terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Mensagem de Natal aos leitores do Blog Professor José Costa


Vocês foram importantes para o sucesso do Blog em 2019 e como agradecimento quero desejar um Feliz Natal e que 2020 seja o melhor ano de suas vidas e de seus familiares, realizando os seus projetos e sonhos, transformando-os em alicerce na busca do Supremo Criador. Que haja em suas vidas novas oportunidades, muitos recomeços e principalmente: crescimento, paz, sucesso e amor!

São os meus sinceros votos

Professor José Costa

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Nós comemos microplásticos o tempo todo. O que isso faz com nossa saúde?


Você provavelmente tem noção do enorme problema ambiental que é o lixo plástico. O plástico que produzimos é em sua maior parte não biodegradável, mas isso não significa necessariamente que não se quebra.

Na verdade, seus fragmentos são carregados pelo vento, água e luz solar e espalhados por aí em pedaços cada vez menores, que sequer podemos enxergar. Mas podemos engolir.

Que impacto isso tem na nossa saúde?

Microplásticos
Algumas estimativas sugerem que uma casa gera em média seis quilos de pó plástico por ano, ou cerca de 700 bilhões de fragmentos conhecidos como microplásticos (qualquer coisa menor do que cinco milímetros).

Mais e mais deles são criados todos os dias e ficarão com a gente por séculos.

“Eles não estão apenas dentro de casa. Estão por toda parte. Na água, na comida, no ar – você está cercado por uma nuvem deles. Tudo está contaminado”, explica Dick Vethaak, toxicologista ambiental do centro de pesquisa Deltares em Delft, na Holanda.

Tá, mas quanto desses fragmentos nós ingerimos?
Um estudo publicado na revista científica Environmental Science and Technology concluiu que seres humanos podem consumir entre 39.000 e 52.000 partículas microplásticas por ano.

Nós comemos 50 mil partículas de plástico por ano
Se levarmos em conta quantas dessas partículas também podem ser inaladas, esse número é superior a 74.000.

A pesquisa chegou a esses números revisando dados existentes sobre microplásticos encontrados em cerveja, sal, frutos do mar, açúcar, álcool e mel. Para calcular com que frequência uma pessoa pode comer cada um desses itens em um ano, os cientistas levaram em conta as recomendações feitas pelo Departamento de Agricultura dos EUA.

A equipe ainda revisou estudos sobre a quantidade de microplásticos na água potável e no ar. Quem bebe água da torneira ingere 4.000 partículas adicionais de plástico por ano, enquanto os que bebem água engarrafada ingerem 90.000 partículas a mais.

Estamos bebendo água contaminada com microplástico
“E nem chegamos às camadas e camadas de embalagens plásticas. Provavelmente, estamos falando de mais plástico adicional do que imaginamos”, disse o principal autor do estudo, Kieran Cox.

Isso faz mal, certo?
Microplásticos não são uma coisa só; eles podem vir na forma de fragmentos, fibras e filme, entre outras, além de serem compostos de diferentes materiais com aditivos químicos diversos. Alguns podem ser tóxicos, enquanto outros podem fornecer o ambiente propício para a propagação de bactérias e parasitas.

No geral, os pesquisadores ainda estão tentando entender como o microplástico pode afetar nossa saúde. Da mesma maneira que a poluição e outros fatores ambientais, pessoas com maior exposição ou condições pré-existentes podem tolerar menos fragmentos.

Em outras palavras, não sabemos ainda qual a quantidade de microplástico que o corpo humano é capaz de tolerar sem gerar danos, mas estamos começando a ter uma ideia.

Um estudo britânico de 2017 sugeriu que a ingestão acumulada de fragmentos plásticos pode ser tóxica para o ser humano, já que alguns são feitos de substâncias como cloro, enquanto outros coletam produtos químicos do ambiente, como chumbo.

Outra pesquisa da Universidade Johns Hopkins (EUA), que analisou a quantidade de microplástico nos frutos do mar, descobriu que um acúmulo dessas partículas poderia causar danos ao sistema imune e desiquilibrar o intestino.

