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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Dá para ficar musculoso só com pilates? Entenda os efeitos no corpo


Quer saber se o pilates ajuda a ganhar massa muscular? Descubra como o método fortalece o corpo, define os músculos e se ele substitui a musculação no seu treino.

 

Muitas pessoas buscam alternativas à musculação tradicional para transformar o corpo e ganhar definição de forma eficiente. O pilates surge como uma das opções mais completas para quem deseja força e flexibilidade no dia a dia.

 

No entanto, uma dúvida comum paira entre os praticantes: será que dá para ganhar músculos volumosos com ele? Entender como essa modalidade impacta a fibra muscular é essencial para alinhar suas expectativas reais com os resultados.

 

Embora o foco do método seja a saúde da coluna, o condicionamento físico é um benefício direto. Neste guia completo, exploramos a ciência por trás do movimento e como ele molda a sua silhueta atual.

 

O que é o método e como ele atua na musculatura?

O pilates foi criado por Joseph Pilates com o objetivo de integrar corpo e mente através do controle total. Diferente da musculação, que isola grupos musculares, este método trabalha o corpo como uma unidade integrada e funcional.

 foco central é o “Powerhouse”, ou centro de força, que engloba os músculos abdominais, lombares e glúteos. Ao fortalecer essa base, o praticante desenvolve uma postura impecável e músculos muito mais longos e definidos.

 

Os exercícios utilizam o peso do próprio corpo ou a resistência de molas para criar tensão e desafio. Essa resistência controlada é capaz de gerar microlesões nas fibras, processo necessário para o crescimento do músculo.

 

Hipertrofia vs. definição: qual o resultado real?

Para entender se o pilates deixa você musculoso, precisamos diferenciar volume muscular de definição e tônus muscular. A hipertrofia clássica exige cargas progressivas e falha muscular, algo muito comum nos treinos de levantamento de peso.

O método criado por Joseph foca na resistência muscular e na força excêntrica, quando o músculo se alonga. O resultado é um corpo com aparência atlética, mas sem o volume exagerado dos fisiculturistas de elite mundiais.

Você ficará com os músculos aparentes, firmes e bem contornados, o que muitos chamam de “corpo de praia”. Portanto, se o seu objetivo é definição extrema e funcionalidade, esta modalidade é uma escolha excelente e segura.

 

A ciência da resistência por molas no ganho de força

Nos aparelhos de pilates, como o Reformer ou o Cadillac, a carga é gerada por molas de diferentes tensões. Diferente dos halteres, onde a gravidade dita o peso, as molas oferecem uma resistência progressiva durante todo o movimento.

Quanto mais a mola é esticada, maior fica o desafio para o músculo que está sendo trabalhado. Isso exige um controle muscular absurdo, recrutando fibras profundas que a musculação muitas vezes não consegue atingir sozinha.

Essa ativação profunda é responsável por aquela sensação de “músculo queimando” logo nos primeiros minutos de aula intensa. Com o tempo, essa estimulação constante promove um ganho de força real que se reflete na sua postura.

 

Pilates em aparelhos vs. Pilates solo (Mat)

Existem duas formas principais de praticar: no solo, usando apenas o corpo, ou nos equipamentos clássicos com molas. No pilates solo, o desafio é vencer a própria gravidade, o que exige um nível de consciência corporal elevado.

Já os aparelhos permitem ajustar a carga, facilitando ou dificultando o exercício conforme a sua evolução física individual. Para quem busca ganhar massa muscular, os aparelhos costumam oferecer uma variedade maior de estímulos e resistências externas.

No entanto, o Mat Pilates é imbatível para o fortalecimento do abdômen e para o controle do core central. O ideal para resultados estéticos é combinar ambas as vertentes dentro de um planejamento de treino bem estruturado.

 

O papel da alimentação no desenvolvimento muscular

Nenhum exercício, nem mesmo o pilates, faz milagres se a sua dieta não estiver alinhada ao seu objetivo. Para construir tecido muscular, o corpo precisa de um aporte adequado de proteínas, carboidratos e gorduras boas diariamente.

O músculo necessita de nutrientes para se recuperar das microlesões geradas durante a aula de nível avançado hoje. Se você pratica o método e mantém uma dieta restritiva, dificilmente verá crescimento no volume dos seus músculos.

É fundamental consumir calorias suficientes para sustentar o esforço físico e promover a síntese proteica necessária no organismo. Beber água também é crucial, já que o tecido muscular é composto em grande parte por hidratação celular.

 

5 sinais de que o Pilates está mudando seu corpo

Postura ereta: Você sente que está “mais alto” e com os ombros mais abertos e encaixados.

Abdômen firme: A região do core fica mais rígida, mesmo quando você está em repouso total agora.

Músculos aparentes: Você começa a notar divisões musculares nos braços, pernas e costas que não existiam antes.

Menos dores: Fortalecer a musculatura profunda elimina dores crônicas nas costas e nas articulações de forma eficaz.

Força funcional: Atividades simples, como carregar compras ou subir escadas, tornam-se muito mais fáceis e rápidas.

 

Dá para combinar o método com a musculação?

A resposta curta é: sim, e essa combinação é considerada o “padrão ouro” para muitos atletas profissionais atuais. Enquanto a musculação foca no volume, o pilates garante que esse músculo seja funcional e protegido por articulações fortes.

Muitos praticantes de academia sofrem com encurtamentos musculares que limitam o desempenho nos agachamentos e supinos de carga alta. O método ajuda a “soltar” essas travas, aumentando a amplitude de movimento e prevenindo lesões graves no treino.

