segunda-feira, 6 de maio de 2019

Ataque cardíaco pode ser bem parecido com uma forte azia; saiba como diferenciar


Pode parecer piada, mas é sério: há muitas semelhanças entre uma forte sensação de azia e um ataque cardíaco, a ponto de muitas pessoas confundirem uma coisa com a outra, o que pode ser fatal. Pensando nessa confusão, a Mayo Clinic, organização americana que trabalha com serviços e pesquisas médicas, produziu um guia explicando as diferenças entre as duas condições e esclarecendo quando é necessário buscar auxílio médico. Veja abaixo:

Exercícios errados podem piorar azia crônica
 “Você acabou de comer uma grande refeição e começou a sentir uma sensação de queimação no peito. Azia, certo? Provavelmente, mas há uma chance dessa dor no peito ser causada pela redução do fluxo sanguíneo para o coração (angina) ou por um ataque cardíaco real.

Quanto os sintomas de azia e ataque cardíaco se sobrepõem?
Azia, angina e ataque cardíaco podem ser muito parecidos. Até mesmo médicos experientes nem sempre sabem diferenciar sem seu histórico médico e um exame físico. É por isso que, se você for à sala de emergência por causa de dor no peito, você fará imediatamente testes para descartar um ataque cardíaco.

Qual é a melhor coisa a fazer se você tem dor no peito e não tem certeza do que está causando isso?
Se você tiver dor torácica persistente e não tiver certeza de que é azia, ligue para a emergência ou procure ajuda médica.

Ligue para o seu médico se você teve um episódio de dor no peito inexplicável que desapareceu dentro de algumas horas e você não procurou atendimento médico. Tanto azia quanto um ataque cardíaco em desenvolvimento podem causar sintomas que desaparecem depois de um tempo. A dor não precisa durar muito tempo para ser um sinal de alerta.

O que é azia?
Azia é um desconforto ou dor real causada por ácido digestivo que se move para dentro do tubo que transporta alimentos ingeridos para o estômago, o esôfago.

Por que não deve comer antes de dormir
As características típicas da azia incluem:
Ela começa como uma sensação de queimação na parte superior do abdômen e sobe para o peito

Geralmente ocorre depois de comer ou enquanto está deitado ou se curvando

Pode acordá-lo do sono, especialmente se você tiver comido dentro de duas horas antes de ir para a cama

Geralmente é aliviada por antiácidos
Pode ser acompanhada por um gosto amargo na boca – especialmente quando você está deitado

Pode ser acompanhada por uma pequena quantidade de conteúdo estomacal subindo para a parte de trás da garganta (regurgitação)

Quais sinais e sintomas são mais prováveis ​​de ocorrer com um ataque cardíaco do que com azia?
O infarto do miocárdio envolve dor torácica súbita e esmagadora e dificuldade para respirar, geralmente causada pelo esforço. Muitos ataques cardíacos não acontecem dessa forma, no entanto. Os sinais e sintomas de um ataque cardíaco variam muito de pessoa para pessoa. Azia em si pode acompanhar outros sintomas de ataque cardíaco.

Os sinais e sintomas típicos de ataque cardíaco incluem:

6 alertas de que você pode sofrer um ataque cardíaco

Pressão, sensação de aperto ou dor no peito ou braços que podem se espalhar para o pescoço, mandíbula ou costas

Náusea, indigestão, azia ou dor abdominal

Falta de ar

Suor frio

Fadiga

Tontura ou tontura súbita

O sintoma mais comum de ataque cardíaco para homens e mulheres é dor ou desconforto no peito. Mas as mulheres são mais propensas que os homens a experimentar alguns dos outros sintomas, como dor na mandíbula ou nas costas, falta de ar e náusea ou vômito. Problemas cardíacos são mais comuns entre pessoas que têm pressão alta, diabetes ou colesterol alto. Fumar e estar acima do peso são outros fatores de risco.

Outros sintomas digestivos podem causar dor no peito?