Ocean Cleanup faz história ao coletar sua primeira leva de plástico da ilha gigante de lixo do Pacífico
Infelizmente, não há como evitar totalmente a ingestão de microplásticos no mundo de hoje. Mas todos podemos fazer nossa parte – evitando água engarrafa, diminuindo o lixo plástico e comprando menos têxteis feitos de nylon e poliéster, que geram muitos fragmentos. [NatGeo, NewScientist]


domingo, 22 de dezembro de 2019

9 crenças comuns sobre exercícios que não são verdadeiras, de acordo com um cientista


Quando se trata de exercícios físicos, existem muitas crenças falsas que as pessoas têm dificuldade em abandonar. A professora de fisioterapia Julie Broderick, do Trinity College Dublin (Irlanda), aponta nove delas:

Uma vez em forma, não preciso mais me exercitar
Quando se trata de exercício físico, consistência é a chave. Se você parar de se exercitar ou diminuir bastante o ritmo, vai certamente perder muitos dos benefícios conquistados, como aptidão cardiovascular e resistência. Sem contar a forma.

Ficar em pé o dia todo não é o mesmo que se exercitar
Ficar em pé e se movimentar o dia inteiro é uma coisa boa, é claro. De fato, melhora a saúde. No entanto, se você quiser otimizar os benefícios de saúde, é preciso se exercitar de verdade. Tente suar um pouco, pelo menos 150 minutos por semana.

É preciso se exercitar no mínimo dez minutos por vez
As novas diretrizes sobre exercícios físicos não indicam um mínimo de tempo necessário de exercícios físicos para ter benefícios de saúde. Você pode carregar sacolas pesadas e isso ser melhor do que não fazer nada, por exemplo. A intensidade conta, porém. Se quiser otimizar seu tempo, invista em curtos períodos de atividade (de meio minuto a dois minutos) espalhados ao longo do dia, como subir lances de escadas com uma intensidade suficientemente alta para ficar ofegante, por exemplo.

Quem tem alguma condição crônica não deve se exercitar
Algumas pessoas pensam que suas condições a impedem de se exercitar, mas esse não é o caso. Inclusive, ser ativo fisicamente pode ter benefícios de saúde a uma variedade de condições crônicas, como cânceres, doenças cardíacas e doenças pulmonares. É preciso consultar um médico ou um fisioterapeuta antes de decidir qual exercício fazer e com qual intensidade, contudo.

Estou velho para me exercitar
Não existe idade para não se exercitar. Não importa quantos anos você tenha, ainda pode adquirir força, potência e massa muscular. Você deve se exercitar sim, com o acompanhamento de um profissional.

Exercício físico emagrece
Não necessariamente. Estudos científicos, inclusive, têm apontado que a dieta é mais importante nesse aspecto, ainda que fazer atividade física certamente ajude a perder calorias. Se sua meta de perda de peso for substancial, pode ser necessário fazer mais de 300 minutos de exercícios de intensidade moderada por semana.

Correr apenas uma vez por semana é pouco
Não é. Qualquer quantidade de corrida pode levar a benefícios à saúde. Uma pesquisa descobriu que até 50 minutos de corrida uma vez por semana em um ritmo mais lento que 9,65 km/h resulta em uma diminuição no risco de morte prematura. Ao mesmo tempo, correr mais do que isso não aumenta a expectativa de vida, necessariamente.

Grávidas devem se exercitar pouco
Se você é saudável e sua gravidez não é de risco, fazer exercícios físicos de intensidade moderada é seguro. Além disso, pode ajudar a evitar diabetes gestacional e ganho excessivo de peso. Peça a ajuda de um profissional.