Fazer uma ou duas aulas por semana pode potencializar seus ganhos na sala de pesos de maneira surpreendente. O corpo ganha uma estabilidade que permite levantar mais peso com a técnica perfeita e sem riscos desnecessários.

 

Passo a passo para ganhar massa com o método

Se o seu foco é realmente ficar mais forte usando o pilates, você precisa seguir algumas diretrizes de treinamento. Não basta apenas fazer os movimentos; é preciso imprimir intensidade e buscar evolução constante em cada sessão de aula.

 

Confira este roteiro para maximizar seus ganhos de massa magra de forma consistente:

 

Aumente a carga: Não tenha medo das molas pesadas; desafie seus limites sempre que o movimento estiver fácil.

Foque na lentidão: Realize a fase negativa do exercício de forma bem devagar para aumentar o tempo sob tensão.

Mantenha a frequência: Pratique pelo menos três vezes por semana para dar o estímulo necessário ao crescimento do músculo.

Varie os exercícios: Não deixe o corpo acostumar; peça ao instrutor variações que exijam mais força bruta e controle.

Combine estímulos: Se possível, utilize acessórios como o Magic Circle ou caneleiras para adicionar um peso extra aos movimentos.

Descanse o corpo: O músculo cresce no descanso; garanta boas noites de sono para a recuperação das fibras musculares.

 

Afinal, vale a pena investir no método?

Se você busca um corpo definido e, acima de tudo, saudável, o pilates é um bom investimento. Ele pode não te transformar em um gigante dos pesos, mas vai esculpir cada centímetro do seu corpo.

A combinação de força, flexibilidade e controle mental cria um físico equilibrado que poucos esportes conseguem entregar hoje. Seja como atividade principal ou como complemento à musculação, os ganhos para a sua boa forma são garantidos.

Dê uma chance ao controle do seu corpo e descubra uma força que você nem sabia que possuía. O seu caminho para um corpo mais forte e definido pode começar hoje mesmo dentro de um estúdio.

 

Fonte: https://sportlife.com.br/da-para-ficar-musculoso-so-com-pilates-entenda-os-efeitos-no-corpo/ - Foto: Reprodução/Shutterstock

domingo, 17 de abril de 2022

Como escolher o melhor método anticoncepcional para você


Ao escolher um método contraceptivo, é importante considerar suas vantagens e desvantagens. O método precisa se adequar à sua personalidade e ao seu estilo de vida. Para isso, a Dra. Priscila Beatriz Silvério, ginecologista e mastologista, explica como escolher o melhor anticoncepcional. Confira!

 

Como escolher o melhor anticoncepcional para você?

Ao falar sobre métodos anticoncepcionais, é preciso lembrar que os contraceptivos têm a função de evitar uma gravidez indesejada. Além disso, alguns métodos oferecem proteção contra as infecções sexualmente transmissíveis.

 

Conheça os tipos de pílula anticoncepcional e tire suas dúvidas com especialistas

Antes de escolher o método ideal para você, a Dra. Priscila ressalta que “é importante levar uma série de questões em consideração. Dentre esses pontos, a especialista cita “problemas de saúde, se há ou não o desejo de gestação futura, se a paciente deseja ou não hormônios, como é o fluxo menstrual, se teria problemas não menstruar e a disciplina para tomar uma medicação diariamente”.

 

Por isso, a Dra. Priscila enfatiza que é “muito importante que a escolha do melhor anticoncepcional seja feita em conjunto com o ginecologista”.

 

Tipos de anticoncepcional

Para te ajudar nessa decisão, a Dra. Priscila elenca os principais métodos anticoncepcionais e comenta sobre os pontos positivos e negativos de cada um:

 

Camisinha

É um dos métodos mais utilizados pelos brasileiros, com versão feminina e masculina. Segundo a ginecologista, as camisinhas são “conhecidas como método barreira e elas protegem de IST’s e gravidez, quando são utilizadas da maneira correta”.

Vantagens: fácil de ser encontrada; baixo custo; protege de IST’s.

Desvantagens: baixa eficácia (caso não seja usada e armazenada da maneira correta); precisa ser usada desde o início do ato sexual; só é compatível com lubrificantes à base de água.

 

Pílula anticoncepcional

Também conhecidas como contraceptivos hormonais orais, as pílulas anticoncepcionais podem ser compostas “por 1 tipo de hormônio (progestágeno) ou 2 tipos (estrogênio + progestágeno)”, explicou a ginecologista. É importante dizer que a pílula pode melhorar sua pele e até mesmo resolver alguns problemas com relação ao seu ciclo e fluxo de menstruação. Entretanto, todo método que utiliza hormônios pode conter alguns riscos.

Vantagens: alta eficácia contra gravidez (quando usada da maneira correta); é benéfica para a saúde da mulher; facilidade para começar a usar e para parar.

Desvantagens: precisa de disciplina para usar; aumenta o risco de doenças tromboembólicas; retém líquido no corpo; não protege de IST’s.

 

Anel contraceptivo

Segundo a Dra. Priscila, o anel contraceptivo hormonal é “composto por estrogênio e progestágeno. Ele é colocado dentro da vagina, com duração de 3 semanas”. A ginecologista também lembra que “muitas mulheres não se sentem confortáveis em manipular a própria vagina”. Sendo assim, é importante enfatizar que o anel só vai funcionar se for colocado da maneira correta.

Vantagens: não precisa de disciplina rigorosa; não interfere na relação sexual; é fácil de inserir e retirar.

Desvantagens: não protege de IST’s; não possui um bom custo-benefício; a mulher precisa lembrar de retirar depois de 3 semanas.