Um espasmo muscular no esôfago pode causar dor no peito semelhante à de um ataque cardíaco. A dor de um ataque da vesícula biliar também pode se espalhar para o seu peito. Com a doença da vesícula biliar, você pode notar náuseas e uma dor intensa e constante no abdômen superior médio ou superior direito – especialmente após uma refeição gordurosa. A dor pode mudar para os ombros, pescoço ou braços. Novamente, se você não tem certeza, procure atendimento médico imediatamente”.

Doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. Segundo o Ministério da Saúde, 300 mil pessoas sofrem infartos todos os anos no Brasil, e em 30% dos casos o ataque cardíaco é fatal. A boa notícia é que, de acordo com especialistas, cerca de 80% das doenças e problemas no coração poderiam ser evitados com medidas simples e hábitos mais saudáveis, como evitar bebidas alcoólicas e cigarros e praticar exercícios físicos. [Mayo Clinic]


domingo, 5 de maio de 2019

Trabalhar sentado pode anular benefícios de se exercitar


Ficar mais de 13 horas sentado pode tornar seu corpo imune às vantagens de atividades físicas

É sabido que o sedentarismo prejudica a saúde. Mas uma nova pesquisa da Universidade do Texas (EUA) aponta que os prejuízos vão além: afinal, ficar mais de 13 horas por dia sentado pode anular os efeitos positivos de exercícios.

Publicado no Journal of Applied Psychology, o estudo revela que ficar com o corpo inativo na maior parte do dia, além de anularem as vantagens das atividades físicas, têm riscos maiores de doenças crônicas. Isso porque há uma maior lentidão do metabolismo, o que eleva as chances de desenvolver diabetes, doenças cardíacas e obesidade.

Como foi feito o estudo
Você se perguntar, então: o real problema é que enquanto ficamos sentados não estamos nos exercitando ou a posição em si, de sentar-se, que tem efeitos negativos?

Os cientistas também se questionaram sobre e, então, reuniram 10 estudantes universitários fisicamente ativos para que se sentassem e ficassem imóveis por pelo menos 13 horas. Isso foi repetido por quatro dias, junto com uma redução de calorias em suas dietas para que não ganhassem peso, o que poderia alterar o metabolismo e atrapalhar os resultados. Este período foi comparado a quatro dias sentados também por 13 horas, mais uma hora de exercício em esteira na noite do último dia.

Resultados
Os níveis de açúcar, insulina e triglicérides se mantiveram os mesmos, independentemente dos participantes se exercitarem ou não. Os pesquisadores concluíram, então, que ficar sentado por muito tempo pode fazer com que benefícios metabólicos resultantes de atividades físicas sejam perdidos.

O estudo é limitado no que diz respeito a esclarecer como o sedentarismo pode enfraquecer os efeitos de exercícios. Os autores suspeitam que longos períodos sentado aumentam a produção de substâncias indesejáveis no nosso organismo, o que bloqueia outras substâncias positivas que geralmente são liberadas durante a execução de práticas físicas.


sábado, 4 de maio de 2019

Ciência prova que abraçar cria a mesma resposta que medicamentos


Um simples abraço pode ter efeitos psicológicos profundos como:

1. Reduzindo o seu medo da mortalidade.
O que é bem interessante! Uma pesquisa publicada na revista Psychological Science mostra que abraçar e simplesmente tocar alguém reduz o medo da mortalidade amenizando os medos existenciais. “O toque interpessoal é um mecanismo tão poderoso que mesmo objetos que simulam o toque de outra pessoa podem ajudar a incutir nas pessoas uma sensação de significado existencial”, escreveu o pesquisador Sander Koole no estudo.

2. Abraçando reduz sua freqüência cardíaca.
Um experimento conduzido na Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, descobriu que os participantes que não tinham nenhum contato com seus parceiros desenvolveram uma frequência cardíaca de 10 batimentos por minuto mais rápida. Comparativamente, os batimentos cardíacos daqueles que fizeram contato com seus parceiros não foram tão rápidos.