Se não estou me sentindo bem, não devo me exercitar
Se você estiver com febre, sentindo muita dor ou um mal-estar intenso, realmente não deve se exercitar. Na maioria dos casos, no entanto, fazer atividade física é seguro. Tente se guiar pelo seu corpo – escute-o, e se exercite até onde achar que é suficiente. [ScienceAlert]


sábado, 21 de dezembro de 2019

Sarcopenia seria uma das causas por trás da apneia do sono

Pesquisa brasileira revela que a perda progressiva dos músculos afeta a respiração na madrugada e propicia a apneia do sono

Já há uma abundância de provas demonstrando que o excesso de peso é um dos principais vilões por trás da apneia do sono, doença marcada por obstruções constantes na garganta ao longo da noite, o que leva a roncos e engasgos, além de prejudicar o fluxo de ar e a oxigenação do sangue. Agora, cientistas do Instituto do Sono, em São Paulo, adicionaram um novo ingrediente à lista dos fatores de risco: a sarcopenia. Trata-se do enfraquecimento dos músculos, fenômeno que se intensifica a partir da quinta e da sexta décadas de vida.

“De acordo com os resultados das análises de 350 pacientes, podemos especular que, juntas, a obesidade e a sarcopenia causam um colapso nas vias aéreas superiores, o que vai atrapalhar a respiração”, explica o geriatra Ronaldo Piovezan, autor da pesquisa.

Os achados indicam que aliar o emagrecimento ao fortalecimento muscular é um passo primordial para prevenir e controlar a apneia. “Podemos lançar mão também de terapias fonoaudiológicas, que vão reforçar as estruturas da região do pescoço”, acrescenta o especialista.


Fonte:  https://saude.abril.com.br/medicina/sarcopenia-seria-uma-das-causas-por-tras-da-apneia-do-sono/ - (Ilustração: Rodrigo Damati/SAÚDE é Vital)

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Exercício anaeróbico ou aeróbico: qual o melhor para emagrecer?


Educador física explica como funcionam os exercícios aeróbicos e anaeróbicos

Tipos de exercícios e os resultados que eles são capazes de gerar são alguns dos temas mais estudados e discutidos ao longo dos anos. Com certeza, você já ouviu falar deles, e muito mais dos aeróbios Mas vamos tentar esclarecer de maneira mais simples aqui para que você consiga entender o que acontece no seu corpo em cada um.

Aeróbico x anaeróbico: qual a diferença?
As primeiras diferenças básicas se referem à intensidade do estímulo que está sendo exercida sobre o corpo e à fonte de produção de energia para o esforço, que o corpo vai utilizar de maneira prioritária ou mais importante em determinada situação.

Traduzindo: o esforço que você terá que fazer em determinado exercício é de produção de um movimento ou esforço muito intenso e que não conseguirá ser mantido por muito tempo (algo como menos que 20 segundos em média aproximadamente)?

Se a resposta é sim, estamos falando de um exercício prioritariamente anaeróbio, ou seja, não aeróbio, em que o corpo não precisa buscar ar (=aero) ou oxigênio para realizar o esforço.

E isso acontece porque, como a necessidade de energia é muita e de maneira muito rápida, ele vai utilizar a energia que já está pronta para ser usada e que está armazenada dentro da musculatura.

Ou seja, não estamos falando de muita energia, portanto, no momento em que ela acabar, (e vai acabar rápido), você não consegue mais seguir realizando o movimento.

Agora quando o esforço tem uma intensidade não tão alta e o corpo é capaz de mantê-lo por mais tempo, temos a utilização de maneira prioritária de energia que vem de fora do músculo, via os vasos sanguíneos.

Trata-se de um processo mais lento, mas que é capaz de seguir fornecendo energia por mais tempo pois não se limita a energia que está armazenada dentro do músculo e sim, esta que vem da circulação.

Este processo de produzir a energia é chamado de oxidativo, ou seja, utiliza oxigênio, que vem do ar e por isso chamamos de aeróbio. Naquele momento, temos a gordura como principal fonte de energia que vai manter o esforço durante muito tempo.

Por isso, durante muito tempo, as pessoas que queriam emagrecer acreditavam ser este o melhor método. Hoje, no entanto, temos mais ciência e informação para entender melhor os diferentes exercícios e saber que existem alternativas mais eficientes. Isso não significa que exercício aeróbio não funciona.