 

Injetável hormonal

A ginecologista explica que há dois tipos de injetáveis hormonais: “o primeiro é mensal, pois é composto por estrogênio e progestágeno; já o segundo é trimestral, sendo apenas composto por progestágeno”. Sendo assim, esse método é ótimo para mulheres que não querem muita disciplina para fazer o uso de métodos anticoncepcionais.

Vantagens: é uma opção para mulheres que são contraindicadas de fazer o uso de estrogênio; não precisa de disciplina rigorosa; redução do fluxo menstrual.

Desvantagens: não protege de IST’s; pode causar dor de cabeça e alteração de humor; não é uma boa opção para mulheres que tem medo de agulha.

 

DIU de cobre

O DIU de cobre é uma ótima opção para as mulheres que não querem muita disciplina e que também não fazem questão de usar hormônios. A Dra. Priscila conta que “é um método de longo prazo, pois dura entre 3 e 10 anos, mas só é possível colocar no consultório ginecológico”.

Vantagens: livre de hormônios; longa duração (de 3 a 10 anos); pode ser usado durante a amamentação.

Desvantagens: não protege contra IST’s; dor e desconforto para a inserção; pode causar aumento de sangramento e/ou cólicas.

 

DIU hormonal

O DIU hormonal tem os mesmos benefícios do DIU de cobre. Segundo a ginecologista, a diferença é que “ele é composto por progestágeno, auxiliando na redução do fluxo menstrual e até mesmo, em alguns casos, provocando a amenorreia”. Se você é uma pessoa que se importa com seu ciclo menstrual e não gosta de irregularidades, talvez esse não seja o seu DIU ideal.

Vantagens: longa duração (5 anos); redução do fluxo menstrual; bom para mulheres com endometriose.

Desvantagens: não protege contra IST’s; dor e desconforto para a inserção; mais caro que o DIU de cobre.

 

Implante hormonal

A Dra. Priscila explica que o implante hormonal “também é composto por progestágeno e atualmente é um dos métodos mais seguros possíveis”. O implante também tem longa duração e, por conter hormônios, um dos efeitos vai ser a redução do fluxo hormonal e irregularidades no ciclo.

Vantagens: longa duração (3 anos); redução do fluxo menstrual; é prático e reversível.

Desvantagens: pode causar irregularidade menstrual; chances de alterar o peso; método caro.

 

Saber mais sobre os métodos contraceptivos é importante para você chegar ao consultório médico bem informada e com os seus objetivos delineados. Entretanto, não comece um tratamento antes de consultar uma especialista.

 

Mais informações sobre como escolher o melhor anticoncepcional

Como visto, os métodos contraceptivos possuem vantagens e desvantagens. A seguir, confira mais informações sobre os anticoncepcionais abordados até agora. Além disso, conheça outros métodos e relatos profissionais.

 

Fonte: https://www.dicasdemulher.com.br/melhor-anticoncepcional/ - Escrito por Maria Eduarda Koshiba


Confia ao Senhor as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos.

Provérbios 16:3


quinta-feira, 11 de julho de 2019

Grounded running: um jeito mais seguro de correr?


Especialistas testam um tipo de passada que mal tira os pés do chão para minimizar o risco de lesões

Há basicamente duas maneiras de correr em velocidade baixa: uma é tentar manter a dinâmica das passadas aceleradas, dando pequenos saltos, e o outro se parece mais com a marcha atlética (aqui, praticamente não há um momento em que ambos os pés ficam no ar). Essa segunda “modalidade” ganhou o apelido de grounded running em inglês, ou corrida térrea na tradução livre.

Pois pesquisadores belgas e japoneses compararam essas técnicas em um experimento com 30 homens e publicaram os resultados no periódico Medicine & Science in Sports & Exercise. Em suma, os voluntários tiveram que experimentar os dois métodos em cima de uma esteira que mantinha sempre a mesma velocidade.

“O impacto e a sobrecarga muscular foram menores com a grounded running”, revela o cinesiologista Dirk de Clercq, da Universidade de Ghent, na Bélgica, e coordenador da investigação. Ao contrário do imaginado, as duas práticas queimaram um número parecido de calorias.

Benefícios do grounded running

Músculos: essa forma de sair correndo por aí reduz em 34% a sobrecarga muscular, segundo aquele artigo do belga Dirk de Clercq.

Pernas: a grounded running não funciona em altas velocidades. Nos ritmos menos intensos, ela consiste em abrir mais os membros inferiores em vez de saltitar.

Chão: em comparação com a corrida normal, a versão térrea gerou um impacto 35% menor com o solo.

Pés: como consequência do movimento das pernas, há sempre (ou quase sempre) um pé em contato com o chão.


sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Tchau IMC: cientistas desenvolveram uma maneira mais simples e precisa de medir sua gordura corporal


O índice de massa corporal, ou IMC, é atualmente o método mais utilizado para avaliar se alguém está acima ou abaixo do peso.

No entanto, os cientistas há muito sabem que essa ferramenta é problemática. Ela não é perfeita – não leva em conta as diferenças de gênero, nem sempre reflete com exatidão a massa muscular, e os resultados podem ser distorcidos para crianças e idosos.

O IMC é uma boa medida para um peso saudável?
Agora, um novo estudo do Cedars-Sinai Medical Center (Califórnia, EUA) propõe uma alternativa que os pesquisadores dizem ser mais precisa: o índice de massa gorda relativa, ou IMR.