3. Os bebês que são abraçados experimentam menos estresse quando adultos.
Se você quer ajudar o futuro, abrace um bebê! Um estudo da Universidade de Emory descobriu que, em ratos, o toque e o alívio do estresse estavam conectados, especialmente no início da vida. O estudo descobriu que o mesmo vale para os seres humanos também, observando que os bebês lidaram melhor com o estresse quando adultos, se fossem abraçados e segurados mais.

4. Função imunológica melhorada.
Uma nova pesquisa mostra que os hormônios do abraço são o que eles chamam de imunorreguladores. Basicamente, esses hormônios têm um profundo impacto na maneira como nosso sistema imunológico funciona. Isso também combina com a natureza relaxante dos abraços. Se você quer um sistema imunológico mais forte, abrace?

Muito interessante, não é? Talvez seja o momento de abrir um os abraços e abraçar alguém !

Texto originalmente publicado no Higher Perspectives, livremente traduzido e adaptado pela equipe da Revista Bem Mais Mulher


sexta-feira, 3 de maio de 2019

Daqui 10 anos benefícios de exercícios ainda estarão em seu corpo


Pesquisa ganhou destaque no The New York Times, revelando que vantagens permanecem após uma década

Já imaginou se exercitar atualmente e ter impactos positivos da prática daqui dez anos? Mesmo que o condicionamento físico caia depois de um mês sem praticar atividade física, pesquisadores apontam que vantagens ao corpo podem ser percebidas depois de uma década que o exercício foi realizado.

O estudo, publicado no Frontiers in Physiology, foi destaque no jornal The New York Times e sugere, então, que os treinos concluídos há anos podem ter influência em uma maior qualidade de vida hoje - mesmo que você não se exercite como antes.

Como foi feito o estudo
Durante 1998 e 2003, os cientistas analisaram centenas de pessoas consideradas sedentárias, de 40 a 60 anos e com excesso de peso. Elas foram separadas em dois grupos: parte não faria exercícios; e a outra, faria. Os voluntários que tinham de se exercitar faziam atividades consideradas vigorosas: faziam caminhada ou corrida três vezes por semana durante oito meses. Enquanto isso, os pesquisadores acompanhavam as condições físicas, pressão arterial, circunferência da cintura e sensibilidade à insulina de todos os indivíduos.

Somente depois de uma década, os estudiosos entraram em contato novamente com os participantes que ainda moravam próximo à universidade e propuseram um encontro - centenas de pessoas toparam.

Homens e mulheres fizeram novos testes de condicionamento e saúde metabólica, além de preencherem questionários sobre condições atuais de saúde e frequência de exercícios semanais.

Resultados
Grupo/Condição         Circunferência da cintura atual          Condicionamento físico atual            Metabolismo atual
Participantes que se exercitaram há 10 anos  Nenhuma ou pouca diferença            Redução de 5%          Saudável
Participantes que não se exercitaram há 10 anos       Aumentou       Redução de 10%        Menos saudável

Cintura

Homens e mulheres que não se exercitaram ao longo dos dez anos tinha cinturas maiores. Já aqueles que praticaram exercícios, exibiam nenhuma ou pouca diferença em relação à circunferência que tinham há uma década.

Condicionamento físico

Quem não se exercitava, teve uma queda de 10% do condicionamento físico aeróbico em dez anos. Por outro lado, participantes que se exercitaram vigorosamente durante os oito meses de testes, mesmo que há uma decáda, a redução foi metade: 5%.

Houve ainda os que relataram ainda se exercitarem atualmente, no mínimo quatro vezes por semana. Estes apresentaram uma melhor aptidão física do que tinham nas primeiras avaliações, dez anos atrás.

Metabolismo

Os participantes que se movimentaram há dez anos continuaram a ter pressões sanguíneas e sensibilidade à insulina consideradas saudáveis - mesmo se raramente se exercitam agora - quando comparados aos que não fizeram atividade física. Seus sistemas metabólicos também se saírem melhores do que os demais.