Qual emagrece mais?
No exercício anaeróbio, no começo, a principal fonte de energia, no momento da execução, não é a gordura, porque como está em alta intensidade, não dá tempo de oxidá-la para poder utilizar.

Mas, ao final da execução de um esforço anaeróbio, precisamos repor aquela reserva de energia que consumimos em alta intensidade. E assim, como estamos nos recuperando, sem fazer esforço, a reposição de energia vai utilizar a via oxidativa.

Ou seja, a recuperação de um esforço anaeróbio acontece pelo consumo de gordura, então, pensando apenas na energia consumida no treino, não temos diferenças realmente importantes.

Por outro lado o exercício anaeróbio, por levar o músculo ao "estresse" e à escassez de energia máximos, acaba gerando pequenos traumas nas fibras musculares que chamamos de micro lesões.

Esta micro lesões, são muito positivas, pois elas vão obrigar o sistema imunológico a "tratar delas", fazendo um trabalho de reconstrução que pode levar alguns dias. Esse trabalho de reconstrução, como acontece em baixa intensidade de esforço, também vai utilizar a via oxidativa, ou seja, vai consumir gordura para reconstruir.

E o melhor: é que vai ficar fazendo essa reconstrução 24h por dia até "cicatrizar" as micro lesões. Isso significa que vai ficar um tempão de gordura mesmo depois que você termina de treinar (efeito afterburn).

Nesse cenário, agora o músculo está mais forte e só por isso, ele também passa a consumir mais energia ao longo de todo o dia. Pois agora ele é grande e precisa de mais para sobreviver, ou seja, mais gasto energético.

Tipos de exercícios anaeróbicos
Musculação
Natação
Pilates
Yoga
Ginástica Olímpica
Flexão
Agachamento
Treino HIIT
Crossfit

Muito importante salientarmos duas coisas:

O primeiro ponto é que mesmo quando trabalhamos por mais tempo e menos carga, também estamos gerando estresse na musculatura e micro lesões, mas, em menor profundidade, escala, e em fibras que não ganham tanto volume, pois não armazenam energia e utilizam muito mais a energia externa à musculatura.

E o segundo ponto a salientar, é que, em nenhum momento, um esforço é 100% só de um tipo. Sempre há uma relação onde todas as vias estão sendo utilizadas, aeróbia ou anaeróbio, de maneira mais prioritária para um lado ou para outro.


quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Consumo de alimentos com açúcar refinado é associado à insônia


Estudo indica um elo entre as dietas ricas em carboidratos simples e esse distúrbio do sono — ao menos em mulheres na pós-menopausa

A alimentação é um dos fatores que influencia a qualidade do sono. E, segundo um novo estudo da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, um componente da dieta estaria especialmente relacionado à insônia na pós-menopausa: o açúcar refinado.

Para chegar nessa conclusão, os cientistas recorreram a dados de 53 069 mulheres entre 50 e 79 anos, que já haviam passado pela menopausa. Eles foram coletados entre setembro de 1994 e dezembro de 1998.

Ao fim da análise, os pesquisadores encontraram uma ligação entre a dificuldade para dormir e o consumo elevado de alimentos com carboidratos simples, como refrigerantes, doces e pão branco.

De acordo com o psiquiatra que liderou o estudo, James Gangwisch, há um mecanismo que, em teoria, explicaria o porquê de o açúcar atrapalhar o sono. Quando consumido em excesso, esse ingrediente faz a glicose no sangue disparar rapidamente. Aí o corpo reage estimulando doses extras de insulina, um hormônio que insere essa molécula dentro das células.

“A consequente queda brusca da glicose no sangue pode liberar hormônios como adrenalina e cortisol, que interferem no sono”, esclarece o psiquiatra, em comunicado à imprensa. Esses hormônios, aliás, também estão vinculados ao estresse.