Como funciona
O IMR pode ser determinado apenas com uma fita métrica. Não é necessário balança para calculá-lo.
Isso porque é a circunferência em torno de sua cintura em relação à sua altura que conta, ao invés de seu peso. Os pesquisadores dizem que esse dado dá uma ideia melhor se a gordura corporal de alguém está em um nível saudável ou não.

Tamanho da cintura prediz melhor risco de doenças cardíacas do que IMC
“Queríamos identificar um método mais confiável, simples e barato para avaliar a porcentagem de gordura corporal sem usar equipamentos sofisticados”, explicou um dos membros do estudo, Orison Woolcott. “Nossos resultados confirmaram o valor da nossa nova fórmula em um grande número de indivíduos. A massa gorda relativa é uma medida melhor da gordura corporal do que muitos índices usados atualmente na medicina e na ciência, incluindo o IMC”.

Como calcular seu IMR
Para obter seu IMR, você mede sua altura e a circunferência da sua cintura e, em seguida, insere os números nesta fórmula:

HOMENS: 64 – (20 x altura / circunferência da cintura) = IMR
MULHERES: 76 – (20 x altura / circunferência da cintura) = IMR

Os cálculos do IMR se mostraram mais precisos do que mais de 300 outras fórmulas que os pesquisadores tentaram.
Com base em dados de 3.456 pacientes adultos nos EUA, as medições de IMR foram as que mais se aproximaram das medições tomadas por uma tecnologia conhecida como “densitometria por DEXA do corpo inteiro”, amplamente considerada o padrão de ouro para medir tecido corporal, ossos, músculos e gordura.
Em outras palavras, o IMR se mostrou um medidor de gordura corporal quase tão bom quanto um equipamento médico especializado – e tudo o que é necessário é uma fita métrica.

IMC: os problemas
Para calcular o seu IMC, você divide seu peso em quilogramas pela sua altura em metros, depois divide a resposta pela sua altura novamente. Este valor pode então ser comparado com um gráfico de pesos saudáveis para cada altura. Um IMC normal está entre 18,5 e 25.
Embora tenha sido útil para rastrear problemas como obesidade ao longo do tempo e entre populações, os pesquisadores há muito procuram uma fórmula mais precisa que ajude qualquer pessoa que esteja lutando com problemas de peso e problemas de saúde associados (como diabetes e pressão alta) a acompanhar melhor seus níveis de gordura corporal.
Vale notar, contudo, que mais pesquisas em um número maior e em uma variedade maior de pessoas são necessárias para garantir que o IMR seja tão preciso quanto seus criadores acham que é. Se for o caso, talvez seja hora de dizer adeus ao IMC.
“Ainda precisamos testar o IMR em estudos longitudinais com grandes populações para identificar quais faixas de percentual de gordura corporal são consideradas normais ou anormais em relação a sérios problemas de saúde relacionados à obesidade”, resume Woolcott.

A pesquisa foi publicada na revista científica Scientific Reports. [ScienceAlert]


sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Método IHP: funcional que melhora desempenho e ajuda a emagrecer

Academia em São Paulo abre as portas com treinos específicos para atletas e para quem quer perder peso

Tanto no esporte como no dia a dia, seus músculos não trabalham de forma isolada. É só pensar: para pegar uma sacola no carro ou para correr, seu corpo envolve braços, core e pernas em um movimento integrado. “Por isso, na academia não faz sentido usar apenas máquinas, que acionam uma única região como se ela fosse independente do restante”, explica o educador físico Disnei Sanches a BOA FORMA.

Ele e o sócio, Fernando Jaeger, acabam de inaugurar em São Paulo a Competition Training Gym, academia que oferece programas de treinamento baseados na metodologia IHP (Institute of Human Perfomance), que combina musculação com exercícios funcionais para objetivos específicos, como melhorar o desempenho em um esporte ou mesmo emagrecer e definir.

Conheça, abaixo, três curiosidades sobre o método que é referência nos Estados Unidos e começa a crescer no Brasil.

1. Envolve áreas cruzadas do corpo
Criada pelo ex-boxeador Juan Carlos Santana, um cubano radicado nos Estados Unidos, a metodologia IHP defende um programa de treinamento híbrido, isto é, que inclui máquinas e exercícios livres. “Em quase todos os movimentos (ao correr, nadar, socar…) o ombro direito, por exemplo, age junto com o quadril esquerdo. Não existe um arremesso sem a ajuda do tronco ou das pernas”, explica Disnei.
Por isso, os aparelhos de academia que isolam um único músculo não são tão eficientes na hora de melhorar o desempenho esportivo. “Eles são bons para hipertrofia, só que você tem que dar funcionalidade ao seu corpo.” Ou seja, é preciso ensinar sua musculatura a entrar em ação da forma correta para cada movimento, como ao rebater uma bola ou saltar em um bloqueio.
Na academia, a habilidade pode ser potencializada na hora de fazer um agachamento com barra: concentre a força para empurrar o chão – e não para estender os joelhos (juro que faz diferença e dá para sentir mais músculos sendo recrutados!). Quando você estiver competindo pra valer, essa capacidade de integrar toda a ação fará grande diferença no seu resultado.