Conclusão
Os resultados do estudo indicam que o exercício influencia a qualidade de vida e que seus efeitos podem ser mais longos do que o imaginado. Assim, sugere-se que atividades físicas podem deixar impressões duradouras em células e genes humanos.


quinta-feira, 2 de maio de 2019

Abuso de álcool pode ter impacto maior na saúde das mulheres


Organismo feminino tem menos água e por isso demora mais para metabolizar a bebida

Embora o maior consumo de álcool sempre tenha sido atribuído aos homens, nos últimos anos, as mulheres têm aumentado significativamente seu uso tanto na quantidade como em relação à frequência. Um estudo publicado na BMJ Open em 2016 mostrou que, em um século, essa diferença entre homens e mulheres tem diminuído. No início do século 20, os homens apresentavam risco 3,6 vezes maior de sofrer consequências negativas relacionadas ao consumo nocivo de álcool do que as mulheres. Esse número diminuiu para 1,3 vez no início do século 21.

No Brasil, o mais recente Relatório Global sobre Álcool e Saúde, da Organização Mundial da Saúde (OMS), demonstra essa mesma tendência. Em 2010, 5,2% das mulheres reportaram o uso de álcool no padrão Beber Pesado Episódico (BPE), quando é ingerida grande quantidade de álcool em curto período de tempo. Em 2016, esse índice subiu para 6,9%. Vale ressaltar que este padrão de consumo está associado a diversos problemas agudos, como acidentes, violência e amnésia alcoólica, além de prejuízos de longo prazo.

É alarmante notar que essa mudança de padrões tem ocorrido também entre as adolescentes. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) de 2015 (IBGE, 2016), com alunos do 9º ano do ensino fundamental (entre 13 e 15 anos), indicou que, tanto a experimentação quanto o consumo atual de bebidas alcoólicas (nos 30 dias que antecederam a pesquisa), foram maiores entre as meninas para a experimentação (56,1% frente a 54,8% entre os meninos) e para o consumo atual (25,1% contra 22,5%).

Mulheres são mais sensíveis
"As mulheres, em especial, são mais sensíveis aos efeitos do álcool devido a diversos fatores como, por exemplo, os menores níveis das enzimas metabolizadoras do álcool e menor quantidade de água no organismo".

Os dados preocupam. Essa tendência à equiparação no consumo de álcool poderá representar desigualdade nos resultados para a saúde, pois as mulheres são mais sensíveis aos efeitos dessa substância do que os homens devido a diferenças na composição biológica entre os sexos. Um dos motivos é a menor quantidade de água presente no corpo feminino, o que faz com que o álcool fique muito mais concentrado em seu organismo. Além disso, também apresenta menores níveis das enzimas que metabolizam o álcool, demorando mais para eliminá-lo do organismo.

Isso faz com que, quando consumidas as mesmas quantidades de bebidas alcoólicas que os homens, elas apresentem níveis mais elevados de álcool no sangue e demorem mais tempo para metabolizá-lo, ou seja, os efeitos iniciam mais rapidamente e tendem a ser mais duradouros. Com isso, elas têm maior probabilidade de ter problemas relacionados ao álcool (dependência e outros danos à saúde) com níveis de consumo mais baixos e/ou em idade mais precoce do que os homens.

Acredito que as transformações do papel da mulher nas últimas décadas possam explicar a tendência de se igualarem aos homens em relação a comportamentos vistos anteriormente como masculinos, como o consumo de álcool em padrões mais pesados. Outros fatores que podem influenciar neste aumento são: estresse da dupla jornada de trabalho, conquista de melhores condições socioeconômicas, maior convivência com homens bebedores, maior aceitação social do uso, entre outros.

Um problema de saúde pública
Em suma, o uso pesado de álcool tem implicações relevantes em termos de saúde pública, pois está associado a riscos para a saúde e a consequências sociais, não só ao bebedor, mas também àqueles que estão próximos a ele. Por isso, como médico e pesquisador da área, creio que políticas de prevenção futuras devam contemplar os padrões mais pesados de consumo de bebidas alcoólicas, independente do gênero, visando reduzir os prejuízos causados por esse tipo de comportamento.