Talvez você esteja se perguntando: será que frutas e outros alimentos naturalmente adocicados provocam o mesmo efeito? O próprio trabalho mostra na verdade o contrário: as voluntárias que ingeriam mais desses itens dormiam melhor.

Segundo os autores, as fibras presentes nos vegetais seriam as responsáveis por trás dessa boa notícia. Isso porque elas levam a uma digestão mais lenta, o que faz o açúcar não ser absorvido tão rapidamente.

Agora, há ponderações a serem feitas sobre o levantamento. Em primeiro lugar, cabe lembrar que foi encontrada apenas uma associação entre a ingestão de açúcar refinado e a insônia. Ou seja, também é possível que as poucas horas dormidas culminem em um consumo elevado de doces. Estudos anteriores já revelaram que quem passa muito tempo acordado acaba comendo mais besteiras, por exemplo.

Outra observação feita pelos experts é a de que eles se restringiram ao sexo feminino após os 50 anos. Ainda assim, acreditam que o resultado seria aplicável a homens e pessoas de outras faixas etárias.

“Baseado nos achados, precisaríamos de pesquisas clínicas randomizadas para verificar se uma dieta focada no crescimento do consumo de alimentos integrais e carboidratos complexos poderia ser usada para prevenir e tratar insônia”, conclui Gangwisch.


quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Não devemos separar a saúde da boca da saúde do corpo


Campanha nacional visa quebrar distinção entre boca e corpo para criar um ambiente que cuide da saúde de maneira mais integral

“Saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença.” Esse é o conceito adotado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1948. Mais que uma definição, ele simboliza um compromisso, um horizonte a ser alcançado.

Saúde não é uma situação estável: uma vez obtida, precisa de ação contínua para ser mantida e depende não somente do indivíduo, mas também de um contexto externo, muitas vezes não controlável, de questões culturais e conhecimento dos limites do corpo e da mente.

Pensando nesse bem-estar, o corpo deve ser considerado como um todo, um sistema que funciona integralmente, engrenado e em harmonia interna e externa. Precisamos, portanto, pensar a saúde de forma sistêmica. E aqui chegamos ao nosso grande mote: por que tão frequentemente a saúde bucal é separada da saúde do corpo?

A saúde bucal é parte integrante e inseparável do estado geral de uma pessoa. No contexto de busca do bem-estar, existem inúmeras especialidades médicas e odontológicas que atendem a diferentes necessidades, e a procura por um profissional adequado nem sempre é fácil.

O próprio modelo de ensino pode causar incerteza e falta de conhecimento para o alcance de uma saúde plena. Odontologia e medicina são cursos ministrados de diferentes formas em diversos locais do mundo. Em alguns países, por exemplo, é o mesmo curso de graduação; em outros, são cursos completamente separados que, ainda, ocasionam disputa entre profissionais no mercado de trabalho. E essa realidade afeta o paciente.

Há mais de cem anos a associação entre doença bucal e doença sistêmica é debatida, sendo que muitos estudos foram realizados para comprovar essa relação. Mas, para balizar tudo isso, é preciso investir em uma formação acadêmica que faça os estudantes de odontologia e medicina focarem num olhar integral às necessidades do paciente.

Uma dose extra de qualidade de vida para o seu ano novo.
O corpo tem algumas principais estruturas de contato com o mundo, sendo que a boca se expande para além dos sentidos. É responsável por muito mais: o primeiro choro, a amamentação, a nutrição, a respiração, a criação de vínculos, a fala e a comunicação, a socialização, o primeiro beijo, a autoestima, os sorrisos… Além disso, da boca e de suas atividades depende uma quantidade considerável de órgãos, como coração, estômago, intestino, pulmões…

Foi esse cenário de dicotomia entre saúde bucal e saúde do corpo que inspirou a Sorrir Muda Tudo, maior campanha de valorização da odontologia já realizada no Brasil. Um projeto que visa criar o hábito de prevenção, incentivando a visita regular ao cirurgião-dentista, e abrangendo todo o ciclo de cuidados: indústria da saúde, cirurgiões-dentistas, associações e pacientes.