2. Trabalha na intensidade máxima
Já para emagrecer, a palavra de ordem é chegar ao limite. “Em um esforço bem alto, o corpo aumenta a quantidade e o tamanho das mitocôndrias, organelas responsáveis pela respiração celular e pela oxidação da gordura”, esclarece Disnei, que desenvolveu o programa Shape para a Competition Training Gym. Assim, o organismo acelera o metabolismo basal durante horas e gasta mais calorias. “Para isso, você precisa chegar a um nível de não conseguir falar ao terminar o exercício. Algumas pessoas até sentem náuseas.”
Mas não para por aí: “Um quilo de músculo chega a consumir 80 calorias por hora (mesmo quando você está sentada no sofá). Por isso, não adianta só correr na esteira para emagrecer”, alerta Disnei. Precisa puxa ferro! E, além da hipertrofia, é importante melhorar a força com exercícios que levam muita carga e poucas repetições. “Eles vão reforçar os tecidos moles das articulações, como cartilagem, ligamentos e tendões.” Receita: Overnight de cappuccino para dar pique e saciedade

3. Aproveita o poder da mente
Agora, Juan Carlo Santana vem desenvolvendo um protocolo que envolve o psicológico dos alunos. “Se, na hora em que estiver recuperando seu fôlego, eu disser que dá para fazer mais uma série, você vai conseguir”, garante Disnei. Como o sistema nervoso está quase em colapso, a mente acaba vivendo muito mais o presente – lembra do mindfulness? – e absorvendo as palavras ditas. Mas para isso, você precisa atingir a zona de acidose, isto é, estar megaofegante, ok?


Fonte:  https://boaforma.abril.com.br/fitness/metodo-ihp-funcional-que-melhora-desempenho-e-ajuda-a-emagrecer/ - Por Daniela Bernardi - Bojan89/Thinkstock/Getty Images     

domingo, 14 de janeiro de 2018

É assim que você perde o máximo de peso com o mínimo de esforço

Depois de realizar diversos estudos, os cientistas chegaram a uma conclusão bastante inequívoca: o jeito mais eficaz de perder peso é fechando a boca.

Não parece uma grande novidade, mas, na verdade, os dados são importantes quando se trata de analisarmos os benefícios e vantagens de dietas e exercícios.

Dieta > Exercício
Segundo Philip Stanforth, professor de ciência do exercício da Universidade do Texas e diretor executivo do Instituto Fitness do Texas, nos EUA, a pesquisa científica tende a mostrar que, em termos de perda de peso, a dieta desempenha um papel muito maior do que o exercício físico.
E quando falamos “muito maior”, é isso mesmo que queremos dizer. Praticar exercício requer tempo e esforço consistente, leva mais tempo para ver resultados, e queima muito menos calorias do que a maioria das pessoas pensa.
Alternativamente, existem vários alimentos de alto teor de açúcar, gordura e caloria que podemos cortar de nossas dietas para ver uma grande mudança na nossa cintura, às vezes em um período de tempo bastante curto.
Por exemplo, enquanto algumas barras de chocolate chegam a ter 500 calorias, você teria que caminhar cerca de 8 quilômetros para queimar o mesmo tanto. Não comer um chocolate parece muito mais viável do que andar tudo isso todos os dias, certo?

Mantendo o peso
Uma revisão de 20 estudos envolvendo mais de 3.000 pessoas publicado na revista American Journal of Clinical Nutrition em 2014 descobriu que dietas ricas em proteínas e substituições de baixa caloria para refeições mais pesadas estavam ligadas a melhores resultados em termos de ajudar as pessoas a manterem peso após um período de dieta com redução de calorias quando comparadas com o exercício físico.
E uma revisão de 2011 que analisou a relação entre massa gorda e atividade física em crianças concluiu que ser ativo provavelmente não é o fator determinante no peso.

 Faça exercícios, sim!
Ainda assim, o exercício não deve ser descartado totalmente. Ele é importante para a saúde em diversos outros aspectos, e pode sim ajudar a mantermos um peso saudável. Alguns estudos, por exemplo, sugerem que as pessoas que perdem peso e mantêm-se em forma são as que comem direito e se exercitam regularmente.
A atividade física também comprovadamente ajuda a melhorar o humor, a proteger nossos corpos contra os efeitos prejudiciais do envelhecimento, a gerenciar os sintomas de estresse, depressão e ansiedade e a construir e manter músculos. [ScienceAlert]


quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

3 etapas simples para dominar qualquer assunto, de acordo com um físico vencedor do Prêmio Nobel

Dominar um assunto nunca é fácil. E envelhecer não ajuda, certo?
Mas, caso você queira ou precise dominar algum tema, não precisa se desesperar. Você pode simplesmente aproveitar o método do físico vencedor do Prêmio Nobel, Richard Feynman. Ele criou uma fórmula de três etapas que pode lhe auxiliar a aprender algo não apenas mais rápido, mas em um nível mais profundo.

Saber x entender
Richard Feynman já falou sobre a diferença entre “conhecer algo” e “conhecer o nome de algo”.
Por exemplo, alguém pode mostrar-lhe um pequeno pássaro dourado e dizer-lhe que é um tordo marrom. Também poderia dizer-lhe que é chamado de “halzenfugel” em alemão, e de “chung ling” em chinês. Você pode se lembrar desses fatos para o resto de sua vida, mas você ainda não sabe nada sobre o pássaro – onde ele vive, como migra, qual seu canto etc.
Embora seja uma evidência muito óbvia do argumento de Feynman, o mesmo se aplica a assuntos muito mais complexos. Quer ver?
Nós sabemos que a água conduz eletricidade há muito tempo. Esse fato é uma parte fundamental do mundo que nos rodeia. Mas somente depois de 200 anos de busca que os cientistas finalmente descobriram como esse processo realmente acontece.
Logo, para entender algo de uma forma mais completa, aprenda com o gênio Feynman:

Etapa 1: Escreva o assunto como se estivesse ensinando-o a uma criança
Pegue um caderno, escreva o tópico que está aprendendo no topo da página, e explique-o, do início ao fim, como se estivesse ensinando-o a uma criança.
E, não, não existe um assunto sequer – nem mesmo mecânica quântica – que não possa ser ensinado para uma criança, usando palavras simples. O portal xkcd uma vez explicou a ciência por trás de foguetes espaciais usando apenas 1.000 palavras comuns da língua inglesa (por exemplo, eles usaram a frase “aquele tipo de ar que deixa as vozes engraçadas” para dizer “gás hélio”).
E essa é justamente a chave – quando você está tentando explicar algo a uma criança de oito anos, não pode se esconder por trás de um jargão complicado que nem você realmente entende. Logo, você se força a compreender o conceito em um nível mais profundo, a fim de simplificar relacionamentos e conexões entre ideias.
Se tiver alguma dificuldade… Bom, daí você terá uma noção clara de onde você tem uma lacuna de conhecimento.

Etapa 2: Reveja suas lacunas de conhecimento
Agora que você identificou quais partes do assunto você não entende direito, você pode estudá-las especificamente, e obter as respostas que precisa.
Em seguida, repita a etapa 1 até que você consiga explicar tudo de maneira simples, do começo ao fim.

Etapa 3: Organize e simplifique
Você agora deve ter uma explicação completa do assunto que quer dominar, simples e abrangente o suficiente para que mesmo uma criança possa entendê-la.
Tente diminui-la e simplificá-la, e leia-a em voz alta – isso irá ajudá-lo a identificar qualquer fragmento instável e pouco convincente.

Etapa 4 (opcional): Experimente realmente ensinar o assunto a alguém
Você poderia recrutar uma pessoa real para testar o seu conhecimento. Uma criança de verdade talvez não seja a melhor opção – provavelmente haverá problemas de atenção envolvidos.
Mas você pode ensinar o assunto a um amigo ou alguém interessado. Se a pessoa não compreender algum aspecto de sua explicação e você não puder esclarecê-lo, significa que ainda existe uma lacuna no seu conhecimento.

Pronto!
Essa é a técnica de Feynman. Não é uma solução rápida, muito estudo ainda é necessário, mas, se você segui-la bem certinho, certamente terá uma compreensão profunda do assunto que você está tentando aprender.
Dominar algum novo assunto é sempre crucial – seja para fazer algum exame, para usar na vida profissional ou até para seu próprio benefício. E, com essa estratégia, você não vai esquecer o tema logo depois de tê-lo utilizado a seu favor. [ScienceAlert]


segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Injeção anticoncepcional: entenda como o método funciona e tire suas dúvidas

A injeção anticoncepcional pode ser mensal ou trimestral; conheça a diferença entre elas, suas vantagens e riscos

A injeção anticoncepcional é composta de hormônios injetáveis, que são aplicados mensalmente ou a cada três meses na região glútea, para quem quer evitar a gravidez.

Esse método é ideal para quem esquece de tomar a pílula diariamente ou não pode usar os anticoncepcionais orais por orientação médica. Além disso, tem um custo mais baixo.

Mas nem tudo são vantagens. A injeção anticoncepcional pode causar algumas reações adversas, além de tornar a gravidez mais difícil mesmo depois da interrupção do uso.

O ginecologista e obstetra Rodrigo da Rosa Filho, especialista em reprodução humana, explica melhor os pontos positivos e negativos, o jeito certo de usar o anticoncepcional injetável e esclarece outras dúvidas a respeito desse método.

Como ela funciona e para quem é indicada?

A injeção anticoncepcional só deve ser tomada se houver orientação profissional. Essa indicação leva em conta diversos fatores, como questões de saúde, intolerância a determinados tipos de hormônios, hábitos e até mesmo o estilo de vida. “Entre a injeção mensal, a pílula de via oral ou adesivo anticoncepcional, a diferença básica é mais na forma de aplicação. E muda a praticidade, já que o esquecimento é um problema muito comum. Mas a eficácia é a mesma”, afirma o médico.
A aplicação deve ser feita sempre na farmácia, pois é uma aplicação intramuscular. Segundo o médico, é pouco dolorosa. “Só dói se for mal aplicada”, diz.

Anticoncepcional injetável mensal x trimestral

O ginecologista esclarece também que existem dois tipos de métodos injetáveis. Um é aplicado mensalmente, com hormônios combinados (derivados do estradiol e progesterona), sintéticos, que têm as mesmas características da pílula e do adesivo anticoncepcional.
É muito utilizado por adolescentes que esquecem com frequência o comprimido, também possui menos efeitos colaterais, principalmente os gastrointestinais, como náuseas. “Essa injeção é aplicada a cada 30 dias, sempre no mesmo dia do mês. A primeira deve ser aplicada no primeiro dia da menstruação. E o ciclo é normal, sem nenhuma mudança”, afirma.
O outro tem aplicação trimestral. Sua composição é à base somente de progestógeno (similar à progesterona natural), sem estrogênio. “Ela tem a vantagem de não ter contraindicações. Inclusive é muito usada no período pós-parto, porque não interfere na amamentação. Mas tem a desvantagem de aumentar a retenção de líquidos ao longo do tempo”, explica Rodrigo.
Outra característica diferente da injeção trimestral é que as mulheres não menstruam. “É muito indicada em casos que a gente não quer que a paciente menstrue, como na endometriose.”, diz.

