, grupo de remédios que inclui substâncias como atorvastatina e rosuvastatina.

 

Em clínicas e hospitais de todo o país, o tema "colesterol" aparece com frequência nas consultas de rotina. Entre os medicamentos mais citados nessas conversas estão as estatinas, grupo de remédios que inclui substâncias como atorvastatina e rosuvastatina. Afinal, esses fármacos se tornaram parte importante da estratégia da cardiologia moderna para reduzir o colesterol LDL, o colesterol "ruim", e diminuir o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

 

O interesse por essas medicações aumentou conforme estudos internacionais mostraram que, ao controlar melhor o colesterol, é possível reduzir de forma significativa eventos cardiovasculares graves. Ainda assim, muitos pacientes têm dúvidas sobre como esses remédios funcionam. Ademais, quem realmente precisa usá-los e quais cuidados devem acompanhar o tratamento de longo prazo com estatinas.

 

Como o colesterol alto prejudica o coração e os vasos sanguíneos

O colesterol é uma gordura essencial ao organismo, envolvida na produção de hormônios e na formação das membranas das células. No entanto, o problema começa quando há excesso de colesterol LDL circulando no sangue. Em níveis elevados, essa partícula tende a se acumular na parede interna das artérias, favorecendo a formação das chamadas placas de gordura, processo conhecido como aterosclerose.

 

Essas placas estreitam os vasos, dificultando a passagem do sangue e, com o tempo, podem se romper. Quando isso ocorre, forma-se um coágulo sobre a placa rompida, interrompendo o fluxo sanguíneo. Se o vaso obstruído irriga o coração, o quadro é um infarto; se a artéria acometida fica no cérebro, ocorre um AVC isquêmico. Por essa razão, o controle rigoroso do colesterol LDL é considerado um dos pilares na prevenção de doenças cardiovasculares.

 

Estatinas: o que são e como reduzem o colesterol LDL?

As estatinas são medicamentos que atuam principalmente no fígado, órgão responsável por produzir boa parte do colesterol do corpo. Substâncias como atorvastatina e rosuvastatina inibem uma enzima chave dessa fabricação, levando o fígado a produzir menos colesterol. Com essa redução interna, o órgão passa a retirar mais LDL da corrente sanguínea, por meio de receptores específicos, o que diminui os níveis de colesterol "ruim" nos exames laboratoriais.

 

Além de reduzir o LDL, as estatinas podem aumentar discretamente o HDL, o chamado colesterol "bom", e contribuir para estabilizar placas já existentes nas artérias, deixando-as menos propensas a ruptura. Estudos clínicos realizados ao longo das últimas décadas apontam que o uso regular dessas medicações, em doses adequadas, está associado a menor incidência de infarto, AVC e necessidade de procedimentos como angioplastia e cirurgia de ponte de safena.

 

Quem costuma receber indicação de atorvastatina ou rosuvastatina?

A prescrição de estatinas é feita com base no risco cardiovascular global de cada pessoa, e não apenas em um único valor de colesterol. De maneira geral, esses remédios são indicados com maior frequência para:

 

Pessoas que já tiveram infarto, AVC ou angina;

Pacientes com obstruções significativas em artérias coronárias ou carótidas;

Indivíduos com diabetes tipo 1 ou tipo 2, principalmente acima de 40 anos;

Pessoas com colesterol LDL persistentemente elevado, mesmo após mudanças no estilo de vida;

Pacientes com histórico familiar importante de doença cardíaca precoce.

 

A escolha entre atorvastatina, rosuvastatina ou outras estatinas, assim como a dose, leva em conta fatores como idade, outras doenças associadas, uso de medicamentos concomitantes e metas de redução de LDL definidas pelo profissional de saúde. Em alguns casos, a indicação é de uso contínuo e prolongado, com acompanhamento periódico.

 

Quais efeitos colaterais e cuidados merecem atenção?

Embora sejam amplamente estudadas e utilizadas, as estatinas podem provocar efeitos indesejáveis em parte dos usuários. Entre os mais citados estão dores musculares, sensação de fraqueza e, ocasionalmente, alterações em exames de enzimas do fígado. Em situações mais raras, podem ocorrer quadros musculares mais graves, o que exige suspensão imediata do medicamento e avaliação médica.

 

Por isso, recomenda-se que o tratamento seja acompanhado por consultas regulares e, quando necessário, exames de sangue para monitorar fígado, rim e fração lipídica. Em caso de sintomas como dor muscular intensa, urina escurecida, cansaço fora do habitual ou amarelamento dos olhos, a orientação é buscar atendimento para reavaliar a dose ou considerar outra estratégia terapêutica. A automedicação com estatinas, sem prescrição, é desencorajada, especialmente em pessoas que já usam diversos remédios ao mesmo tempo.

 

 

Qual o papel da alimentação e dos exercícios no controle do colesterol?

Mesmo quando as estatinas são indicadas, a mudança de hábitos segue como parte fundamental do tratamento. Uma alimentação equilibrada, com menor consumo de gorduras saturadas e trans e maior ingestão de frutas, verduras, legumes, grãos integrais e fontes de gordura de melhor perfil, como peixes e azeite de oliva, auxilia na redução do colesterol LDL e contribui para o controle do peso corporal.

 

A prática regular de atividade física também exerce efeito importante sobre o metabolismo das gorduras. Caminhadas, corridas leves, ciclismo e outras modalidades aeróbicas, associadas a exercícios de fortalecimento muscular, tendem a aumentar o HDL e melhorar a circulação sanguínea. Em muitos casos, o conjunto de dieta adequada, movimento diário e abandono do tabagismo permite usar doses menores de estatinas para atingir as metas de colesterol.

 

Manter acompanhamento com profissional de saúde para definição de metas de LDL;

Seguir corretamente o horário e a dose prescrita de estatinas, sem interrupções por conta própria;

Adotar plano alimentar voltado ao controle do colesterol;

Incluir exercícios físicos regulares, respeitando limites individuais;

Relatar efeitos adversos e esclarecer dúvidas durante as consultas.

Dessa forma, o uso responsável de estatinas, aliado a um estilo de vida saudável e ao monitoramento médico periódico, compõe uma das principais estratégias disponíveis atualmente para reduzir o impacto das doenças cardiovasculares, ainda entre as maiores causas de morte no Brasil e no mundo em 2026.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/estatinas-salvam-vidas-entenda-como-medicamentos-para-colesterol-ajudam-a-prevenir-infarto-e-avc,bff6910288c092c7c86f0bfe361dd41dkdpv3j24.html?utm_source=clipboard - Por: Valdomiro Neto* *com uso de Inteligência Artificial / Giro 10 - depositphotos.com / Irrmago