Essa parceria da ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios) com entidades e indústrias do setor promete atingir muitas pessoas, desdobrando-se, inclusive, em benefícios para todo o sistema de saúde brasileiro. Afinal, um sorriso tem o poder de transformar muitas histórias.

Fonte: https://saude.abril.com.br/blog/com-a-palavra/nao-devemos-separar-a-saude-da-boca-da-saude-do-corpo/ - Por Regiane Marton, cirurgiã-dentista - Foto: Getty Images/SAÚDE é Vital

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Matrículas abertas para o ano letivo de 2020 na Escola Estadual Guilhermino Bezerra


            No cenário educacional da cidade de Itabaiana, a Escola Estadual Guilhermino Bezerra é a mais antiga, já que foi inaugurada em 27 de novembro de 1936, inicialmente situada em terreno “baldio”, hoje centro da cidade, na Praça João Pessoa, nº 17.  Tem como patrono Guilhermino Amâncio Bezerra, itabaianense, formado em farmácia, jornalista, político, advogado, foi professor do Colégio Atheneu Sergipense. Foi autor do projeto que levou a Vila De Itabaiana à condição de cidade, faleceu em 01 de agosto de 1909, por causa de uma lesão cardíaca.

            No início, a maioria de seus alunos era da zona urbana, atualmente, atende a alunos de bairros mais afastados. Entre os milhares de alunos que estudaram na escola, temos o Professor José Costa, que é referência na educação de Itabaiana e, recentemente, escreveu um texto relatando suas lembranças de quando estudou no Grupo Escolar Guilhermino Bezerra, de 1969 a 1972.

            A escola encontra-se com matrículas abertas do 1º ao 5º ano do ensino fundamental.  Para oferecer o que há de melhor, esta dispõe de boa localização, ambiente aconchegante, profissionais capacitados e dedicados, acompanhamento pedagógico individualizado e ainda oferece o recurso da aula digital, e para o ano letivo de 2020, temos a novidade das aulas de ballet e capoeira. Não perca tempo, garanta já a vaga e ofereça uma excelente educação para seu filho!

Por Maria Menezes de Carvalho, Diretora da Escola Estadual Guilhermino Bezerra

Excesso de TV e redes sociais pode causar ansiedade em jovens, diz estudo


Por outro lado, a mesma pesquisa indica que maneirar no tempo gasto em frente às telas parece melhorar a saúde mental dos adolescentes

Passar horas nas redes sociais ou maratonando uma série virou quase uma regra entre os adolescentes de hoje — e entre adultos também, vale dizer. Só que o exagero pode causar danos à saúde mental, como indicam vários estudos. Um dos mais recentes, publicado no Canadian Journal of Psychiatry, aponta que o ato de passar muito tempo em frente às telas está relacionado a um crescimento da ansiedade em jovens.

A pesquisa acompanhou, por quatro anos, 3 826 voluntários entre 12 e 16 anos. Anualmente, eles reportavam quanto usavam celular, televisão, videogame e computador. A turma respondia ainda um questionário sobre os próprios sintomas de ansiedade (como se sentir tenso ou ficar subitamente apavorado sem motivo).

Com todas essas informações em mãos, os cientistas descobriram que, quando os adolescentes aumentavam em uma hora o tempo médio gasto mexendo nas redes sociais no celular, usando o computador ou vendo TV, também começavam a relatar mais quadros de ansiedade. Esse fenômeno não foi observado com os videogames e não parece ser duradouro.

A moderação afasta a ansiedade
Como a análise levou em conta as mudanças de comportamento ano a ano, os pesquisadores conseguiram perceber que, na contramão, reduções no uso de telas estavam associadas a menos tensão. Os especialistas por trás do artigo já tinham feito um experimento com resultados parecidos, mas avaliando indícios de depressão.

“Os estudos mostram como prevenir e reduzir sintomas de ansiedade regulando o tempo em frente às telas digitais”, disse à imprensa Patricia Conrod, psiquiatra da Universidade de Montreal e líder do trabalho.