Efeitos colaterais possíveis

A injeção mensal, por causa dos hormônios combinados, tem os mesmos riscos que a pílula ou o adesivo anticoncepcional, como trombose, infarto, AVC, problemas no fígado. Isso não muda independente da via de administração, ou seja, se é oral ou injetável.
Portanto, é um método contraindicado para quem tem predisposição a algum desses problemas e também para tabagistas. Mulheres que estão amamentando também não podem usar o método, pois há interferência.
Já a injeção trimestral não possui nenhuma dessas contraindicações, pois não tem estrogênio em sua composição.

Mais dúvidas respondidas

Antes de optar por um método contraceptivo injetável, é importante saber mais detalhes sobre ele, suas vantagens, desvantagens e riscos. O ginecologista e obstetra Rodrigo da Rosa Filho responde algumas dúvidas comuns.

Anticoncepcional injetável engorda?
Sim. Os injetáveis têm uma quantidade maior de hormônio, que aumenta a retenção de líquido. Por isso qualquer mulher que começa a fazer uso das injeções está sujeita a ganhar mais peso, mas isso também varia muito de organismo para organismo.

Meu ciclo menstrual vai mudar com a injeção?
Depende. Na injeção mensal a pessoa continua menstruando mensalmente. Já na trimestral não há menstruação.

A injeção dispensa o uso da camisinha?
Para evitar doenças sexualmente transmissíveis, não. A camisinha continua sendo necessária. Mas para contracepção a injeção é bem eficaz.

Comecei a tomar a injeção este mês, já estou protegida?
Sim. A eficácia é desde a primeira vez que toma a injeção.

Quando vou conseguir engravidar após parar as injeções?
A mensal não interfere na fertilidade. Se parou de tomar, no mês seguinte já volta ao ciclo normal e já tem chances de gravidez no próximo ciclo. Já na trimestral, depois da interrupção do uso, pode demorar de seis meses a um ano para que a mulher volte a ovular e a menstruar. Por isso ela só é indicada em casos muito específicos.

Esqueci de tomar no dia certo, tem algum problema tomar atrasado?
Se esquecer, tem até três dias de intervalo para tomar novamente sem que haja riscos. Na trimestral é ainda mais tranquilo, com um prazo mais flexível.

Se eu quiser interromper a menstruação, tem jeito?
No caso da injeção, não tem como interromper a menstruação, porque não é indicado aplicar mais de uma por mês. Se não quer menstruar, esse não é um bom método.

Por quanto tempo posso usar o anticoncepcional injetável?
Não tem prazo para o uso da injeção mensal. Se estiver se sentindo bem, sem contraindicações, pode usar sempre. Pode começar na adolescência e ir até a fase de pré-menopausa. Mas a trimestral pode ser aplicada por no máximo três anos, porque pode induzir à osteoporose.

Quanto custa cada injeção?
A mensal custa em torno de 30 reais, um valor bem menor se comparado ao de outros métodos. Segundo o médico, muitas mulheres optam pela injeção por causa do custo. A trimestral sai por cerca de 40 reais, é até mais barata.

É importante ressaltar que somente um médico poderá avaliar cada caso e prescrever o melhor método anticoncepcional, de forma a evitar danos à saúde.


Fonte: https://www.dicasdemulher.com.br/injecao-anticoncepcional/ - Mariana Bueno - Foto: iStock

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

8 benefícios da reeducação alimentar

Além da perda de peso, a reeducação alimentar oferece outros benefícios ao corpo. Veja quais são eles!

Você já sabe que a reeducação alimentar é uma ótima opção para quem busca a perda de peso. Contudo, o método possui uma série de outros benefícios para o corpo e a saúde. Confira a seguir quais são eles!

1. Aumento da saciedade e do consumo de nutrientes variados.

2. Absorção adequada de nutrientes.

3. Melhora da qualidade da pele e do cabelo.

4. Aumento dos estoques de energia.

5. Redução de alguns sintomas ligados à TPM, como irritabilidade e compulsão alimentar.

6. Fortalecimento do sistema imunológico.

7. Diminuição do risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes e obesidade.

8. Melhor funcionamento do intestino.


Fonte: http://corpoacorpo.uol.com.br/dieta/dieta-de-emergencia/8-beneficios-da-reeducacao-alimentar/10690 - Texto Luciana Hruby | Adaptação Ana Paula Ferreira - Foto Shutterstock

sábado, 25 de junho de 2016

Conheça 5 novas power modalidades de pilates e seus benefícios

Os novos pilates se mantiveram fiéis ao método original, mas trouxeram o melhor de outros esportes para turbinar suas curvas, saúde e desempenho. Conheça-os!

Eles se mantiveram fiéis ao método original, mas buscaram referências em outros esportes para trazer o melhor de vários mundos à modalidade. Conheça as os novos pilates!

Neopilates
Criado em 2010 pela fisioterapeuta Amanda Braz, de Santa Catarina, traz conceitos do treino funcional e das artes circenses. Até o slackline e a lira – aquele círculo suspenso do circo – entram em cena!
É bom porque: tem exercícios mais intensos, divertidos e desafiadores e inclui aeróbicos, chegando a queimar 500 calorias por aula.
Contraindicado para: pode ser praticado por todos, uma vez que o método é adaptado a cada aluno, podendo ser usado até em reabilitações.

Aero pilates
O espanhol Rafael Martínez, autor do método, incorporou elementos da ioga. Tem como estrela o columpio, uma espécie de balanço feito com tecido e cordas que permite a execução de exercícios suspensos – quanto mais alto o ajuste, maior a dificuldade.
É bom porque: proporciona ganho de força e equilíbrio e dá aquele gás na definição dos músculos. Por ser suspenso, não tem impacto nas articulações.
Contraindicado para: quem sofre com disfunções de equilíbrio, como labirintite, hipertensão e doenças cardíacas.