Telas digitais e saúde mental
A pesquisa canadense considerou outros fatores de risco que deixariam o jovem vulnerável à ansiedade, como situação socioeconômica e gênero. Ainda assim, as telas se mostraram mais relevantes do que esses pontos.

A ciência agora precisa se aprofundar nos motivos por trás desse elo. Por exemplo: não se sabe se celular, televisão e computador prejudicam a mente por si sós, ou se as pessoas que recorrem mais a eles têm algum quadro não diagnosticado.

De qualquer maneira, há outras ameaças para o bem-estar quando aparelhos eletrônicos como esses dominam a vida. Nas crianças, suspeita-se de prejuízo no desenvolvimento motor, cognitivo e emocional.

Já nos adultos, a ansiedade e o estresse também dariam as caras com maior frequência. Use com moderação.

Fonte: https://saude.abril.com.br/familia/excesso-de-tv-e-redes-sociais-pode-causar-ansiedade-em-jovens-diz-estudo/ - Por Chloé Pinheiro - Ilustração: Henri Campeã/SAÚDE é Vital

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Pintar e alisar o cabelo pode elevar risco de câncer de mama


Tintas permanentes e alisadores de cabelo podem potencializar a possibilidade de câncer de mama, segundo pesquisa

Tintas permanentes e alisadores de cabelo (como as famosas escovas progressivas) são produtos muito desejados pelas mulheres para manter os fios sempre coloridos e lisos. Porém, um novo estudo revelou que o uso dessas substâncias químicas pode aumentar os riscos de câncer de mama.

Para chegar a esta conclusão, a pesquisa consultou cerca de 47 mil mulheres nos Estados Unidos e Porto Rico, todas com histórico da doença na família. Como conclusão, os cientistas notaram que os maiores índices de câncer de mama foram observados nas voluntárias que haviam tido contato com tintas e alisadores.

Câncer de mama por raça
A pesquisa, publicada pelo National Institute of Environmental Health Sciences, apontou ainda que mulheres negras que usavam tintas de cabelo a cada 5 ou 8 semanas tiveram um aumento de 60% na probabilidade de desenvolver câncer de mama.

Já entre as mulheres que se declararam brancas, o risco aumentou 8% para a mesma frequência de uso dos produtos capilares. Dessa forma, a pesquisa indica que o fator racial também pode ter influência na probabilidade do surgimento da doença.

Além das tintas permanentes, o estudo descobriu que quem alisava o cabelo com frequência também tinha aproximadamente 30% mais chances de apresentar câncer de mama, não havendo distinção entre as raças neste quesito.

Devo parar de tingir e alisar o cabelo?
Os autores do estudo afirmam que a utilização de químicas para tingir permanentemente e alisar os fios pode, enfim, contribuir para uma maior incidência de câncer de mama nas mulheres. Entretanto, novos estudos precisam ser feitos para determinar a proibição ou não da comercialização e uso desses produtos.

A recomendação dos cientistas, até então, é a de que as mulheres reduzam a frequência de utilização de tintas e alisadores. Outra sugestão é preferir sempre os produtos que tenham uma fórmula livre de substâncias potencialmente abrasivas, como amônia e formol.

Prevenção do câncer de mama
Além de diminuir a periodicidade da aplicação de tinta e alisador de cabelo, há outras medidas que podem ser tomadas para prevenir o câncer de mama.

Faça exercícios regularmente: isso garante 23% menos riscos de desenvolver a doença
Amamente: mulheres que amamentam os filhos por, no mínimo, seis meses têm 5% menos chances de apresentar a doença
Mantenha uma dieta equilibrada: quem consome vegetais com frequência reduz 45% dos riscos de câncer de mama
Reduza o consumo de álcool: consumir 14 g de álcool por dia aumenta em 30% a probabilidade de câncer de mama
Faça exames periodicamente: faça anualmente a mamografia após os 40 anos, o que pode reduzir em até 30% o índice de mortalidade pela doença