Gravity pilates
Como o nome indica, a criação da educadora física Simone Albano, de São Paulo, conta com a gravidade como resistência para potencializar os exercícios. Acrescentou-se também o conceito de treino periodizado, assim como ocorre na musculação, e descanso ativo entre as séries.
É bom porque: pede agilidade entre um movimento e outro, turbinando o condicionamento, e permite o aumento de intensidade e carga, proporcionando o ganho de músculos, emagrecimento e consciência corporal.
Contraindicado para: gestantes.

Pilates acrobático
“Usa os equipamentos originais, especialmente o cadillac, mas com menor base de apoio. Quanto menor ela for, mais acrobático será o exercício”, esclarece Eliane Coutinho, pós-doutoranda em Pilates e fundadora da Fisiociência Pilates, de São Paulo.
É bom porque: além da adrenalina, exige grande trabalho dos músculos, sendo ótimo para ganho de força e definição, especialmente de membros superiores.
Contraindicado para: quem sofre com disfunções de lombar e ombro e para quem está em fase de reabilitação.

Power pilates
Considerado uma atividade aeróbica, envolve movimentos do Mat Pilates (solo) feitos rapidamente e sem intervalo algum. Em média, são emendados 32 exercícios ao longo dos 50 minutos de aula.
É bom porque: é extremamente dinâmico e perfeito para quem quer emagrecer, pois o ritmo non stop torra até 450 calorias por aula.
Contraindicado para: iniciantes, pessoas com lesões, instabilidade na região lombo-pélvica e com problemas na coluna e ombro em fase aguda.


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

8 dicas científicas de como estudar para detonar suas provas

Você é do tipo que entra em pânico quando uma prova se aproxima, e fica a noite anterior inteira acordado estudando?

Pois saiba que a ciência ligou esse método de estudo aos piores resultados globais de testes. Então, se você nunca vai bem na prova, já sabe por quê.

Confira algumas dicas para estudar de forma mais eficiente:

Como estudar? Divida o estudo em sessões
Pesquisas têm demonstrado que a melhor forma de estudar é um pouco de cada vez. Ou seja, ao invés de passar 10 horas inteiras estudando como um louco, é melhor separar essas sessões em 20 de 30 minutos cada.
Isso é mais eficiente porque seu cérebro é melhor em guardar informações curtas e repetidas, ao invés de memorizar vários dados passados de uma só vez. É por isso que mesmo aulas de tênis e de violão, por exemplo, são divididas em sessões que seguem uma estrutura. O mesmo vale para estudar qualquer tema.

Durma bem
Já falamos que passar a noite toda acordado estudando não funciona. Isso ocorre porque lógica e memória são afetadas pela falta de sono (e as consequências negativas podem ser vistas por até quatro dias depois).
Como dissemos acima, o cérebro prefere receber informações aos poucos, ao invés de uma só vez.

Siga um padrão
Seguir um padrão pode ajudar bastante nosso cérebro a guardar informações. É melhor marcar um horário para estudar todos os dias por alguns minutos (por exemplo, das 15h às 16h) do que fazer isso aleatoriamente.
Aos poucos, seu cérebro vai se habituar à rotina, e se tornará mais fácil aprender naquela hora do dia.

Use cartões de tópicos e defina uma meta
Você gosta de estudar relendo suas anotações ou destacando trechos de livros didáticos? Pesquisas têm mostrado que esse método passivo não é tão competente assim. Na verdade, pode até ser prejudicial, uma vez que tem o potencial de divergir sua atenção para informações menos importantes.
Uma opção mais eficiente são cartões de estudo com os tópicos mais importantes a serem memorizados.
Estudos também creem que ter uma meta de aprendizado ajuda. Por exemplo, se você está estudando para uma prova de francês, decida que, hoje, você vai aprender a conjugar 5 verbos.

Ensine o conteúdo para alguém
Em um estudo, participantes tiveram que aprender um conceito. Foi dito a alguns que eles teriam que fazer um teste para ver se haviam entendido bem o assunto, enquanto o resto teria que ensinar a outras pessoas o mesmo conceito.
Os participantes que tinham que ensinar o conteúdo entenderam muito melhor as ideias principais. Isso porque, quando o cérebro espera ter que passar a informação adiante, ele a organiza de maneira mais coerente.

Pratique bastante
Vai prestar um concurso? Procure as provas dos anos anteriores e pratique bastante. Mesmo que você cometa vários erros, isso só vai te ajudar a identificar seus pontos fracos.
Além disso, pesquisas mostram que fazer testes simulados podem aumentar a confiança das pessoas, melhorando sua performance no dia da prova verdadeira.

Escolha um local adequado para estudar
Se possuir um horário de estudos, seguir uma estrutura e ter uma meta clara ajudam seu cérebro a ficar mais confortável, estudar sempre no mesmo local, equipado com tudo que você possa precisar, é mais um item que pode dar a sua mente o padrão que ela precisa para memorizar informações de maneira eficiente.

Esqueça música (e qualquer outra distração)
É interessante também que esse local de estudo seja silencioso. Enquanto alguns estudos já sugeriram que música clássica pode melhorar a performance em testes, outras pesquisas chegaram a conclusões diferentes, de que ruídos de fundo podem na verdade prejudicar o foco. No geral, os que estudaram sem música se saíram melhor.
Aliás, mesmo que você não for ouvir música, deixe o celular bem longe quando estiver estudando. Distrações como a troca de mensagens com amigos tiram sua concentração. Obviamente, isso não é bom.